segunda-feira, 20 de abril de 2026

Quinta vitória e liderança

São Paulo vence o Grêmio e assume a liderança provisória do Campeonato Brasileiro Feminino.

Soberanas têm início avassalador, chegam à quinta vitória em 7 jogos e secam rivais para manter o primeiro lugar.

O São Paulo venceu o Grêmio por 3 a 1, na noite desta segunda-feira (20), em Cotia, e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro Feminino. 

Robinha, Bruno Calderan e Isa marcaram para as Soberanas, enquanto Giovaninha descontou para as gaúchas.

Primeiro tempo dominante do São Paulo. 

As Soberanas abriram o placar antes mesmo do primeiro giro do relógio, com um golaço de Robinha, aos 46 segundos do primeiro tempo. 

Aos 7 minutos do primeiro tempo, Bruna Calderan soltou a bomba de dentro da área e fez o segundo. 

Em vantagem, o time tricolor sufocou as Mosqueteiras, que pouco passaram do meio de campo. 

Tanto que a primeira finalização do Grêmio veio apenas depois dos 30 minutos do primeiro tempo. 

O Tricolor Paulista controlou a partida até o apito final da árbitra e foi para o intervalo em vantagem. 

Com o resultado parcial, o time vai assumindo a liderança.

O Grêmio voltou mais agressivo no ataque para o segundo tempo e não demorou a diminuir. 

Aos 3 minutos do segundo tempo, Giovaninha completou cruzamento na segunda trave e marcou o primeiro das Mosqueteiras.

Mas o São Paulo jogou um balde de água fria na reação. 

Aos 7 minutos do segundo tempo, após erro na saída de bola das gaúchas, Clara cruzou na medida para Isa ampliar a vantagem. 

O jogo seguiu pegado, com chances para os 2 lados, mas melhor para o São Paulo, que administrou o resultado.

O São Paulo chegou à quinta vitória em 7 rodadas e assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro Feminino. 

As Soberanas saltaram do terceiro para o primeiro lugar, com 16 pontos, 3 pontos a mais que o Corinthians, que caiu para segundo colocado. 

As Brabas, no entanto, ainda entram em campo nesta segunda-feira (20), contra o Juventude. 

O Grêmio, por outro lado, conheceu a primeira derrota sob o comando da técnica Jéssica de Lima. 

A equipe vinha de 3 jogos de invencibilidade e segue no décimo primeiro lugar, com 7 pontos.

Na próxima rodada, o São Paulo vai até Belo Horizonte para enfrentar o América-MG no Independência, na segunda-feira (27), às 18 horas (horário de Brasília). 

O Grêmio entra em campo na terça-feira (28), contra o Bahia, às 18 horas (horário de Brasília), na Arena Cajueiro, casa das adversárias.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Crstina Ribeiro

Corinthians no topo

Corinthians vence Juventude fora de casa e mantém liderança do Campeonato Brasileiro Feminino.

Brabas conquistam a quarta vitória consecutiva no campeonato. 

Esmeraldas permanecem perto da zona de rebaixamento.

O Corinthians venceu o Juventude por 1 a 0 na noite desta segunda-feira (20), fora de casa, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. 

Com o resultado, as Brabas alcançam a quarta vitória consecutiva, chegam aos 16 pontos e se mantêm na liderança do Campeonato Brasileiro. 

Por outro lado, as Esmeraldas amargam a quarta derrota consecutiva, estacionando nos 4 pontos. 

O time segue na décima sexta posição, uma acima da zona de rebaixamento.

O primeiro tempo foi de domínio completo do Corinthians. 

Logo nos primeiros minutos do primeiro tempo, a equipe teve duas boas chances, em finalizações de Gabi Zanoti e Letícia Monteiro. 

Passada a pressão inicial, a equipe do Juventude soube neutralizar melhor os ataques corinthianos. 

Entretanto, a equipe da casa pouco chegou ao campo de ataque. 

Na melhor chance, Luciene Baião saiu em contra-ataque, mas o desperdiçou ao chutar por cima do gol. 

Em um dos últimos lances do primeiro tempo, a justiça foi feita na Montanha dos Vinhedos: Vic Albuquerque cruzou da direita e, dentro da pequena área, Gabi Zanoti finalizou de cabeça. 

Timão na frente após a superioridade em todo o primeiro tempo.

Na segunda etapa, o Corinthians manteve o domínio sobre o Juventude. 

Entretanto, o controle do jogo não foi traduzido em grandes oportunidades de gol. 

Apesar das cinco substituições feitas ao longo da segunda etapa pela técnica Emily Lima, as Brabas tiveram apenas duas grandes chances de gol, uma delas na trave, em finalização de Jaque Ribeiro. 

O Juventude, que pouco criou na primeira etapa, foi ainda mais ineficiente no ataque no segundo tempo, parecendo conformado com o resultado.

O Corinthians volta a campo pela Campeonato Brasileiro na próxima sexta-feira (24), quando recebe a Ferroviária, às 21 horas (horário de Brasília). 

Já o Juventude tem pela frente um clássico regional: enfrenta o Internacional, no sábado (25), fora de casa, às 19 horas (horário de Brasília).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Polêmica entre Nike e Adidas

Champions League reacende disputa entre Nike e Adidas por espaço na mente do torcedor.

Levantamento da Sport Track mostra americana à frente na associação ao esporte e ao futebol, enquanto alemã mantém vantagem emocional na relação com clubes.

A troca da bola oficial da Champions League reacende a disputa entre Nike e Adidas por relevância junto ao torcedor.

Segundo a Sport Track, a Nike lidera na associação ao esporte e ao futebol, enquanto a Adidas tem mais força no vínculo com clubes.

Entre fãs da Champions, o cenário é equilibrado: 46% associam futebol à Nike, contra 40% à Adidas.

A disputa entre Nike e Adidas ganha um novo capítulo com a proximidade da troca de fornecedora da bola oficial da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) Champions League. 

A partir da temporada 2027/28, a americana avança para assumir o posto ocupado pela alemã há 25 anos, encerrando um ciclo marcado pelo icônico design com estrelas e abrindo uma nova frente de exposição global para a marca norte-americana.

Em meio a esse movimento, levantamento da Sport Track, com base em dados dos últimos três anos, mostra que as 2 marcas seguem em disputa equilibrada pela preferência e pela lembrança do público brasileiro.

No indicador de associação espontânea ao esporte em geral, a Nike lidera com 52%, contra 44% da Adidas. 

O resultado reforça a presença da empresa norte-americana como referência ampla no universo esportivo, impulsionada por sua atuação global, campanhas de grande alcance e presença em diferentes modalidades.

No futebol, a Nike também aparece à frente. 

A marca foi associada à modalidade por 41% dos entrevistados, enquanto a Adidas somou 35%. 

O dado evidencia a força da Nike no topo de funil e na lembrança ampla ligada ao esporte mais popular do país.

Entre os torcedores que relacionam marcas ao clube do coração, porém, o cenário se inverte. 

A Adidas lidera com 24%, ante 14% da Nike. 

Segundo a Sport Track, esse resultado está ligado à forte presença da marca alemã em clubes de massa no Brasil até então, o que ajudou a construir maior identificação emocional com o público.

Champions League: No universo específico da Champions League, o equilíbrio é ainda mais evidente. 

Entre fãs da competição, a Nike aparece com 46% de associação ao futebol, contra 40% da Adidas. 

O dado reforça que a possível troca da bola oficial ocorre em um cenário de disputa real por relevância e percepção de marca.

A Sport Track avalia que o embate atual entre Nike e Adidas já ultrapassa a lógica da performance esportiva e se concentra cada vez mais em pertencimento, comunidade e construção cultural. 

Enquanto a Nike amplia presença por meio de inovação, visibilidade e novas propriedades, a Adidas mantém força em tradição, vínculo com clubes e identidade consolidada.

Para o futuro, a tendência é de intensificação dessa disputa nos próximos anos, tanto no mercado global quanto na relação cotidiana com os torcedores.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Vinte é de mais, vinte é de menos

Estrutura atual do Campeonato Brasileiro estafa clubes da elite e prejudica a viabilidade das divisões de acesso.

Passadas pouco mais de 10 rodadas, essa edição do Campeonato Brasileiro parece se encaminhar para mais uma média baixa de pontos entre os times da zona de rebaixamento. 

Remo, Chapecoense e Mirassol somam apenas 1 vitória em suas primeiras 10 partidas, o que sugere que a tendência recente de times colecionando péssimas campanhas na parte de baixo da tabela parece se repetir esse ano. 

Por óbvio, ainda é muito cedo para fazer qualquer afirmação definitiva sobre o assunto, mas esse é um tema que precisa ser acompanhado esse ano, dadas as recentes mudanças feitas no calendário do futebol brasileiro por parte da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O ano de 2026, nesse sentido, contou com um calendário reformulado, com as principais equipes do país começando sua corrida pelo título da maior competição nacional ainda sem que os estaduais estivessem decididos, o que poderia mudar as recentes dinâmicas da elite do futebol nacional.

Eu já havia defendido, no passado, que as principais divisões nacionais ocorressem em paralelo aos campeonatos estaduais, então boa parte das tentativas de melhoria do calendário me agradou. 

Ainda assim, me parece claro que ainda existe bastante a ser melhorado para os próximos anos, e os resultados do primeiro trimestre reforçam essa minha impressão. 

Isso porque uma das principais raízes dos problemas de agenda do futebol brasileiro continua a ser ignorada: não existe justificativa razoável para que as diferentes divisões nacionais tenham, todas, vinte clubes. 

Para as divisões inferiores, vinte é pouco (ou muito pouco); para a elite, vinte é demais.

Em 2025, a elite nacional completou duas décadas com 20 clubes. 

É importante, então, entender o que revelam algumas tendências observadas ao longo desses vinte anos para avaliar se, de fato, o tamanho adotado para a competição a partir de 2006 continua fazendo sentido para a realidade atual. 

E essas tendências não poderiam ser mais claras: antes tido como uma das competições mais equilibradas do futebol mundial, o Campeonato Brasileiro é hoje uma liga absolutamente desequilibrada.

Nesse sentido, uma das métricas que acompanho ano a ano é a média de pontos dos times do G4 dividida pela média de pontos dos times do Z4. 

Em uma liga perfeitamente equilibrada, em que todos os clubes terminassem com a mesma pontuação, o resultado da divisão seria 1. 

Como, naturalmente, as equipes do G4 fazem campanhas melhores do que as do Z4, a métrica apresenta sempre resultados superiores a 1, quanto maior esse número, mais desigual é a relação entre o topo e a base da elite nacional.

Tendo como base essa métrica, a primeira década do Campeonato Brasileiro por pontos corridos se mostrou bastante equilibrada, com os clubes da parte de baixo da tabela conquistando ao menos metade dos pontos das equipes do topo. 

A partir de 2012, no entanto, o cenário começou a mudar e, nas últimas oito edições, as equipes do G4 fizeram ao menos o dobro de pontos dos clubes rebaixados. 

Em 2019, quando o Flamengo foi campeão com 90 pontos e o Ceará, com menos de 40, se salvou do rebaixamento, a métrica chegou a bater 2,5.

De forma semelhante, acho interessante avaliar, ano a ano, a média dos dois últimos colocados da primeira divisão. 

Como defendo que o Campeonato Brasileiro deveria ter 18 equipes, essa métrica representa justamente a relevância das equipes que estão “sobrando”. 

De 2006 até 2015, representando as dez primeiras edições no formato e tamanho atuais, os 2 últimos colocados apresentaram uma média inferior a 30 pontos em somente duas edições. 

De lá para cá, também em um total de dez edições, as duas piores equipes não chegaram a uma média de 30 pontos em sete edições, com a última temporada apresentando o pior resultado da história.

A campanha do Sport em 2025, nesse sentido, não representa um ponto fora da curva; pelo contrário, é mais um exemplo de uma tendência que se acentuou ao longo da última década, com as principais equipes do país performando muito acima das equipes da parte de baixo da tabela. 

Os dados são bastante claros ao mostrar que existem equipes sobrando na elite do futebol nacional. 

Ainda assim, mais do que uma conclusão com base no que os dados mostram tão claramente, entendo que ajustar a quantidade de equipes por divisão é uma decisão lógica, que, sabe-se lá o porquê, nem sequer faz parte das discussões públicas acerca do calendário nacional.

Para começo de conversa, faltam datas na elite do futebol brasileiro. Estamos todos cansados de ouvir que as equipes brasileiras são as que mais disputam partidas por temporada no futebol mundial. 

Por dominarem não apenas os estaduais, mas também a Copa do Brasil e a Taça Libertadores da Améirca, os principais clubes do país não raramente ultrapassam os 70 jogos disputados em um ano. 

Dessa forma, ainda que a Premier League seja mais desigual do que o Campeonato Brasileiro, os ingleses podem se dar o luxo de manter vinte clubes em sua elite, uma vez que não disputam estaduais, não mantêm a mesma dominância no continente e veem mais surpresas em suas copas nacionais.

E se, por um lado, faltam datas na elite para clubes que constantemente dominam também as copas nacionais e internacionais, sobram datas para clubes de divisões inferiores, que só disputam as fases mais agudas da Copa do Brasil em raríssimas exceções, ressaltei, no passado, que uma única equipe das divisões inferiores atingiu as quartas da Copa do Brasil nas últimas 5 temporadas. 

A diferença no número de datas ocupadas é tão grande que, para essa temporada, as divisões inferiores começaram praticamente 2 meses depois do Campeonato Brasileiro da Série A e se encerrarão antes da elite.

Ainda assim, para além da discussão sobre as quantidades de datas disponíveis, meu principal argumento para a mudança nas quantidades de clubes por divisão é a viabilidade comercial de cada divisão do futebol nacional. 

Pense da seguinte forma: ao disputar qualquer competição, o Flamengo carrega consigo a atenção de cerca de 40 milhões de torcedores. 

De forma semelhante, o Corinthians carrega pouco mais de 30 milhões, o São Paulo quase 15 milhões e assim por diante (aqui, considero dados de pesquisa encomendada pela CBF no final do ano passado). 

Naturalmente, as principais equipes do país, que carregam com elas as maiores audiências, estão praticamente sempre na primeira divisão.

Na segunda divisão, com exceção de passagens esporádicas de um ou outro gigante do futebol nacional, encontra-se uma mistura de potências regionais e equipes menores, com menor torcida. 

O que temos, então, é uma situação em que cada equipe carrega, em média, muito menos atenção e tem muito mais datas disponíveis, dado que clubes das divisões inferiores não disputam competições internacionais e raramente atingem as fases agudas da Copa do Brasil.

Se esse é o caso, faz total sentido buscar concentrar mais times em cada divisão nacional, visto que a tendência é que, a cada camada, os clubes tenham sempre mais datas disponíveis e atraiam menos atenção. 

Me parece muito claro que o futebol brasileiro deve funcionar como um funil, em que uma pequena elite disputa a principal divisão nacional e mais equipes se acumulam a cada nova divisão. 

Quando a estrutura do futebol nacional é desenhada de forma que tanto o Campeonato Brasileiro da Série A quanto o Campeoanto Brasileiro da Série C sejam disputadas por vinte clubes, o resultado prático é um estafamento dos clubes de primeira divisão e uma falta de atenção às divisões inferiores.

O Campeonato Brasieliro da Série D é um bom exemplo de como essa estrutura deveria funcionar. 

A competição só recebe o mínimo de atenção porque, em vez de 20 clubes, possui 64 no total, atraindo atenção em todos os estados do território, mesmo que composta, quase em sua totalidade, por times pequenos. 

20 clubes pequenos do país jamais seriam capazes de atrair a atenção necessária para viabilizar a competição, ainda que times como Santa Cruz, América-RN e Paraná Clube ocasionalmente passem por ali. 

Ao juntar dezenas de clubes menores, a competição se torna interessante o suficiente para que um público razoável a acompanhe. 

É por esse motivo, inclusive, que a ideia de criar um Campeonato Brasileiro da Série A, empilhando quatro divisões de vinte clubes, não faz absolutamente nenhum sentido.

Meu principal ponto aqui é que diminuir o Campeonato Brasileiro da Série A não é um passo para prevenir que clubes menores sejam relevantes. 

A ideia não é impedir times como Remo e Mirassol de acessar o Campeonato Brasileiro da Série A. 

Pelo contrário, ao ajustar a quantidade de clubes em cada divisão (diminuindo o número de clubes na elite, mas aumentando no Campeonato Brasileiro da Série B e do Campeonato Brasileiro da Série C), o calendário aumentaria as oportunidades comerciais para que dezenas de potências regionais e bons projetos pelo país sejam viabilizados mesmo nas divisões inferiores.

O calendário brasileiro me parece inteiramente pensado para que, uma vez na vida, clubes como América/RN, CSA e Paysandu visitem a primeira divisão. 

Deveria ser estruturado, no entanto, de forma que esses clubes, independentemente de em que divisão estejam, consigam ser viáveis e relevantes em suas respectivas regiões.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Efeito adverso

Campanha da Nike para a Maratona de Boston gera repercussão negativa nos Estados Unidos.

Estratégia de comunicação é questionada enquanto marca norte-americana ainda busca retomar crescimento.

O público criticou o tom excludente, apontando que a mensagem contraria o movimento crescente de democratização do esporte

A Nike voltou ao centro de um debate público após uma campanha exibida em frente à sua loja em Boston, nos Estados Unidos, às vésperas da Maratona de Boston, uma das corridas mais tradicionais do calendário mundial, realizada nesta segunda-feira (20).

A peça publicitária trazia a frase “Runners Welcome. 

Walkers Tolerated” (“Corredores são bem-vindos. Caminhantes são tolerados”, em tradução para o português), o que rapidamente gerou repercussão negativa nas redes sociais.

Usuários criticaram o tom considerado excludente, apontando que a mensagem contraria o movimento crescente de democratização do esporte, que busca acolher praticantes de todos os níveis.

Diante da reação, a empresa retirou o anúncio ainda na sexta-feira (17) e publicou um comunicado oficial. 

A remoção, no entanto, não impediu que o episódio ganhasse proporção maior, abrindo espaço para que concorrentes se posicionassem publicamente.

“Queremos que mais pessoas se sintam bem-vindas na corrida, independentemente do ritmo, experiência ou distância. Durante a semana da corrida em Boston, colocamos uma série de placas para incentivar os corredores. Uma delas não atingiu o objetivo. Nós a removemos e usaremos este momento para melhorar e continuar apoiando todos os corredores”, comunicou a Nike.

Marcas como Hoka e Altra aproveitaram o momento para reforçar mensagens de inclusão, destacando que o universo da corrida deve acolher desde atletas de elite até iniciantes e caminhantes.

O episódio ocorre em um momento delicado para o Swoosh. Nos últimos anos, a Nike tem enfrentado dificuldades para se reconectar com consumidores em busca de inovação e posicionamento mais alinhado a valores contemporâneos. Sob a liderança do CEO Elliott Hill, a estratégia de recuperação ainda não apresentou resultados expressivos.

A recente controvérsia reforça a necessidade de ajustes não apenas em produtos e inovação, mas também na comunicação e na sensibilidade cultural da marca.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Mudanças na Fórmula 1

FIA (Federação Internacional de Automobilismo) oficializa mudanças no regulamento da Fórmula 1 para 2026.

Acordo entre os chefes das equipes, representantes das fornecedoras de motores e pilotos define o novo rumo técnico da categoria.

Acordo entre os chefes das equipes, representantes das fornecedoras de motores e pilotos define o novo rumo técnico da categoria.

Grande parte das atualizações será implementada no Grande Prêmio de Miami: A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) apresentou, nesta segunda-feira (20), as mudanças destinadas ao regulamento da Fórmula 1 em 2026. 

As atualizações concentram-se em quatro eixos fundamentais para o funcionamento da categoria: sessões classificatórias, segurança e estabilidade durante as provas, largadas e manobras na chuva.

As diretrizes serão aplicadas já a partir do Grande Prêmio de Miami, agendado para o dia 3 de maio, com exceção dos novos testes previstos para o momento das largadas.

Essa reestruturação é fruto de um ciclo de debates conduzidos em ambiente virtual, reunindo a cúpula da FIA, diretores das equipes, representantes das fornecedoras de motores e os próprios pilotos. 

O processo de negociação contou com 3 encontros estratégicos realizados neste mês, ocorridos entre os dias 15 e 16, além de uma reunião final nesta segunda-feira (20).

O consenso alcançado pelo grupo foi submetido ao Conselho Mundial de Automobilismo da entidade, que ratificou as decisões por meio de um sistema de votação eletrônica.

As mudanças nas regras da Fómrula 1: Com o objetivo de diminuir a necessidade de poupar componentes elétricos durante as tentativas de volta rápida, os pilotos poderão explor o potencial máximo do motor sem restrições de gerenciamento. 

Para isso, o volume permitido de recarga energética foi reduzido de 8 para 7 megajoules (MJ) nas sessões classificatórias da F1.

Vale lembrar que esse limite já havia passado por um decréscimo recente, visto que o modelo anterior, praticado até o Grande Prêmio do Japão, era de 9MJ. 

Paralelamente, a capacidade de operação no modo superclipping, o processo em que o sistema elétrico é recarregado mesmo sob aceleração total, foi elevada de 250 para 350kW. 

Essa alteração busca acelerar o tempo de reposição da bateria, impactando diretamente o ritmo de corrida e as estratégias de uso de energia alternativa ao longo dos GPs.

Em sintonia com o aumento da potência de recarga, o regulamento agora estabelece um limite de 150 kW para o acionamento do botão de ultrapassagem (boost). 

A intenção da federação é amenizar disparidades bruscas de performance em linha reta, fator apontado como determinante no acidente entre Oliver Bearman e Franco Colapinto durante a etapa japonesa.

Adicionalmente, o uso do sistema de recuperação de energia cinética (MGU-K) sofrerá restrições em setores que não sejam os trechos de aceleração plena. 

O objetivo é manter a competitividade e as chances de trocas de posição, que se tornaram mais frequentes este ano, sem comprometer a estabilidade do tráfego em pista.

Quanto aos procedimentos de início de prova e condições de chuva, a FIA introduziu um mecanismo capaz de detectar falhas de aceleração logo após o desacoplamento da embreagem. 

O sistema surge como resposta a episódios de carros estáticos no grid, como o ocorrido com Liam Lawson na Austrália.

Se uma inconsistência for identificada, o MGU-K será ativado de forma automatizada para fornecer um impulso mínimo de segurança, garantindo que o piloto se movimente sem obter ganho esportivo ilícito. 

Para alertar os demais competidores, luzes laterais e traseiras serão acionadas por um novo comando de segurança.

Em cenários de pista molhada, a estratégia inclui a simplificação da sinalização luminosa, menor dependência da regeneração de energia e o aquecimento prévio dos pneus intermediários em temperaturas mais elevadas para otimizar o contato com o solo.

A urgência por esses ajustes manifestou-se logo após as primeiras exibições do campeonato de 2026, que geraram questionamentos tanto dos espectadores quanto dos pilotos. 

A principal crítica recai sobre o novo equilíbrio de forças, onde a unidade elétrica agora responde por quase metade da potência total do conjunto.

Essa configuração trouxe dificuldades inesperadas para a manutenção da carga das baterias, obrigando os atletas a focarem excessivamente em táticas de conservação energética em detrimento do combate direto. 

As falhas de recuperação nas retas e a complexidade de gestão até mesmo em voltas isoladas de classificação aceleraram o processo de revisão, que ganhou contornos críticos após a colisão sofrida pela Haas de Bearman, atribuída por diversos nomes do grid aos riscos inerentes ao regulamento atual.

Os debates foram intensificados durante o intervalo inesperado do calendário em abril, provocado pelo cancelamento das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita. 

O retorno das atividades em Miami representará a quarta prova de um total de 22 previstas para o ano, em um cenário onde o recorde de ultrapassagens convive com o descontentamento técnico de muitos pilotos.

Max Verstappen, por exemplo, demonstrou insatisfação com o caráter considerado artificial de certas normas, cogitando a possibilidade de encerrar sua trajetória na categoria após o término da temporada de 2026. 

Resta observar se as novas diretrizes serão suficientes para estabilizar o ambiente entre os competidores e as equipes, reduzindo o volume de questionamentos técnicos e as preocupações com a segurança daqui em diante.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Os uniformes da seleção do Irã

Como a geopolítica impede o Irã de vestir marcas globais na Copa do Mundo.

Enquanto equipes desfilam uniformes assinados por Nike, adidas e PUMA, a equipe iraniana precisa recorrer a empresas locais.

Em Copas do Mundo, as seleções não representam apenas seus países dentro de campo, elas também carregam contratos milionários com marcas de grande alcance. 

Para o Irã, porém, essa vitrine esbarra em um obstáculo fora das quatro linhas: a política internacional.

Nos últimos anos, sanções econômicas impostas ao país têm dificultado acordos e gerado atritos entre a federação e empresas internacionais. 

Como consequência, enquanto outras seleções desfilam uniformes assinados por grandes marcas como Nike, adidas e PUMA, o Irã passou a recorrer a uma fornecedora local.

Esse cenário se confirma desde o ciclo da Copa de 2022, quando a equipe vestiu a nacional Merooj. 

Antes disso, em 2018, a federação acumulou episódios de tensão, especialmente com a Nike.

O caso mais emblemático ocorreu às vésperas da Copa do Mundo da Rússia, quando, a poucos dias da estreia iraniana, a empresa norte-americana anunciou que deixaria de fornecer chuteiras aos jogadores, gerando uma “troca de farpas” pública entre as partes.

A justificativa foi direta: o Swoosh visava cumprir as sanções impostas pelos Estados Unidos durante a saída do país do acordo nuclear (JCPOA). 

A decisão foi acompanhada de um severo boicote ao Irã, impactando setores como petróleo e finanças.

A atitude da Nike teve impacto imediato. Jogadores iranianos que utilizavam equipamentos da marca foram pegos de surpresa e tiveram que buscar alternativas às pressas. 

Alguns recorreram a colegas de clube no exterior, outros compraram chuteiras por conta própria em lojas locais.

Porém a empresa norte-americana não foi a única a recuar. 

A adidas, que forneceu uniformes à seleção iraniana na Copa do Mundo de 2018, também optou por não prolongar a parceria. 

Segundo o conglomerado, o ambiente de sanções e instabilidade jurídica tornou o mercado iraniano pouco atrativo e arriscado para empresas europeias.

Outro fator pesou nessa decisão: o Irã não é signatário de importantes convenções internacionais de proteção à propriedade intelectual. 

Na prática, isso dificulta o combate à falsificação de produtos e reduz o controle das marcas sobre seu próprio mercado, afastando ainda mais investidores estrangeiros.

Com o boicote da Três Listras, houve relatos de que a Federação Iraniana precisou adquirir seus uniformes de forma independente, sem contrato de fornecimento, um cenário atípico para uma seleção com presença constante em Copas do Mundo.

Diante desse cenário, o caso da Seleção Iraniana evidencia como o futebol, embora globalizado e altamente comercial, permanece vulnerável às dinâmicas da política internacional.

As restrições impostas não apenas limitam acordos, mas também afetam diretamente a preparação e a estrutura de uma equipe em competições de alto nível.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro