Remo aproveita lambanças, bate o Bahia e larga na frente na Copa do Brasil.
Tchamba, Pikachu e Alef Manga marcam, e Leão ouve "olé" na Fonte Nova.
Com direito a olé na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Remo bateu o Bahia por 3 a 1, na noite desta quarta-feira (22), no primeiro confronto da quinta fase da Copa do Brasil.
Os paraenses abriram o placar com Tchamba e viram Willian José empatar ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, Pikachu e Alef Manga aproveitaram lambanças de Léo Vieira e Ramos Mingo e construíram grande vantagem para o jogo da volta, em Belém.
O Bahia começou o jogo em ritmo acelerado e criou chances perigosas antes mesmo dos 5 minutos do primeiro tempo.
David Duarte fez Marcelo Rangel trabalhar com grande defesa em cabeceio, e Nico Acevedo acertou a trave depois de bonita jogada de Everton Ribeiro.
O passar dos minutos trouxe o equilíbrio, e o Remo deixou o jogo mais morno.
Aos 15 minutos do primeiro tempo, os visitantes inauguraram o placar com cabeceio de Tchamba em jogada que começou com cobrança de escanteio.
O gol foi validado depois de revisão na tela do VAR.
Mas o Bahia não deixou a tensão se criar ao empatar logo em seguida.
Em mais um escanteio, Everton Ribeiro cobrou na cabeça de Willian José, que subiu para testar.
O restante do primeiro tempo foi de controle tricolor, mas com temperatura morna.
Reativo, o Remo não chegou a criar grandes chances de gols.
Já os donos da casa voltaram a assustar depois dos 40 minutos do primeiro tempo, com Jean Lucas e Everton Ribeiro.
Os 2 receberam passes dentro da área e chutaram de primeira, mas a tentativa do camisa 6 parou em Marcelo Rangel, e a do número 10, na linha de fundo.
Os primeiros minutos mostraram um Bahia mais exposto e um Remo com mais contra-ataques, mas sem nenhum grande perigo.
Aos 20 minutos do segundo tempo, veio a primeira grande chance com Everaldo, que cabeceou para fora depois de belo cruzamento de Juba.
Logo depois, veio de Léo Vieira a lambança que complicou os donos da casa.
O goleiro errou passe na saída de bola, entregou nos pés de Yago Pikachu e cometeu pênalti no atacante na sequência.
O próprio Pikachu converteu a cobrança com chute de segurança no meio do gol.
A partir daí, o Remo aproveitou a tensão que tomou conta da Fonte Nova para se defender com ainda mais tranquilidade, e o Tricolor não criou mais nada.
A noite ainda teve cantos de olé da torcida do Bahia para troca de passes do Remo.
Para fechar a noite, ainda havia tempo para Ramos Mingo ser desarmado, concerder contra-ataque remista, e Alef Manga ampliar já nos acréscimos.
Com vantagem do remista, Bahia e Remo voltam a se enfrentar no dia 13 de maio, com mando paraense.
O Bahia precisa vencer por três gols de diferença para avançar de forma direta às oitavas de final, e o Remo se classifica até mesmo com derrota por até um gol.
Em caso de vitória tricolor por dois tentos, a decisão será na disputa de pênaltis.
Rogério Ceni e Léo Condé escreveram mais uma página da rivalidade que nasceu nos tempos de Ba-Vi, em 2024.
Agora são 11 confrontos, com 4 vitórias para cada lado e 3 empates.
Em duelos eliminatórios, Condé se deu melhor com o Vitória na final do Campeonato Baiano de 2024, e Ceni avançou contra o Ceará na semifinal da Copa do Nordeste de 2025.
Quando o jogo já se aproximava do fim e o placar mostrava 2 a 1 para o Remo, a torcida do Bahia passou a protestar de forma direta.
Os tricolores entoaram canto de olé em troca de passes dos visitantes e até aplaudiram o terceiro gol da noite.
No apito final, gritaram “time pipoqueiro”, em revolta que nasceu na precoce eliminação na segunda fase prévia da Taça Libertadores da América, em fevereiro.
O Bahia volta ao campo da Fonte Nova para duelo com o Santos.
O Remo, por sua vez, enfrenta o Cruzeiro, no Mangueirão.
Os 2 jogos estão marcados para as 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (25) e valem pela décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro