Brasil, sem ritmo e sem astros, perde amistoso para Japão no vôlei.
Seleção, em seu primeiro desafio na temporada, não conta com alguns de seus principais jogadores e cai para rivais japoneses em 3 sets a 0 em Brasília.
Times voltam a jogar no domingo (5).
Sentados à beira da quadra, Bruninho, Lucão, Lucarelli e Leal perderam o sorriso aos poucos.
No primeiro jogo da seleção em 2022, talvez fosse difícil esperar uma queda tão brusca.
Em Brasília, no ginásio de Taguatinga, o Brasil encarou o Japão em amistoso com um time sem algumas de suas principais estrelas.
E, sem ritmo, não conseguiu fazer frente à rápida seleção asiática, com direito a uma parcial de 76 pontos.
Em 3 sets a 0 (25/19, 39/37 e 25/21), a equipe de Renan Dal Zotto começou a caminhada na temporada com derrota.
O amistoso desta quinta foi o primeiro dos dois contra a seleção japonesa em Brasília.
Os times voltam a se enfrentar neste domingo (5), às 10 horas (horário de Brasília), na preparação para a Liga das Nações de vôlei.
A TV Globo e o sportv2 transmitem a partida ao vivo, e o Globo Esporte acompanha tudo em tempo real.
"Valeu muito, amistoso é sempre bom. Quando perdemos, é bom para enxergarmos o que fizemos de errado. Pessoal estava um pouco nervoso, muita gente nova. Mas o Japão foi muito bem também. Não é o resultado que queríamos, mas a Liga das Nações já está na porta", disse Alan, um dos destaques do time, apesar da derrota.
Primeira set - Brasil sofre sem ritmo, e Japão larga na frente: Era um time ainda sem alguns dos principais nomes e com algumas caras novas.
Em um primeiro passo no novo ciclo olímpico, Renan Dal Zotto deu espaço para nomes como Franco, Adriano e Gabriel Vaccari.
Naquele início, não foi muito simples.
O Brasil largou na frente, mas viu o Japão tomar a dianteira em 12/11.
Na falta de entrosamento, a seleção se viu perdida.
O Japão se aproveitou e ampliou a vantagem para 19/15.
Renan, então, parou o jogo.
Àquela altura, Nishida, oposto japonês, era o grande nome dos rivais.
O técnico brasileiro ainda tentou mudar ao mandar Alan, Matheus Brasília e Honorato à quadra.
Não deu.
No fim, vitória japonesa por 25/19.
Segundo set - Japão dá fim a set de 76 pontos e amplia: O Japão compensava a falta de estatura com velocidade e potência.
Mesmo junto à rede, o time asiático mostrava força no bloqueio e causava problemas para os donos da casa.
O Brasil, porém, errava muito.
Até largou na frente, mas perdeu a dianteira em um ataque para fora de Adriano: 11/10.
Quando a seleção parecia tomar as rédeas, o Japão conseguia buscar.
Renan, no entanto, quis acelerar.
O técnico mandou Alan à quadra para tentar causar mais problemas à defesa japonesa.
O oposto entrou bem, mas o Japão, com Ran e Nishida, fez o placar ficar igual na reta final: 20 a 20.
Os visitantes retomaram a dianteira e chegaram ao set point em 24/23.
Mas o Brasil salvou três pontos decisivos, buscou e tomou à frente com Rodriguinho (27/26).
Mas não tinha nada definido àquela altura.
As mudanças no placar seguiram, e o Japão voltou a ter um set point (31/30).
Brasil salvou, e os times simplesmente não conseguiam fechar a parcial.
Mas, no fim, foi o Japão quem levou a melhor.
Ao suportar a pressão do Brasil, ampliou a vantagem na conta com 39/37 no placar.
Terceira set - Japão freia reação e fecha amistoso: O Japão não quis diminuir o ritmo.
Na volta à quadra, os visitantes logo abriram quatro pontos de vantagem.
Renan, à beira da quadra, tentava de todos os jeitos acertar o time.
Mas, na velocidade dos japoneses, o Brasil não conseguia se encontrar.
Sem impedir os ataques japoneses na ponta, a equipe da casa viu o time rival abrir 20/15.
Na marra, o Brasil tentou reagir na reta final.
Conseguiu fazer a diferença cair para apenas um ponto já perto do fim, em 22 a 21.
Mas Ran, ao furar o bloqueio brasileiro, impediu qualquer reação.
No fim, diante de uma torcida incrédula, o Japão fez a festa: 25/21.
Escalação:
O Brasil entrou em quadra com Cachopa, Franco, Flávio, Isac, Adriano e Vaccari.
Líbero: Thales.
Entraram: Alan, Matheus Brasília, Honorato, João Rafael, Leandro Aracaju e Maique.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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