Paratleta do Amapá conta como superou um derrame cerebral por meio do esporte.
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), Segilma Miranda diz que renasceu no atletismo.
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| Paratleta amapaense Segilma Miranda. (Foto: Globoesporte.globo.com) |
Aos 46 anos, a assistente comercial Segilma da Silva Miranda jamais imaginou há quatro, que poderia superar um derrame cerebral e se tornar uma atleta paralímpica da Seleção Amapaense.
O esporte não só ajudou na recuperação física, como também na autoestima dela.
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), ela conta a sua história e as conquistas dessa nova fase, que inclui competições nacionais e internacionais representando o Brasil.
Tudo começou no dia 8 de outubro de 2016, quando Segilma e o filho Lomanto Borges, se preparavam para sair de carro.
O forte calor daquele dia, fez com que ela ligasse o ar-condicionado do automóvel em sua potência máxima, foi neste momento que a vida dela deu uma reviravolta.
Segilma conta que o choque térmico provocou um Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (AVCH) ou derrame cerebral que lhe deixou graves sequelas, entre elas, fraqueza muscular, dormência, frio e paralisia.
Tendo que conviver numa nova realidade, e de cadeira de rodas, Segilma passou a ficar deprimida, triste e ansiosa, um quadro que caminhada para a depressão.
Mas, as fisioterapias diárias deram resultado.
Alguns movimentos voltaram aos poucos, e ela passou a se equilibrar e andar sozinha, mesmo com dificuldades.
RENASCIMENTO NO PARADESPORTO: Foi então que Segilma foi convidada pelo técnico Marlon Gomes, da Federação de Paradesporto do Amapá, para praticar o atletismo de campo paralímpico, como parte do tratamento fisioterápico.
A identificação com os exercícios foi imediata.
"Entrei a convite do professor Marlon para experimentar, gostei e deu certo. O esporte melhorou muito minha autoestima", destaca a paratleta.
Hoje Segilma participa de competições universitárias no lançamento de dardo, arremesso de disco e arremesso de peso.
Entre algumas competições que participou e conquistou medalhas, ela destaca as duas Paralimpíadas Universitárias e o FISU América Games (panamericano universitário) onde junto com outros nomes importantes do paradesporto, defendeu o Brasil na competição.
Atualmente Segilma está focada e treinando diariamente para competir no Circuito Norte e Nordeste e no Camping de Atletismo Paralímpico, que acontecerá de 13 à 17 de março, em Recife-PE.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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