sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Lista dos campeões do campeonato Brasileiro Sub-20

Vasco é campeão do Campeonato Brasileiro Sub-20 pela primeira vez. 

Veja lista de vencedores.

Título inédito é conquistado contra o Palmeiras, fora de casa.

O Vasco virou o placar agregado da final contra o Palmeiras e foi campeão do Campeonato Brasileiro Sub-20 pela primeira vez na história na noite desta sexta-feira (4), no Nubank Parque, em São Paulo.

A equipe havia perdido por 1 a 0 na ida, no São anuário, e agora venceu por 2 a 0, com dois gols de Andrey e grandes defesas de Phillipe Gabriel, impedindo o tri consecutivo do Palmeiras.

Com a conquista, o Vasco se iguala a Cruzeiro, Botafogo, Atlético-MG, Fluminense e Internacional, todos com um título cada. 

O Flamengo tem 2 títulos, e o Palmeiras é o maior vencedor, com quatro títulos.

Antes de ser lançado, o Campeonato Brasileiro Sub-20 teve 9 edições, entre 2006 e 2014, organizadas pela Federação Gaúcha de Futebol, com aprovação e reconhecimento de títulos pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Veja a lista de campeões

Palmeiras: quatro títulos, em 2018, 2022, 2024 e 2025. 

Foi vice 2 vezes.

Flamengo: 2 títulos, em 2019 e 2023. 

Foi terceiro lugar 3 vezes e quarto colocado 2 vezes.

Internacional: um título, em 2021. 

Foi terceiro lugar uma vez.

Fluminense: um título, em 2015. 

Foi quartov lugar uma vez.

Atlético-MG: um título, em 2020. 

Foi quarto lugar uma vez.

Botafogo: um título, em 2016.

Cruzeiro: um título, em 2017.

Campeões e vices por edição com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol):

2015: Fluminense-RJ - VicPRe: Vitória-BA

2016: Botafogo-RJ - Vice: Corinthians-SP

2017: Cruzeiro-MG - Vice: Coritiba-PR

2018: Palmeiras-SP - Vice: Vitória-BA

2019: Flamengo-RJ - Vice: Palmeiras-SP

2020: Atlético-MG - Vice: Athletico-Pr

2021: Internacional-RS - Vice: São Paulo-SP

2022: Palmeiras-SP - Vice: Corinthians-SP

2023: Flamengo-RJ - Vice: Palmeiras-SP

2024: Palmeiras-SP - Vice: Cruzeiro-MG

2025: Palmeiras-SP - Vice: Red Bull Bragantino-SP

2026: Vasco-RJ - Vice: Palmeiras-SP

Os campeões com o torneio organizado pela FGF (Federação Gaúcha de Futebol) 

2006: Internacional-RS - Vice: Grêmio-RS

2007: Cruzeiro-MG - Vice: Internacional-RS

2008: Grêmio-RS - Vice: Sport

2009: Grêmio-RS- Vice: Atlético-MG

2010: Cruzeiro-MG - Vice: Palmeiras-SP

2011: América-MG - Vice: Fluminense-RJ

2012: Cruzeiro-MG - Vice: Internacional-RS

2013: Internacional-RS - Vice: Palmeiras-SP

2014: Corinthians-SP - Vice: Athletico-PR

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Vasco campeão sub-20

Vasco vence o Palmeiras e é campeão do Campeonato Brasileiro Sub-20 pela primeira vez.

Gols de Andrey e defesas de Phillipe Gabriel fazem os Meninos da Colina virarem no placar agregado (2 a 1).

O Vasco sagrou-se campeão do Campeonato Brasileiro Sub-20 pela primeira vez ao vencer o Palmeiras por 2 a 0 na noite desta sexta-feira (4), no Nubank Parque, em São Paulo, pela partida de volta da final. 

Depois da derrota em casa no jogo de ida, por 1 a 0, os Meninos da Colina viraram no placar agregado e conquistaram um título inédito para o clube sob o comando de Andrey, autor de 2 gols, e Phillipe Gabriel, com defesas importantes, incluindo um milagre em um dos últimos lances da decisão. 

O Vasco saiu na frente logo de cara, com Andrey, aos 6 minutos do primeiro tempo, mas o Palmeiras assumiu o controle das ações na sequência e pressionou, empilhando escanteios. 

As principais chances de empate foram com Erick Belé, em cobrança de falta defendida por Phillipe Gabriel, Saboia e Fabiano, em finalizações que passaram perto da trave. 

O Vasco resistiu e conseguiu ir para o intervalo à frente do placar.

Com o título, o Vasco entrou para a galeria de campeões do torneio e impediu o tri consecutivo do Palmeiras, seria também o quinto no geral. 

O Palmeiras partiu para a pressão na volta do intervalo. 

Logo aos 2 minutos do segundo tempo, Heittor acertou a trave, e na sequência Phillipe Gabriel salvou em cabeçada de Erick Belé. 

O Verdão ainda levou perigo outras 2 vezes com Heittor antes de o Vasco fazer o segundo gol, novamente com Andrey. 

Apesar da diferença de altura, ganhou no alto de Benedetti e tocou de cabeça para o gol aos 13 minutos do segundo tempo. 

A partir daí, o jogo virou praticamente ataque contra defesa. 

E coube a Phillipe Gabriel garantir o título do Vasco nos minutos finais com mais duas difíceis defesas, uma delas quase no último lance, em chute de Heittor dentro da área, operando um milagre. 

Após 8 minutos de acréscimo, a festa, enfim, foi cruzmaltina no Nubank Parque.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Classificadas

Thâmela/Vic e Verena/Thainara avançam às quartas de final do Sul-Americano.

Thâmela/Vic e Verena/Thainara vencem os 3 jogos e avançam às quartas do Sul-Americano de vôlei de praia.

O Brasil mantém campanha perfeita no Sul-Americano de vôlei de praia. 

Nesta sexta-feira (4), as duplas Thâmela/Vic e Verena/Thainara venceram os três jogos disputados na fase de grupos, terminaram na liderança de suas respectivas chaves e avançaram diretamente às quartas de final da competição, realizada em João Pessoa-PB. 

O torneio também vale uma importante vaga olímpica, já que o país campeão de cada naipe garante a classificação para os Jogos de Los Angeles 2028.

Com 3 vitórias em 3 jogos, as duplas brasileiras terminaram na liderança de seus respectivos grupos e garantiram vaga direta nas quartas de final do Sul-Americano.

Pelo Grupo A, Thâmela e Victoria, terceira dupla do ranking mundial, fecharam a fase de grupos com 3 vitórias. 

As brasileiras superaram Santander/Mori, do Chile, e Gonzales/Mendoza, do Peru, na quinta-feira (3), ambos por 2 sets a 0. 

Nesta sexta-feira (4), a dupla voltou à quadra e venceu Valeria/Rodríguez, da Venezuela, também por 2 sets a 0.

Já pelo Grupo C, Verena/Thainara também terminou a primeira fase com 100% de aproveitamento. 

A dupla venceu Fio/Denisse, do Paraguai, e Habze/Karelys, do Equador, na quinta, antes de superar Ghigliazza/Abdala, da Argentina, nesta sexta-feira.

Chave masculina: Na disputa masculina, André/Renato conquistou a segunda vitória na fase de grupos ao superar Rubio/Luciano, do Uruguai, por 2 sets a 0, com parciais de 21/7 e 21/13. 

A dupla brasileira ainda disputa uma partida nesta sexta-feira (4), que definirá a posição final na chave.

Evandro/Arthur Lanci também venceu seu segundo compromisso. O

s brasileiros derrotaram Mocellini/Lambías, do Uruguai, por 2 sets a 0, com parciais de 21/15 e 21/19.

Caminho até a vaga olímpica: O torneio conta com 16 duplas por gênero, distribuídas em 4 grupos. 

Cada parceria disputa três partidas, e as líderes de cada grupo avançam diretamente às quartas de final. 

As duplas que terminarem em segundo e terceiro lugares disputam a rodada de 12.

Ao fim da competição, apenas o país campeão de cada gênero garante uma vaga no torneio olímpico de vôlei de praia dos Jogos de Los Angeles em 2028.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Derrota antes da estreia

Brasil perde para a França por 3 a 0 em amistoso antes do Sul-Americano.

Brasil perde por 3 a 0 para a França em amistoso de preparação para o Campeonato Sul-Americano de vôlei masculino.

Em preparação para o Campeonato Sul-Americano, a seleção brasileira masculina de vôlei sofreu uma derrota por 3 a 0 para a França nesta sexta-feira (4). 

O amistoso, disputado em solo francês, terminou com parciais de 27/25, 25/21 e 25/16 e faz parte da reta final de preparação da equipe comandada por Bernardinho antes da competição que vale vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

O duelo foi o penúltimo compromisso do Brasil antes do início do Sul-Americano. 

Ainda em solo francês, a seleção terá mais um amistoso contra os donos da casa antes de retornar ao Rio de Janeiro, onde dará sequência à preparação para a competição.

Reportagem: Olimpiadatododia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

SAFs não são sucesso no futebol brasileiro

Na base da pirâmide: 5 SAFs (sociedades anônimas de futebol) lideraram o Campeonato Brasileiro da Série C, mas apenas uma subiu do Campeonato Brasileiro da Série D.

Prestes a completar 5 anos no Brasil, novo modelo evoluiu rapidamente, alcançando a marca de 143 casos. 

Confira mapa e infográfico.

A primeira fase da Série C do Campeonato Brasileiro chegou ao fim no dia último sábado (29), com as disputas pela classificação e pela permanência acirradas até o último minuto. 

Na tabela, diversos casos prometem redesenhar o “mapa das SAFs” das principais divisões do futebol brasileiro.

Nesta temporada, o Campeonato Brasileiro da Série C esteve composta por 9 clubes constituídos como sociedade anônima do futebol (SAF), representando quase metade dos clubes participantes: Associação Desportiva Confiança, Amazonas Futebol Clube, Botafogo-PB, Brusque Futebol Clube, Ferroviária-SP, Figueirense Futebol Clube, Ituano Futebol Clube, Maringá Futebol Clube, Internacional de Limeira (recém aprovada).

As histórias das SAFs no Campeonato Brasileiro da Série C foram das mais diversas, mas com um bom número de casos positivos. 

Dos 8 classificados para a segunda fase, quando se formam 2 grupos quadrangulares, estiveram nada menos que 5 SAFs, justamente nas 5 primeiras posições: 

O Botafogo-PB se classificou em primeiro lugar, acompanhado, respectivamente, por Brusque Futebol Clube, Ferroviária-SP e Maringá Futebol Clube.

Na segunda fase, ficarão duas SAFs em cada grupo, aumentando as chances de acesso para o Campeonato Brasileiro da Série B, aumentando a quantidade de clubes sob o novo modelo na segundona, que já conta com 9 casos em 2026.

A novata Internacional de Limeira ficou em quinto lugar, mas é um caso à parte: teve a constituição e venda da sua SAF aprovada há menos de uma semana, adquirida pelo empresário Enrico Ambrogini, junto outras figuras, com os ex-jogadores Roberto Carlos e Ronaldo Nazário.

Na parte negativa, a SAF do Confiança terminou entre os dois rebaixados (novidade desta edição), com somente 13 pontos e na lanterna. 

O clube sergipano vendeu a sua SAF para o grupo LG2, capitaneado por Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo.

Dos demais casos, o Ituano escapou do rebaixamento, o Amazonas ficou pelo meio da tabela e o Figueirense fracassou outra vez em se classificar.

Além desses nove clubes, cabe ressaltar, a Série C contou também o catarinense Barra Futebol Clube, que atua no modelo de sociedade limitada e pertence a um grupo alemão - e escapou do rebaixamento na reta final.

5 anos de SAF: As SAFs surgiram no Brasil a partir da promulgação da Lei número 14.193, 5 de agosto de 2021. 

O modelo evoluiu rapidamente, chegando a 143 clubes atualmente, de acordo com dados da pesquisa Mapa da Expansão das SAFs no futebol brasileiro (junho 2026), realizada Observatório Social do Futebol.

Esse período foi marcado por diversas polêmicas, especialmente nos clubes mais populares que adotaram o modelo, como Vasco, Botafogo, Atlético-MG e Coritiba. 

Nas divisões inferiores, casos “bem-sucedidos” (Athletic, Novorizontino) se misturam com “fracassos” significativos (América-RN, Portuguesa-SP), situações, claro, sempre provisórias.

A transformação de clubes em SAF é um tema recorrente na mídia esportiva brasileira e entre os torcedores. 

Enquanto muitos clamam pela mudança do modelo jurídico, impulsionados por decepções com o atual modelo associativo, outros, já inseridos no modelo, questionam as escolhas feitas pelos investidores.

Além disso, vale destacar que em apenas 5 anos desde a aprovação da lei (não necessariamente da transformação jurídica dos clubes) algumas dessas SAFs já foram vendidas mais de uma vez, estando atualmente numa segunda gestão.

Não faltam questões para serem discutidas quanto às SAFs que existem no território brasileiro, mas aqui o destaque fica para do Campeonato Brasileiro da Série C, que está chegando ao fim e tem um grande número de SAFs.

Vale ressaltar que um novo formato foi aprovado para o Campeonato Brasileiro da Série C no início de 2026, junto com outras diversas mudanças no calendário do futebol brasileiro. 

Nessa temporada, a mudança vem sendo mais discreta para os participantes do Campeonato Brasileiro da Série C, mas até 2028, o campeonato passará a contar com 28 clubes no total.

Com a novidade, somente 2 clubes foram rebaixados esse ano, enquanto 6 foram promovidos dao Campeonato Brasileiro da Série D: ASA de Arapiraca-AL, ABC Futebol Clube, Sociedade Esportiva do Gama e Uberlândia Esporte Clube conseguiram a vaga direta, ao alcançarem as semifinais. 

Nos playoffs, disputados entre os derrotados na quartas-de-final, Goiatuba e Nacional-AM conseguiram as vagas.

Dos 6 clubes promovidos, apenas o Uberlândia é uma SAF. 

Curiosamente, o Gama, o clube mais tradicional do Distrito Federal, é um dos 8 casos registrados de SAFs que chegaram a ser constituídas, mas foram extintas (por razões diversas). 

O clube hoje tem a sua gestão concedida para um grupo privado, mas ainda não restabeleceu uma SAF.

A mudança do formato da base da pirâmide do futebol brasileiro está explicada detalhadamente em outro texto desta coluna, mas aqui vamos nos ater ao fato de que futuramente teremos mais clubes na terceira divisão e ao que isso significa para as SAFs.

Perspectiva futura: Por razões lógicas, o crescimento contínuo do número de SAFs no território brasileiro é uma das causas do recorde de clubes do modelo nessa divisão: quanto mais SAFs no país, mais SAFs em todos os campeonatos.

Um recorte que demonstra esse crescimento é o aumento do número de SAFs a cada ano desde 2022: 32 clubes em 2022, 27 clubes em 2023, 33 clubes em 2024, 34 clubes em 2025, 13 clubes em 2026 (até julho). 

Esses dados são fornecidos pelo Observatório Social do Futebol a partir do gráfico “Expansão das SAFs no futebol brasileiro”, que permite a visualização do crescimento anual e mensal do modelo no país.

Mesmo sem considerar o surgimento de novas SAFs no país, pode-se imaginar o aumento do número de SAFs no Campeonato Brasileiro da Série C nos próximos 2 anos, devido ao novo formato do campeonato. 

Como o campeonato Brasileiro da Série D está recheada de SAFs, e a mobilidade agora é maior, é provável que muitas consigam o acesso nos próximos anos.

Com isso, vale olhar o desempenho das Sociedades Anônimas na “divisão de entrada” do futebol brasileiro. 

Em 2026, 21 SAFs disputaram o Campeonato Brasileiro da Série D, mas apenas o Uberlândia conseguiu o acesso.

Diferentemente do que ocorreu no Campeonato Brasileiro da Série C, o desempenho das SAFs no Campeonato Brasileiro da Série D não foi tão positivo. 

Das 21 SAFs, apenas 8 alcançaram a terceira fase (32 avos), critério que garante a participação na temporada seguinte (também uma novidade da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) iniciada nesta temporada).

Pode ser um pouco difícil de encontrar dados sobre as SAFs brasileiras e de acompanhar o surgimento das novas, além de saber quais competições cada uma disputa. 

No escopo da pesquisa do Observatório Social do Futebol, foi lançado o Almanaque das SAFs, que reúne todas os casos encontrados no período, apresentando seus principais dados em uma espécie de catálogo, facilitando a visualização de todas as informações.

Todos esses dados demonstram a quantidade de SAFs no Campeonato Brasileiro da Série C e Campeonato Brasileiro da Série D, mas mostram que seus desempenhos não são necessariamente positivos e que os clubes não são magicamente melhorados pela adoção do modelo.

Portanto, é possível que tenhamos cada vez mais SAFs no Campeonato Brasileiro da Série C, mas não necessariamente isso acontecerá a partir do desempenho dos clubes do Campeonato Brasileiro da Série D. 

Talvez o aumento aconteça somente pela transformação ou surgimento de novos clubes do modelo, visto que o desempenho dos clubes da divisão de acesso não foi tão positivo.

Vale ressaltar que, das 143 SAFs existentes até o momento, um grande maioria é constituída de clubes que não estão sequer na primeira divisão estadual (portanto, não alcançarão do Campeonato Brasileiro da Série D em breve) e muitas outras não estão inscritas em competições profissionais (são clubes de formação).

Os dados aqui apresentados, bem como o mapa e os infográficos, são discutidos em maiores detalhes no relatório Painel das SAFs Casos Gerais, do Observatório Social do Futebol, publicado em maio deste ano.

O “Painel das SAFs” é um projeto de pesquisa em desenvolvimento no âmbito do Observatório Social do Futebol, realizado por Irlan Simões, pesquisador pós-doutorado no PPGCom/UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) em parceria com Jonathan Ferreira, doutorando em Geografia pela Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) - Rio Claro. 

Vinícius Alvim, doutorando em Sociologia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Victor Formaggini, formado em Ciências Sociais e mestrando em Educação Física pela Unicamp, Isabella Topfer e Matheus Espíndola, graduandos de jornalismo pela UERJ. 

Murilo Ávila e Rafael Sabino, graduandos de economia pela UERJ.

*Texto elaborado e redigido em parceria com Isabella Topfer, sob supervisão de Irlan Simões.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Futebol turco é destaque

De Salah a Lukaku: por que a Turquia virou destino de estrelas do futebol europeu.

Salários elevados, torcidas apaixonadas, boas estruturas e presença na Champions ajudam a explicar chegada de jogadores de peso à Süper Lig.

A Turquia se transformou em um dos principais destinos de grandes nomes do futebol internacional nesta janela de transferências. Mohamed Salah, Rafael Leão, Fabinho e Romelu Lukaku estão entre as estrelas que desembarcaram no país, que já contava com jogadores como Victor Osimhen, N’Golo Kanté e Gabriel Sara.

Salah trocou o Liverpool pelo Trabzonspor, Fabinho também deixou o Al-Ittihad e fechou com o Trabzonspor, enquanto Rafael Leão deixou o Milan para defender o Galatasaray. Lukaku acertou com o Fenerbahçe, e Leandro Trossard, ex-Arsenal, passou a defender o Besiktas.

A lista ajuda a dimensionar um movimento que vai além de uma contratação isolada. 

Nos últimos anos, a Turquia aumentou sua capacidade de atrair jogadores conhecidos internacionalmente e passou a disputar nomes que poderiam permanecer nas principais ligas da Europa ou buscar mercados com grande poder financeiro, como o da Arábia Saudita.

Dinheiro pesa, mas não explica tudo

A capacidade financeira dos principais clubes é uma das respostas. 

Salários elevados e projetos ambiciosos permitem que equipes turcas apresentem propostas competitivas para jogadores acostumados à elite europeia.

O dinheiro, porém, é apenas uma parte da equação. 

A qualidade de vida oferecida pelo país também aparece como um atrativo. 

É o que destaca o brasileiro Paulo Victor, ex-Flamengo, do Alanyaspor.

"Acredito que a qualidade de vida também pesa na decisão de vir para cá. São cidades muito boas de se morar, algumas lembram até o Brasil, como é o caso aqui de Alanya. Minha família e eu gostamos muito daqui e a decisão de vir e de renovar também passa por essa questão além do campo".

André Henrique, ex-Grêmio, do Göztepe, vê o crescimento recente da própria Süper Lig como outro fator para explicar a chegada das estrelas.

"A Süper Lig hoje conta com vários jogadores de nome e que fizeram história em clubes gigantes da Europa. Creio que o que atraiu eles e outros atletas é que a liga vem ganhando força nos últimos anos e crescendo constantemente. Isso prova o porquê de eles estarem vindo para o futebol turco".

Para Gabriel Sara, ex-São Paulo, a possibilidade de disputar a Champions League foi determinante na decisão de atuar no futebol turco. 

O meio-campista destacou o nível competitivo encontrado no país e acredita que a experiência no principal torneio de clubes da Europa também teve peso em sua chegada à seleção brasileira.

"O que me atraiu, num primeiro momento, foi a oportunidade de disputrar a Champios League por um time competitivo. E sou muito feliz por ter vivido essa experiência, e tenho certeza que foi um fator importante para me levar à Seleção", Gabriel Sara.

Paixão que vem das arquibancadas: Outro componente importante está nas arquibancadas. Galatasaray, Fenerbahçe e Besiktas são conhecidos pela pressão exercida por suas torcidas, mas a cultura de estádios intensos não fica restrita aos três gigantes de Istambul. 

Para Paulo Victor, jogar diante desse ambiente também funciona como atrativo para quem chega ao país.

"Com certeza pesa. Todo jogador gosta de estádio cheio, pressão, adrenalina. O futebol turco é rico disso, as torcidas são extremamente dedicadas e apaixonadas pelos clubes, até mesmo os de menor expressão. Me surpreendeu essa dedicação, esse amor, é bonito de ver".

André Henrique teve percepção semelhante desde que chegou ao Göztepe.

"Minha primeira impressão foi bastante positiva, onde encontrei um campeonato com um nível muito bom e com estádios lotados. As torcidas aqui na Turquia são apaixonadas pelos seus clubes e o país é muito apaixonado pelo futebol, foi uma das coisas que mais me chamaram atenção quando começou a competição. A torcida do Göztepe é incrível".

Gabriel Sara também destacou a paixão das torcidas como um dos diferenciais do futebol turco. 

O meio-campista afirmou que nunca havia experimentado uma atmosfera semelhante e ressaltou como o futebol faz parte do cotidiano do país.

"Isso aqui é uma loucura, é inexplicável o amor e a entrega do povo turco para suas equipes. A rivalidade é surreal, o carinho e reconhecimento também. Nunca tinha vivido experiência assim, até porque eu me firmo no São Paulo durante a pandemia. O país respira futebol, a paixão está nas ruas da cidade. É uma loucura, mas uma loucura boa", disse Sara.

Estruturas de primeiro nível: Os grandes investimentos também aparecem fora das 4 linhas. 

Os principais clubes contam com centros de treinamento capazes de oferecer aos jogadores estruturas semelhantes às encontradas nas grandes ligas europeias.

O Galatasaray, por exemplo, utiliza o moderno centro de treinamento de Kemerburgaz. 

O complexo conta com campos de grama natural, academia, áreas de fisioterapia, spa, piscinas de recuperação, salas de análise e estrutura para jogadores e comissão técnica.

O Besiktas também possui um amplo centro de treinamento. 

O complexo Nevzat Demir ocupa uma área de 145 mil metros quadrados e conta com quatro campos de grama, instalações para a equipe profissional e categorias de base, além de centro de imprensa.

Para jogadores que deixam Inglaterra, Itália, França ou Alemanha, portanto, a mudança para a Süper Lig não significa necessariamente abrir mão de condições de trabalho encontradas no primeiro nível europeu.

Champions também pesa: O crescimento turco ganhou outro componente nesta temporada: a Champions League. 

Galatasaray e Fenerbahçe estão entre os participantes da fase de liga da competição em 2026/2027.

A possibilidade de continuar disputando o principal torneio de clubes da Europa ajuda a Turquia a oferecer algo que mercados financeiramente poderosos fora do continente não conseguem: salários competitivos aliados à exposição no mais alto nível do futebol europeu.

André Henrique acredita que a presença nas competições continentais é parte importante do projeto dos clubes.

"Estamos vendo os investimentos que os clubes estão fazendo e creio que existe sim um projeto dos clubes para que a liga ganhe mais destaque no cenário europeu. Além disso, na liga tem muitas vagas para competições europeias, isso também pesa para grandes jogadores virem pra cá".

Veja alguns nomes que jogam atualmente na Turquia:

Mohamed Salah: Trabzonspor

Fabinho: Trabzonspor

Rafael Leão: Galatasaray

Romelu Lukaku: Fenerbahçe

Victor Osimhen: Galatasaray

N’Golo Kanté: Fenerbahçe

Leandro Trossard: Besiktas

Gabriel Sara: Galatasaray

A combinação de poder financeiro, boas estruturas, paixão nas arquibancadas e a possibilidade de disputar as principais competições europeias ajuda a explicar por que a Turquia deixou de ser apenas uma alternativa para jogadores na reta final da carreira.

A chegada de atletas ainda relevantes no cenário internacional, alguns deles diretamente de clubes das principais ligas europeias, mostra uma tentativa dos gigantes turcos de aumentar também sua força fora do país.

"O futebol aqui na Turquia é um esporte muito relevante, então todos querem ver os clubes daqui no topo. Sinto que há essa ambição, mas que não é nada fácil por conta da tradição das demais ligas na Champions", afirma Paulo Victor.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Desfalque no Timão?!?!

Yuri Alberto regride em recuperação de lesão e desfalca o Corinthians na Taça Libertadores da América.

Atacante não viajará à Argentina para jogo contra o Estudiantes de La Plata.

Yuri Alberto será desfalque do Corinthians na partida de ida das quartas de final da Taça Libertadores da América, contra o Estudiantes, na próxima quarta-feira (9), às 21h30 (horário de Brasília), na Argentina.

Segundo apurou o Globo Esporte, o atacante de 25 anos regrediu no processo de recuperação de uma lesão na parte posterior da coxa direita por causa de uma fibrose na região durante o processo de cicatrização.

Yuri Alberto havia sido liberado pelo departamento médico na semana passada e entregue à equipe de preparação física para iniciar a transição. 

Nesse período, chegou a participar de dois treinamentos com o restante do elenco no Centro de Treinamento Joaquim Grava.

No último dia 27 de agosto, porém, o atacante voltou a sentir um incômodo na coxa direita durante uma corrida.

Desde então, voltou ao departamento médico, não realizou mais trabalhos no gramado e, neste momento, não há previsão de quando voltará aos treinos.

Apesar da liberação para retomar as atividades sem restrições em 26 de agosto, todos os departamentos envolvidos na recuperação de Yuri Alberto estavam cientes do estágio da recuperação.

O centroavante havia deixado o departamento médico com uma fibrose na região da coxa, mas o problema se intensificou durante a transição para os exercícios no gramado.

A fibrose é uma espécie de tecido endurecido que se forma durante o processo de cicatrização de uma lesão.

Inicialmente, a expectativa da comissão técnica do Corinthians era de que o camisa 9 estivesse em campo no clássico contra o Santos, no último domingo (30). 

Agora, a tentativa é recuperar Yuri Alberto a tempo do jogo de volta contra o Estudiantes de La Plata, no próximo dia 16 de setembro.

Yuri Alberto se lesionou no dia 30 de julho, durante a partida contra o Athletico, na Neo Química Arena. 

Na ocasião, o centroavante deixou o gramado de maca e chorando.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro