terça-feira, 12 de maio de 2026

Crítica ao Florentino Pérez

"Grotesca" e "Delirante": jornais espanhóis não poupam críticas à coletiva do presidente do Real Madrid.

Para jornal catalão "Sport", Florentino Pérez mostrou sua "pior imagem" nesta terça-feira (12).

A polêmica entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (12) pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, foi alvo de críticas de pelo menos 3 dos principais jornais esportivos da Espanha. 

Com a manchete "Desconcerto", o "Marca", de Madri, chamou o evento de "aparição grotesca". 

Na Catalunha, as manchetes também usaram tons fortes: "Real grotesco", disse o "Sport", enquanto o "Mundo Deportivo" considerou a coletiva "Delirante".

A coletiva foi marcada de surpresa, e os jornalistas espanhóis tiveram apenas 2 horas para se dirigir à sede do Real Madrid. 

Muitos acreditavam que Pérez iria fazer algum anúncio sobre a próxima temporada do time, após uma campanha sem títulos, ou comentar os casos de indisciplinas do elenco, como a briga entre Tchouaméni e Valverde na semana passada.

O presidente do Real Madrid, no entanto, surpreendeu ao dizer que brigas são recorrentes no clube, apontando que o vazamento de informações são a sua maior preocupação.

"Acho isso (briga) muito errado. Acho ainda pior que tenham tornado público. Estou aqui há 26 anos, e em nenhum deles 2 ou 4 jogadores não se envolveram em brigas. Mas isso fica dentro do clube. Quem trouxe o assunto à tona está fazendo isso porque está insatisfeito e acha que vai ser demitido. Eles trocam socos e depois viram amigos. O vazamento é pior, acho que é pior. Não é a primeira vez que dois jogadores brigam. Eles brigam toda temporada porque são competitivos. A diferença aqui é que alguém falou sobre isso pela primeira vez, e sabemos quem foi".

A temporada termina da pior forma possível: derrota para o rival Barcelona, no Camp Nou, no último domingo, em jogo que definiu o título espanhol para o Barça. 

Na semana anterior, chamou atenção uma briga entre Tchouaméni e Valverde, que terminou com traumatismo craniano do uruguaio. 

E essa foi a mais recente de várias outras confusões que marcaram o 2025/26 do Real Madrid.

"Eu não vou sair": Durante a coletiva, Florentino foi perguntado, mas disse que não falaria sobre futebol. 

Anunciou novas eleições para o Conselho de Administração do clube, disse que não vai renunciar e destacou que "quem manda no Real são os sócios".

"Trabalhei desde o ano 2000 para que os donos do clube fossem os sócios, diferente do que acontece em outros clubes. No Madrid não existe um único dono. Foi criada uma situação absurda, provocada por campanhas para gerar uma corrente de opinião contrária aos interesses do Madrid e, especialmente, contra mim. Resolveram agir para tentar me tirar daqui. Mas eu não vou sair. Serei o último dos sócios do Real Madrid a deixar o clube".

Florentino também fez críticas à imprensa local, disse se considerar vítima de perseguição e fez questão de frisar a plenitude de sua saúde, que teria sido colocada em dúvida por jornalistas. 

Chegou a discutir com repórteres presentes na coletiva.

"Dizem que eu não existo, que estou doente. Alguns chegaram a dizer que tenho câncer terminal. Aproveito para tranquilizar as pessoas que se preocuparam comigo. Todos os dias sigo presidindo o Real Madrid e também a minha empresa. Minha saúde é perfeita".

"Preciso vir a público para frear tudo isso, porque não posso admitir, como presidente do Madrid, que existam pessoas nos meios de comunicação tentando se aproveitar porque neste ano não ganhamos La Liga ou a Champions. Faz menos de dois anos que ganhei uma La Liga e uma Champions, mas isso já foi esquecido. Agora dizem por aí que o Madrid é uma ruína, um caos. Como pode ser um caos se é o clube mais prestigiado do mundo e isso é reconhecido por todos?", comentou Florentino Pérez, presidente do Real Madrid.

Vice-campeão de LaLiga, o presidente do Real Madrid também fez questão de lembrar de um escândalo envolvendo o maior rival, Barcelona. 

Florentino Pérez afirmou preparar um dossiê para enviar à UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) sobre os pagamentos enviados pelo Barça a responsáveis pela arbitragem espanhola, entre 2011 e 2018.

"Há 3 anos descobrimos que estávamos enfrentando um caso de corrupção sem precedentes na história do futebol mundial. É o maior escândalo da história do futebol. É incompreensível que ainda estejamos vendo árbitros daquela época atuando em uma competição organizada pela La Liga. Estamos preparando um dossiê importante que vamos apresentar imediatamente à UEFA para que ataque o problema pela raiz e resolva um caso que é importante para o bem do futebol mundial, como o chamado Caso Negreira".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Botafogo pode perder pontos por dívidas?!?!

Botafogo corre risco de perder pontos no Campeonato Brasileiro se não pagar dívida com Atlanta United.

Punido com transfer ban por causa da dívida referente à transferência de Thiago Almada, clube carioca precisa pagar o que deve em 90 dias.

O Botafogo corre o risco de perder 6 pontos no Campeonato Brasileiro. 

Para evitar a punição, o clube precisa pagar 25 milhões de dólares (cerca de R$ 125 milhões na cotação atual) ao Atlanta United, dos Estados Unidos, em até 90 dias. 

Nesta segunda-feira (11), o Botafogo sofreu mais um transfer ban pela dívida com os americanos na negociação de Thiago Almada.

O Botafogo já havia sofrido um transfer ban no dia 30 de dezembro de 2025 pela mesma dívida com o Atlanta United. 

Depois de pagar 10 milhões de dólares à vista pela primeira parcela, no início de fevereiro, o Botafogo atrasou e não pagou a segunda parcela do acordo feito para tirar o clube do transfer ban do início do ano.

O Código Disciplinar da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) diz que outras penas podem ser aplicadas "em caso de descumprimento persistente" e "infrações repetidas".

"Uma dedução de pontos ou rebaixamento para uma divisão inferior também pode ser determinada, além da proibição de inscrição de novos jogadores, em caso de descumprimento persistente (ou seja, se a proibição de inscrição de novos jogadores tiver sido cumprida por mais de três períodos de inscrição completos e consecutivos após a notificação da decisão), infrações repetidas ou violações graves, ou se nenhuma proibição total de inscrição puder ser imposta ou cumprida por qualquer motivo", diz o Código da FIFA.

O Botafogo solicitou que as punições atendam a cautelar antecedente à recuperação judicial e espera que a FIFA reconheça e suspenda essas sanções. 

Na prática, a partir da cautelar, há um congelamento nas conversas sobre dívidas, que não podem mais ser executadas pelos credores da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). 

Tudo passa a ser debatido dentro do ambiente da recuperação judicial.

Transfer ban impostos anteriormente à RJ (Recuperação Judicial), como os de Atlanta United e Ludogorets, não podem ser renegociados e devem ser pagos normalmente. 

O clube carioca tem a punição do dia 20 de abril referente às dívidas com o Ludogorets pela contratação de Rwan Cruz, que chegou ao clube por 8 milhões de euros (R$ 48,3 milhões na cotação da época). 

No dia 7 de maio, o Botafogo recebeu uma nova punição pela dívida com o New York City pela contratação de Santi Rodríguez. 

O clube não quitou as parcelas do acordo de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 85 milhões na cotação da época).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Aumento das plataformas digitais

CazéTV aposta em comunidade e experiência multiplataforma na Copa do Mundo 2026.

Felipe Tebet, Head de conteúdo do canal, detalha estratégia centrada no fã, cobertura internacional e construção de narrativa contínua durante o Mundial.

A CazéTV estruturou sua cobertura da Copa do Mundo com foco na comunidade e na centralidade do fã em todas as etapas da produção de conteúdo.

Felipe Tebet detalhou no “O Business da Copa” como a plataforma adapta sua estratégia entre jogos exclusivos e não exclusivos para diferentes públicos.

A operação também prevê cobertura internacional ampliada, com criadores em campo e produção contínua de conteúdo em múltiplas plataformas.

A CazéTV estruturou sua operação para a Copa do Mundo 2026 a partir de um modelo que coloca a comunidade no centro de todas as decisões de conteúdo. 

A lógica, segundo a plataforma, parte da origem do projeto e da relação direta com o público, que deixa de ser apenas audiência e passa a integrar ativamente a construção das transmissões e narrativas ao longo do torneio.

Em participação no especial “O Business da Copa”, do MKTEsportivo, o head de conteúdo da CazéTV, Felipe Tebet, explicou como esse direcionamento guia a atuação no Mundial.

Segundo ele, a proposta é consolidar uma cobertura em que o fã não apenas consome o produto, mas participa dele de forma contínua, independentemente do tipo de jogo ou da relevância da partida dentro da competição. 

Felipe destaca que a estratégia busca manter o vínculo com a base já formada na Copa de 2022 e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance para novos públicos que terão o primeiro contato com a plataforma durante o torneio.

“Tudo isso parte da nossa essência, que vem da nossa comunidade, de onde a gente veio e para onde a gente quer ir. Esse caminho passa pelo fã no centro do nosso negócio, no centro do nosso conteúdo. O que a gente quer nessa Copa é garantir que a nossa comunidade, os nossos fãs, se sintam representados, se sintam parte e construam essa Copa do Mundo junto da CazéTV. A ideia não é fazer uma Copa de um para muitos, mas uma Copa de um para um, falando com milhões de amigos, velhos amigos que acompanharam a Copa do Mundo de 2022 com a gente e novos amigos que vão conhecer a CazéTV nessa edição e, esperamos, permanecer por muitos anos, acompanhando todo o esporte que a gente tem”, disse.

A estratégia de distribuição dos jogos também ocupa papel central no planejamento da CazéTV. 

Com parte das partidas em modelo de exclusividade e outras em regime aberto, a equipe identifica diferentes níveis de engajamento do público e adapta a entrega de conteúdo a esses cenários. 

Nos jogos de maior apelo global, a plataforma projeta uma audiência mais ampla, enquanto nas transmissões não exclusivas o foco recai sobre a fidelização da comunidade já consolidada.

Para Tebet, esses dois contextos exigem abordagens distintas, mas complementares, dentro da mesma lógica editorial. 

A prioridade é manter a coerência da identidade da CazéTV, independentemente do tamanho da audiência em cada transmissão, reforçando o papel da comunidade como eixo central da operação.

“A exclusividade, com metade dos jogos, é algo importante, com partidas como Argentina, Portugal, Espanha e Alemanha. Mas o grande desafio está nos jogos não exclusivos, onde o fã escolhe estar com a CazéTV. É nesses jogos que a gente busca reforçar o senso de comunidade, entregando um conteúdo para quem escolheu estar com a gente. Não há nada mais nobre e mais gostoso do que produzir para quem decidiu estar ali com a gente. Ao mesmo tempo, estamos preparados para os jogos em que todo o Brasil vai assistir com a CazéTV de uma forma diferente”, comentou Felipe.

A preparação da equipe também envolve a adaptação para diferentes perfis de público ao longo da competição. 

Em jogos de maior alcance nacional, a CazéTV pretende manter uma abordagem acessível para quem está tendo o primeiro contato com a plataforma, sem abrir mão dos elementos que caracterizam seu estilo de transmissão. 

A ideia é equilibrar identidade e abertura, respeitando a diversidade de públicos que acompanham uma Copa do Mundo.

“Queremos que a torcida brasileira vibre junto com a gente, sendo mais do que espectadores, mas parte dessa busca pela sexta estrela. Nos jogos não exclusivos, sabemos que haverá muitos torcedores conhecendo a CazéTV pela primeira vez, e queremos fazer uma transmissão receptiva, sem perder a nossa identidade, mas respeitando quem está chegando para assistir uma Copa do Mundo, às vezes com uma experiência diferente”, ressaltou Tebet.

Copa do Mundo de Clubes como laboratório: No planejamento da cobertura internacional, a CazéTV também utiliza experiências anteriores como referência operacional. 

A Copa do Mundo de Clubes, realizada nos Estados Unidos, foi apontada como um dos principais laboratórios para a estrutura que será aplicada na Copa do Mundo, especialmente em relação à logística e à distribuição das equipes em diferentes cidades.

“A gente já viveu um pouco disso no Mundial de Clubes, que foi um laboratório importante, realizado nos Estados Unidos. Foi uma experiência que ajudou a entender a complexidade logística em um país continental. Para a Copa, teremos equipes distribuídas, incluindo uma estrutura maior com a seleção brasileira”, comentou o profissional.

Além da cobertura dos jogos, a proposta editorial inclui a exploração das cidades-sede e do cotidiano dos locais onde a Copa será disputada. 

A ideia é ampliar a experiência do público para além do ambiente esportivo, incorporando elementos culturais, urbanos e sociais nas transmissões, com presença constante de criadores de conteúdo em campo.

“Um ponto importante dessas coberturas é não se limitar aos espaços tradicionais da imprensa. A ideia é também mostrar as cidades, permitir que o público conheça os locais junto com a gente. Em Nova York, por exemplo, mostrar o Times Square ao vivo, com interações na rua, traz uma camada cultural além da transmissão. Essa abordagem ajuda a aproximar o torcedor da experiência de estar no local, com elementos do cotidiano, preços, hábitos e cultura”, acrescentou.

Essa lógica de cobertura contínua também se reflete na forma como a CazéTV organiza sua produção de conteúdo ao longo do dia. 

A operação não se restringe às transmissões de jogos, mas se estende para uma cobertura permanente em diferentes formatos e plataformas, com atuação simultânea em redes sociais, programas e transmissões ao vivo.

“A cobertura internacional é pensada como uma jornada compartilhada com o torcedor, desde a saída do Brasil até o dia a dia no país-sede. Não se trata apenas de transmissão de jogos, mas de uma produção contínua de conteúdo, com criadores atuando ao longo de todo o dia, em diferentes plataformas como redes sociais, programas e transmissões ao vivo”, concluiu.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Apostas esportivas

Polícia Federal cria grupo de elite para investigar manipulação esportiva e fraudes em apostas.

Nova estrutura atuará no combate a esquemas envolvendo resultados esportivos, lavagem de dinheiro e organizações criminosas ligadas ao mercado de apostas.

A Polícia Federal criou a Base Apostas, unidade especializada no combate à manipulação de resultados esportivos e fraudes ligadas ao mercado de apostas.

O grupo atuará em investigações sobre lavagem de dinheiro, corrupção, organizações criminosas e movimentações financeiras suspeitas relacionadas ao esporte.

A nova estrutura terá atuação sigilosa, cooperação internacional e equipes especializadas em inteligência financeira, análise de dados e monitoramento digital.

A Polícia Federal oficializou a criação de uma unidade especializada no combate à manipulação de resultados esportivos e crimes relacionados ao setor de apostas no Brasil. 

Instituído por meio da portaria número 305, o novo núcleo recebeu o nome de Base Apostas e terá atuação focada em inteligência, investigação e repressão a organizações criminosas ligadas ao ambiente esportivo e financeiro.

A medida surge em meio ao avanço do mercado regulado de apostas esportivas no país e ao aumento das discussões sobre integridade esportiva, monitoramento de plataformas digitais e movimentações financeiras suspeitas dentro do setor.

A formação do grupo foi debatida entre integrantes do Ministério da Fazenda e do Ministério do Esporte, embora a coordenação do projeto tenha ficado centralizada na própria Polícia Federal.

A iniciativa acompanha a implementação da Política Nacional de Combate à Manipulação de Resultados e ocorre após indicadores do governo apontarem redução significativa nas denúncias envolvendo o setor, movimento associado ao avanço das ações de capacitação e monitoramento conduzidas pelas autoridades.

O novo grupo terá como principais atribuições a investigação de fraudes esportivas, exploração irregular de apostas, lavagem de dinheiro, corrupção privada, estelionato e associação criminosa. 

A atuação também envolverá a produção de inteligência estratégica para identificar padrões suspeitos em competições esportivas e operações financeiras fora do comportamento esperado.

Com caráter institucional, a Base Apostas terá duração inicial de um ano, com possibilidade de renovação após avaliação da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da Polícia Federal. 

A estrutura ficará subordinada à Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro.

O grau de sigilo da operação é tratado como prioridade dentro da corporação. 

As instalações da nova unidade funcionarão em local reservado nas proximidades do Distrito Federal, em endereço mantido sob confidencialidade para preservar a segurança das investigações e das equipes envolvidas.

As diretrizes operacionais da Base Apostas priorizam o combate a organizações criminosas estruturadas. 

O grupo poderá utilizar ferramentas investigativas consideradas especiais, além de concentrar esforços na identificação de financiadores, operadores e intermediários envolvidos nos esquemas investigados.

Outro foco da operação será a recuperação de ativos financeiros vinculados aos crimes, incluindo bloqueio, apreensão e sequestro de bens utilizados por grupos criminosos ligados ao mercado ilegal de apostas e à manipulação de competições.

A atuação da unidade também incluirá cooperação internacional com autoridades policiais estrangeiras, além de articulação com entidades esportivas e órgãos reguladores do setor.

Entre as responsabilidades do grupo estará ainda a elaboração de relatórios periódicos sobre movimentações suspeitas em eventos esportivos e fluxos financeiros considerados incompatíveis com padrões normais de mercado.

A estrutura mínima da Base Apostas contará com um delegado da Polícia Federal responsável pela coordenação da unidade, além de um escrivão e três policiais analistas, incluindo um gerente operacional. 

A seleção dos integrantes priorizará profissionais com experiência em inteligência financeira, análise de dados e monitoramento de plataformas digitais.

Enquanto a estrutura definitiva não for concluída, o grupo poderá atuar temporariamente nas dependências da Divisão de Repressão à Lavagem de Dinheiro da Polícia Federal por até 90 dias.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Dívidas com o Lyon

Lyon diz que tem R$ 727 milhões a receber do Botafogo.

Clube afirma que Textor deu garantias em nome do OL (Olympique Lyonnais - Olimpique de Lyon) sem conhecimento prévio dos franceses.

Em relatório financeiro divulgado nesta terça-feira (12), o Lyon, braço francês da rede multiclubes Eagle Football, afirmou ter 126 milhões de euros (R$ 727 milhões na cotação atual) a receber do Botafogo. 

No documento, o OL estima uma depreciação de 86 milhões de euros (R$ 496 milhões) acreditando que não conseguirá recuperar a quantia toda neste momento.

Enquanto o Lyon alega ter uma dívida de R$ 727 milhões a receber do Botafogo, o clube carioca entrou em abril com ações na Justiça do Rio para cobrar R$ 745 milhões dos franceses (veja comunicado da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo no fim da matéria). 

No relatório desta terça, o Lyon argumenta que descobriu também que Textor colocou a equipe francesa como fiadora de empréstimos pegos pelo Botafogo.

"A depreciação, a amortização e provisões líquidas totalizaram €158,6 milhões em 31 de dezembro de 2025 (€47,6 milhões em 31 de dezembro de 2024), incluindo, em particular, um total de €126,2 milhões em perdas por impairment (redução ao valor recuperável) sobre créditos a receber (do Botafogo) relacionados ao risco de inadimplência identificado em partes relacionadas", diz trecho do relatório.

O Lyon também afirma que John Textor, outrora gestor da SAF do Botafogo e diretor da Eagle Bidco, emitiu garantias em nome da Eagle Football Group (Lyon) ou da subsidiária OL SASU para "cobrir obrigações assumidas pelos clubes Botafogo e Molenbeek".

O clube francês alega que as garantias não eram de conhecimento prévio do OL e, por isso, não haviam sido divulgadas nas demonstrações financeiras passadas. 

2 delas são ligadas ao Botafogo. 

A primeira garantia, segundo o OL, seria "em favor de uma empresa de factoring de um clube do qual o Botafogo havia adquirido um jogador", datada de março de 2024.

A segunda, datada de abril de 2025, em favor da mesma instituição de factoring, mas "desta vez atuando como credora da SAF Botafogo, para cobrir quaisquer valores devidos pelo Botafogo a respeito deste empréstimo".

"Com base nas informações atualmente disponíveis, trata-se aparentemente de uma garantia sob a legislação inglesa datada de abril de 2025, assinada pela OL SASU, em favor da mesma instituição da garantia anterior, mas desta vez atuando como credora do Botafogo SAF, para cobrir quaisquer valores pendentes devidos pelo Botafogo em relação a esse empréstimo (valor máximo inicial: cerca de €30 milhões, valor que o beneficiário reservou-se o direito de exigir da OL SASU: €14,8 milhões)", diz trecho, que segue:

"Essa garantia assegura o mesmo empréstimo como um suposto crédito, cedido em garantia pelo Botafogo ao mesmo beneficiário, relacionado a valores devidos em razão de transferências de jogadores entre Botafogo e OL que nunca chegaram a ocorrer".

O clube francês também afirma não ter sido notificado de quaisquer disputas legais contra o Botafogo na Justiça do Rio. 

Em abril, a Justiça determinou que o Lyon pagasse R$ 122 milhões em até 3 dias.

Veja o comunicado da SAF do Botafogo:

"A SAF Botafogo tomou conhecimento do relatório financeiro divulgado pela Eagle Football Group, controladora do clube Olympique Lyonnais, nesta terça-feira (12). Como esperado, o Lyon não adotou uma postura colaborativa visando a resolução do imbróglio de caixa, apresentou cobranças fantasiosas e não reconheceu a dívida existente com a SAF. O Botafogo não vai recuar nos esforços de recuperar, na Justiça, todos os valores que lhe são devidos, que perfazem o total R$ 745 milhões. Vale recordar que o Poder Judiciário determinou, recentemente, o pagamento de R$ 122,3 milhões de forma imediata. Há ações judiciais em trâmite e o Clube seguirá adotando todas as medidas cabíveis para sua integral reparação".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira


Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Internacional classificado

Internacional volta a vencer o Athletic e confirma classificação na Copa do Brasil.

Borré, Allex e Bernabei marcaram para os gaúchos, enquanto Ian Luccas fez os 2 gols dos mineiros.

O Internacional se classificou para as oitavas de final da Copa do Brasil ao vencer o Athletic por 3 a 2, no Beira-Rio. 

Em jogo de muitos gols, Borré, Allex e Bernabei marcaram para os gaúchos, enquanto Ian Luccas fez os 2 gols dos mineiros que tentaram, mas foram eliminados com a melhor campanha do clube na competição. 

Com a vitória na partida de ida, o Internacional confirmou a vaga com o placar agregado de 5 a 3.

Etapa inicial movimentada no Beira-Rio. 

Logo aos 4 minutos do primeiro tempo, saiu a primeira chance do Internacional. 

Vitinho tabelou com Alex, invadiu a área pela direita e cruzou para trás. 

Na sobra, Bernabei chutou mal e mandou por cima do gol. 

Os gaúchos seguiram no campo de ataque, e a primeira tentativa com certo perigo dos mineiros aconteceu apenas aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Douglas Silva levantou a bola na área. 

Victor Gabriel afastou parcialmente, Kauan Rodrigues finalizou, e a bola desviou para escanteio, cobrado sem sustos para o Internacional. 

Os colorados seguiram dominando e, aos 21 minutos do primeiro tempo, abriram o placar. 

A jogada começou com Bruno Henrique, que cobrou falta para a área. 

A defesa do Athletic afastou pelo alto e deixou a bola nos pés de Bernabei, que bateu cruzado. 

A bola ficou viva na pequena área, e Borré apareceu para completar para o gol. 

Os mineiros tentaram reagir. 

Aos 28 minutos do primeiro tempo, tiveram uma chance em cobrança de escanteio, mas a defesa do Internacional afastou com tranquilidade. 

O Athletic passou a ocupar mais espaços no campo ofensivo e, aos 39 minutos do primeiro tempo, chegou ao empate. 

Gabriel Moysés recebeu de costas para a marcação, na entrada da área, e deu um belo passe de calcanhar para Ian Luccas, que apareceu pela direita e finalizou sem chances para Rochet. 

A igualdade durou pouco. 

Aos 43 minutos do primeiro tempo, Bernabei encontrou um ótimo passe para o jovem Allex, que saiu cara a cara com Luan Polli e recolocou o Inter em vantagem.

Etapa final também movimentada e com muitos gols. 

Aos 4 minutos do segundo tempo, Gian Cabeças atingiu Bernabei com o cotovelo no rosto. 

O árbitro Lucas Casagrandre inicialmente aplicou cartão amarelo, mas, após revisão no VAR, expulsou o volante do Athletic. 

Com um jogador a mais, o Internacional criou uma sequência de boas oportunidades. 

Aos 8 minutos do segundo tempo, Vitinho arrancou em velocidade e acionou Borré, que acertou a trave, embora o lance já estivesse paralisado por impedimento. 

Aos 10 minutos do segundo tempo, Alan Patrick venceu disputa com Zeca e tocou para Bruno Henrique na meia-lua, que finalizou para grande defesa de Luan Polli. 

Na cobrança de escanteio, Bruno Gomes desviou, exigindo outra boa defesa do goleiro. 

Na sequência, Victor Gabriel acertou o travessão. 

Apesar do domínio colorado, o Athletic empatou aos 21 minutos do segundo tempo. 

Otusanya fez jogada pela esquerda e cruzou. 

Ian Luccas apareceu na pequena área, aproveitou vacilo de Rochet e marcou. 

Mais uma vez, o empate durou pouco. 

Aos 23 minutos do segundo tempo, Bernabei recebeu passe de Alan Patrick dentro da área e finalizou com força para vencer Luan Polli e recolocar o Internacional na frente. 

No restante do segundo tempo, os colorados seguiram controlando a partida, criando oportunidades e neutralizando as investidas do Athletic.

Classificado, o Internacional aguarda o sorteio para conhecer o adversário na próxima fase. 

No Campeonato Brasileiro, os gaúchos enfrentam o Vasco no próximo sábado (16), às 18h30 (horário de Brasília) no Beira-Rio.

Já o Athletic, eliminado, volta suas atenções para a disputa do Campeonato Brasileiro da Série B. 

A equipe enfrenta outro gaúcho, o Juventude, no próximo domingo (17), às 16 horas (horário de Brasília), em Minas Gerais.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Pré-Lista do Brasil

Pré-lista da seleção brasileira para a Copa do Mundo: veja os nomes confirmados.

Ancelotti convocará os 26 nomes na próxima segunda-feira (18), no Rio de Janeiro.

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) enviou na segunda-feira (18) para a FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol) a pré-lista de jogadores convocados para a Copa do Mundo de 2026. 

São 55 nomes. 

No dia 18 de maio, próxima segunda-feira, o técnico Carlo Ancelotti anunciará quais serão os 26 que representarão o Brasil no Mundial.

Até o momento, o Globo Esporte apurou 54 dos 55 nomes presentes na pré-lista.

Veja a lista de jogadores que estão na pré-lista:

Goleiros

Alisson (Liverpool - Inglaterra)

Bento (Al-Nassr - Arábia Saudita)

Ederson (Fenerbahçe - Turquia)

Hugo Souza (Corinthians-SP - Brasil)

John (Nottingham Forest - Inglaterra)

Weverton (Grêmio-RS - Brasil)

Defensores:

Alex Sandro (Flamengo-RJ - Brasil)

Alexsandro Ribeiro (Lille - França)

Bremer (Juventus - Itália)

Carlos Augusto (Internazionale de Milão - Itália)

Danilo (Flamengo-RJ - Brasil)

Douglas Santos (Zenit - Rússia)

Fabricio Bruno (Cruzeiro-MG - Brasil)

Gabriel Magalhães (Arsenal - Inglaterra)

Ibañez (Al-Ahli - Arábia Saudita)

Kaiki Bruno (Cruzeiro-MG - Brasil)

Leo Ortiz (Flamengo-RJ - Brasil)

Leo Pereira (Flamengo-RJ - Brasil)

Luciano Juba (Bahia-BA - Brasil)

Marquinhos (Paris Saint-Germain - França)

Paulo Henrique (Vasco-RJ - Brasil)

Thiago Silva (Porto - Portugal)

Vitinho (Botafogo-RJ - Brasil)

Vitor Reis (Girona - Espanha)

Wesley (Roma - Itália)

Meio-campo:

Andreas Pereira (Palmeiras-SP - Brasil)

Andrey Santos (Chelsea - Inglaterra)

Bruno Guimarães (Newcastle - Inglaterra)

Casemiro (Manchester United - Inglaterra)

Danilo (Botafogo-RJ - Brasil)

Ederson (Atalanta - Itália)

Fabinho (Al-Ittihad - Arábia Saudita)

Gabriel Sara (Galatasaray - Turquia)

Gerson (Cruzeiro-MG - Brasil)

João Gomes (Wolverhampton - Inglaterra)

Lucas Paquetá (Flamengo-RJ - Brasil)

Matheus Pereira (Cruzeiro-MG - Brasil)

Atacantes:

Antony (Betis - Espanha)

Endrick (Lyon - França)

Gabriel Martinelli (Arsenal - Inglaterra)

Gabriel Jesus (Arsenal - Inglaterra)

Igor Jesus (Nottingham Forest - Inglaterra)

Igor Thiago (Brentford - Inglaterra)

João Pedro (Chelsea - Inglaterra)

Kaio Jorge (Cruzeiro-MG - Brasil)

Luiz Henrique (Zenit - Rússia)

Matheus Cunha (Manchester United - Inglaterra)

Neymar (Santos-SP - Brasil)

Pedro (Flamengo-RJ - Brasil)

Raphinha (Barcelona - Espanha)

Rayan (Bournemouth - Inglaterra)

Richarlison (Tottenham - Inglaterra)

Samuel Lino (Flamengo-RJ - Brasil)

Vinícius Júnior (Real Madrid - Espanha)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro