domingo, 28 de junho de 2026

De refugiado a líder de uma seleção

Como Alphonso Davies se tornou o símbolo do Canadá.

Nascido em um campo de refugiados em Gana após a fuga dos pais da guerra civil na Libéria, lateral do Bayern de Munique finalmente deve estrear na Copa do Mundo.

Alphonso Davies tinha apenas 5 anos quando deixou Gana rumo ao Canadá. 

Nascido em um campo de refugiados após os pais fugirem da guerra civil na Libéria, ele cresceu a milhares de quilômetros do local onde sua história começou. 

2 décadas depois, tornou-se campeão da Liga dos Campeões, astro do Bayern de Munique e principal referência da seleção canadense.

Recuperado, enfim, de lesão, Alphonso Davies estreia na Copa do Mundo neste domingo (28), contra a África do Sul, às 16 horas (horário de Brasília), pela segunda fase. 

Quem perder está eliminado.

Aos 25 anos, o lateral chegou ao Mundial como um dos principais nomes de uma geração que tenta consolidar o Canadá entre as seleções competitivas do cenário internacional. 

Porém, a história de Davies começou longe dos grandes estádios europeus.

Davies nasceu em Buduburam, um campo de refugiados em Gana. 

Seus pais haviam fugido da guerra civil na Libéria, conflito que devastou o país africano durante anos e obrigou milhares de pessoas a deixarem suas casas em busca de segurança.

Quando Alphonso tinha apenas cinco anos, a família recebeu a oportunidade de recomeçar em outro continente. 

O destino foi o Canadá, país que acolheu seus pais e ofereceu uma nova perspectiva para a família. 

Foi ali que o futebol passou a fazer parte do cotidiano do garoto.

O desempenho nas categorias de base abriu espaço para uma rápida ascensão. 

Davies estreou profissionalmente pelo Vancouver Whitecaps aos 15 anos e, pouco depois, passou a defender a seleção principal do Canadá. 

O destaque chamou atenção de clubes europeus e culminou na transferência para o Bayern de Munique.

A oportunidade que mudou a carreira: Em 2018, o Bayern de Munique acertou sua contratação em uma das transferências mais importantes da história do futebol canadense. 

A mudança para a Alemanha representava um salto enorme para um jogador que ainda estava começando. 

Alphonso Davies não demorou para se adaptar. 

Na temporada 2019/2020, participou da campanha que levou o Bayern de Munique ao título da Liga dos Campeões. 

Aos 19 anos, o lateral já figurava entre os protagonistas de uma das equipes mais fortes do planeta.

Enquanto consolidava seu espaço na elite europeia, também crescia sua importância para o Canadá. 

Durante décadas, a seleção canadense viveu distante dos holofotes do futebol mundial. 

A classificação para a Copa do Mundo de 2022 representou um marco para o país, e Davies foi um dos símbolos daquele processo de crescimento.

Mais de 2 décadas depois de deixar um campo de refugiados em Gana, Davies desembarcou em mais uma Copa do Mundo em uma posição que poucos poderiam imaginar. 

Campeão da Europa, astro do Bayern de Munique e principal referência do futebol canadense, se transformou no símbolo de uma seleção que escreve os capítulos mais importantes de sua história.

Sem Alphonso Davies nos 3 primeiros jogos, o Canadá empatou com a Bósnia e Herzegovina por 1 a 1, goleou o Catar por 6 a 0 e perdeu de 2 a 1 para a Suíça. 

Avançou em segundo do Grupo B. 

Com isso, foi obrigado a sair do Canadá e jogará a segunda fase em Los Angeles diante da África do Sul, segunda colocada do Grupo A. 

Quem passar enfrentará o vencedor de Holanda ou Marrocos.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

George Russell vence na Áustria

Russell volta a vencer e recupera vice-liderança da Fórmula 1. 

Bortoleto é décimo primeiro colocado.

Inglês fez prova segura, apesar da aproximação de Verstappen nas últimas voltas. 

Antonelli completa top 3 no Circuito de Spielberg.

Depois de 6 corridas de jejum, George Russell voltou a vencer na Fórmula 1. 

O inglês liderou praticamente de ponta a ponta o Grande Prêmio da Áustria deste domingo, apesar da pressão de Max Verstappen nas últimas voltas. 

O resultado também lhe devolveu a vice-liderança do Mundial, antes ocupada por Lewis Hamilton. 

Andrea Kimi Antonelli completou o pódio, e o brasileiro Gabriel Bortoleto chegou em décimo primeiro lugar.

A última vitória de Russell havia sido no Grande Prêmio da Austrália, que abriu o Mundial em 6 de março. 

Desde então, o inglês viu Antonelli crescer em um ritmo astronômico e dominar o campeonato. 

O italiano agora chega a duas corridas sem ganhar, mas permanece em primeiro lugar no Mundial com 40 pontos de vantagem.

Hamilton, até então vice-líder, completou a corrida deste domingo (28) em apenas em quinto lugar. 

Agora terceiro no campeonato de pilotos, o heptacampeão não conseguiu sustentar a vantagem da Ferrari na briga direta com Max Verstappen pelo segundo lugar, e perdeu terreno com as 3 paradas na corrida, além de não conseguir passar de Oscar Piastri já nas voltas finais.

Verstappen, que enfrenta altos e baixos neste ano, conquistou seu segundo pódio na temporada e o melhor resultado em 2026, até aqui, chegou em terceiro lugar no Grande Prêmio do Canadá há um mês. 

Competindo na casa da Red Bull neste domingo (28), já que a equipe é proprietária do Circuito de Spielberg, Max chegou a 7 pódios no Grande Prêmio da Áustria, detendo o recorde da prova.

A largada: Russell se posicionou na parte de dentro da pista para se defender de Leclerc, que não conseguiu se aproximar do inglês. 

Logo atrás, Hamilton assegurou a terceira colocação, apesar da chegada de Antonelli na curva 3.

O inglês tentou atacar o colega da Ferrari na curva seguinte e, nos metros à frente, conseguiu assumir a vice-liderança. 

Logo atrás, Verstappen permaneceu na quinta colocação, sem efetividade em suas tentativas sobre Antonelli.

Disputas esquentam no top 5: Ainda na segunda volta, Antonelli ultrapassou Leclerc na parte de fora da pista, e precisou recuar. 

Com isso, tornou-se alvo fácil de Verstappe, que passou também Leclerc para assumir o terceiro lugar Hamilton, que chegou a fazer a melhor volta da corrida no giro seguinte, estava a 1 segundo de Russell, o inglês da Mercedes, porém, abriu distância do rival.

Atrás do trio, Antonelli buscava aproximação de Leclerc, mas ainda sem sucesso: quem conseguiu se movimentar foi Verstappen, que passou Hamilton na volta 1. 

O heptacampeão tentou responder nos metros seguintes. 

Max, porém, seguiu em sua cola mesmo com uma travada de pneus. 

Depois de uma disputa roda com roda, o heptacampeão conseguiu um fôlego e abriu quatro décimos de vantagem.

Hamilton abre estratégias na prova: O heptacampeão foi o primeiro, dos líderes, a visitar os boxes, na décima terceira volta. 

Substituindo os peus médios com os duros, voltou em décimo primeiro colocado. 

No giro seguinte foi a vez de Leclerc, que ocupou a mesma posição enquanto seu colega da Ferrari subia para nono graças a uma ultrapassagem sobre Bortoleto.

Na décima nono volta e vigésima volta, foi a vez de Verstappen e Russell, ambos seguiram a estratégia do rival da Ferrari. 

Piastri e Lawson também os acompanharam; o holandês voltou à pista em sexto lugar, atrás de Hamilton. 

Na vigésima segunda volta, o tetracampeão da Red Bull alcançou Hamilton novamente: desta vez, conseguiu ultrapassar e manter-se à frente, apesar do veterano tentar a recuperação.

Antonelli, enfim, fez sua troca no vigésimo quarto giro, no momento em que o safety car virtual foi acionado pela quebra da Williams de Carlos Sainz. 

Hamilton, que havia retornado ao top 3, fez seu segundo pit stop e ousou com pneus macios.

Ele reapareceu em sétimo lugar, e ultrapassou Isack Hadjar e Leclerc nas voltas seguintes. 

Leclerc, por sinal, havia perdido o top 3 para Antonelli na trigésima volta e, em disputa com Piastri, sofreu um dano na asa dianteira que o levou aos boxes oito giros depois.

Verstappen entra de vez no jogo: Enquanto Hamilton estava atrás de Piastri e tentava decifrar o melhor caminho pela estratégia da Ferrari, que o chamou pela terceira vez aos boxes na quadragésima terceira volta, Verstappen seguia na cola de Russell. 

A diferença entre eles chegou a ficar abaixo dos 2s até a Mercedes chamar seu piloto aos boxes. 

Max assumiu a liderança provisória e parou na quinquagésima volta.

Com mais um pit stop de Antonelli, o tetracampeão voltou à vice-liderança a 9s1 de Russell. 

10 voltas depois, a diferença entre eles era de 5s1, e seguiu caindo: na volta 68, Verstappen estava a 3s5 de Russell, e a 2s2 na penúltima volta. 

Entretanto, o holandês passou a ter Antonelli em seu retrovisor. 

O italiano se aproximou do rival na última volta; porém, não teve mais tempo para chegar.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

República Democrática do Congo alcança o inesquecível

Histórico! 

República Democrática do Congo vira sobre o Uzbequistão e se classifica ao mata-mata.

Wissa (2 vezes) e Mayele fazem os gols da primeira vitória do país na história das Copas do Mundo.

Está aí uma das grandes histórias desta Copa do Mundo. 

A República Democrática do Congo vira sobre o Uzbequistão, conquista sua primeira vitória nos Mundiais e se classifica ao mata-mata pela primeira vez. 

Os 3 a 1 tiveram gols de Wissa (2 vezes) e Mayele, após Shomurodov ter aberto o placar. 

Na segunda fase, os Leopardos agora enfrentam a Inglaterra. Assista aos melhores momentos:

A classificação quase escapou por entre os dedos. 

Shomurodov abriu o placar aos 9 minutos do primeiro tempo, e a República Democrática do Congo estava nervosa em campo, errando jogadas fáceis, nem parecia a seleção que tinha empatado com Portugal. 

No segundo tempo, tudo mudou. Wissa sofreu um pênalti e cobrou para empatar. 

A pressão congolesa aumentou, e Mayele fez o gol da virada. 

Depois Wissa completou a festa com um golaço.

Com quatro pontos, a República Democrática do Congo garante lugar entre os melhores terceiros colocados da Copa do Mundo e avança para enfrentar a Inglaterra, às 13 horas (horário de Brasília) desta quarta-feira (1º), mais uma vez em Atlanta. 

Já o Uzbequistão se despede de sua primeira Copa do Mundo com 3 derrotas e a terceira pior campanha da fase de grupos, com 2 gols marcados e 11 sofridos.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Colômbia na liderança

Colômbia empata com Portugal e garante liderança do Grupo K.

Seleção sul-americana é melhor no jogo e vai enfrentar Gana na segunda fase. 

Time europeu jogará contra a Croácia.

Colômbia e Portugal empataram por 0 a 0, neste sábado (27), em Miami, nos Estados Unidos, pela terceira rodada do Grupo K. 

Com o resultado, a seleção sul-americana garantiu a liderança da chave e deixou os portugueses na segunda colocação. 

Ambos os times saem invictos da primeira fase: a Colômbia com duas vitórias e um empate (7 pontos), e Portugal com 1 vitória e 2 empates (5 pontos).

A Colômbia vai enfrentar Gana na segunda fase da Copa do Mundo, na próxima sexta-feira (3), às 20h30 (horário de Brasília). 

Portugal vai jogar na quinta-feira (2), às 20 horas (horário de Brasília), contra a Croácia.

Titular neste sábado (27), James Rodríguez se tornou o colombiano com mais jogos disputados em Copas do Mundo. 

O camisa 10 agora tem 11 partidas em 3 edições diferentes do Mundial, superando ídolos históricos da seleção, Freddy Rincón e Valderrama, que jogaram juntos em 3 Copas do Mundo e disputaram 10 jogos, cada. 

A Colômbia foi melhor no jogo, criou mais chances e quase fez valer a superioridade nos minutos finais. 

Aos 45 minutos do segundo tempo, Davinson Sánchez marcou gol de cabeça, mas a arbitragem assinalou impedimento do zagueiro, e o lance foi anulado após confirmação da posição irregular pelo VAR.

Depois de desencantar com 2 gols na segunda rodada, Cristiano Ronaldo não conseguiu corresponder e tirar o zero do placar em um jogo onde foi muito bem marcado.

O craque apareceu pouco nos 45 minutos iniciais e teve só 3 chances de finalizar: uma falta cobrada no meio do gol, uma bicicleta errada e um chute de fora da área bloqueado. 

No segundo tempo, a Colômbia foi melhor, e o atacante nem conseguiu finalizar mais. 

Na única chance que teve, estava impedido (e ainda bem para ele, pois perderia um gol cara a cara com o goleiro).

O jogo foi animado em Miami! 

A Colômbia foi superior no primeiro tempo e levou mais perigo, mas Portugal não ficou atrás em um jogo aberto. 

Diogo Costa e Vargas fizeram pelo menos uma defesa difícil, cada um, e tiveram trabalho. 

Foram 14 finalizações colombianas contra nove de Portugal. 

As melhores chances dos sul-americanos saíram de chutes de Córdoba, defendido por Diogo Costa, aos 16 minutos do primeiro tempo, e de Jhon Arias, com Rúben Dias tirando a bola depois de ela passar pelo goleiro, aos 21 minutos do primeiro tempo. 

Os europeus quase abriram o placar aos 38 minutos do segundo tempo, com Vargas defendendo um chute à queima-roupa de Bruno Fernandes.

No segundo tempo, o domínio da Colômbia foi maior, e a seleção sul-americana fez uma blitz na área portuguesa. 

Lerma, Arias, Richard Ríos e Puerta levaram perigo ao gol de Diogo Costa. 

Portugal melhorou com a entrada de Dalot, que encontrou espaços na defesa adversária, mas não foi o suficiente para tirar o sossego de Vargas. 

Foram 11 finalizações colombianas contra apenas 4 pelos lados portugueses. 

Aos 45 minutos do segundo tempo, Davinson Sánchez cabeceou para o gol após cruzamento da esquerda na segunda trave, mas a arbitragem anulou por impedimento do zagueiro da Colômbia.

Mesmo com o jogo ocorrendo à noite, a temperatura não deu trégua. 

Às 20 horas no horário local, o termômetros registravam 33ºC. 

Os jogadores da Colômbia precisaram recorrer a coletes de gelo para aliviar forte calor que faz em Miami, durante as pausas para hidratação. 

Os portugueses também buscaram refresco em "cachecóis" de gelo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Jogo da vergonha

"Jogo da Vergonha" pode motivar Argélia em vingança de 44 anos contra Áustria. 

Entenda.

Seleções são responsáveis por jogos da última rodada da fase de grupos serem no mesmo horário. 

Perdedor tem a possibilidade de encarar adversário mais tranquilo na segunda fase.

Uma vingança de 44 anos está em disputa na partida entre Argélia e Áustria, que fecha a fase de grupos da Copa do Mundo. 

Na edição de 1982, Áustria e Alemanha Ocidental entraram em campo sabendo que se os alemães vencessem, ambos avançariam para a segunda fase e eliminariam os argelinos.

O 1 a 0 para a Alemanha ficou conhecido como "Jogo da Vergonha" não só pelo resultado, mas pela forma como aquela partida se desenvolveu.

Foi por causa daquele 25 de junho de 1982 que a FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) decidiu realizar os jogos das últimas rodadas de fase de grupos na mesma hora.

A Argélia, que tinha perdido para a Áustria por 2 a 0 na segunda rodada do Grupo 2, abriu a terceira rodada com uma vitória por 3 a 2 sobre o Chile, chegando aos 4 pontos. 

Assim, se a Alemanha vencesse a Áustria por até 2 gols de diferença no dia seguinte, os 2 europeus do grupo classificariam. 

Se fosse 3 a 0 Alemanha, a Áustria estaria eliminada, e a Argélia avançaria.

Pois bem, a seleção alemã abriu o placar aos 10 minutos e depois não aconteceu mais nada. 

Conforme o tempo passava, gritos de "farsa" e "Argélia" eram entoados em Gijón, cidade-sede do Mundial na Espanha.

Como se não bastassem as vaias, houve até mesmo tentativa de invasão de campo por parte de um indignado argelino. 

E mesmo torcedores austríacos achavam vergonhoso o que aconteceu na tarde daquela sexta-feira (25). 

O jornal "O Globo" do dia seguinte criticou na seção de atuações da partida:

"Foi mais um jogo de interesses do que uma partida de futebol. Apenas 10 minutos de empenho e técnica e 80 minutos de desprezo total pelo gol. Pouco tempo de competição verdadeira, que não permite qualquer avaliação individual ou coletiva. E de se estranhar também que no gol da Alemanha nenhum jogador da Áustria tenha acompanhado Hrubesch, que entrou livre na área e completou como quis o cruzamento de Littbarsk. Estiveram em campo 24 jogadores e nenhum deles jogou. Sem nota".

Após 44 anos, a possibilidade de vingança: A revanche da Argélia pode acontecer na noite deste sábado (27). 

Não necessariamente por causa da possibilidade de vitória contra a Áustria numa Copa do Mundo. 

Mas sim porque talvez seja melhor perder esse jogo e ficar em terceiro lugar, ou até empatar no caso dos argelinos.

Tudo por causa do cruzamento. 

Como este é, junto de Jordânia e Argentina, o último de todos os jogos da fase de grupos, os times do Grupo J já sabem que quem terminar em segundo vai enfrentar a Espanha, que venceu o Uruguai nesta sexta-feira (26) por 1 a 0 e confirmou a primeira colocação do Grupo H.

Já o terceiro do Grupo J dependerá da pontuação e saldo de gols para saber o adversário, entre as seguintes opções: Suíça (líder do Grupo B), Bélgica (líder do G) ou o primeiro do L (Inglaterra, Gana ou Croácia).

Na entrevista coletiva de sexta-feira (26), o técnico austríaco, Ralf Rangnick, procurou tirar o peso histórico do confronto.

"Em 1982, nenhum dos jogadores aqui eram vivos. Eu estava começando como jogador. Foi há muito tempo e não tem absolutamente nada a ver com o jogo de amanhã (sábado) e o resultado de amanhã. Nos últimos meses, lemos sobre isso, e não acho que terá influência no jogo", disse Rangnick.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Final eletrizante

Em final insano, Argélia e Áustria empatam e avançam para a Segunda Fase.

Com 2 gols depois dos 47 minutos do segundo tempo, africanos e europeus se classificam para enfrentar Suíça e Espanha, respectivamente.

Um empate em 3 a 3 que classificou as 2 seleções, mas com dois gols nos acréscimos. 

Argélia e Áustria tinha tudo para ser uma daquelas partidas sem graça, em que os times firmariam um pacto de não-agressão, já que avançariam dessa forma. 

A Áustria saiu na frente e a Argélia empatou, 2 vezes. 

Depois do gol marcado por Mahrez, as 2 seleções fizeram um jogo entediante. 

Com muitas trocas de passe sem objetividade. 

Até que, aos 47 minutos do segundo tempo, o camisa 7 da Argélia recebe ao infiltrar na área e deixa a Argélia na frente do placar, faltando pouco para acabar o jogo. 

A Áustria vai para o tudo ou nada e dá certo! 

Os europeus empatam com Kalajdzic no último lance para classificar as duas seleções.

Argélia e Áustria avançam e vão para a Segunda Fase.

Os argelinos passam como um dos 8 melhores terceiros colocados e vão enfrentar a Suíça.

Já os austríacos se classificam como o segundo melhor do Grupo J e vão encarar a Espanha.

Na Copa do Mundo de 1982, a Argélia foi eliminada por causa de uma vitória da Alemanha Ocidental contra a Áustria no que ficou conhecido como "Jogo da Vergonha", dada a ausência de objetividade das duas equipes depois que a Alemanha fez 1 a 0.

44 anos depois, a Argélia poderia se vingar. 

Mas depois de empatar o jogo pela segunda vez, tudo parecia estar acordado para que ninguém tentasse mais nada e as 2 seleções se classificassem. 

Até que Mahrez botou os argelinos na frente e quase acabou com o sonho austríaco. 

Isso se não fosse por Kalajdzic, que fez o gol que classificou os austríacos.

Assim que saiu o terceiro gol da Argélia, aos 47 minutos do segundo tempo, Ralf Rangnick olhou para o banco e lançou mão da última substituição que tinha. 

Sacou o lateral-esquerdo Mwene e botou o centroavante Kalajdzic aos 49 minutos do segundo tempo. 

O camisa 14 escorou de cabeça em um lance que terminou em finalização de Lienhart para fora. 

Na sequência, aos 50 minutos do segundo tempo, bola na área novamente, Gregoritsch toca e Kalajdzic cabeceou no contrapé de Benbot para classificar a Áustria. 

Que história.

A Argélia enfrenta a Suíça à 0 hora (horário de Brasília) de quinta para sexta-feira, dia 3 de julho, em Vancouver, no Canadá.

Já a Áustria pega a Espanha às 16 horas (horário de Brasília) de quinta-feira, dia 2 de julho, em Las Vegas.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

sábado, 27 de junho de 2026

Argentina 100% com brilho de Messi

Messi marca mais uma vez, Argentina vence Jordânia e avança com 100% na primeira fase.

Camisa 10 chega a 19 gols em Copas do Mundo e bate outro recorde: primeiro a marcar em 7 jogos seguidos.

A Argentina, que já entrou em campo classificada para a segunda fase da Copa do Mundo, venceu a Jordânia por 3 a 1 neste sábado (27), em Dallas, e terminou a fase de grupos com 100% de aproveitamento no Grupo J, a Jordânia se despediu do Mundial de 2026, com 3 derrotas. 

Messi entrou no segundo tempo, e mesmo com pouco mais de meia hora em campo deixou sua marca: fez o terceiro da Argentina, de falta, ampliando para 19 gols seu recorde como maior artilheiro dos Mundiais. 

E ainda alcançou outro feito inédito: primeiro jogador a marcar em 7 jogos seguidos de Copas, deixando para trás o brasileiro Jairzinho (que marcou em 6 partidas na Copa do Mundo de 1970) e o francês Just Fontaine (na Copa do Mundo de 58). 

Lo Celso e Lautaro Martínez fizeram os outros gols da Argentina, e Al-Tamari marcou para a Jordândia.

A Argentina poupou quase todos os titulares neste sábado (27), já pensando na fase de mata-mata da Copa do Mundo. 

O próximo adversário dos campeões mundiais será a seleção de Cabo Verde, uma das grandes surpresas desta Copa do Mundo, na sexta-feira (3), em Miami.

Mesmo repleta de reservas, a Argentina dominou completamente o primeiro tempo, sempre mantendo a posse de bola e envolvendo a Jordânia com muitas trocas de passe. 

Mas os gols só saíram em lances de bola parada. 

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Giovani Lo Celso cobrou falta da entrada da área e fez 1 a 0. 

O segundo gol nasceu de um pênalti no zagueiro Senesi, atingido no rosto por Al-Rashdan. 

Lautaro Martínez cobrou sem chance para o goleiro Abulaila, aos 32 minutos do primeiro tempo.

O camisa 10 Mousa Al-Taamari, conhecido como "Messi Jordaniano", entrou no intervalo e fez o gol da Jordânia aos 9 minutos dos egundo tempo, aproveitando um bom cruzamento de Haddad da direita. 

Mas logo depois a Argentina começou a lançar os titulares que estavam no banco, entre eles Messi, para festa da torcida na arquibancada. 

O camisa 10 claramente evitou divididas e jogadas individuais, se limitando a fazer a bola girar. 

Mas quando teve uma chance, em falta na entrada da área, não desperdiçou: com uma ajudinha do goleiro Abulalia, muito mal colocado, o camisa 10 cobrou com categoria e marcou no canto direito, chegando a 19 gols em Mundiais.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro