segunda-feira, 27 de abril de 2026

Minas vence e força o terceiro jogo

Itambé Minas vira sobre Sada Cruzeiro e força jogo 3 na semifinal da Superliga.

Série para definir o finalista da competição masculina está empatada em 1 a 1. 

Vencedor encara Campinas na decisão.

O Itambé Minas segue vivo na Superliga Masculina de Vôlei. 

A equipe do técnico Gui Novaes venceu o Sada Cruzeiro de virada por 3 sets a 2, nesta segunda-feira (27), na Arena UniBH, em Belo Horizonte. 

As parciais foram de 22 a 25, 25 a 23, 29 a 27, 18 a 25 e 15 a 11.

O destaque da partida foi o oposto Oppenkoski, do Sada Cruzeiro. 

Pontuou 26 vezes. 

Pelo Minas, o oposto Samuel foi o maior pontuador com 16 pontos.

Com o resultado, a série semifinal está empatada em 1 a 1. 

A equipe celeste venceu o primeiro jogo por 3 sets a 1, na última quarta-feira (22).

A decisão do finalista da Superliga será na próxima sexta-feira (1º), no Ginásio do Riacho, em Contagem. 

Por ter feito melhor campanha na fase de grupos, o Cruzeiro tem a vantagem de decidir em casa.

O vencedor desse confronto enfrentará o Vôlei Renata na grande final da Superliga. 

O time paulista se classificou ao vencer o Praia Clube Uberlândia por 3 sets a 0 nesta segunda.

O jogo decisivo será no dia 10 de maio, às 10 horas (horário de Brasília), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Reportagem: Itatiaia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Segunda vitória

Brasil vence Uruguai e segue invicto no Sul-Americano Sub-17 Feminino.

Brasil bate o Uruguai em jogo de 8 gols no Paraguai. 

Com brilho de Nicolly e Helena, Seleção Sub-17 soma segunda vitória e lidera o Grupo B.

A Seleção Brasileira conquistou sua segunda vitória no Sul-Americano Feminino Sub-17 de futebol nesta segunda-feira (27). 

Enfrentando o Uruguai, no Estádio Ameliano Villeta, em Naranjaisy, no Paraguai, o Brasil levou a melhor por 5 a 3. 

Helena, Nicolly (2 vezes), Mari Gigante e Gigi marcaram os gols da Amarelinha.

Com o resultado, o Brasil mantém a invencibilidade no Grupo B da competição após superar a Venezuela na estreia. 

Já o Uruguai vinha de uma vitória por 3 a 0 sobre o Peru na rodada inicial. 

O time brasileiro só volta a atuar na próxima sexta-feira (1º), às 20 horas (horário de Brasília), contra a seleção peruana, visando manter a liderança isolada.

O primeiro tempo terminou empatado em 2 a 2, com Helena e Nicolly marcando para as brasileiras, enquanto Siamara Sánchez balançou as redes 2 vezes para o Uruguai. 

Após o intervalo, Nicolly anotou seu segundo gol na partida aos 25 minutos do segundo tempo, colocando o Brasil novamente em vantagem. 

Mari Gigante ampliou a contagem aos 38 minutos do segundo tempo com um chute da entrada da área.

A partida ganhou tons dramáticos quando Oriana Tola diminuiu para as uruguaias aos 40 minutos do segundo tempo, deixando o placar em 4 a 3. 

Contudo, Gigi assegurou o triunfo brasileiro ao marcar o quinto gol já nos acréscimos do duelo, fechando a conta em 5 a 3.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Pela temporada perfeita!

Campinas bate Praia Clube na semi e chega à terceira final seguida de Superliga Masculina.

Sob a batuta de Bruninho, time paulista vence por 3 sets a 0 no UTC (Uberlândia Tênis Clube), em Uberlândia, e segue sonhando com temporada perfeita.

O Campinas segue em busca da temporada dos sonhos. 

Na noite desta segunda-feira (27), o time paulista venceu o Praia Clube por 3 sets a 0 no ginásio do UTC, em Uberlândia, fechou a semifinal em 2 a 0 e chega à terceira final seguida da Superliga Masculina. 

A equipe campineira quer o quarto título na temporada. 

O Campinas foi campeão paulista, da Copa Brasil, Sul-Americano e agora busca o caneco da Superliga. 

As parciais foram de 25/27, 25/18 e 25/19. 

Adriano foi o maior pontuador do jogo com 18 pontos. 

O levantador Bruninho foi eleito o melhor do jogo e ficou com o troféu Viva Vôlei.

Agora, o Campinas espera o vencedor de Cruzeiro e Minas para a grande decisão. 

No confronto mineiro, o time celeste venceu o primeiro jogo. Caso vença nesta segunda, fará a reedição da decisão do ano passado. 

O Minas precisar derrotar o Cruzeiro para forçar o jogo 3.

O Campinas começou sacando bem e complicando a recepção do Praia Clube. 

Na passagem de Adriano no serviço, a equipe campineira abriu 5 pontos. 

O time da casa encostou no placar com 2 bloqueios seguidos, chegou a empatar a parcial, mas o Campinas fechou o set em 25 a 25 no ponto de saque de Matheus Pinta.

O Campinas não tomou conhecimento do Praia Clube no segundo set. 

Com ataque funcionando bem, distribuição precisa de Bruninho e com o bloqueio chegando em todas as bolas, a equipe paulista fechou com tranquilidade o segundo set: 25 a 18.

Franco entrou no jogo e o Praia Clube começou melhor o terceiro set. 

Mas Bruninho seguiu distribuindo bem as jogadas e contou com ótima atuação de Maurício Borges que colocou o time paulista em vantagem. 

O Praia CLube passou a errar muito e o Campinas fechou o set em 25 a 17 e o jogo em 3 sets a 0.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Lei Vini Júnior

Ifab (International Board) deve aprovar “Lei Vini Júnior” nesta terça-feira (28). 

FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) debate mudanças para “zerar” cartões na Copa do Mundo.

Reuniões acontecem em Vancouver, na semana do Congresso da entidade, que pode criar nova janela para anular advertências após a primeira fase do Mundial.

A  Ifab responsável pelas regras do futebol, fará uma reunião extraordinária nesta terça-feira (28), em Vancouver, no Canadá, para avaliar uma alteração que permitirá aos árbitros expulsarem um atleta que cobrir a boca para ofender um colega em campo.

A proposta foi feita após o episódio que envolveu o atacante brasileiro Vinicius Júnior, do Real Madrid, e o argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, em jogo pela Champions League, em fevereiro.

O jogador argentino foi acusado por Vini Júnior de tê-lo ofendido com termos racistas após o gol marcado pelo jogador do Real Madrid na partida disputada em Lisboa, válido pelo jogo de ida dos playoffs do principal torneio de clubes europeus.

Na ocasião, Prestianni foi flagrado tampando a boca com a camisa antes de se dirigir a Vini Júnior, que imediatamente procurou o árbitro, acusando o jogador do Benfica de tê-lo chamado de "mono" (macaco em espanhol). 

Na semana passada, Prestianni foi punido pela UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) com 6 jogos de suspensão.

A Ifab havia admitido debater medidas para casos semelhantes, mas elas só seriam avaliadas na assembleia ordinária da entidade, formada pelas 4 associações britânicas (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte), cada uma com um voto, e a FIFA, que detém quatro votos.

A FIFA, porém, pressionou para que fosse convocada uma reunião extraordinária para esta semana, quando acontece o Congresso da federação, em Vancouver, a tempo de que mudanças nas regras possam valer para a Copa do Mundo.

A tendência é de que a proposta, chamada de “Lei Vini Júnior”, seja aprovada.

Mudanças ao “zerar” cartões: Nesta terça-feira (28) a FIFA também deve discutir uma mudança no regulamento da Copa do Mundo em reunião do conselho da entidade.

A proposta é de que os cartões amarelos sejam “zerados” em 2 momentos do torneio: após a fase de grupos e depois das quartas de final.

No Mundial, um jogador fica suspenso com o acúmulo de duas advertências. 

Essa Copa do Mundo, com 48 times, terá uma fase a mais, porém, serão 8 jogos ao invés dos 7 partidas das últimas, o que motivou a ideia de mudança. 

Por enquanto, o regulamento prevê essa anistia após as quartas de final.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Golaço e recuperação

Victor Andrade faz golaço, Náutico vence Athletic e se recupera no Campeoanto Brasileiro da Série B.

Muriel tem boa atuação, segura pressão os donos da casa, e Timbu vence por 1 a 0 com gol de atacante.

O Náutico venceu o Athletic e se recuperou na Série B do Campeonato Brasileiro. Após resultados negativos que aproximaram o clube da zona de rebaixamento, o Timbu foi até São João del Rei e venceu por 1 a 0. 

Victor Andrade, em uma pancada de fora da área aos 36 minutos do segundo tempo, fez o gol do jogo, que teve como um dos heróis o goleiro Muriel. 

O arqueiro fechou o gol pelo time do Recife. 

O Alvinegro criou mais, teve mais volume, mas foi ineficiente e despenca na tabela

O resultado leva o Náutico aos 9 pontos na tabela e deixa o time colocado no G-6, que é a área dos playoffs para o Campeonato Brasileiro da Série A. 

O Athletic, que estava dentro da faixa de classificação, despenca na tabela e fica em décimo oitavo colocado, em 8 pontos, mais perto do Z-4 do que da faixa da luta pelo acesso.

O Athletic foi melhor no primeiro tempo, mas parou em Muriel. 

O goleiro do Náutico foi a grande figura do jogo diante de um Esquadrão de Aço que perdeu rapidamente o principal artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série B. 

O português Ronaldo Tavares sentiu o joelho após dividida e deixou o gramado. 

Mesmo assim, o Alvinegro criou. Kauan Rodrigues, em duas finalizações, exigiu boa defesas de Muriel. 

O arqueiro também parou arremate de Ian Luccas. 

Quando o goleiro não chegou na bola, ela parou no travessão em cabeçada de João Miguel. 

Tímido, o Náutico chegou pouco. 

Derelk, em desvio de cabeça, foi quem mais se aproximou da meta mineira. 

O goleiro Luan Polli foi um espectador privilegiado em campo.

Os donos da casa seguiram com mais volume, mas tiveram menos agressividade e objetividade do que no primeiro tempo. 

Apesar de ter a bola, a pressão do Athletic era estéril e não levava perigo. 

Aos poucos, o Náutico de Hélio e Guilherme dos Anjos se soltava. 

Dodô, aos 8 minutos do segundo tempo, cobrou falta e mandou a bola por cima do gol. 

A cada minuto o Náutico ganhava jardas em São João del Rei. 

Entre um cruzamento daqui e um escanteio de lá, o time já não era mais pressionado e conseguiu ter um maior controle em campo. 

Aos 36 minutos do segundo tempo, os visitantes demonstraram eficiência. 

Victor Andrade carregou a bola da esquerda para o meio e soltou uma pancada. 

Luan Polli saltou, mas não conseguiu evitar que a bola estufasse o barbante. 

O Athletic até tentou avançar, mas tinha muitas dificuldades em furar a defesa do Timbu, que se segurou e garantiu os 3 pontos.

Mais do que a derrota e a proximidade da zona de rebaixamento, o Athletic tem uma dor de cabeça a mais. 

O centroavante Ronaldo Tavares, que é artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série B, sentiu o joelho direito e deixou o campo ainda na primeira etapa. 

O jogador, que som 5 gols na competição e 12 marcados na temporada, vai passar por exames para saber a gravidade do problema.

O Náutico volta a campo no sábado (2) quando encara o Botafogo-SP no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, a partir das 16 horas (horário de Brasília). 

O Athletic visita o Vila Nova-GO no Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia, na segunda-feira (4), a partir das 19 horas (horário de Brasília).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Planejamento do Iraque

Conflito no Oriente Médio afeta preparação do Iraque para a Copa do Mundo: "Temos planos A, B e C", diz técnico.

Em entrevista exclusiva ao Globo Esporte, australiano Graham Arnold conta que vai proibir redes sociais no elenco durante o Mundial para evitar que situação no país tire o foco da competição; estratégia já foi usada na repescagem, contra a Bolívia.

De volta à Copa do Mundo após 40 anos, o Iraque tem um adversário extra na sua preparação para o Mundial de 2026: o conflito no Oriente Médio, iniciado em fevereiro com a invasão ao vizinho Irã pela coalizão formada por Estados Unidos e Israel, que mantém toda a região em alerta. 

A menos de dois meses do Mundial, o técnico australiano Graham Arnold revelou, em entrevista exclusiva ao Globo Esporte, que a preparação da seleção iraquiana ainda está pendente dos rumos da guerra.

Arnold não sabe sequer quando poderá voltar ao Iraque, e até mesmo se conseguirá rever os jogadores antes do início da preparação.

"Temos planos A, B e C. O plano A é que o conflito no Oriente Médio termine, e isso se acontecer, se terminar definitivamente, então provavelmente estarei em um avião na semana seguinte para voltar a Bagdá e ajudar na preparação, assistir aos jogadores atuando na liga local e nos prepararmos. Se não terminar, obviamente isso afetará esse lado, o fato de não podermos voltar para lá e encontrar os jogadores antecipadamente", contou Arnold em conversa por vídeo, de Brisbane, no Sudoeste australiano.

Arnold também não sabe ainda onde começará a preparação para a Copa do Mundo. 

No cenário ideal, sem o risco de ataques, o treinador quer que a seleção iraquiana faça um amistoso em Basra, no Sudeste do país, para se despedir da torcida, em maio. 

Se não for possível, ele vai antecipar a ida para a Espanha, local escolhido para os treinamentos antes da viagem para os Estados Unidos, o plano é levar um grupo maior de jogadores, e só depois escolher os 26 da lista final de convocados, que precisa ser entregue à Fifa até o dia primeiro de junho.

Embora não esteja diretamente envolvido no conflito entre Irã e a coalizão Estados Unidos-Israel, o Iraque tem sofrido os efeitos colaterais da guerra, com ataques partindo dos 2 lados, tanto no território iraquiano como no Golfo Pérsico, tendo como alvo navios petroleiros. 

Bases americanas em Bagdá já foram atacadas por milícias iraquianas que apoiam os vizinhos iranianos, e a Guarda Revolucionária do Irã reivindicou um ataque a uma base militar em Erbil, no Sul do Iraque. Já as forças militares dos Estados Unidos e Israel bombardearam grupos paramilitares aliados do Irã em solo iraquiano.

O Iraque está no Grupo I e vai estrear contra a Noruega, dia 16 de junho, em Boston. 

Depois, jogará contra a França, dia 22 de junho, na Filadélfia, e então viajará para o Canadá, para o terceiro jogo da chave, contra Senegal, dia 26 de junho, em Toronto. 

Se necessário, Arnold pretende repetir na Copa a estratégia usada na vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia, em Monterrey, no México, pela repescagem mundial das Eliminatórias: isolar os jogadores das notícias da guerra, proibindo o acesso às redes sociais. 

O jogo que valeu a classificação ao Iraque foi disputado no fim de março, um mês após o início do conflito no Oriente Médio.

"Eu disse aos jogadores que eles precisavam confiar em seus pais, em suas famílias, que se algo acontecesse, eles ligariam. E claro, eles atenderiam o telefone, porque a família vem em primeiro lugar. Mas se ficarem deitados na cama lendo um monte de coisas negativas nas redes sociais, coisas que são todas negativas e metade delas são mentiras, isso afetará o sono de vocês, afetará o cérebro de vocês, e vocês não estarão prontos para o jogo contra a Bolívia".

Então será a mesma coisa na Copa do Mundo. 

Quando chegarmos lá, se o conflito ainda estiver acontecendo, e espero que não esteja, será exatamente a mesma coisa: confiem nos seus pais, confiem nos amigos, nos amigos próximos. 

Se alguém tiver algum problema, entrarão em contato com você e resolveremos na hora. 

Mas, caso contrário, proibição de redes sociais e vamos nos preparar para esses três jogos importantíssimos que temos pela frente.

Arnold, de 62 anos, foi contratado em maio de 2025 com a missão de classificar o Iraque para a segunda Copa do Mundo do país, quatro décadas após a única participação até hoje, quando a seleção iraquiana perdeu os 3 jogos que fez no Mundial de 1986, no México. 

Já o treinador australiano vai para sua quarta Copa do Mundo. 

As 2 primeiras foram como assistente técnico do seu país, na Alemanha de 2006 (quando a Austrália perdeu por 2 a 0 para o Brasil na fase de grupos) e na África do Sul-2010.

Na primeira experiência, como auxiliar do holandês Guus Hiddink, Arnold viu a seleção australiana se classificar em segundo na chave, sendo eliminada nas oitavas de final em um jogo duro contra a Itália: 1 a 0, com gol de pênalti nos acréscimos. 

Em 2022, já como treinador, Arnold levou a Austrália novamente às oitavas, quando caiu para a Argentina (2 a 1). 

Agora, com a possibilidade de se classificar até em terceiro lugar no grupo, o técnico espera repetir o feito com o Iraque.

"Vamos lá com a mentalidade de fazer algo que ninguém no mundo previu que poderíamos fazer, porque toda a pressão está sobre a Noruega, a França e o Senegal. Não está sobre o Iraque".

Confira a entrevista completa com Graham Arnold:

Globo Esporte: Como você descreve a sensação de classificar o Iraque para a Copa do Mundo em um momento como esse que o país está vivendo?

Sim, com tudo o que está acontecendo no Oriente Médio no momento, obviamente foi um grande desafio para os jogadores saírem do Iraque e de Bagdá, mas tivemos uma ótima conexão com a FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), que nos ajudou com um voo fretado e com a viagem até Monterrey. 

Mas, no geral, foi um grande desafio, um desafio enorme, e os jogadores se adaptaram mentalmente muito bem, o que foi muito importante. 

Eles se desligaram do que estava acontecendo no Oriente Médio pelo bem do futebol e pela vitória sobre a Bolívia. 

Então, fiquei muito, muito orgulhoso deles.

Há 4 anos você viveu essa experiência, classificando a Austrália para a Copa do Mundo do Catar. 

Agora não é o seu país, mas é também uma circunstância especial, não?

Sim, totalmente diferente, porque obviamente um dos trabalhos mais difíceis no futebol é treinar a sua própria seleção. 

A pressão de treinar a sua própria nação, mas também o receio de desapontá-la com uma derrota. 

E você sempre quer alcançar mais sucesso com a sua seleção. 

Mas para mim, como eu disse, era um desafio que eu realmente queria enfrentar porque o Iraque não se classificava há 40 anos. 

E me lembro de 2005, quando eu era assistente do Guus Hiddink (o técnico holandês classificou a Austrália para a Copa do Mundo de 2006, encerrando uma espera de 32 anos), pelo impacto que isso pode ter no país, quando você não se classifica por muito tempo, mas também no futebol e nas próximas gerações de crianças.

Ao chegarmos lá, eu sabia que poderíamos ter uma grande influência nisso, mas ao mesmo tempo, passamos por 3 ou 4 decepções no caminho para o jogo contra a Bolívia (pela repescagem mundial). 

Mas, sabe, ver 46 milhões de torcedores (iraquianos) fanáticos por futebol... e acho que é uma parte do mundo que as pessoas não conhecem ou não entendem. 

No Iraque, o futebol é como uma religião. 

Eles têm feriado nacional quando o Barcelona joga contra o Real Madrid, são fanáticos por futebol, e poder fazê-los felizes foi incrível.

Ainda há muita preocupação com a situação no Oriente Médio, como isso está afetando a preparação do Iraque para a Copa do Mundo?

Sim, veja bem, temos os planos A, B e C. 

O plano A é, obviamente, que o conflito no Oriente Médio termine e, então, poderíamos fazer um pequeno período de pré-temporada lá (no Iraque), uma despedida para os torcedores que nunca tiveram a chance de comemorar com todos os jogadores e comigo, porque não pudemos voltar (após a classificação). 

E, como eu disse, você tem três ou quatro planos. 

O plano B é irmos para a Espanha e fazermos uma pré-temporada lá, tirando os jogadores do Iraque, de Bagdá, e levando-os para a Espanha mais cedo, por volta do dia 18 de maio, e então podemos ter uma boa preparação. 

Fazemos uma boa pré-temporada lá e alguns amistosos. 

E então partimos para os Estados Unidos.

Mas temos bastante tempo para nos prepararmos. 

Basicamente, é um mês de treinamento e preparação, e trata-se de os jogadores chegarem ao centro de treinamento e estarem prontos para isso, em forma e preparados para ir, obviamente, para a Copa do Mundo. 

Nós nos classificamos, mas ainda não conquistamos nada. 

Essa é a minha mentalidade: vamos lá, e obviamente temos um grupo difícil, mas vamos lá mentalmente preparados para surpreender o mundo e obter um ótimo resultado.

Você tem planos de ir ao Iraque nas próximas semanas?

Bem, novamente, é o plano A e o plano B. 

O plano A é que o conflito no Oriente Médio termine, e isso se acontecer, se terminar definitivamente, então provavelmente estarei em um avião na semana seguinte para voltar a Bagdá e ajudar na preparação, assistir aos jogadores atuando na liga local e nos prepararmos. 

Se não terminar, obviamente isso afetará esse lado, o fato de não podermos voltar para lá e, obviamente, encontrar os jogadores antecipadamente.

Estar na Espanha ajudará a preparar os jogadores para essa situação. 

Mas, como eu disse, morei no Iraque por provavelmente 8 dos 10 meses em que estou no cargo. 

E, como eu disse, tudo se resumiu ao fato de que eu precisava entender a cultura dos garotos iraquianos, dos jogadores, da comissão técnica e de todos, porque eu não podia levar a cultura australiana para o Iraque e fazer com que todos mudassem para a cultura de Graham Arnold. 

Graham Arnold é que teve de se adaptar a eles e ajustar algumas coisas para tirar o melhor proveito deles.

Você tem preocupações com a segurança da equipe na Copa do Mundo? 

Como fazer para os jogadores se concentrarem somente na competição?

É, olha, o que eu fiz nas últimas 3 janelas da FIFA e em 3 jogos importantes foi bloquear as redes sociais. 

Proibi completamente o acesso dos jogadores às redes sociais. 

Como havia o conflito no Oriente Médio, eu disse aos jogadores que eles precisavam confiar em seus pais, em suas famílias, que se algo acontecesse, eles ligariam. 

E claro, eles atenderiam o telefone, porque a família vem em primeiro lugar. 

Mas se ficarem deitados na cama lendo um monte de coisas negativas nas redes sociais, coisas que são todas negativas e metade delas são mentiras, isso afetará o sono de vocês, afetará o cérebro de vocês, e vocês não estarão prontos para o jogo contra a Bolívia. 

Então será a mesma coisa na Copa do Mundo. 

Quando chegarmos lá, se o conflito ainda estiver acontecendo, e espero que não esteja, será exatamente a mesma coisa: confiem nos seus pais, confiem nos amigos próximos. 

Se alguém tiver algum problema, entrará em contato com você e resolveremos na hora. 

Mas, caso contrário, proibição de redes sociais e vamos nos preparar para esses 3 jogos importantíssimos que temos pela frente.

E você pode encarar isso de duas maneiras. 

Pode, novamente, olhar para isso como algo relacionado ao que está acontecendo no Oriente Médio, ou pode ir para a Copa do Mundo e orgulhar o Oriente Médio com as melhores atuações da sua vida.

A Austrália avançou duas vezes da fase de grupos, com você como auxiliar, em 2006, e como treinador, em 2022. 

Acha possível repetir esse sucesso agora com o Iraque?

Sim, acredito que temos uma boa chance de nos classificar. 

Muitas equipes que terminarem em terceiro lugar vão passar na fase de grupos. 

Então, sabe, é tudo uma questão de ir um jogo de cada vez e garantir que você se prepare e esteja pronto. 

Portanto, o foco está totalmente na Noruega e em garantir que estejamos preparados para esse jogo. Obviamente, o segundo jogo é contra a França, e precisamos nos preparar para isso, e depois contra o Senegal.

Mas sabe, para mim, a mensagem que estou enviando aos jogadores é: há duas maneiras de encarar isso. 

Quando você entrar em campo, sai do túnel, antes de cruzar aquela linha branca, como você se sente? 

Está com medo ou animado? 

Porque faz muita diferença. 

E se você estiver com medo, bem, então você precisa me dizer e provavelmente então você não acredita em si mesmo o suficiente para ir lá e conquistar algo especial. 

Se você estiver animado e acreditar em si mesmo, então milagres podem acontecer. 

E nós nos preparamos para isso e vamos lá com a mentalidade de fazer algo que ninguém no mundo previu que poderíamos fazer, porque toda a pressão está sobre a Noruega, a França e o Senegal. 

Não está sobre o Iraque.

Você consegue imaginar a sua importância para o país caso consiga classificar o Iraque para a segunda fase? 

Você seria quase como um herói nacional, não?

Sim, mas não se trata de mim. 

Nunca fui assim. 

Sempre treinei para ajudar os jogadores e, sabe, os países. 

Acredito que treinar em clubes é completamente diferente de treinar em seleções nacionais. 

No futebol internacional, não existem contratos. 

Nenhum jogador assina contrato. 

Então, tudo se resume ao desempenho e à paixão de jogar pela sua nação. 

E não é o meu time, é o time do Iraque. 

E, sabe, quando eu estava na Austrália, não era o time do Graham Arnold, era o time da Austrália. 

E o importante é que faço isso pelo bem dos jogadores e da nação. 

Claro, será algo enorme, que beneficiará o Iraque. 

Mas, para mim, é um jogo de cada vez e começamos a nos preparar para o primeiro jogo. 

É como qualquer técnico, em qualquer país. Se você ganha, todo mundo te ama. 

Se você perde, todo mundo te odeia. 

É assim que funciona o trabalho de técnico.

Quais as lembranças da Copa do Mundo de 2006? 

A Austrália voltando à Copa do Mundo depois de 32 anos, e ainda enfrentaram o Brasil na primeira fase.

O que provavelmente era forte em nós naquela época eram os jogadores que tínhamos, jogadores de ponta que jogavam na Premier League inglesa, Harry Kewell, Mark Viduca, Tim Cahill, todos esses caras. 

E entramos naquele torneio, obviamente, com muita confiança. 

E o Guus Hiddink tinha muita experiência, obviamente, treinando em nível de Copa do Mundo. 

Provavelmente aprendi mais com o Guus Hiddink em 6 meses do que teria aprendido sozinho em 10 anos.

E ele fez os jogadores acreditarem em si mesmos. 

Contra o Brasil, achei que foi a nossa melhor partida em todo o torneio. 

E perdemos por 2 a 0. 

E, sabe, provavelmente jogamos nossa melhor partida, melhor do que a que jogamos contra o Japão, quando vencemos por 3 a 1. 

Obviamente, perdemos para o Brasil, depois empatamos com a Croácia em 2 a 2, o que nos garantiu a vaga nas oitavas de final. 

Essa foi a primeira vez na história do futebol australiano que passamos para as oitavas de final.

Mas contra o Brasil, como eu disse, senti que poderíamos ter tirado algo realmente bom daquele jogo em Munique. 

E, sabe, os rapazes, eu acho, saíram daquele jogo sentindo, “ei, nós pertencemos a este lugar”. 

Nós pertencemos aos mesmos campos, a este tipo de jogadores, Ronaldo e tudo mais. 

E isso poderia nos levar adiante, isso nos deu uma confiança, especialmente para o jogo contra a Croácia, para passarmos de fase. 

E no fim, perdemos para a Itália por um a zero.

E você sabe que deveríamos tê-los vencido. 

Um pênalti no último minuto, provavelmente hoje em dia, sim, talvez até fosse pênalti, mas se houvesse VAR, talvez pudesse ter sido revisto. 

Poderia ter sido 50/50 (de chance de anulação).

Quem são os favoritos ao título nessa Copa do Brasil na sua opinião?

Olha, acho que pode ser uma Copa do Mundo de surpresas. 

Sabe, pela diferença de fuso horário. 

Você vê que muitos jogos começarão ao meio-dia, e muitos jogadores não estão acostumados com isso. 

Acho que as condições climáticas, o calor, podem afetar muitas das seleções europeias, porque elas não estão acostumadas com esse tipo de calor. 

Então, acho que haverá algumas surpresas. 

Quais serão essas surpresas, é difícil dizer agora, mas acho que, novamente, as grandes seleções, como em 1994 nos Estados Unidos, algumas das grandes seleções não tiveram o desempenho esperado, e isso pode acontecer de novo.

Por todas as circunstâncias envolvendo o Iraque, essa será uma Copa do Mundo especial para você?

Pessoalmente. 

Esta é a minha quarta Copa do Mundo. 

Sabe, participei de 2 como auxiliar técnico (Alemanha-2006 e África do Sul-2010) e agora duas como treinador principal (depois de dirigir a Austrália no Catar-2022). 

Será uma honra ir para lá, obviamente, para mais uma Copa do Mundo e ver todos os grandes jogadores atuando novamente. 

E, obviamente temos um grande trabalho pela frente com o grupo em que estamos. 

Mas, sabe, eu sei que haverá muitos iraquianos lá, porque muitos iraquianos moram nos Estados Unidos e no Canadá, e teremos um grande apoio, o que é fantástico. 

Estou ansioso por mais uma experiência maravilhosa. 

E, claro, enquanto estivermos lá, deixaremos a nação do Iraque muito, muito orgulhosa.

De preferência, com mais destaque para o futebol do que para a política, não?

Sim, a política arruína o esporte, o esporte mundial, e não queremos que isso atrapalhe o maior esporte do mundo, bem como o maior troféu do mundo, que é a Copa do Mundo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Segue líder!

Corinthians vence Ferroviária e segue na liderança do Campeonato Brasileiro Feminino.

Jaque faz 2 gols, Maressa desconta e Jhonson fecha placar no Parque São Jorge.

O Corinthians venceu a Ferroviária por 3 a 1 na noite desta sexta-feira (24), no Parque São Jorge, na abertura da oitava rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. 

A atacante Jaque fez 2 para as Brabas, que ainda viram Maressa descontar de pênalti. 

No fim, no entanto, Jhonson deu números finais ao clássico.

O Corinthians venceu a Ferroviária por 3 a 1 na noite desta sexta-feira (24), no Parque São Jorge, na abertura da oitava rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. 

A atacante Jaque fez dois para as Brabas, que ainda viram Maressa descontar de pênalti. 

No fim, no entanto, Jhonson deu números finais ao clássico.

Os dois times voltam a jogar nestas sexta-feira, 1º de maio, feriado. 

Na Fonte Luminosa, às 17 horas (horário de Brasília), a Ferroviária recebe o Mixto-MT. 

Um pouco mais tarde, às 17h30 (horário de Brasília), o Corinthians visita o Grêmio.

Apesar de a Ferroviária ter começado com mais posse de bola, mas sem levar perigo, foi o Corinthians quem dominou toda a primeira etapa. 

As Brabas logo se acertaram em campo e controlaram as ações do jogo. 

A primeira chance de perigo foi aos 8 minutos do primeiro tempo, quando Gabi Zanotti finalizou na pequena área e Luciana defendeu no reflexo. 

O Corinthians seguiu buscando espaços e abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo, quando Juliete cruzou com precisão na cabeça de Jaque, que cabeceou sem chances para a goleira da Ferroviária. 

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Zanotti chutou de fora e assustou Luciana. 

Na resposta, a Ferroviária levou perigo com Micaelly, que mandou por cima do gol de Nicole. 

Enquanto o Corinthians administrava o placar, a Ferroviária passou a se lançar ao ataque e teve a melhor chance aos 46 minutos do primeiro tempo. 

Camila recebeu na área, se livrou da marcação e chutou cruzado, mas a bola passou raspando na trave de Nicole.

A Ferroviária voltou melhor do intervalo e passou a ter mais a posse de bola, controlando as ações e se lançando ao ataque, mas pecando nas finalizações. 

O Corinthians se fechou a apostou nos contra-ataques. 

A estratégia deu certo e, aos 16 minutos do segundo tempo, Jaque fez o segundo dela na partida ao aproveitar cruzamento de Andressa Alves e finalizar. 

As Guerreiras seguiram bem no jogo, principalmente com as mudanças, e conseguiram descontar aos 22 minutos do segundo tempo, com Maressa, de pênalti. 

No entanto, as visitantes seguiram perdendo chances e ainda viram Jhonson ampliar e dar números finais ao duelo aos 38 minutos do segundo tempo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro