terça-feira, 2 de junho de 2026

Fraternidade através do esporte

Leão XIV: que o esporte seja escola de fraternidade e instrumento de paz.

Na intenção de oração deste mês de junho, o Papa convida a rezar "pelos valores do esporte" e para que o esporte seja espaço de diálogo entre culturas, promovendo o respeito, a solidariedade e o espírito de superação.

Foi divulgada, nesta terça-feira (2), a mensagem de vídeo do Papa Leão XIV com a intenção de oração do Pontífice para o mês de junho. 

Nela, o Pp convida a rezar para que o esporte seja um instrumento de paz, uma escola de fraternidade e espaço de encontro.

Nas vésperas da Copa do Mundo, o Papa convida os cristãos a se unirem a esta intenção. No início de sua oração, o Pontífice eleva sua súplica a Deus:

“Senhor da vida, agradecemos-Te pelo dom do esporte, por aqueles que glorificam a Deus com o exercício dos seus corpos, pelas amizades que nascem no campo e pela alegria de jogar em equipe.”

De acordo com o Santo Padre, o Senhor nos ensina "que na vida, como no jogo ninguém se salva sozinho. Precisamos dos outros para crescer, para aprender a respeitar, superar limites e celebrar juntos as vitórias alcançadas".

“Pedimos-Te que o esporte seja sempre escola de fraternidade e não de rivalidade vazia, espaço de encontro e não de exclusão, caminho de paz e não de violência.”

Construir comunhão e fraternidade na história: 

O Papa pede ao Senhor para fazer com que "aqueles que praticam, treinam ou apoiam descubram no esporte uma linguagem universal que aproxima culturas, une povos e semeia respeito, solidariedade e superação pessoal".

“Senhor Jesus, que cada esporte seja parábola de uma vida vivida contigo, colaborando com esforço e alegria, vivendo com humildade na derrota e com gratidão pela vitória que nos ofereces na tua ressurreição. Que nunca nos falte o teu Espírito, que faz de nós uma só equipe, unida contigo para construir comunhão e fraternidade na história. Amém.”

O esporte como um caminho para construir a paz: Em pouco mais de um ano de pontificado, não é a primeira vez que o Papa Leão XIV recorda à Igreja os valores do esporte. 

De fato, em 15 de junho de 2025, durante o Jubileu do Esporte celebrado em Roma, falou sobre o esporte como um instrumento de paz: “O esporte é um caminho para construir a paz, porque é uma escola de respeito e lealdade, que faz crescer a cultura do encontro e a fraternidade".

Em sua homilia da missa, desse mesmo dia, o Pontífice acrescentou ainda que "numa sociedade marcada pela solidão, na qual o individualismo exagerado deslocou o centro de gravidade do “nós” ao “eu”, terminando por ignorar o outro, o esporte, especialmente quando praticado em equipe, ensina o valor da colaboração, de caminhar juntos", convertendo-se assim em um importante instrumento de recomposição e encontro entre os povos.

Mais recentemente, no mês de abril deste ano, ao receber os atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão-Cortina, Leão XIV insistiu nesta mesma visão: "Nos tempos atuais, tão marcado por polarizações, rivalidades e conflitos que desembocam em guerras devastadoras, seu compromisso adquire um valor ainda maior: o esporte pode e deve converter-se verdadeiramente num espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”.

Para o Papa, os esportistas são chamados a ser testemunhas de uma linguagem universal: "Competir sem odiar, ganhar sem humilhar, perder sem se perder".

Uma ponte de diálogo: A cultura do esporte como um instrumento de paz vem de séculos de história, desde as origens dos Jogos Olímpicos. 

A tradição da Trégua Olímpica, conhecida na Antiga Grécia como Ekecheiria, nasceu no século IX a.C. de um acordo entre cidades-estado em conflito para garantir a participação segura nos Jogos, convertendo o esporte numa ponte de diálogo e convivência pacífica.

Retomando esse espírito, o Comitê Olímpico Internacional (COI) retomou este conceito nos anos 90 com o objetivo de aproveitar o poder transformador do esporte como instrumento de paz e reconciliação.

Sobre a Rede Mundial de Oração do Papa: A Rede Mundial de Oração do Papa é uma Obra Pontifícia confiada à Companhia de Jesus. 

Está presente em mais de 90 países e reúne uma comunidade espiritual de mais de 22 milhões de pessoas que procuram viver cada dia com disponibilidade para colaborar na missão de Cristo. 

No centro desta missão estão as intenções mensais de oração do Papa, que convidam a centrar-se nos desafios da humanidade e na missão da Igreja.

Reportagem: Vaticannews.va

Adaptação: Eduado Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Copa do Mundo da Fé: em qual posição você está?

Na construção como cristão, a fé passa por diferentes fases. 

Descubra o que as posições de um time de futebol podem revelar sobre sua vida espiritual!

Ao observar uma partida de futebol da Copa do Mundo, é possível notar que nenhum jogador passa os 90 minutos fazendo a mesma coisa. 

Há momentos de ataque, defesa, organização e recuperação. 

Com os católicos durante a caminhada cristã acontece algo parecido.

A fé também passa por fases. Existem dias em que avançamos com confiança. 

Em outros, precisamos resistir, esperar ou buscar forças para continuar.

Os apóstolos de Jesus viveram essa dinâmica.

Em diferentes momentos dos Evangelhos, eles ocuparam "posições" distintas no campo da fé. Houve ocasiões de coragem, dúvida, liderança e aprendizado.

A boa notícia é que Jesus permaneceu ao lado deles em todas essas etapas!

O atacante da fé, Pedro e a coragem de avançar: O atacante é aquele que enxerga uma oportunidade e parte para a ação. 

Pedro assumiu esse papel em diversos momentos. 

Um dos exemplos mais conhecidos aconteceu quando Jesus caminhou sobre as águas.

“Senhor, se és tu, manda que eu vá sobre as águas até junto de ti!” (Mt 14,28)

Pedro saiu do barco enquanto os demais permaneceram observando. 

Ele demonstrou uma fé corajosa, capaz de dar um passo que parecia impossível.

Muitos cristãos vivem fases assim. Sentem-se motivados para iniciar um ministério, retomar a vida de oração ou enfrentar um desafio importante. 

Nesses momentos, a fé joga no ataque.

O zagueiro da fé, João e a fidelidade: O trabalho do zagueiro raramente recebe aplausos. 

Sua missão é permanecer firme. 

João oferece um exemplo dessa postura. 

Durante a Paixão, quando muitos fugiram, ele permaneceu próximo de Jesus até os pés da cruz.

"Jesus, vendo sua mãe e, perto dela o discípulo que amava, disse a sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E, desta hora em diante, o discípulo acolheu-a em sua casa." (Jo 19,26-27)

Existem períodos em que a fé exige exatamente isso: permanecer, mesmo que sem grandes emoções ou experiências extraordinárias. 

A fidelidade também é uma vitória.

O volante da fé, Mateus e a organização interior: O volante conecta defesa e ataque. 

Ele ajuda a equipe a encontrar equilíbrio. 

Mateus desempenha um papel semelhante na caminhada espiritual. 

Antes de seguir Jesus, era cobrador de impostos. 

Sua vida mudou após um chamado direto do Mestre.

"'Segue-me.' Ele se levantou e o seguiu." (Mt 9,9)

A conversão de Mateus mostra uma fé que reorganiza prioridades. 

Há momentos em que Deus nos convida a colocar ordem na vida espiritual: é preciso rever hábitos, corrigir rotas e retomar compromissos esquecidos. 

Sem equilíbrio, o time sofre. 

Sem cultivar uma vida baseada em oração, a fé perde força.

O meio-campista da fé, André e a capacidade de aproximar pessoas de Jesus: O meio-campista cria oportunidades para que a equipe avance. 

André tinha essa característica. 

Foi ele quem levou seu irmão Pedro ao encontro de Jesus.

"O primeiro a quem encontrou foi seu irmão Simão, ao qual disse: “Encontramos o Messias”. E o levou a Jesus." (Jo 1,41-42)

Seu protagonismo acontece nos bastidores. 

Muitas vezes, a fé nos põe a prova, pois não somos o centro das atenções em nossa comunidade ou paróquia, apenas ajudamos alguém a se aproximar de Deus. 

E isso é muito! 

Uma conversa, um convite para a missa, uma palavra de incentivo. 

Estes pequenos gestos podem mudar vidas!

O goleiro da fé, Tomé e a luta contra a dúvida: O goleiro enfrenta pressão constante. 

Precisa manter a atenção mesmo quando tudo parece tranquilo. 

Tomé viveu uma batalha semelhante: após a Ressurreição, teve dificuldade para acreditar no testemunho dos outros discípulos.

“Se eu não vir o sinal dos pregos em suas mãos, se não puser meu dedo na marca dos pregos e se não colocar minha mão em seu peito, não acreditarei”. (Jo 20,25)

Dias depois, Jesus apareceu e respondeu às suas inquietações.

"Não sejas mais incrédulo, mas crê" (Jo 20,27)

A dúvida faz parte da experiência humana. 

Muitos cristãos passam por momentos de questionamento. 

O importante é continuar buscando respostas junto de Deus, como Tomé fez.

O reserva da fé, quando parece que ninguém percebe: Todo elenco possui jogadores que aparecem menos. 

Entre os 12, alguns discípulos recebem poucas citações nos Evangelhos. 

É o caso de Tiago Menor, Judas Tadeu e Simão, o Zelota.

Mesmo assim, Jesus os escolheu, os convocou.

"Chamou seus discípulos e dentre eles escolheu doze, aos quais chamou de apóstolos" (Lc 6,13)

No Reino de Deus, visibilidade não determina importância. 

Existem fases em que a pessoa serve discretamente. 

Ela reza, ajuda e permanece fiel sem reconhecimento. 

Jesus vê aquilo que muitas vezes passa despercebido aos olhos humanos.

A fé muda de posição ao longo da vida: Em uma Copa do Mundo, até os melhores jogadores precisam se adaptar às circunstâncias da partida. 

Na caminhada de fé acontece o mesmo.

Em alguns momentos, somos como Pedro e avançamos com coragem. 

Em outros, parecemos Tomé e enfrentamos dúvidas. 

Há períodos em que nos identificamos com João, permanecendo firmes junto à cruz. 

Em outros, agimos como André, aproximando pessoas de Cristo.

A busca pela santidade não consiste em ocupar sempre a mesma posição; para Deus, o importante é permanecer no time de Jesus.

Ele conhece nossas limitações, fortalece nossa fé e nos ensina a jogar cada etapa da caminhada com confiança.

Afinal, o objetivo final é levantar uma taça, mas alcançar a vida eterna ao lado do verdadeiro Campeão.

Reportagem: A12.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Novos estreantes

Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão simbolizam a nova era da Copa do Mundo.

4 seleções chegam pela primeira vez ao maior Mundial da história.

A Copa do Mundo de 2026 marcará uma transformação histórica no futebol global. 

Pela primeira vez, o torneio reunirá 48 seleções, terá 104 partidas distribuídas ao longo de 39 dias e será sediado simultaneamente em 3 países: Estados Unidos, México e Canadá.

O novo formato ampliou oportunidades esportivas, fortaleceu mercados emergentes e criou espaço para novas histórias no principal evento do calendário esportivo mundial. 

Entre elas, 4 estreantes simbolizam esse novo momento: Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão disputarão a competição pela primeira vez.

A expansão do Mundial não representa apenas uma mudança esportiva. 

O aumento no número de participantes amplia audiências regionais, fortalece o alcance comercial da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), atrai novos patrocinadores e conecta mercados que antes estavam distantes do centro do futebol internacional. 

Países com menor tradição passam a gerar novos fluxos de consumo de mídia, turismo, licenciamento e engajamento digital, ampliando o valor comercial do campeonato.

Esse movimento também aumenta o potencial de surpresa dentro de campo. 

Se seleções tradicionais continuam concentrando favoritismo esportivo e força econômica, os estreantes chegam impulsionados por campanhas consistentes e pela oportunidade de transformar uma primeira participação em construção de legado. 

É dentro desse contexto que Cabo Verde, Curaçau, Jordânia e Uzbequistão chegam à Copa do Mundo de 2026.

Com aproximadamente 600 mil habitantes, Cabo Verde se tornará um dos menores países da história a disputar uma Copa do Mundo. 

A classificação simboliza um avanço importante para o futebol africano fora dos centros tradicionais e reforça como o novo formato abriu espaço para mercados emergentes ganharem projeção internacional.

A equipe africana liderou seu grupo nas Eliminatórias da CAF (Confederação Africana de Futebol) e construiu uma campanha sólida para garantir a vaga histórica. 

O desempenho incluiu resultados relevantes diante de adversários de peso continental, consolidando a evolução de um projeto esportivo que já apresentava sinais de crescimento em edições recentes da Copa Africana de Nações.

Além do aspecto esportivo, a classificação amplia possibilidades comerciais. Cabo Verde tem o português como língua oficial e possui forte conexão cultural com comunidades espalhadas pela Europa, especialmente Portugal, França e Holanda, o que tende a ampliar audiência internacional e consumo de conteúdo relacionado ao torneio. 

O potencial de engajamento digital surge como ativo importante para patrocinadores interessados em novos públicos africanos.

Dentro de campo, o fator surpresa aparece como principal ativo competitivo. 

Seleções estreantes costumam chegar sem pressão e carregam um elemento de imprevisibilidade que frequentemente altera narrativas em grandes torneios. 

A trajetória construída nas eliminatórias indica capacidade competitiva para desafiar adversários mais tradicionais.

Se Cabo Verde simboliza expansão africana, Curaçao representa uma nova fronteira comercial para a Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). 

Com cerca de 156 mil habitantes, a nação caribenha será uma das menores da história a disputar uma Copa do Mundo e chega ao torneio após campanha invicta nas eliminatórias.

A seleção consolidou sua vaga com organização tática e consistência ao longo do ciclo classificatório. 

Sob comando técnico experiente (holandês Dick Advocaat), construiu uma trajetória que reforça o desenvolvimento gradual do futebol local e a utilização estratégica de atletas formados em sistemas europeus, principalmente na Holanda, país com forte ligação histórica com a ilha.

O impacto comercial da classificação vai além das quatro linhas. 

Curaçao amplia a presença do Caribe dentro do principal evento esportivo do planeta e cria novas oportunidades para marcas interessadas em mercados turísticos e audiências internacionais ligadas à diáspora caribenha. 

A combinação entre identidade regional e exposição global pode fortalecer acordos de patrocínio e presença digital.

No aspecto esportivo, o histórico recente mostra capacidade de competir em alto nível regional. 

Em um torneio longo, com 104 jogos e maior diversidade de estilos de jogo, equipes organizadas podem encontrar espaço para surpreender adversários mais tradicionais.

A Jordânia bateu na trave em ciclos anteriores até finalmente transformar crescimento esportivo em classificação inédita.

A seleção asiática avançou após terminar na segunda colocação de seu grupo e chega embalada por um processo de evolução que já havia chamado atenção na Copa da Ásia.

O caminho até 2026 passou por ajustes técnicos, fortalecimento competitivo e maior maturidade em jogos decisivos. 

O país possui 11,5 milhões de habitantes e está localizado em uma região estratégica do Oriente Médio. 

Além do aspecto geográfico, também representa uma oportunidade relevante de expansão de audiência para o futebol internacional em um mercado que cresce comercialmente nos últimos anos.

Além do potencial de audiência, existe um componente cultural importante. 

O Mundial ampliado permite que diferentes identidades nacionais passem a ocupar espaço central no principal produto esportivo da FIFA, aumentando a diversidade de narrativas e fortalecendo conexões globais entre torcedores.

Dentro de campo, a Jordânia chega carregando experiência recente de jogos continentais decisivos e pode transformar esse repertório competitivo em um diferencial. 

A história recente mostra que equipes estreantes nem sempre entram apenas para participar. 

Como nação independente, a Croácia estreou em Copas do Mundo em 1998 e terminou na 3 colocação.

Uzbequistão: a Ásia Central entra no mapa do futebol global

Poucas estreias carregam simbolismo tão grande quanto a do Uzbequistão. 

O país será o primeiro representante da Ásia Central a disputar uma Copa do Mundo, consolidando um processo de crescimento que vinha se desenhando há anos no futebol regional.

Com 37,7 milhões de habitantes, a nação mais populosa da Ásia Central amplia ainda mais o peso simbólico da classificação e reforça o potencial de expansão do futebol em uma região que busca maior protagonismo no cenário internacional.

A seleção uzbeque garantiu a vaga após terminar na segunda posição de seu grupo asiático, superando concorrentes tradicionais e confirmando a evolução técnica construída nos últimos ciclos internacionais. 

O futebol local já vinha acumulando crescimento em categorias de base e competições continentais, cenário que ajudou a preparar o caminho para 2026.

O impacto comercial acompanha esse desenvolvimento. 

O Uzbequistão abre novas possibilidades de audiência para a FIFA em uma região com milhões de consumidores e potencial de expansão para direitos de transmissão, ações de patrocinadores e desenvolvimento de mercado.

Esportivamente, a seleção chega como uma das incógnitas mais interessantes entre os estreantes. 

O crescimento recente do futebol asiático elevou o nível competitivo continental e tornou menos previsível o desempenho de seleções emergentes em grandes torneios.

A Copa do Mundo de 2026 nasce maior em tamanho, audiência e ambição comercial. 

Mas o impacto mais relevante talvez esteja na diversidade que o novo formato oferece. 

Novos sotaques, culturas, torcidas e estilos de jogo passam a ocupar espaço em um evento que busca se consolidar cada vez mais como uma competição verdadeiramente global.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Augusto Melo é expulso do Corinthians

Em votação realizada no Parque São Jorge na noite desta segunda-feira (1º), o Conselho Deliberativo expulsou o ex-presidente do clube por tentativa de retomar o poder após impeachment.

Presidente entre 2024 e 2025, Augusto Melo não faz mais parte do quadro de associados do Corinthians.

Em votação realizada no Parque São Jorge na noite desta segunda-feira (1º), o Conselho Deliberativo expulsou o ex-presidente do clube por tentativa de retomar o poder após impeachment, em maio do ano passado.

Dos 156 conselheiros presentes, 147 votaram pela expulsão de Augusto Melo, cinco foram contrários à medida e quatro se abstiveram. 

Entre os vitalícios, a decisão foi unânime pela expulsão.

Horas antes do início da reunião, Augusto Melo acionou a Justiça para tentar anular o pleito, mas o pedido de liminar não foi respondido até o encerramento da votação.

Centenas de torcedores estiveram em frente ao Parque São Jorge para apoiar a expulsão do ex-presidente. Faixas e bandeiras foram exibidas na área externa da sede social do clube.

Os conselheiros Maria Angela, Mario Mello Junior, Paulo Juricic e Ronaldo Fernandez Tomé, que também seriam julgados nesta segunda-feira (1º), terão seus casos analisados no próximo dia 8 de junho, juntamente com os demais conselheiros implicados no caso: Carlos Eduardo Melo Silva, Rodrigo Simonini Gonzalez, Wanderson Contrera Salles, Marcos Coelho Abdo, Paulo Rogerio Pinheiro Junior, Laercio Ferreira Victoria, Leandro Olmedila e Peterson Ruan.

No dia 31 de maio de 2025, Augusto tentou retornar ao cargo, acompanhado por aliados, depois de a conselheira Maria Angela de Sousa Ocampos alegar ter assumido o controle do Conselho Deliberativo e anulado a votação do processo de impeachment que resultou no afastamento do ex-presidente.

Aliados do presidente Osmar Stabile, que assumiu o cargo em substituição a Augusto, entendem que se tratou de uma tentativa de golpe.

Augusto enfrentou processo de impeachment por irregularidades no contrato de patrocínio com a casa de apostas VaideBet, infração da Lei Geral do Esporte e desrespeito ao estatuto do Corinthians. 

Responde a processo criminal na Justiça pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto.

Essa foi o terceiro ex-presidente excluído do quadro de sócios do clube no período de uma semana.

Na segunda-feira passada, 25 de maio, o Conselho Deliberativo expulsou Andrés Sanchez pelo uso indevido do cartão corporativo do clube para despesas pessoais.

Na última quinta-feira (28), Duílio Monteiro Alves, também investigado por irregularidades no uso do dinheiro do Corinthians, renunciou ao seu título de sócio remido e deixou os cargos de conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação (Cori).

Relembre o caso: Em 31 de maio de 2025, o presidente afastado Augusto, acompanhado de aliados, esteve no Parque São Jorge para tentar retomar a presidência.

Menos de uma semana após ser afastado temporariamente pelo Conselho Deliberativo, em um processo de impeachment, Augusto alegou que poderia voltar, porque tinha sido reconduzido ao cargo por aliados devido a uma troca no comando do Conselho Deliberativo.

Naquele dia, a conselheira Maria Angela, aliada de Augusto, declarou ter assumido a presidência do Conselho Deliberativo, se baseando em uma decisão do Conselho de Ética, de 9 de abril, que determinou o afastamento de Romeu Tuma Júnior.

Com isso, a conselheira disse ter anulado todos os atos de Tuma desde o dia 9 de abril, o que incluía a votação do impeachment.

Presidente em exercício naquela ocasião, Stabile se recusou a deixar a sala da presidência do clube e reiterou a continuidade no cargo. 

Tuma também não reconheceu a troca no comando do Conselho Deliberativo. 

O movimento de Augusto e aliados não prosperou.

Além dos conselheiros envolvidos, identificados por câmeras de monitoramento no clube social, associados também participaram dos atos.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Olho na Copa!

Em noite de testes, Colômbia vence a Costa Rica em amistoso pré-Copa do Mundo.

Sánchez, Luis Díaz e Luis Suárez marcam para a Colômbia em Bogotá. 

Andrey Soto desconta.

Em amistoso preparatório para a Copa do Mundo, a Colômbia venceu a Costa Rica nesta segunda-feira (1º), por 3 a 1, em Bogotá. 

Sánchez, Luis Díaz e Luis Suárez marcaram para os donos da casa, e Andrey Soto descontou para a Costa Rica.

O amistoso entre Colômbia e Costa Rica começou lento, mas logo se desenrolou, com 3 gols ainda no primeiro tempo. 

Sánchez abriu o placar com gol de cabeça em escanteio, e Luis Díaz driblou dentro da área para fazer o segundo da Colômbia. 

Minutos depois, Andrey Soto cabeceou livre após Galo ajeitar para trás e descontou para a Costa Rica.

Com a vantagem, o técnico Néstor Lorenzo usou a etapa final para rodar o elenco, mandando a campo 11 jogadores dos 15 reservas. 

A Colômbia ainda ampliou o placar, aos 35 minutos do segundo tempo. 

Após bela bola enfiada por James Rodríguez, Luis Suárez aproveitou para dar números finais ao amistoso: Colômbia 3 x 1 Costa Rica.

A vitória marcou a despedida da Colômbia de sua torcida antes da viagem para a Copa do Mundo. 

Antes da estreia no Mundial, a seleção ainda vai enfrentar a Jordânia, às 20 horas (horário de Brasília) de domingo (7), em San Diego (Estados Unidos). 

A primeira partida pelo grupo K será contra o Uzbequistão, no dia 17 de junho, no estádio Azteca (Cidade do México).

Ausente da Copa do Mundo de 2026 após 3 participações seguidas, a Costa Rica também fará mais um amistoso antes do Mundial. 

A seleção comandada por Fernando Batista vai enfrentar a Inglaterra no dia 10 de junho, às 17 horas (horário de Brasília).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Seleção ganesa convocada

Convocados de Gana para a Copa do Mundo de 2026.

Veja a lista.

Seleção de Gana vai enfrentar Croácia, Inglaterra e Panamá na primeira fase.

A seleção de Gana divulgou, na noite desta segunda-feira (1º), a lista de 26 jogadores que vão disputar a Copa do Mundo de 2026. 

A seleção, dirigida pelo português Carlos Queiroz, está no Grupo L, com Croácia, Inglaterra e Panamá. 

O primeiro jogo no Mundial será no dia 17 de junho, contra o Panamá, às 20 horas (horário de Brasília), em Toronto.

Aos 26 anos, Antoine Semenyo é um dos destaques da equipe. 

Contratado pelo Manchester City em janeiro, o atacante é uma das esperanças de gols com a ausência de Mohammed Kudus, do Tottenham, que está lesionado. 

Acusado de estupro na Inglaterra, Thomas Partey, hoje no Villarreal, foi confirmado na lista.

Nesta terça-feira (2), a seleção fará um amistoso com País de Gales, em Cardiff, a partir das 15h45 (horário de Brasília).

Confira a lista de convocados:

Goleiros: Benjamin Asare (Hearts of Oak - Gana), Lawrence Ati-Zigi (Saint Gallen - Suíça), Joseph Anang (Saint Patrick - Irlanda).

Defensores: Baba Abdul Rahman (PAOK - Grécia), Gideoh Mensah (Auxerre - França), Marvin Senaya (Auxerre - França), Alidu Seidu (Rennes - França), Abdul Mumin (Rayo Vallecano - Espanha), Jerome Opoku (Basaksehir - Turquia), Jonas Adjetey (Wolfsburg - Alemanha), Kojo Oppong Peprah (Nice - França) e Derrick Luckassen (Pafos - Chipre).

Meio-campistas: Elisha Owusu (Auxerre - França), Thomas Partey (Villarreal - Espanha), Kwasi Sibo (Real Oviedo - Espanha), Augustine Boakye (Saint-Étienne - França), Caleb Yirenkyi (Nordsjaelland - Dinamarca), Abdul Fatawu Issahaku (Leicester City - Inglaterra).

Atacantes: Christopher Bonsu Baah (Al-Qadsiah - Arábia Saudita), Ernest Nuamah (Lyon - França), Antoine Semenyo (Manchester City - Inglaterra), Brandon Thomas-Asante (Coventry City - Inglaterra), Kamal Deen Sulemana (Atalanta - Itália), Prince Kwabena Adu (Vitkoria Plzen - República Tcheca), Iñaki Williams (Athletic Bilbao - Espanha) e Jordan Ayew (Leicester City - Inglaterra).

Da lista inicial, foram cortados os goleiros Solomon Agbasi (Hearts of Oak - Gana) e Paul Reverson (Ajax - Holanda). 

Lesionado durante a preparação no País de Gales, o zagueiro Alexander Djiku (Spartak Moscou - Rússia) foi também saiu da lista e foi substituído por Derrick Luckassen (Pafos - Chipre).

A seleção de Gana vai para a quinta participação em Copa do Mundo. 

Nas últimas 2 edições, a equipe parou na fase de grupos. 

Neste ano, vão tentar superar o feito alcançado em 2010, quando chegou às quartas de final.

A Copa do Mundo de 2026 será realizada por Estados Unidos, Canadá e México. 

Com 104 jogos ao todo, a estreia da competição está marcada para o dia 11 de junho, no duelo entre México e África do Sul, no Estádio Azteca. 

O mata-mata começará no dia 28 de junho, e a final será no dia 19 de julho, no Estádio MetLife.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Ouro, prata e bronze!!!

Brasil conquista 2 medalhas de ouro, 1 medalha de prata e 1 medalha de bronze no Pan Júnior de Ginástica Rítmica.

Ouro inédito por equipes, prata no júnior e bronze individual de Beatriz Vieira marcam grande dia do Brasil no Pan-Americano.

A ginástica rítmica brasileira teve uma segunda-feira (1º) memorável no Campeonato Pan-Americano Júnior. 

A delegação somou 4 medalhas ao longo do dia, com destaque para 2 títulos continentais: um inédito na competição por equipes do Torneio Pan-Americano 13 anos e outro conquistado pelo conjunto juvenil. 

O Brasil ainda faturou a prata por equipes na categoria júnior e o bronze no individual geral com Beatriz Vieira.

Ouro histórico na categoria 13 anos: A principal conquista do dia foi alcançada pelas jovens Anny Beatriz Lima, Maria Vitória Silva e Sophia Rocha. 

O trio levou o Brasil ao título por equipes do Torneio Pan-Americano 13 anos com 93,900 pontos, superando os Estados Unidos, que terminaram com 92,900, e o Canadá, terceiro colocado com 85,800.

O resultado marca um feito inédito para a ginástica rítmica brasileira. 

Desde que a categoria passou a ser disputada separadamente, em 2024, o país ainda não havia conquistado o título. 

Na primeira edição do novo formato, o Brasil ficou com o bronze, enquanto em 2025 terminou na quarta colocação.

Além do ouro coletivo, as brasileiras também avançaram a finais por aparelhos. 

Sophia Rocha se classificou no arco e nas maças, Anny Beatriz garantiu vaga na decisão da bola e Maria Vitória avançou para a final da fita.

Conjunto juvenil também sobe ao lugar mais alto do pódio: O segundo ouro brasileiro do dia veio com o conjunto juvenil. 

Embaladas pela música “Voando Pro Pará”, de Joelma, as ginastas fizeram uma apresentação vibrante na série de 5 fitas e receberam nota 22,100, fundamental para assegurar o título continental.

Na classificação geral dos conjuntos, o Brasil terminou na primeira colocação com 43,600 pontos, à frente do México, que somou 39,900, e do Canadá, com 36,450.

Prata continental por equipes: Na disputa por equipes da categoria júnior, o Brasil terminou com a medalha de prata ao somar 232,150 pontos. 

O título ficou com os Estados Unidos, que alcançaram 246,550 pontos, enquanto o Canadá completou o pódio com 225,650.

Bronze para Beatriz Vieira: No individual geral júnior, Beatriz Vieira garantiu mais uma medalha para a delegação brasileira ao conquistar o bronze com 92,950 pontos. 

A brasileira ficou atrás apenas da norte-americana Anna Filipp, campeã com 101,400, e da mexicana Marijose Delgado, vice-campeã com 93,150.

Além do pódio, Beatriz assegurou presença em três finais por aparelhos. 

Avançou no arco, em que foi quarta colocada na classificatória com 24,150 pontos, nas maças, onde obteve a terceira melhor nota com 24,350, e na fita, após registrar 22,800 pontos. 

Na bola, terminou na nona posição com 21,650.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro