sábado, 7 de outubro de 2023

Carrasco?

Italiano espera eliminar Brasil pela terceira vez no Maracanãzinho.

Técnico da Itália, Ferdinando De Giorgi já despachou seleção brasileira duas vezes no Rio de Janeiro e treinou Bruninho e Leal.

"Conheço todos eles". 

Foi essa a resposta de Ferdinando De Giorgi, técnico da seleção italiana, ao ser perguntado sobre os jogadores do Brasil. 

Grande rival da decisão deste domingo (8), a Itália está em terceiro lugar no Pré-Olímpico de vôlei e, caso vença o Brasil, terá de esperar o jogo entre Cuba e Irã para saber qual dos três países ficará com a vaga direta para os Jogos de Paris 2024. 

A TV Globo e o sportv2 transmitem a partida entre Brasil e Itália, às 10 horas (horário de Brasília), e o Globo Esporte faz o acompanhamento em tempo real.

Experiente, De Giorgi já venceu o Brasil dentro do Maracanãzinho como jogador em duas situações: em 1990, no Mundial, despachou a seleção brasileira na semifinal e venceu Cuba na final, levantando o caneco no Rio de Janeiro. 

Já em 1995, pela Liga Mundial (atual Liga das Nações), bateu o Brasil na decisão e calou a arena, que esperava o segundo título verde e amarelo.

"Minhas lembranças do Rio são muito boas (risos). Nos anos 1990, aqui no Maracanãzinho, iniciou-se uma história importante no vôlei italiano. Me lembro bem da semifinal, um 3 a 2 incrível contra o Brasil", disse De Giorgi, que pode eliminar o Brasil pela terceira vez no Rio de Janeiro e se firmar como carrasco da seleção, como jogador e treinador.

A "história importante" que De Giorgi destaca é explicada pela quantidade de títulos da Itália nos anos 1990. 

A azzurra levou todos os Mundiais da década (1990, 94 e 98), além de oito Ligas Mundiais, de dez disputadas, Brasil, em 1993, e Holanda, em 1996, foram os outros campeões.

Perguntado sobre a seleção brasileira nesse Pré-Olímpico, De Giorgi elogiou a equipe, em especial seu ex-atleta no Civitanova, Bruninho. 

Entre os títulos conquistados juntos, está o primeiro campeonato mundial da equipe, sendo a final disputada em Minas Gerais, contra o Cruzeiro, em 2019. 

De Giorgi também foi treinador de Leal, que pediu dispensa do Pré-Olímpico devido à lesão no joelho.

"São tantos jogadores bons... Eu treinei o Bruninho quando ele jogou no Civitanova, é um jogador fantástico. Lucão, Lucarelli, Flávio... Esses a gente conhece melhor porque jogaram na Itália. Mas todos são fantásticos, é uma seleção muito forte", finalizou.

De Giorgi assumiu a seleção italiana em 2021 e, apenas um ano depois, levantou o troféu de campeão mundial e encerrou um jejum que durava 24 anos. 

O treinador comandou a azzurra apenas uma vez contra o Brasil, em vitória por 3 a 1 em julho deste ano, pela Liga das Nações.

O Brasil enfrenta a Itália neste domingo (8), às 10 horas (horário de Brasília), no Maracanãzinho. 

Caso vença, a seleção estará classificada para as Olimpíadas. 

Se perder, dá adeus as chances de ir à Paris de forma direta e dependerá do ranking mundial. 

Na corrida olímpica do vôlei, a outra via para Paris é pelo ranking. 

E, aí, o Brasil teria dois cenários em caso de uma possível frustração no Maracanãzinho. 

Se não conseguir a vaga direta para os Jogos, o melhor caminho seria torcer por uma classificação da Argentina, que está em quarto lugar no grupo C, disputado na China. 

Ou seja: não é o mais provável.

São cinco vagas disponíveis pelo ranking. 

A distribuição, porém, prioriza países de continentes ainda sem representantes como primeiro critério. 

Depois, como segundo critério, os melhores times na lista que ainda não se classificaram. 

As vagas só serão confirmadas após a Liga das Nações do ano que vem. 

Se Brasil e Argentina não se classificarem, a disputa por um lugar será direta.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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