Italiano espera eliminar Brasil pela terceira vez no Maracanãzinho.
Técnico da Itália, Ferdinando De Giorgi já despachou seleção brasileira duas vezes no Rio de Janeiro e treinou Bruninho e Leal.
"Conheço todos eles".
Foi essa a resposta de Ferdinando De Giorgi, técnico da seleção italiana, ao ser perguntado sobre os jogadores do Brasil.
Grande rival da decisão deste domingo (8), a Itália está em terceiro lugar no Pré-Olímpico de vôlei e, caso vença o Brasil, terá de esperar o jogo entre Cuba e Irã para saber qual dos três países ficará com a vaga direta para os Jogos de Paris 2024.
A TV Globo e o sportv2 transmitem a partida entre Brasil e Itália, às 10 horas (horário de Brasília), e o Globo Esporte faz o acompanhamento em tempo real.
Experiente, De Giorgi já venceu o Brasil dentro do Maracanãzinho como jogador em duas situações: em 1990, no Mundial, despachou a seleção brasileira na semifinal e venceu Cuba na final, levantando o caneco no Rio de Janeiro.
Já em 1995, pela Liga Mundial (atual Liga das Nações), bateu o Brasil na decisão e calou a arena, que esperava o segundo título verde e amarelo.
"Minhas lembranças do Rio são muito boas (risos). Nos anos 1990, aqui no Maracanãzinho, iniciou-se uma história importante no vôlei italiano. Me lembro bem da semifinal, um 3 a 2 incrível contra o Brasil", disse De Giorgi, que pode eliminar o Brasil pela terceira vez no Rio de Janeiro e se firmar como carrasco da seleção, como jogador e treinador.
A "história importante" que De Giorgi destaca é explicada pela quantidade de títulos da Itália nos anos 1990.
A azzurra levou todos os Mundiais da década (1990, 94 e 98), além de oito Ligas Mundiais, de dez disputadas, Brasil, em 1993, e Holanda, em 1996, foram os outros campeões.
Perguntado sobre a seleção brasileira nesse Pré-Olímpico, De Giorgi elogiou a equipe, em especial seu ex-atleta no Civitanova, Bruninho.
Entre os títulos conquistados juntos, está o primeiro campeonato mundial da equipe, sendo a final disputada em Minas Gerais, contra o Cruzeiro, em 2019.
De Giorgi também foi treinador de Leal, que pediu dispensa do Pré-Olímpico devido à lesão no joelho.
"São tantos jogadores bons... Eu treinei o Bruninho quando ele jogou no Civitanova, é um jogador fantástico. Lucão, Lucarelli, Flávio... Esses a gente conhece melhor porque jogaram na Itália. Mas todos são fantásticos, é uma seleção muito forte", finalizou.
De Giorgi assumiu a seleção italiana em 2021 e, apenas um ano depois, levantou o troféu de campeão mundial e encerrou um jejum que durava 24 anos.
O treinador comandou a azzurra apenas uma vez contra o Brasil, em vitória por 3 a 1 em julho deste ano, pela Liga das Nações.
O Brasil enfrenta a Itália neste domingo (8), às 10 horas (horário de Brasília), no Maracanãzinho.
Caso vença, a seleção estará classificada para as Olimpíadas.
Se perder, dá adeus as chances de ir à Paris de forma direta e dependerá do ranking mundial.
Na corrida olímpica do vôlei, a outra via para Paris é pelo ranking.
E, aí, o Brasil teria dois cenários em caso de uma possível frustração no Maracanãzinho.
Se não conseguir a vaga direta para os Jogos, o melhor caminho seria torcer por uma classificação da Argentina, que está em quarto lugar no grupo C, disputado na China.
Ou seja: não é o mais provável.
São cinco vagas disponíveis pelo ranking.
A distribuição, porém, prioriza países de continentes ainda sem representantes como primeiro critério.
Depois, como segundo critério, os melhores times na lista que ainda não se classificaram.
As vagas só serão confirmadas após a Liga das Nações do ano que vem.
Se Brasil e Argentina não se classificarem, a disputa por um lugar será direta.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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