domingo, 18 de outubro de 2026

Convocação no dia 29 de outubro

Convocação para amistosos da Seleção com Japão e Singapura será no dia 29 de outubro.

Técnico Carlo Ancelotti irá anunciar os jogadores que vão fechar a temporada de 2026.

A convocação da Seleção Brasileira para os amistosos com Japão e Singapura, na próxima Data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), será realizada na sede da CBF, no Rio de Janeiro, no dia 29 de outubro, às 15 horas (horário de Brasília). 

O evento terá transmissão ao vivo da CBF TV.

Na ocasião, o técnico Carlo Ancelotti vai divulgar os atletas que formarão o grupo que participará da segunda Data FIFA do semestre, fechando a temporada de 2026.

A Seleção Brasileira disputará dois amistosos internacionais em Singapura. 

No dia 14 de novembro, às 7h15 (horário de Brasília), o Brasil enfrentará o Japão, e no dia 17 de novembro, às 7 horas (horário de Brasília), a seleção de Singapura. 

As 2 partidas serão realizadas no Estádio Nacional de Singapura. 

O confronto com o Japão marcará o reencontro entre as seleções após a Copa do Mundo FIFA 2026, enquanto a partida diante de Singapura será o primeiro encontro entre as 2 seleções principais.

As partidas serão disputadas no Estádio Nacional, com capacidade para 55 mil pessoas. 

O estádio foi inaugurado em 2014 e caracteriza-se pelas modernas instalações, que incluem um teto retrátil.

A definição dos compromissos considera o cenário do calendário internacional. 

No período, as principais seleções europeias estarão envolvidas em compromissos oficiais da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol), o que restringe a disponibilidade de adversários daquele continente para a realização de amistosos. 

Fato similar ocorre com o continente africano.

Diante desse cenário, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) estruturou sua programação buscando proporcionar à Seleção Brasileira enfrentamentos com diferentes escolas de futebol.

Os amistosos representam oportunidades para treinamento, observação de atletas, ganho de minutagem, desenvolvimento de conceitos e ampliação das alternativas da comissão técnica.

A presença do Brasil no sudeste da Ásia dará sequência ao trabalho de Carlo Ancelotti na formação da equipe visando aos objetivos dos próximos anos, que são a Copa América de 2028 e a Copa do Mundo de 2030. 

Ancelotti tem fortalecido a integração da Seleção Principal com as de base, trabalho que já foi iniciado com a sua chegada e que agora já acontece em maior intensidade, de olho também nos compromissos dessas seleções, como a Copa do Mundo Sub-17, em novembro, no Qatar, e a construção de uma base para o próximo ciclo olímpico, cuja tarefa está nas mãos de Paulo Victor, treinador também da Seleção Sub-20.

CREDENCIAMENTO DE IMPRENSA: Jornalistas e veículos interessados em participar da cobertura da convocação deverão realizar as solicitações por meio do sistema de credenciamento da CBF.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 26 de outubro, às 18 horas (horário de Brasília), impreterivelmente. 

Não serão aceitos pedidos fora do prazo. 

O simples envio do pedido de credenciamento não garante a participação do profissional no evento.

A imprensa estrangeira deve realizar o credenciamento através do e-mail credenciamento@cbf.com.br. 

A mensagem deve conter nome completo, função, empresa, passaporte, comprovante de filiação na AIPS, telefone para contato e e-mail de cada profissional. 

O prazo também expira no dia 26 de outubro, às 18 horas (horário de Brasília)

Reportagem: CBF.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Brasil tricampeão

Brasil goleia Afeganistão por 6 a 0 e conquista Copa das Nações de Futsal.

Campeã em 2023 e 2025, Amarelinha chegou ao tricampeonato do torneio.

A Seleção Brasileira goleou o Afeganistão por 6 a 0 na tarde deste domingo (18), no Ginásio Max Rosenmann, em São José dos Pinhais-PR, e se sagrou campeã da Copa das Nações de Futsal 2026. 

Na final, balançou as redes com Fabinho (2 vezes), Leandro Lino, Cléber, Serginho e Rufino.

A conquista leva a Amarelinha ao tricampeonato do torneio. 

Em 2023, levantou a taça em Sorocaba-SP. 

Já no ano passado, obteve o título em Brasília.

“Pode ter certeza de que (o sentimento) é de como se fosse o primeiro (título). Fazemos um esforço muito grande para conquistar, não é fácil. Acho que essa equipe assumiu uma cultura do que é ser brasileiro, de resistir, porque às vezes temos a impressão de que as coisas vão ser fáceis pois somos muito campeões, e o Brasil tem uma história grande, mas não funciona mais dessa forma. Precisamos nos empenhar e nos dedicar, e acho que esse é o retrato do povo brasileiro”, celebrou o técnico Marquinhos Xavier, emocionado.

Nesta edição, a equipe comandada pelo treinador reforçou sua superioridade durante toda a competição. 

Na primeira fase, derrotou Cabo Verde por 4 a 2 e bateu a Indonésia por 3 a 0. 

Deparou-se com o Japão na semifinal e ganhou novamente por 3 a 0. 

Na decisão, fez a alegria do torcedor paranaense com a goleada.

O Brasil encerra esta convocação com 16 gols marcados e apenas dois sofridos em quatro partidas. 

Seus artilheiros foram Leandro Lino, Fabinho e Cléber, todos com 3 tentos. 

Arthur e Rufino marcaram dois, enquanto Rocha, Lucão e Serginho anotaram um gol cada.

Próximo objetivo, a Finalíssima de Futsal: Após o título da Copa das Nações de Futsal, a Seleção Brasileira irá se concentrar na disputa da Finalíssima de Futsal, no próximo mês, na Arena Niterói, em Niterói, no Rio de Janeiro. 

O torneio reúne os campeões e vice-campeões sul-americanos: Brasil, Argentina, Espanha e Portugal.

Anfitriã e atual campeã da Copa América, a Seleção enfrenta a Argentina no dia 6 de novembro, às 21h30 (horário de Brasília). 

Vencedora da Eurocopa, a Espanha encara a vice-campeã, Portugal, às 18h30 (horário de Brasília), no mesmo local.

Os ganhadores dessas partidas estarão frente a frente na final, no dia 8 de novembro, às 17h30 (horário de Brasília). 

Antes, às 14h30 (horário de Brasília), haverá a disputa pelo terceiro lugar.

Veja o elenco campeão:

Goleiros:

Willian - MFK Norilsk Nickel (Rússia)

Matheus - JEC (Joinville Esporte Clube) Krona-SC (Brasil)

Espíndola - Jaén Paraíso (Espanha)

Fixos:

João Victor - Barcelona (Espanha)

Lucas Gomes - Magnus Futsal-SP (Brasil)

Alas:

Cleber - Benfica (Portugal)

Dyego - Al-Ula Club (Arábia Saudita)

Leandro Lino - Magnus Futsal-SP (Brasil)

Arthur - Benfica (Portugal)

Serginho - Atlântico-RS (Brasil)

Wesley - Sporting (Portugal)

Lucão - Palma (Espanha)

Pivôs:

Rocha - Sporting (Portugal)

Fabinho - Palma (Espanha)

Rufino - Sporting (Portugal)

Reportagem: CBF.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Goleada na estreia do Sub-17

Seleção Feminina estreia com goleada por 6 a 2 sobre o Canadá na Copa do Mundo Sub-17.

Canadenses abrem o placar, mas Amarelinha segura adversárias com boas defesas da goleira Nathy e domínio ofensivo no segundo tempo.

A estreia do Brasil na Copa do Mundo Feminina Sub-17 foi marcada por boas defesas e domínio ofensivo, que garantiu uma goleada por 6 a 2 sobre o Canadá. 

O primeiro jogo da Amarelinha no mundial aconteceu neste domingo (18) em Rabat, no Marrocos, com gols de Helena, Nicolly, Marcela Bontorim, Greise Kelly e Pepê.

A primeira finalização do Brasil aconteceu aos 2 minutos com uma bola rasteira que saiu na lateral do gol, seguido por um contra-ataque canadense e uma boa defesa da goleira Nathy. 

O Canadá manteve a pressão e, aproveitando uma cobrança de escanteio, abriu o placar com um cabeceio que desviou e entrou.

Aos 15 minutos do primeiro tempo, o Brasil levou perigo com uma jogada individual de Marcela Bontorim, que chutou bem de fora da área, mas Dumas, goleira do Canadá, afastou. 

No decorrer do segundo tempo, a Amarelinha assumiu maior controle do jogo e criou mais oportunidades, principalmente pela direita com Nicolly.

Aos 38 minutos do primeiro tempo, Greise Kelly balançou a rede, mas houve impedimento no lance anterior e o gol foi anulado. 

No final do segundo tempo, a seleção brasileira emendou boa troca de passes na área e uma sequência de chutes a gol, enquanto Nathy fez excelentes defesas. 

O empate veio nos acréscimos: a bola sobrou na entrada da área canadense, Greise Kelly recebeu pela esquerda, cruzou e Helena, de cabeça, marcou.

No primeiro minuto do segundo tempo, Carol Melo acertou um lançamento do meio de campo para Greise Kelly dar um toque de cabeça no meio para Nicolly, que só precisou desviar da goleira e garantir o gol da vantagem. 

Mas, cinco minutos depois, o Canadá buscou o empate com um chute no canto esquerdo, que não deu chances de defesa para a goleira brasileira.

Mais confiante, a Amarelinha manteve a ofensividade. 

Pelo lado esquerdo, Marcela Bontorim aproveitou cruzamento e marcou mais um de cabeça. 

O quarto gol do Brasil veio após a goleira canadense espalmar um chute de Marcela Bontorim. 

Greise Kelly, sozinha, pegou a sobra e ampliou a vantagem brasileira.

Numa cobrança de escanteio e mais uma falha de Dumas, Greise Kelly fez o quinto.

Para fechar a goleada, já nos acréscimos do segundo tempo, Pepê acertou, da entrada da área, um chute certeiro, que desviou e entrou no gol.

O Brasil está no Grupo C do mundial junto com Canadá, Gana e Noruega. 

A Amarelinha enfrenta Gana na quarta-feira (21) às 15 horas (horário de Brasília) e a Noruega no sábado (24) às 12 horas (horário de Brasília). 

Os jogos acontecem no Complexo de Futebol Mohammed VI - Campo 1, em Rabat, Marrocos.

FICHA TÉCNICA

Canadá 2 X 6 Brasil

Competição: Copa do Mundo Feminina Sub-17

Local: Complexo de Futebol Mohammed VI - Campo 1, em Rabat, Marrocos.

Gols: Tingley (ao 4 minutos do primeiro tempo), Helena (aos 49 minutos do primeiro tempo), Nicolly (com 1 minuto do segundo tempo), Scicchitano (aos 5 minutos do segundo tempo), Marcela (aos 10 minutos do segundo tempo), Greise Kelly (aos 18 minutos do segundo tempo e aos 27 minutos do segundo tempo) e Pepê (aos 49 minutos do segundo tempo).

Cartão amarelo: Andreyna (aos 9 minutos do primeiro tempo)

Árbitra: HyeonJeong Oh (Coreia). 

Assistentes: Suwida Wongkraisorn (Tailândia) e Ramina Tsoi (Quirguistão).

BRASIL: Nathy, Isa Rech, Elo, Andreyna © (Kaillany Ranifah, aos 27 minutos do segundo tempo), Sarah Coelho, Carol Melo, Pepê, Helena, Nicolly Manuel, Greise Kelly e Marcela Bontorim (Sofia Gamonal, aos 27 minutos do segundo tempo). 

Treinadora: Rilany Silva

CANADÁ: Dumas, Brou, Proulx, Oppong; Scicchitano, Lanzillotta, Schwartzberg (Hennessy, aos 29 minutos do segundo tempo), Kindel (Giese, aos 9 minutos do segundo tempo), Tingley (Boldt, aos 29 minutos do segundo tempo), Istocki (Capitã) (Fairweather, aos 29 minutos do segundo tempo) e Alexis (Boora, aos 18 minutos do segundo tempo). 

Treinadora: Jen Herst.

Reportagem: CBF.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

sábado, 17 de outubro de 2026

Invencibilidade ampliada

Atlético-MG vence o Coritiba, chega a 8 jogos de invencibilidade e dorme na zona da Taça Libertadores da América.

Igor Gomes marca o gol no segundo tempo na Arena MRV e amplia drama do Coxa, que acumula 6 jogos de jejum no Campeonato Brasileiro.

O Atlético-MG venceu o Coritiba por 1 a 0 neste sábado (17), na Arena MRV, e ampliou sua sequência invicta para 8 jogos na temporada. 

O gol da vitória, marcado por Igor Gomes no segundo tempo, garantiu os 3 pontos na trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro. 

Com o resultado, o Galo ganhou 2 posições, ultrapassou Bahia e Cruzeiro, que ainda jogam na rodada, e entrou na zona de classificação para a Taça Libertadores da América.

O Atlético-MG chega aos 50 pontos e ultrapassa dois concorrentes diretos pela Taça Libertadores da América. 

No momento, o Galo ocupa a quinta colocação. 

O Coritiba cai uma posição e com 39 pontos aparece na décima segunda posição. 

No entanto, ainda pode ser ultrapassado pelo Vitória na rodada. 

O primeiro tempo foi de amplo domínio do Atlético-MG, que esbarrou em uma grande atuação do goleiro Pedro Morisco. 

O Galo pressionou e assustou em cruzamento de Igor Gomes que raspou o travessão, além de finalizações de Cissé e Léo Duarte, pelo alto. 

A melhor chance veio com Thiago Borbas, que aproveitou falha de Jacy para bater da entrada da área, exigindo boa defesa do camisa 1 alviverde. 

O Coritiba tentou responder em escapada rápida, mas Lavega escorregou no chute e facilitou o trabalho de Gabriel Delfim, mantendo o zero no placar antes do intervalo.

Na etapa final, o Atlético-MG manteve a pressão na Arena MRV e garantiu a vitória por 1 a 0. 

Igor Gomes e Paulo Roberto pararam em boas defesas dos goleiros antes de o Galo ter um gol de Pascini anulado por impedimento. 

O gol da vitória saiu logo depois: Natanael recebeu de Victor Hugo e cruzou rasteiro para trás para Igor Gomes bater de primeira e vencer Pedro Morisco. 

O Coritiba quase empatou em cabeceio de Tiago Cóser que desviou na zaga e raspou a trave, mas o Galo seguiu criando e desperdiçando chances. 

Morisco voltou a brilhar ao espalmar um chute forte de Reinier e defender um cara a cara com Victor Hugo, além de ver Reinier isolar outra boa oportunidade livre na área.

O Galo volta a olhar para a Copa Sul-Americana. 

Na quarta-feira (21), às 19 horas (horário de Brasília), o time mineiro visita o Montevideo City Torque, no Uruguai, pelo jogo de volta da semifinal. 

No Campeonato Brasileiro, o próximo compromisso é diante do Flamengo na segunda-feira, dia 26, às 20 horas (horário de Brasília), no Maracanã. 

Na mesma data, mas às 19h30 (horário de Brasília), o Coritiba recebe o Grêmio, no Couto Pereira. 

As partidas são válidas pela trigésima segunda rodada.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Arquibancada retrátil

Athletico-PR e Palmeiras-SP tem primeiro teste da arquibancada retrátil da Arena da Baixada.

Clube ativa parte da estrutura que já está pronta; novidade permite receber shows sem afetar o calendário de jogos.

Pouco menos de uma horas antes da bola rolar para Athletico e Palmeiras, neste sábado (17), pela trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro, o Furacão fez o primeiro teste da arquibancada retrátil, novidade em processo de instalação na Arena da Baixada. 

A equipe ativou uma parte da estrutura que já está finalizada.

A obra ainda não está completa para receber torcedores durante os jogos, mas está em processo final. 

A parte central, testada neste sábado e que conta com cinco fileiras, já está instalada. 

As laterais ainda precisam ser finalizadas.

Com a estrutura atual, o Furacão já consegue receber a montagem de palcos de shows na Arena da Baixada sem afetar o calendário de jogos do time, como aconteceu no último mês, quando o estádio recebeu o show "Xuxa, o último voo da Nave" e o Leilão Arena do Nelore.

O próximo evento que a Arena da Baixada vai receber será o show do Iron Maiden, no dia 28 de outubro, e a montagem do palco começa na próxima quarta-feira.

A partir da finalização da montagem da arquibancada, ainda sem data prevista,o setor vai voltar a receber torcedores durante os jogos. 

Atualmente, o local fica vazio durante as partidas.

O projeto: Primeira arquibancada deste modelo em uma arena do futebol brasileiro, a novidade começou a ser construída em abril. 

Inicialmente, a previsão era de que a estrutura estivesse pronta em agosto, mas houve atraso na entrega dos módulos da arquibancada. 

Uma nova data não foi divulgada.

O projeto é fruto de parceria com a produtora de eventos 30e, parceira do Athletico desde junho de 2025, e visa ampliar a agenda de shows e eventos do estádio sem impactar no calendário do futebol.

Em momentos de show na Arena da Baixada, com a arquibancada retrátil, o palco pode ser montado fora do gramado. 

De acordo com o clube, haverá ganho de capacidade para eventos, com ampliação do público em aproximadamente 20% nos espetáculos realizados no estádio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Eternizados

Fabi Alvim e Alison "Mamute" entram oficialmente para o Hall da Fama do vôlei.

Brasileira é a primeira líbero mulher a integrar a maior honraria da modalidade. 

Ao todo, 9 personalidades foram eleitas em 2026, sendo 3 brasileiras.

"Nesta noite, celebramos uma líbero cuja carreira serve de inspiração para jovens defensoras". 

Foi assim que a bicampeã olímpica Fabi Alvim foi anunciada para integrar oficialmente o Hall da Fama do vôlei. 

A inclusão da líbero aconteceu neste sábado (17) durante cerimônia em Holyoke, no estado americano de Massachusetts, considerado o berço do esporte. 

Ao lado dela, o campeão olímpico na praia, Alison "Mamute", e o ex-presidente da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), Ary Graça, foram os outros brasileiros homenageados.

Cada homenageado recebeu um anel e uma foto, simbolizando a inclusão na maior honraria da modalidade. 

Após receber as peças, Fabi iniciou um discurso em que relembrou a infância no bairro de Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro, e o início da carreira enquanto a posição de líbero surgia em 1998.

"Naquela época, uma menina que escolhia brincar com bola no meio dos meninos causava estranheza. A minha trajetória era, por si só, improvável. O lugar de onde vim, as barreiras que enfrentei pela ausência de padrões a seguir no vôlei, tudo parecia dizer não. Mas, de alguma forma, o improvável virou meu combustível", contou.

Com a disposição para superar as barreiras impostas, Fabi conta que ser líbero formou sua personalidade não somente no aspecto esportivo. 

Além da seleção brasileira, ela defendeu Macaé, Flamengo, Vasco, Campos e Rio de Janeiro (atualmente chamado de Sesc-Flamengo).

"Ser líbero é aprender na pele o verdadeiro significado do altruísmo. É entender o valor de servir. Em um esporte que vive e respira a contagem de pontos, passei 20 anos sem fazer nenhum e nunca, nem por um segundo, me senti menos importante por isso. Muito do que sou hoje como mãe e como mulher vem dessa vivência. O mundo seria um lugar incrivelmente melhor se todos olhassem a vida sob a perspectiva de servir ao próximo", afirmou, mencionando na sequência a mãe Vera, a esposa Júlia e a filha Maria Luiza.

Na biografia apresentada pelo Hall da Fama, a jogadora que também foi campeã da Superliga em 10 ocasiões, é caracterizada pelo "impacto revolucionário" e influência em diversas gerações da modalidade. 

No local, ela deixou fotos de momentos marcantes e o uniforme utilizado na campanha do bicampeonato olímpico em Londres 2012.

"Fabi transformou a percepção sobre a posição e demonstrou que títulos podem ser construídos com base em uma defesa incansável, liderança e determinação. (...) Fabi demonstrou o quão profundamente uma jogadora no fundo de quadra pode influenciar o rumo de uma partida", diz o texto.

"Estar aqui hoje desperta em mim um orgulho e uma honra que mal cabem no meu peito. Olhar para o lado e ver que agora faço parte do mesmo time dos maiores ídolos da minha vida é algo que jamais imaginei. Sendo muito honesta, eu não tinha nem essa pretensão", disse Fabi.

Com esta premiação, a maior honraria do vôlei internacional reverencia a trajetória de 194 personalidades entre jogadores, treinadores, árbitros e líderes de 28 países. 

Os 9 homenageados deste ano foram divulgados em maio a partir de um processo de escolha que contou com um comitê formado por ícones internacionais e votação popular. 

Em entrevista ao Abre Aspas, do Globo Esporte, a ex-jogadora e comentarista da Globo revelou que pensou ser uma brincadeira quando foi informada do resultado.

"É muito louco quando eu olho para trás. Se alguém dissesse: "Fabi, você vai ganhar duas medalhas de ouro olímpicas, vai conhecer seus ídolos, viajar e no fim das contas vai terminar em um grupo seleto de atletas históricos". Você está de brincadeira comigo (risos). Jamais imaginei que pudesse acontecer algo próximo disso".

Mais brasileiros homenageados: Dos quatro brasileiros indicados em 2026, o campeão olímpico na Rio 2016 e prata em Londres 2012, Alison "Mamute" Cerutti, também foi selecionado. 

Na sede do Hall da Fama, o atleta deixou peças importantes da carreira, como boné, óculos e camisa usados na vitória por 2 sets a 0, ao lado de Bruno Schmidt, contra a dupla italiana que rendeu o ouro nas areias de Copacabana há 10 anos.

Também disputou os jogos de Tóquio 2020 e foi bicampeão do circuito mundial.

"Sendo um dos jogadores mais fisicamente imponentes e tecnicamente talentosos da história do esporte, Alison combinou força, capacidade atlética e intensidade competitiva para se tornar uma das figuras mais emblemáticas do vôlei de praia moderno", destaca trecho da biografia de Alisson disponível no Hall da Fama.

Após receber o anel e a fotografia, o ex-jogador relembrou momentos dos 24 anos da carreira, iniciada no Espírito Santo e que culminou em duas medalhas olímpicas e como um dos 115 brasileiros que subiram ao pódio mais de uma vez nos Jogos. 

Ao afirmar ser apaixonado pela modalidade, Mamute mencionou que fez parte da escola antiga, ao começar na quadra e depois migrar para areia.

"É motivo de muito orgulho estar aqui para receber esta homenagem e pensar que, a partir de hoje, estarei junto de tantos grandes nomes, de tantos brasileiros, que brilharam nas areias e nas quadras. É difícil entender o tamanho de tudo isso. Nas minhas palavras, é como zerar um jogo. Daqui, penso o tamanho da minha caminhada, lembro de tudo que vivi, de tudo que passei e de quanto precisei batalhar para alcançar meus sonhos, os meus objetivos", discursou o jogador, que ficou conhecido pela eficiência no bloqueio.

O terceiro representante do Brasil incluído no Hall da Fama foi Ary Graça na categoria Líder. 

Comandou a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) entre 1997 e 2012. 

No último ano à frente da entidade, foi eleito para a presidência da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), onde permaneceu até 2014. 

Neste período, a Liga das Nações (VNL) foi criada para substituir a Liga Mundial masculina e o Grand Prix feminino, além da Volleyball World, instituição responsável pelos negócios de mídia, digital, patrocínio e eventos, e do programa de Empoderamento, que apoia financeira e tecnicamente seleções e federações.

Ao todo, 27 brasileiros foram homenageados até hoje, como Shelda Bede, Ana Moser, Fernanda Venturini, Jackie Silva, Giba, Emanuel Rego, Ricardo Santos, José Roberto Guimarães, Bernardo Rezende e Renan Dal Zotto.

Outros homenageados: Além dos 3 brasileiros, outra personalidade da América do Sul passou a integrar o Hall do Fama. 

Yoel "Joel" Despaigne é o primeiro atleta de Cuba a ser eleito para esta honraria. 

Com ataque explosivo, o ponteiro acumulou cerca de 350 partidas pela seleção, tendo como período de destaque o final da década de 1980 e o início da década seguinte, em que conquistou o ouro na Copa do Mundo de 1989 e a prata no Campeonato Mundial de 1990. 

Ainda participou de dois jogos olímpicos: Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

Dos Estados Unidos, a jogadora de vôlei de praia, April Ross, foi reconhecida pela atuação de mais de 10 anos na modalidade. 

Além do ouro no Campeonato Mundial em 2009, subiu no lugar mais alto do pódio em Tóquio 2020, garantindo também a prata em Londres 2012 e o bronze na Rio 2016.

Com 4 participações olímpicas, Ekaterina Gamova foi outra atleta homenageada. 

A russa tem no currículo as medalhas de prata em Sydney 2000 e Atenas 2004, mas suas habilidades também conduziram a seleção ao ouro em duas edições do Campeonato Mundial e a vários títulos por clubes europeus.

O francês Laurent Tillie foi o técnico a receber o reconhecimento. 

Acumulou mais de 40 anos dedicados ao vôlei, incluindo as 2 participações olímpicas e as 406 partidas como jogador da seleção. 

Em 2012, chegou ao elenco como treinador, sendo responsável por comandar a França no ouro olímpico inédito em Tóquio 2020, além de dois títulos da Liga Mundial.

Entre os árbitros, o escolhido foi o japonês Takashi Shimoyam, que atuou em três Jogos Olímpicos, Barcelona 1992, Atlanta 1996 e Sydney 2000, uma conquista alcançada por apenas um grupo seleto de árbitros na história do vôlei.

Denis Le Breuilly foi o representante do vôlei paralímpico, com atuação de mais de 4 décadas em diferentes funções, como árbitro, educador e gerente geral da World ParaVolley, onde desenvolveu ações para promover a integridade e o desenvolvimento do vôlei sentado.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Vitória em casa

São Paulo vence em casa, sobe na tabela e deixa o Vasco perto do Z-4.

Time carioca é melhor no primeiro tempo, mas Tricolor evolui na segunda etapa e ganha com gol de Artur.

O São Paulo venceu o Vasco por 1 a 0 no Morumbis, na noite deste sábado (17), pela trigésima primeira rodada do Campeonato Brasileiro. 

Artur fez o gol da vitória são-paulista no segundo tempo. 

Com o triunfo, o Tricolor chegou a 42 pontos e subiu para a oitava colocação. 

Já o Vasco caiu para o décimo quinto lugar, mantendo-se com 35 pontos, a 3 pontos de distância para a zona de rebaixamento.

O Vasco voltará a campo contra o Boca Juniors, no Maracanã, nesta terça-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília), para o jogo da volta da semifinal da Copa Sul-Americana. 

Pelo Campeonato Brasileiro, o próximo adversário será o Corinthians, em São Januário, no próximo sábado (24), às 18h30 (horário de Brasília).

Tendo apenas o Campeonato Brasileiro para disputar, o São Paulo enfrentará o Mirassol no Maião, na trigésima segunda rodada, no sábado (24), às 16h30 (horário de Brasília).

Foi uma primeira etapa movimentada, especialmente pelos lados do campo. 

O Vasco começou melhor e pressionou o São Paulo, mesmo jogando fora de casa. 

Andrés Gómez protagonizou os melhores lances, especialmente em cima de Rafael Tolói. 

Entretanto, nos últimos 10 minutos, o Tricolor cresceu de produção e, com a marcação encaixada no adversário, passou a chegar com perigo ao ataque. 

Os 49 minutos iniciais terminaram em 0 a 0.

O São Paulo voltou melhor do intervalo, principalmente graças à entrada de Lucas, que comandou as jogadas ofensivas do time da casa. 

Protagonizou a primeira finalização a gol da partida, aos 13 minutos do segundo tempo, quando obrigou Léo Jardim a fazer uma ótima defesa. 

Aos 22 minutos do segundo tempo, o Tricolor abriu o marcador: Pedro Lima chutou rasteiro para o meio da área, e Artur se antecipou à marcação e só deu um toquinho de pé esquerdo para mandar para o fundo da rede. 

Quase ampliou o placar aos 33 minutos do segundo tempo, com um chute na trave. 

O Vasco fez pressão nos minutos finais, mas não conseguiu o empate.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro