segunda-feira, 6 de julho de 2026

Declaração de Luxemburgo

Críticas de Luxemburgo a Ancelotti repercutem na Espanha: "Se fosse brasileiro, pediriam sua cabeça".

Ex-técnico da seleção brasileira e do Real Madrid detona treinador após eliminação do Brasil na Copa do Mundo.

As críticas de Vanderlei Luxemburgo a Carlo Ancelotti após a eliminação do Brasil para a Noruega na Copa do Mundo repercutiram na Espanha. 

O jornal AS destacou a fala do ex-técnico da seleção brasileira e do Real Madrid, que detonou o italiano e afirmou que a cobrança seria maior caso o treinador fosse brasileiro.

Luxemburgo publicou um vídeo nas redes sociais e criticou principalmente as escolhas de Ancelotti durante o mundial. 

Para ele, o técnico errou na escalação, nas decisões e na leitura do jogo que terminou com a queda brasileira nas oitavas de final.

"Se fosse um treinador brasileiro, a imprensa já estaria pedindo sua cabeça", disse Luxemburgo, em declaração que virou manchete na Espanha.

O ex-técnico também questionou o uso de Neymar ao longo da Copa do Mundo. 

Na avaliação de Luxemburgo, Ancelotti deveria ter criado um sistema para favorecer o camisa 10 da seleção brasileira, como a Noruega faz com Haaland.

"Não temos jogadores melhores que Neymar. Qualquer seleção do mundo protegeria um jogador como ele", declarou.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Fim de Neymar na Seleção Brasileira

"Acabou" e "despedida amarga": imprensa internacional repercute adeus de Neymar à Seleção.

Jornais destacam anúncio do camisa 10 após eliminação do Brasil e apontam Copa do Mundo como principal lacuna da carreira.

O anúncio de Neymar de que não defenderá mais a seleção brasileira repercutiu na imprensa internacional poucas horas depois da eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo. 

Jornais de Portugal e Espanha deram destaque ao fim da trajetória do camisa 10, mas adotaram abordagens diferentes ao analisar a despedida.

Em Portugal, o A Bola estampou na manchete a palavra "Acabou" e destacou o tom emocionado da despedida. 

O jornal reproduziu a declaração de Neymar, que afirmou ter chegado ao fim de seu ciclo com a camisa da seleção: "Tentei, tentei. Agora acabou. Comecei aqui, fechei aqui."

A publicação também ressaltou o legado do atacante, lembrando que ele encerra a carreira internacional como maior artilheiro da história da seleção brasileira, com 80 gols em 130 partidas.

Na Espanha, o AS escolheu um caminho diferente. 

Sob o título "A maldição de Neymar: quatro Mundiais sem conquistar a coroa", o diário afirmou que a Copa do Mundo será a principal lacuna da carreira do brasileiro.

O texto lembra que Neymar disputou quatro edições do torneio sem conquistar o título e destaca que ele teve participação limitada nesta campanha por causa da lesão sofrida durante a competição.

O jornal espanhol também questiona a decisão do técnico Carlo Ancelotti de convocar Neymar para o mundial, citando que outros atacantes viviam melhor momento antes da competição.

Já o Marca definiu o adeus como uma "despedida amarga". 

O diário utilizou a própria declaração do camisa 10 para resumir o sentimento após a eliminação brasileira. 

Para o jornal, a derrota para a Noruega encerrou de forma melancólica uma trajetória marcada pelo talento individual, mas sem a conquista do hexacampeonato.

Apesar dos diferentes enfoques, os 3 veículos convergem em um ponto: o anúncio representa o encerramento de uma das carreiras mais marcantes da história recente da seleção brasileira, ainda que sem o título da Copa do Mundo que acompanhou Neymar ao longo de toda a sua trajetória.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira


Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Abre precedentes

Tuchel diz que FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) cria precedente ao anular expulsão de Balogun: "Onde isso vai parar?"

Técnico da Inglaterra cita ligação de Trump a Infantino e afirma que caso abre margem para que toda seleção peça a revogação de suas punições.

Thomas Tuchel foi incisivo ao criticar a decisão da FIFA de anular a expulsão de Balogun, dos Estados Unidos. 

Segundo o treinador da Inglaterra, a revogação demonstra a falta de critério da entidade e abre precedentes para que toda equipe possa tentar cancelar uma punição.

"Onde isso começa e onde termina? A gente pode cancelar o cartão ou não pode? Qual é o critério? O que está acontecendo? Sim, "qual o limite?" é a pergunta para qual eu não tenho resposta. Onde isso vai parar? A gente apela se um amarelo não for amarelo? A gente acha que não foi para vermelho ou alguém acha? Essa é minha pergunta. Não tenho uma resposta", enfatizou o técnico em coletiva.

Em certo momento, um repórter pergunta a Tuchel se o príncipe Harry poderia pedir para Donald Trump ajudar no caso. 

O presidente dos Estados Unidos revelou ter ligado para Infantino para tratar da expulsão de Balogun. 

O gestor da FIFA admitiu o telefonema, mas negou que uma interferência no Comitê Disciplinar.

"Talvez, sim. Seria um bom começo", brincou Tuchel.

Tuchel ainda relembrou outros casos de punições questionáveis e que poderiam ser revistas, seguindo os precedentes do caso Balogun. 

Um dos casos citados na coletiva foi o de Jarell Quansah, que foi expulso no segundo tempo contra o México e vai perder o duelo das quartas de final.

"Quem revogou essa decisão, então? E quando? E por quais motivos? Onde isso vai parar agora? Isso é estranho para mim. Nós só queremos ter consistência nas decisões. O cartão amarelo depois do primeiro minuto para o Declan Rice, nós podemos debater isso infinitamente. Eu acho que não era para cartão. Nós podemos reverter? A França pode reverter o amarelo do Olise que não foi para amarelo? Onde isso termina? Eu não sei as regras, não sou a pessoa correta para perguntar. Vou esperar e ver o que acontece", afirmou.

O que é o caso Balogun?

Folarin Balogun foi expulso por Raphael Claus, árbitro brasileiro, no segundo tempo da vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia, por 2 a 0, na segunda fase da Copa do Mundo. 

O atacante de 25 anos deu um pisão na perna do zagueiro Tarik Muharemović e recebeu o vermelho direto.

O cartão geraria uma sanção automática de um jogo de suspensão, segundo o Artigo 10.5 das regras da FIFA para a competição. 

Entretanto, Balogun teve a punição revogada pela FIFA no domingo (5) e poderá poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.

A decisão se baseou em uma brecha do artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, que prevê que o "órgão judicial pode suspender total ou parcialmente a aplicação de uma medida disciplinar".

As federações de futebol da Bélgica e dos Estados Unidos tinham até as 9 horas (horário de Brasília) desta segunda-feira (6) para apresentar suas considerações sobre o caso. 

No entanto, os belgas não receberam o relatório sobre a decisão e a justificativa da FIFA para suspender o cartão vermelho que Balogun.

A Federação de Futebol da Bélgica ainda pode apelar à Corte Arbitral do Esporte (CAS), instância máxima da justiça esportiva. 

No entanto, ainda não se manifestou sobre essa possibilidade.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Mudança da regra fora de campo?!?!

Trump admite que pediu para FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) revisar cartão vermelho e critica árbitro brasileiro: 'Um pouco suspeito'.

Presidente dos Estados Unidos afirmou que não considerou justa a falta marcada contra o atacante da seleção americana Folarin Balogun e ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo Raphael Claus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu para a FIFA revisar o cartão vermelho aplicado ao jogador dos Estados Unidos Folarin Balogun, durante a última partida da seleção norte-americana na Copa do Mundo, contra a Bósnia Herzegovina.

Questionado sobre o tema em uma coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, Trump disse que não considerou justa a falta marcada pelo árbitro "horrível" e se rebateu as acusações de interferência política na competição:

"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos Estados Unidos".

O árbitro da partida foi o brasileiro Raphael Claus.

Após revisar o lance no VAR, Claus expulsou Balogun aos 18 minutos do segundo tempo. 

O atacante recebeu o cartão vermelho por um pisão no tornozelo de Muharemovic.

Após criticar o trabalho do árbitro brasileiro em campo, o presidente dos Estados Unidos ainda fez insinuações sobre possíveis irregularidades envolvendo seu nome:

"Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado".

Infantino confirma ligação de Trum: O presidente da FIFA, Gianni Infantino, também confirmou nesta segunda-feira (6) que falou com Trump sobre o cartão vermelho.

"Eu converso regularmente com o Presidente dos Estados Unidos sobre assuntos da Copa do Mundo, e de fato recebi uma ligação do Presidente Donald Trump", afirmou em comunicado.

No entanto, Infantino alegou que os órgãos judiciais da entidade esportiva são independentes e autônomos: "A independência deles é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e deve ser sempre respeitada".

O presidente da FIFA afirmou ter dito a Trump que "o caso [do cartão vermelho] seria decidido no devido momento pelas autoridades competentes".

"Eu leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são publicadas. Às vezes elas me surpreendem. Às vezes concordo com elas, e às vezes discordo. O que eu sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a independência dos órgãos que as tomam", afirmou.

Bélgica vai contestar decisão: Mais cedo, a Bélgica, que enfrenta os Estados Unidos nesta segunda-feira (6) por uma vaga nas quartas de final, cobrou explicações da FIFA por revogar o cartão vermelho.

Em nota, a Federação Belga de Futebol afirmou que ainda não recebeu "nem a decisão da FIFA, nem qualquer explicação sobre esse caso". 

Segundo a entidade, "nessas circunstâncias, não resta outra opção a não ser contestar a elegibilidade do jogador para a próxima partida".

Os belgas argumentam que o "Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA prevê claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores aplicados durante esta Copa".

A entidade que rege o futebol da Bélgica também apontou que a liberação do atacante contraria diretamente o Artigo 10.5 do Regulamento da própria Copa do Mundo de 2026, reforçando que a punição deveria ser automática. 

De acordo com os belgas, essa regra foi reafirmada pela FIFA em circulares e reuniões oficiais antes de cada partida do torneio.

Sob a alegação de proteger os princípios fundamentais de "fair play" e os direitos das seleções participantes, a federação belga informou que já está investigando todas as opções potenciais diante do caso.

Mais cedo, a União Europeia e a UEFA (União das Associações Europeia de Futebol) também criticaram a FIFA por anular o cartão do jogador após pedido de Trump.

Decisão comemorada por Trump e técnico dos Estados Unidos: No domingo (5), Trump já havia parabenizado a FIFA por anular o cartão:

"Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça!", publicou o presidente.

Durante uma coletiva de imprensa também no domingo, o técnico da seleção norte-americana, Mauricio Pochettino, celebrou a decisão.

"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

domingo, 5 de julho de 2026

Índice de Kyara no atletismo

Filha de Vitor Belfort vence prova, atinge índice e garante vaga para disputar o Mundial de Atletismo.

Caçula do casal formado pelo lutador e pela empresária Joana Prado, Kyara, de 17 anos, fatura medalha de ouro no Campeonato Brasileiro Sub-20 e disputará o Mundial da categoria em agosto.

Kyara Belfort venceu, neste domingo (5), a prova dos 400 metros com barreiras do Campeonato Brasileiro Sub-20, realizado em Cuiabá, na pista da Universidade Federal do Mato Grosso. 

Filha do lutador Vitor Belfort, ex-campeão do UFC (Ultimate Fighting Championship é uma organização de Artes Marciais Mistas), e da empresária Joana Prado, a caçula do casal anotou o tempo de 58.95, atingiu o índice e carimbou vaga no Campeonato Mundial Sub-20 de Atletismo será realizado em Eugene, no estado de Oregon, de 5 de agosto a 9 de agosto.

Eleita a melhor atleta da competição, Kyara, que no Brasil compete pelo Esporte Clube Pinheiros, celebrou a vitória com a mãe, que a acompanhou no evento. 

Aos 17 anos de idade, a jovem valorizou o apoio que recebe da família.

"Era um sonho meu, desde o ano passado, quando eu comecei a correr os 400 metros com barreiras, representar o Brasil no Mundial de Atletismo. Hoje eu acordei muito grata por estar aqui. Estou muito feliz de poder representar o meu país. É um privilégio fazer esse esporte que está crescendo muito, e espero que eu possa incentivar mais meninos e mais meninas para o atletismo. Sempre tive o apoio da minha família, pai, mãe, avós, irmãos".

"Sou muito feliz por ter um pai e uma mãe que me acolhem e que acreditam em mim, não me colocam pressão. Meus irmãos também me ajudam muito. Lá em casa é todo mundo muito competitivo, todo mundo ajudando um ao outro. É muito bom ser de uma família de atletas", declarou a barreirista, via assessoria de imprensa.

Kyara era atleta da ginástica artística, mas há um ano decidiu investir nas competições de atletismo. 

A atleta, portanto, está desde 2025 correndo nos 400 metros com barreiras. 

Radicada nos Estados Unidos, vive no mesmo estado que seu ídolo no esporte, o compatriota Alison Piu, medalhista de bronze na modalidade, em Tóquio 2020 e Paris 2024.

"Eu me inspiro muito no Alison, no que ele tem feito para o Brasil e para o atletismo. Meu sonho é conhecê-lo um dia e aprender com ele, para fazer o que ele tem feito e muito mais. Eu quero muito ir para Clermont, fazer muitas perguntas e treinar com ele".

Esporte no sangue: A família de Vitor Belfort e Joana Prado leva o DNA (deoxyribonucleic acid e significa Ácido Desoxirribonucleico) do pai para o mundo esportivo. 

Embora nenhum dos filhos tenha enveredado pelas artes marciais, todos têm ligação com outras modalidades.

Primogênito do casal, Davi Belfort busca seu caminho no futebol americano. 

Nesta semana, inclusive, ele deixou de ser quarterback e mudou de posição para wide receiver de olho na NFL (National Football League é a liga esportiva profissional de futebol americano dos Estados Unidos).

Vitória Belfort, a segunda filha do casal, é líbero no vôlei. 

No ano passado, ela integrou o elenco do Paulistano Barueri e foi convocada para treinar com a seleção brasileira sub-19, em Saquarema, no Rio de Janeiro. 

Vivi é jogadora do Georgia Tech Volleyball, equipe universitária dos Estados Unidos.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Ancelotti fica até 2030

Rodrigo Caetano garante Ancelotti como treinador da seleção brasileira até a Copa do Mundo de 2030.

Diretor de seleções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) analisou turbulências no ciclo: "Óbvio que ainda estamos juntando os cacos".

A eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 não mudará os planos da CBF para Carlo Ancelotti. 

Diretor executivo de seleções, Rodrigo Caetano garantiu neste domingo (5) que o treinador italiano permanecerá no comando da equipe até a Copa do Mundo de 2030.

"Cabe a nós agora ressaltar a necessidade de termos um ciclo dentro de uma normalidade, com um pouco mais de calma, com um trabalho que vai ser dada a continuidade com o Mister até a Copa do Mundo de 2030 e com os ajustes necessários. Que tenhamos o mínimo de tranquilidade para seguir em frente e prepara a próxima Copa do Mundo".

Em entrevista após a derrota para a Noruega nas oitavas de final, Rodrigo Caetano reconheceu a frustração pela eliminação, mas afirmou que o trabalho desenvolvido por Ancelotti ao longo dos últimos meses reforça a confiança da entidade na continuidade do projeto.

"Óbvio que ainda estamos juntando os cacos, todo mundo muito triste, frustrado, decepcionado, os atletas, staff, comissão técnica. Por outro lado não podemos invalidar o período que estivemos juntos principalmente nesses 38 dias onde os atletas e todos nós e vocês tiveram a oportunidade de presenciar o nível de comprometimento e profissionalismo deles. Do primeiro ao último dia".

Rodrigo Caetano destacou a evolução da Seleção durante a Copa do Mundo e lamentou a eliminação justamente no momento em que considerava a equipe mais preparada.

"Realmente por tudo que a equipe foi crescendo ao longo da competição e acho que hoje em muitos momentos repetiu um bom futebol, essa eliminação dói mais ainda porque ficamos em uma fase onde tínhamos tudo para avançar. Nosso objetivo sempre foi estar em uma final e mesmo com um ciclo que não foi dentro do modelo ideal, pelo trabalho realizado nesse último ano a gente tinha esperança".

Ancelotti assumiu a seleção brasileira em 2025, após o fim de sua passagem pelo Real Madrid, e comandou a equipe durante toda a reta final das Eliminatórias e na Copa do Mundo de 2026. 

Com a confirmação de Rodrigo Caetano, o italiano seguirá à frente da Seleção durante todo o próximo ciclo, com foco no Mundial de 2030.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Resgate da Seleção Mexicana

Aguirre se despede do México e lamenta eliminação: "É muito doloroso, porque sonhamos".

Treinador comandou seleção mexicana pela última vez e, como já estava decidido antes do início da Copa do Mundo, dará lugar a Rafa Márquez.

O técnico Javier Aguirre lamentou a eliminação do México com derrota para a Inglaterra por 3 a 2 nas oitavas de final da Copa do Mundo. 

Se despediu do comando da seleção mexicana e, como já estava previamente decidido, o auxiliar técnico Rafa Márquez assumirá o comando.

"É muito doloroso, porque sonhamos e nos iludimos. Cair assim dói muito. Se há alguma crítica, precisa ser ao treinador, deixaram tudo em campo e lutaram muito. Você disse bem, as pessoas tinham o sonho", declarou Aguirre em uma emocionada entrevista coletiva na madrugada desta segunda-feira (6), no estádio Azteca, na Cidade do México.

"Sentimentos mistos. De um lado, muito orgulhoso por essa família que montamos, muito satisfeito com o trabalho. Mas, quando você perde, não termina bem. Um caminho que está cheio de erros superados, é difícil", comentou o treinador, sobre o legado que deixa para Rafa Márquez.

"Hoje, há pessoas muito jovens na seleção. Estou contente com o crescimento do Rafa e de muitos jogadores que entenderam o que é jogador com o coração e com o sonho do mexicano. É uma noite dura para o México. Não tenho muito mais palavras, estou emocionado, o sonho termina aqui, mas a vida continua".

Em outro momento da entrevista, Aguirre assumiu a responsabilidade pela derrota e destacou que o México teve mais erros do que a Inglaterra.

"O futebol é de erros e acertos, hoje tivemos mais erros do que a Inglaterra. Se fossemos mais assertivos em passes chave, talvez estaríamos falando outra coisa aqui. O responsável pela derrota está falando contigo. Eles fizeram o que foi pedido pelo treinador, deram tudo. Não tenho cara para dizer nada mais além de desculpas. Não conseguimos chegar ao gol. Tentamos. Se quisermos chegar aos oito melhores do mundo, não podemos mais errar".

"Isso dói muito. Não tenho muitas palavras, não vou justificar nada, derrota é derrota. Fizeram três gols com quatro ou cinco chutes. Tivemos 17 ou 18 chutes no alvo, mas isso não serve para nada. O rival foi melhor, desejamos que o fim da Copa do Mundo seja muito bom", destacou Aguirre.

Apontou que o seu maior legado que deixa à seleção é o resgate do orgulho pela equipe mexicana.

"Conseguimos recuperar o orgulho de vestir a camisa nacional e cantar o hino. Os jogadores sabem disso, as pessoas no estádio também. Me sinto parte dessa conquista e tenho orgulho dessa conquista. Não quero colocar medalhas que não são minhas, mas sinto que ajudei nisso (resgate do orgulho)".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro