terça-feira, 6 de outubro de 2026

Troca de patrocinador

São Paulo exibirá site de estatísticas como patrocínio máster em jogo contra o Cruzeiro.

Superscore, plataforma de estatísticas do mesmo grupo da Superbet, ocupará espaço no uniforme.

O São Paulo exibirá a marca do site Superscore como patrocínio mster no jogo contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira (7), às 21h30 (horário de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro.

Essa foi a alternativa encontrada para manter a parceria com a Superbet após a entrada em vigor da Medida Provisória que restringe a atuação de empresas de apostas esportivas no Brasil.

O site que será estampado no uniforme do São Paulo é uma plataforma de estatísticas esportivas que pertence ao mesmo grupo econômico da patrocinadora.

Apesar da alteração da marca na região central do uniforme, as bases do contrato entre São Paulo e Superbet estão mantidas até o momento, inclusive os valores previstos no acordo.

A princípio, a mudança será pontual, mas a tendência é de que a Superscore siga na camisa do São Paulo no confronto com o Vitória, no dia 10 de outubro, pela trigésima rodada do Campeonato Brasileiro, no Morumbis.

A Medida Provisória foi assinada pelo presidente Lula no dia 25 de setembro e proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. 

A medida estabeleceu um período de transição para o encerramento das operações e a retirada de materiais publicitários e de patrocínio. 

Desde esta terça-feira (6), sites e aplicativos das plataformas devem ficar indisponíveis.

Para ter validade definitiva, a Medida Provisória ainda precisa ser votada e aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.

O contrato de patrocínio entre Superbet e São Paulo tem validade até o fim de 2030. 

A renovação assinada em 2025 prevê um valor fixo de R$ 678 milhões ao longo das 6 temporadas, podendo chegar a R$ 1 bilhão em caso de cumprimento das metas previstas no acordo.

A casa de apostas também detém os naming rights do Centro de Treinamento da Barra Funda. São Paulo e Superbet seguem em diálogo para avaliar o cenário.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Benim quer virar potência na África

Como Benim buscou brasileiros em projeto para virar nova potência africana.

Adversário da Argentina na despedida de Messi, país africano foca em infraestrutura e na diáspora para chegar à Copa do Mundo. 

Marlon Freitas e Igor Paixão foram sondados.

A seleção do Benim, adversária da Argentina na despedida de Messi, nesta terça-feira (6), quer mudar seu patamar no futebol e se tornar uma potência africana. 

Inspirados no trabalho bem-sucedido de vizinhos do continente, principalmente, o Marrocos, os guepardos estão modernizando sua infraestrutura, investindo na formação de jogadores e apostando na captação de filhos da diáspora espalhados pelo mundo. Inclusive, nascidos no Brasil.

Atletas brasileiros, que nunca representaram a Seleção em jogos oficiais, foram sondados pelo Benim. 

Entre eles, medalhões como Marlon Freitas e Igor Paixão. 

Até o momento, um jogador conseguiu a nacionalidade beninense e defendeu a seleção africana em partidas amistosas.

Recentemente, os governos das duas nações buscaram estreitar laços diplomáticos, evocando uma relação histórica, e realizaram uma série de acordos de cooperação econômica, militar e cultural. 

O futebol não ficou de fora.

Nos últimos anos, o Benim tem dedicado muitos recursos para aumentar a relevância esportiva do país. 

O investimento foi de cerca de 400 milhões de dólares (quase R$ 2,5 bilhões, na cotação atual), diretamente no futebol, com 24 estádios construídos ao redor do país. 

Houve também forte incentivo para que grandes empresas do país assumissem o comando de clubes, para a criação de uma liga forte.

Para as seleções, o país está investindo na formação interna e captação de jogadores fora do território. 

Alguns efeitos das políticas já são considerados bem-sucedidos, como a classificação da seleção feminina para a Copa do Mundo Sub-20 e a campanha masculina nas últimas Eliminatórias, que quase resultou em uma vaga no último Mundial.

"O sonho da seleção é participar de uma Copa do Mundo. Poder mostrar uma imagem interessante e relevante no país. Hoje conseguimos ver um resultado na seleção do Marrocos, então é um exemplo que pegamos. Não de fazer o mesmo modelo, cada país tem sua particularidade, mas um modelo exemplar de um pequeno país que possa ser tornar uma referência no continente", explicou o ex-jogador brasileiro Henrique Souza.

Em 2024, após acompanhar uma visita da delegação do governo beninense no Brasil, Henrique foi convidado para ser um conselheiro internacional do país, no futebol e em outros esportes. 

Ex-zagueiro da dupla Fla-Flu, com longa passagem na França, ele articulou um intercâmbio de autoridades do país africano com clubes brasileiros.

Também coube a ele a importante missão de mapear jogadores ao redor do mundo que pudessem ter um vínculo com o país africano e que tivessem interesse de representar a seleção.

"Quando você conversa com o atleta que pode ser o atleta que vai jogar pela seleção do Benim, você não mostra para ele só o futebol, você mostra também tudo o que aconteceu com nossos antepassados, toda a história que vem por trás. Um atleta para representar o Benim tem esse aspecto técnico, mas também o educacional que é bastante relevante para gente. Porque ele vai ser o porta-bandeira da seleção com esse processo de interação entre o Brasil e o Benim", explicou Henrique.

Henrique conversou diretamente com Marlon Freitas, volante do Palmeiras, e chegou a convidá-lo para conhecer o Benim. 

Também entrou em contato com o pai do atacante Igor Paixão, do Olympique de Marseille, que nasceu em uma região quilombola no Amapá. 

Ambos negaram o convite por ainda manterem expectativa de representar o Brasil.

Um brasileiro no Benim: O match ocorreu com Felipe Santos, de 29 anos. 

O atacante, nascido no interior de São Paulo, é um andarilho da bola que atualmente joga na Tailândia. 

Na base, chegou a defender o Palmeiras e o Vasco.

O jogador levou um susto quando recebeu a ligação de Henrique com o convite para defender o Benim. 

A proposta ia além de representar a seleção em campo, o Benim precisava de um jogador que pudesse se tornar um dos rostos do novo projeto.

A primeira visita ao Benim ocorreu em junho de 2025, seis meses após o convite, e foi marcante. 

Ao pousar em Cotonú, seguranças entraram no avião e escoltaram Felipe e sua esposa até o hotel, conversou com ministros e o presidente. Visitou locais históricos do país e notou algumas familiaridades.

"A gente viu que é uma história rica, apesar dos problemas que tem na África. É um país que se parece muito com o Brasil. O calor do Brasil, eu estou falando de pessoas. São pessoas que tentam te ajudar, que são bem felizes, apesar da situação. Os alimentos também, muitas coisas saíram do Benim e foram para o Brasil".

Em 2024, o governo do Ben aprovou uma lei que facilitava o pedido de nacionalidade para afrodescendentes de todo o mundo. 

Hoje, Felipe tem nacionalidade beninense, pôde participar de quatro amistosos e chegou a fazer um gol com a nova camisa. 

Mas, por enquanto, não pode defender a seleção do país em competições internacionais.

No dia 10 de setembro, a FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) divulgou um novo documento com as regras para um determinado jogador defender um país em que não nasceu. 

Os requisitos são ter mãe ou o pai biológicos, ou avó ou o avô biológicos nascidos no território, o que não é o caso de Felipe. 

Outra possibilidade é ser residente por 5 anos ininterruptos do país. 

Casos excepcionais também são avaliados por um tribunal da entidade.

O setor jurídico da Federação do Benim entrou com uma petição na entidade para contar com Felipe, baseada no rastreio de informações familiares do atacante. 

Por enquanto, o caso está em análise e, por isso, ele não pôde atuar em jogos válidos pelas eliminatórias da Copa Africana de Nações. 

Foi cogitada a possibilidade de o atacante enfrentar a Argentina, já que a partida é um amistoso, mas o Benim preferiu não incluí-lo nesta lista.

Conexão ancestral: Embora separados pelo Atlântico, o Benim teve um papel fundamental na construção da identidade do Brasil. 

Nos séculos 18 e 19, os portos brasileiros receberam centenas de milhares de africanos escravizados que foram transportados à força a partir de Uidá. 

Pessoas que ajudaram a formar a população brasileira.

"Dali vieram números significativos de africanos escravizados, que foram alocados principalmente nas regiões Nordeste e Norte do país", contou a historiadora e escritora Ynaê Lopes dos Santos.

"E foram fundamentais para a formação do Brasil do ponto de vista material, simbólico e cultural. Então esses homens e mulheres vieram sequestrados, foram explorados como trabalhadores escravizados, mas também trouxeram uma série de conhecimentos e legados".

Ynaê alerta sobre o apagamento histórico do lastro africano no período, seja pelas dinâmicas do tráfico de pessoas ou por estratégias utilizadas para inviabilizar pedidos de indenização de ex-proprietários, pelo fim da escravidão.

Contexto que faz com que grande parte dos negros do Brasil não tenha registro de suas raízes familiares. 

Realidade de Felipe, que cresceu ouvindo histórias dos primeiros ancestrais a pisar no Brasil.

"Quando surgiu essa oportunidade, eu sentei com a minha vó e perguntei. Só que a minha vó também não tinha muita informação, ela só sabia que os avós dela tinham saído, que vieram para o Brasil escravos. Então através disso a gente começou a pesquisar a história dela, ainda mais da nossa raiz, da nossa raça", disse o jogador

Também nesse sentido, a historiadora considera positiva a aproximação entre Brasil e Benim, como uma forma de aprofundar as reflexões sobre os efeitos da escravidão no Brasil e de trazer luz sobre a importância dos africanos na formação do país.

"Essa possibilidade de recuperar o passado e o legado africano de uma maneira mais material e, inclusive, potencializando relações com o continente africano é fundamental para revisitar o Brasil e para a construção de um país mais democrático, menos racista, que é o que a gente quer".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Irregular

FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) permitiu que goleiro da República Democrática do Congo jogasse a Copa do Mundo de forma irregular, diz jornal.

De acordo com "Le Monde" e "New York Times", entidade sabia que Mpasi não concluiu processo de troca de federação a tempo.

A Fifa enfrenta um novo escândalo de conformidade jurídica relacionado à Copa do Mundo de 2026. 

O goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, disputou a reta final das Eliminatórias e o Mundial mesmo tendo documentação irregular. 

A informação foi publicada pelos jornais "The New York Times", dos Estados Unidos, e Le Monde, da França, que afirmam ter documentos que comprovam a ciência da FIFA.

A Federação Nigeriana de Futebol é quem teria feito a denúncia de irregularidades no elenco da República Democrática do Congo, que ficou com uma das vagas da África na Copa do Mundo, deixando a Nigéria de fora. 

Após ser derrotada pela República Democrática do Congo no confronto direto das Eliminatórias, os nigerianos apresentaram uma queixa formal à FIFA contestando a elegibilidade de jogadores congoleses, com foco principal no goleiro Lionel Mpasi.

A investigação aberta pela FIFA confirmou a procedência da denúncia nigeriana. 

Nascido na França, Lionel Mpasi atuou pelas seleções francesas de base, somando 12 partidas oficiais pelas categorias sub-16 e sub-17.

Para que um atleta com esse histórico possa defender outra nação na categoria profissional, a regulamentação da FIFA exige a conclusão de um processo formal de mudança de associação nacional. 

A apuração interna da entidade constatou que a Federação Congolesa de Futebol nunca finalizou este trâmite obrigatório, tornando a escalação do goleiro ilegal.

Mas, apesar de reconhecer a condição irregular do atleta, a FIFA teria optado por não aplicar as sanções previstas no regulamento. 

A denúncia apresentada pela Nigéria foi arquivada sob a justificativa de impedimentos técnicos processuais, permitindo que a seleção do Congo seguisse na disputa.

Nesse cenário, a República Democrática do Congo disputou a partida decisiva de repescagem contra a Jamaica. 

Com a vitória, a seleção congolesa garantiu a classificação para a Copa do Mundo pela primeira vez em 52 anos, utilizando o goleiro Lionel Mpasi como titular durante a campanha, mesmo com os problemas na documentação.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Sem estádio futurista

Arábia Saudita desiste de estádio futurista para Copa do Mundo de 2034. 

Entenda.

Projeto era de local climatizado, com teto retrátil e coberto por painéis de LED, orçamentado em R$ 14 bilhões. 

Impactos da guerra no Irã fazem monarquia redefinir prioridades.

A Arábia Saudita desistiu de um dos projetos mais megalômanos da Copa do Mundo de 2034. 

Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, o projeto do estádio Príncipe Mohammed bin Salman, avaliado em R$ 14 bilhões, foi deixado de lado por conta de uma redefinição das prioridades da monarquia do Oriente Médio.

A arena ficaria no topo de um penhasco de 200 metros de altura, nos arredores de Riad, capital do país. A proposta era ambiciosa: uma arena coberta por painéis de LED, que prometia revolucionar a indústria do entretenimento. 

No entanto, o impacto da guerra no Irã alterou o cenário econômico do reino, que registra uma queda de mais de 3% no PIB (Produto Interno Bruto) e é forçado a conter investimentos previstos.

O estádio teria capacidade para 45 mil lugares. 

O projeto previa teto e campo retráteis, com centenas de telas em LED nas paredes para criar uma experiência imersiva aos fãs. 

Todo o dinheiro é proveniente do PIF (Fundo de Investimento Público), mesmo fundo sócio-majoritário do Newcastle, da Premier League, e dos quatro grandes clubes da Arábia Sautia: Al-Nassr, Al-Hilal, Al-Ittihad e Al-Ahli.

O estádio seria peça central do projeto de Qiddiya, que visa criar um centro de entretenimento, jogos e esportes a 45 km do centro de Riad. 

A Qiddiya Investment Company (QIC), empresa criada pelo governo saudita para a construção da cidade, tinha inicialmente um orçamento de cerca de US$ 700 bilhões (R$ 3,4 trilhões). O projeto do estádio prevê a construção de um lago abaixo dele.

A Arábia Saudita foi escolhida sendo única candidata a sediar a Copa do Mundo em 2034. 

A candidatura previa 14 estádios para a competição com 48 seleções, e o país reiterou sua intenção de sediar todas as partidas em seu território e mantém este plano.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Jogo no Maraca

Ministério Público recomenda ao Consórcio Fla-Flu que Vasco-RJ (Brasil) X Boca Juniors (Argentina) seja no Maracanã.

Jogo está marcado para o dia 20 de outubro.

O Ministério Público enviou um inquérito ao Consórcio Fla-Flu na noite desta segunda-feira (5) com uma recomendação para que a partida entre Vasco-RJ (Brasil) X Boca Juniors (Argentina), pela semifinal da Copa Sul-Americana, seja realizada no Maracanã.

É a primeira manifestação formal do Ministério Público, que tem, vale ressaltar, tom de recomendação e não de obrigação. 

O órgão argumenta que o jogo possui grande importância e é chamativo para duas grandes torcidas e o Maracanã traz mais seguranças do que São Januário.

O Vasco teve duas tentativas falhadas de mandar o duelo para Maracanã: primeiro, em diálogo diretamente com a dupla Fla-Flu. 

Depois, em ação da Justiça.

São Januário não entra nos padrões exigidos pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) por não ter o mínimo de 30 mil lugares. 

O Vasco até conversa com órgãos do Rio de Janeiro para viabilizar uma exceção, mas Polícia Militar e Conmebol também preferem que a partida seja realizada no Maracanã.

No agravo, o MP também cita que a questão da conversação do gramado, principal argumento utilizado por Flamengo e Fluminense para negar o Vasco, não é impedititivo, já que o Maracanã recebeu 2 jogos em intervalo de 48 horas (cada) em nove oportunidades em 2026.

Com o peso do Ministério Publico, o Vasco deve entrar com uma nova ação na Justiça pedindo para atuar no Maracanã nas próximas horas. 

O agravo deve aparecer ainda na manhã desta terça-feira.

O clube precisa avisar à Conmebol o local da partida até sexta-feira, dia 10 de outubro.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira


Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro 

Negócio com a Caixa

Corinthians recebe sinal de avanço por quitação da Arena e espera Caixa para formalizar negócio.

Diretoria mantém otimismo com negociação para encerrar dívida de R$ 630 milhões e aguarda posicionamento do banco sobre andamento do processo.

O Corinthians foi avisado de que a Caixa Econômica Federal dará sequência ao processo de quitação da Neo Química Arena. 

O tema já está no Conselho de Administração, instância máxima de decisão do banco.

Encerrado o primeiro turno das eleições no Brasil, o assunto andou nesta segunda-feira (5), e a diretoria do Corinthians está otimista com a resolução da negociação, iniciada há meses e que se intensificou nas últimas semanas.

A expectativa no Corinthians é de que a Caixa possa confirmar que aceita assumir os naming rights do estádio, em troca de a dívida, hoje na casa dos R$ 630 milhões, ser considerada quitada.

Os dirigentes receberam também a informação de que a proposta apresentada pelo Corinthians será discutida no Conselho de Administração da Caixa.

O Corinthians espera que a Caixa formalize em breve o avanço no negócio, com a confirmação da suspensão do pagamento da dívida até que a negociação para trocar os naming rights seja efetivamente concluída.

Outra formalização esperada é sobre a devolução dos R$ 27 milhões depositados em uma conta reserva no processo de pagamento da dívida com o banco estatal.

Na semana passada, o Corinthians deixou de pagar a terceira parcela trimestral de 2026 da dívida, no valor de cerca de R$ 28 milhões, dizendo nos bastidores ter recebido o aval para suspender os pagamentos enquanto durasse a negociação.

A diretoria considera que os naming rights atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, bem acima dos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a Hypera paga desde a assinatura do contrato, em 2020.

O projeto ainda envolve outros ativos, como lançamento de títulos de capitalização, transferência de toda a operação financeira do clube (contas e pagamento de salários) para a Caixa e até cartões para o programa Fiel Torcedor.

Com o valor dos naming rights pactuado entre Corinthians e Caixa, seria possível dar a dívida como quitada, já que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por determinado período.

O assunto voltou à tona neste ano, em razão dessa grave crise, cuja principal motivadora, no entendimento da diretoria, é justamente a dívida da Arena. 

O presidente Osmar Stabile costuma repetir que o seu principal objetivo na presidência é quitar o estádio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Inspiração fora das 4 linhas

Meia da Espanha é ovacionado por fazer doação anual à cidade croata afetada por guerra.

Dani Olmo fez base e foi revelado para o futebol na Croácia, e fez questão de deixar um boa herança no país que lhe ajudou quando mais jovem.

O meia da Espanha e do Barcelona Dani Olmo foi ovacionado durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (5), antes do jogo contra a Croácia pela Nations League. 

O motivo foi ele ter comentado a doação anual que faz para a cidade de Vukovar, extremamente afetada pela guerra da independência do país.

Apesar de espanhol de nascença, Olmo terminou sua base e estreou como profissional pelo Dínamo Zagreb, da Croácia, onde atuou por de 2014 a 2020. 

Recentemente, o empresário dele revelou que o jogador doa 2% de seu salário bruto anual para Vukovar, cidade croata.

Ao ser questionado sobre essa ação nesta segunda-feira (5), Olmo, que respondeu em croata, revelou que não sabia que isso tinha vindo à público, e destacou sua gratidão pelo país.

“Senti que quando sai, estava em débito com a Croácia, que devia devolver algo pelo que havia recebido, e assim fiz através do Common Goal, podendo ajudar um pouco as famílias em Vukovar e em Slavonski Brod. Simplesmente senti que tinha que devolver algo algo por tudo que me deram”, declarou.

O Common Goal é um projeto que visa melhorar o mundo através do futebol. 

Incentiva jogadores a doarem ao menos 1% dos seus salários para causas sociais. 

No caso de Olmo, pediu para o dinheiro ser direcionado à cidades croata.

Vukovar ficou mundialmente conhecida por ter sido palco de uma batalha sangrenta em 1991, na Guerra pela Independência do país, que devastou a região, até então vista como próspera. 

Os reflexos nos dias de hoje são de uma região debilitada.

Atualmente no Barcelona, Dani Olmo foi campeão recentemente da Copa do Mundo com a Espanha. 

Os espanhóis já mudaram o foco para a Liga das Nações, onde lideram o Grupo 3 com 3 vitórias em 3 jogos.

O duelo contra a Croácia, que vem de uma derrota por 7 a 0 para a Inglaterra e ocupa o terceiro lugar com 3 pontos, será às 15h45 (horário de Brasília) desta terça-feira (6) e fecha a Data FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol) para as 2 seleções.

Reportagem: Itatiaia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro