sábado, 18 de julho de 2026

O fim da Copa do Mundo expõe uma reflexão sobre uma sociedade mais justa

Refletir sobre a repercussão da Copa do Mundo, de forma consciente a tornar a sociedade atual mais justa e pacífica.

Aproxima-se o término da Copa do Mundo de futebol masculino, considerada a maior Copa do Mundo de todos os tempos, com acontecimentos, reações e posturas que revelam lições. 

Um evento de especial destaque pelo número de seleções que reuniu, por sua realização em 3 países diferentes, ainda pelo expressivo número de torcedores e grande movimentação financeira, envolvendo o turismo, a economia e o mundo da comunicação.

As repercussões desse torneio merecem reflexão, para bem aproveitar as lições que podem ajudar a civilização contemporânea a tornar-se mais justa e pacífica. 

Há de se dar devida atenção às denúncias de racismo, um mal que se camufla, de modo perverso, fazendo-se presente mundo afora. 

Entre as vítimas estão, inclusive, estrelas de destacadas seleções. 

Esse mal tem lugar, até mesmo, em regiões onde há ilusório pluralismo racial. 

Expressa-se na arrogância de torcidas, com refrões cantados nas arquibancadas que merecem adequada avaliação, juízos e providências cabíveis. 

Nações pequenas que brilharam na competição: Na contramão de todo preconceito, nos cenários da Copa do Mundo brilharam nações pequenas e empobrecidas, com populações que, muitas vezes, são discriminadas. 

Seleções que, a partir de seu desempenho, demonstraram o vigor e a seriedade com que suas nações constroem suas vidas, mesmo vítimas de colonizações que exploraram à exaustão a sua dignidade e os seus recursos.

Os jogadores que representaram esses países mostraram galhardia, autêntico patriotismo, mesmo não usufruindo de quantias de dinheiro astronômicas e vergonhosas: um acúmulo desmedido de riquezas que tem servido, inclusive, para efetivar narrativas que se valem do nome de Deus para gerar manipulação.

As nações mais pobres que disputaram com dignidade a Copa do Mundo têm muito a ensinar àqueles que somente almejam acumular riquezas e, consequentemente, não “dão conta do recado”: frustram a expectativa de multidões de torcedores, ancoram-se em uma compreensão torta sobre o que significa a bênção de Deus, para justificar a vida luxuosa, a busca pelo reconhecimento social por meio dos bens que consegue acumular.

Torcidas marcadas por corações patrióticos e admiradores do futebol: Por falta de preparo humanístico, de um adequado sentido pátrio, rifa-se o compromisso de lutar com “fibra” e garantir desempenhos dignos de vitória, não apenas pelo fato de vencer uma partida de futebol, mas por buscar realizar bem o que é essencial à própria profissão. 

Essa fragilidade agrava-se pela sedução das grandes empresas que promovem verdadeira escravização da imagem e da reputação pessoal. 

Assim, o esporte perde seu lustro e sua propriedade de congregação fraterna. 

Apesar disso, a Copa do Mundo mostrou torcidas apaixonadas, movidas pela força de corações patrióticos e admiradores da arte própria do futebol.

Muitas vezes, torcidas diferentes ocupando o mesmo espaço comprovaram que diferenças não significam inimizades ou justificam a perseguição de adversários, mas oportunidade de crescimento e novas conquistas. 

A alegria apaixonada dos torcedores nos estádios tem uma distância enorme da manipulação e redução do esporte ao preço de passes e a salários astronômicos mensais. 

As poucas estrelas que demonstram sua grandeza por outros caminhos: A valorização pessoal enjaulada na sedução de se ganhar muito, mais e sempre mais, não inspira as atuais e novas gerações a conquistar uma envergadura social relevante, a riqueza maior. 

Felizmente, existem exceções: atletas que recebem altos salários, mas buscam comprovar a sua grandeza por outros caminhos, sem querer demonstrar poder pela ostentação. 

Estrelas com notável envergadura moral. São aqueles poucos que alimentam a postura ética de não se deixar instrumentalizar, não se colocam a serviço de apostas que iludem para simplesmente enriquecer oligarquias.

Um tema que merece ser rediscutido na sociedade e contar com a ajuda séria de instituições legislativas, para que sejam tomados rumos novos. 

Essas novas direções devem ser descobertas com investimentos educacionais capazes de colocar em curso uma profunda reformulação cultural, de modo a mobilizar cidadãos para a necessidade de se construir cada vez mais cenários de igualdade, superando exclusões. 

Obstáculos estruturais que devem ser superados: A Copa do Mundo termina, mas permanece no horizonte o desafio de enfrentar autoritarismos, como os que se expressam nas interferências governamentais inoportunas, acatadas, certamente, por medo de retaliação ou por conivências interesseiras, sobretudo do ponto de vista econômico.

O horizonte sedutor do dinheiro compromete o genuíno sentido de amor à pátria. 

Passa-se a valorizar mais os recursos bilionários no bolso de poucos, em detrimento da qualidade educacional, da promoção e amparo aos bens culturais, a tudo que se relacione ao bem comum.

Todas as instituições, e não somente o universo que se dedica ao esporte, têm nos ecos da Copa do Mundo um itinerário de redimensionamento, para reavaliar posturas, funcionamentos e rumos. 

O principal torneio de futebol, em sua edição com maior número de seleções, marcante pela expressiva presença de torcedores, realização em 3 países, deve continuar a reverberar, mesmo após a sua conclusão.

Assim, as derrotas dentro de campo podem trazer lições essenciais a uma reação, dentro e fora das quatro linhas. 

Ainda mais importante: os ecos da Copa do Mundo tenham incidência na vida social, inspirando caminhos para que sejam superados os preconceitos, a idolatria ao dinheiro, os autoritarismos, males que impedem o mundo de ser mais justo, fraterno e solidário.

Reportagem: Formacao.cancaonova.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Perto do recorde

Olise supera trio do Brasil e termina Copa perto de recorde de assistências em uma edição.

Camisa 11 da França encerra participação com 7 passes para gol e ultrapassa feito de Pelé (1970), Didi (1958) e Jair (1950). 

Francês fica a uma assistência de alcançar o recorde histórico de Kopa, em 1958.

Olise é o maior garçom da Copa do Mundo de 2026. 

Com dois passes para o gol na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra, na disputa pelo terceiro lugar, o camisa 11 da França chegou a 7 assistências no torneio e entrou de vez para a história dos Mundiais.

É o primeiro a superar seis assistências em uma única Copa do Mundo desde Pelé, em 1970, ano do tricampeonato, quando o Rei ainda marcou 4 vezes. 

Olise ultrapassou também outros dois brasileiros: Didi e Jair.

O primeiro deu seis passes para gols na Copa do Mundo de 1958. 

Mazzola, Pelé e Vavá receberam duas assistências cada do ex-meia do Botafogo. 

Já o ex-atacante do Palmeiras deu 6 assistências no Mundial de 1950, sediado no Brasil. 

Na goleada por 7 a 1 sobre a Suécia, ele distribuiu quatro assistências naquele duelo.

No seu oitavo jogo de Copa do Mundo, Olise foi decisivo na competição. 

A precisão de passe, de 87%, não está entre as mais altas do torneio, mas a explicação é por causa do risco que assume. 

Tenta muitos passes verticais para quebrar a linha de marcação. 

É aí que abre espaço para as assistências.

Mbappé é quem mais aproveita. Recebeu 5 passes de Olise para marcar em 2026. 

Os outros 2 saíram para Dembélé e Barcola. Olise deu assistências em 4 jogos da Copa do Mundo: Senegal na estreia, Iraque na segunda rodada, Suécia na segunda fase e Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.

Veja os jogadores com mais assistências em uma edição de Copa do Mundo na história:

8 assistências: Raymond Kopa (França de 1958)

7 assistências: Olise (França de 2026)

6 assistências: Pelé (Brasil de 1970), Didi (Brasil de 1958) e Jair (Brasil de 1950)

5 assistências: Thomas Hassler (Alemanha de 1994), Maradona (Argentina de 1986), Pierre Littbarski (Alemanha de 1982), Robert Gadocha (Polônia de 1974) e Zagallo (Brasil de 1962)

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Espanhóis são mais valiosos

Espanha tem elenco quase duas vezes mais valioso que o da Argentina. 

Veja valores.

Cálculo coloca seleção comandada pelo técnico Luis de la Fuente com valor estimado em cerca de € 1.41 bilhão, enquanto oponente sul-americano custa € 739 milhões.

Adversárias na final da Copa do Mundo 2026, Espanha e Argentina contam com uma diferença considerável quando o assunto é valor de mercado do elenco. 

Em um cálculo comparativo entre as duas seleções, o site TransferRoom indicou que o plantel da equipe europeia vale aproximadamente o dobro do adversário sul-americano.

O time comandado pelo técnico Luis de la Fuente custa cerca de € 1.41 bilhão (R$ 8,26 bilhões na cotação atual), enquanto o oponente treinado pelo técnico Lionel Scaloni tem valor estimado em € 739 milhões (R$ 4,33 bilhões na cotação atual).

Em uma comparação direta, o valor total dos jogadores da Espanha é 1,9 vezes superior ao dos atletas da Argentina.

Entre os espanhóis, Lamine Yamal é apontado como o atleta mais valioso, avaliado em 249 milhões de euros (R$ 1,459 bilhão). 

Do lado argentino, o volante Enzo Fernández é cotado em 88 milhões de euros (R$ 515 milhões).

A estimativa da precificação dos jogadores é calculada a partir de uma métrica de mercado que considera fatores como potencial de revenda, idade, tempo de jogo, desempenho recente, tempo restante de contrato e nível do clube em que atua.

Final da Copa do Mundo: As seleções de Espanha e Argentina vão se enfrentar na final da Copa do Mundo de 2026. 

Os espanhóis foram os primeiros a garantir a classificação para a grande decisão, após superarem a França na última terça-feira (14). 

Depois da virada sobre a Inglaterra, os argentinos confirmaram a vaga na finalíssima da competição nesta quarta-feira (15). 

O duelo entre as duas equipes será disputado no próximo domingo, dia 19 de julho.

A TV Globo, o Globoplay e a GETV começam a transmitir a cerimônia a partir das 14 horas (horário de Brasília). 

Enquanto o Sportv inicia às 13 horas (horário de Brasília) com um superaquecimento para o evento.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Jade Picon levou a bola da partida

Entenda por que Jade Picon foi a responsável por levar a bola do jogo entre França e Inglaterra.

Atriz e influenciadora brasileira foi escolhida para levar item no púlpito antes da partida que decidiu terceiro colocado da Copa do Mundo.

Quem esperava por Mbappé, Olise, Harry Kane, Bellingham e cia se surpreendeu ao ver a atriz e influenciadora brasileira Jade Picon no gramado pouco minutos antes da bola rolar para o jogo que terminou com vitória da Inglaterra sobre a França por 6 a 4, neste sábado (18), em Miami, nos Estados Unidos, na decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo.

Mas por que Jade Picon viveu um dia de Ronaldinho Gaúcho com esse rolê aleatório ao levar para o campo a bola da penúltima partida da Copa do Mundo de 2026?

A explicação é simples: a brasileira é uma das embaixadoras da marca de material esportivo responsável por produzir as bolas usadas na Copa do Mundo. 

Com mais de 20 milhões de seguidores apenas em uma rede social, Jade foi escolhida pela empresa para levar a bola do jogo ao lado de Tobi Brown, influenciador britânico com quase quatro milhões de fãs na mesma rede social da brasileira.

Jade, inclusive, evita usar a camisa oficial da seleção brasileira justamente por ser fabricada por uma marca rival da sua patrocinadora pessoal. 

Ou seja, a atriz e influenciadora aposta em looks alternativos que remetam ao Brasil sem que seja o uniforme utilizado normalmente pelos jogadores e torcedores.

A aparição de Jade Picon na transmissão agitou as redes sociais, com comentário em relação ao motivo pelo qual a brasileira teria sido escolhida para entrar em campo com a bola do jogo.

Dentro de campo, depois da aparição de Picon, a Inglaterra abriu quatro gols de vantagem ainda no primeiro tempo, viu a França ensaiar uma reação na segunda etapa, mas garantiu o terceiro lugar da Copa do Mundo ao vencer por 6 a 4.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Roda de oração?

Abraço coletivo entre jogadores de França e Inglaterra chama atenção.

4 jogadores da Inglaterra e 3 atletas da França se abraçaram depois do apito final que decidiu terceiro lugar da Copa do Mundo em jogo movimentado com 10 gols.

Uma cena incomum chamou atenção depois do apito final da vitória da Inglaterra sobre a França por 6 a 4, neste sábado (18), em Miami, nos Estados Unidos, na disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo.

Geralmente ao término de uma partida decisiva, os jogadores de cada um dos times buscam um lado do campo e ficam separados, evitando contato enquanto assimilam o resultado final. 

Uns comemoram, outros lamentam.

Mas para 4 jogadores da Inglaterra e outros 3 jogadores da França, o apito final representou um momento de oração em conjunto. 

Pelo menos foi o que pareceu na imagem com Lacroix, Upamecano e Mateta, da França, abraçados com Guéhi, Saka, Chalobah e Eze, todos da Inglaterra.

Não é possível afirmar ao certo se os jogadores estavam rezando juntos, mas tudo leva a crer que sim. 

Um dos jogadores na roda, Guéhi, do Manchester City, foi alvo de uma polêmica quando defendia o Crystal Palace.

O zagueiro de 26 anos escreveu frases como "Eu amo Jesus" e "Jesus te ama" por cima das braçadeiras com as cores do arco-íris da campanha Rainbow Laces da Premier League.

"Minha fé faz parte de tudo o que faço, inclusive no futebol. Tento ser um exemplo e mostrar a graça e a glória de Deus por meio da minha vida", disse Guéhi, em entrevista recente ao jornal The Guardian.

Dos 7 jogadores de Inglaterra e França abraçados depois da partida, apenas Upamecano não atua na Inglaterra. 

O zagueiro atua no Bayern de Munique, todos os outros jogadores estão em clubes da Premier League, o que pode explicar uma proximidade entre eles.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Barrado para a final

Entenda por que campeão mundial com a Espanha foi barrado de entrar nos Estados Unidos.

Para o ex-jogador, o conflito entre os Estados Unidos e Irã pode ter causado a negativa no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA).

A um dia da final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, Canadá e México mais um episódio que envolve visto americano repercute. 

Campeão mundial com a seleção da Espanha em 2010, Joan Capdevila, não conseguiu autorização para desembarcar em Nova Jersey para acompanhar a final, neste domingo (19), a partir de 16 horas (horário de Brasília).

Para o ex-jogador, o conflito entre os Estados Unidos e Irã pode ter causado a negativa no Sistema Eletrônico para Autorização de Viagem (ESTA), que não é um visto tradicional, mas uma autorização necessária para países que não têm exigência de visto americano e envolve viagens de até 90 dias.

"Porque estive há dez anos, em 2016, jogando uma partida da liga, um jogo normal, no Irã. E, ao que parece, se você já esteve no Irã, não pode entrar nos Estados Unidos, a menos que tenha outro tipo de visto ou algo assim", explicou à rádio espanhola Cope.

Na sexta-feira (17), o ex-lateral esquerdo usou uma rede social para pedir ajuda ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

Segundo Capdevila, que também conquistou a Eurocopa 2008, o problema não envolveu a liberação dos filhos.

"Não sabem o desejo que tenho de estar lá com todos os meus companheiros de 2010 e com esta equipe para animá-los. Não posso acreditar que não me permitem entrar nos EUA e perder um momento assim com meus filhos", disse na postagem.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Mbappé busca a artilharia

Mbappé marca duas vezes, supera Messi e assume sozinho a artilharia da Copa do Mundo de 2026.

Francês chegou a 10 gols e tomou a dianteira antes de o argentino enfrentar a Espanha na final.

Kylian Mbappé marcou duas vezes na derrota por 6 a 4 para a Inglaterra e assumiu sozinho a artilharia da Copa do Mundo. 

O francês chegou a 10 gols no torneio e virou o jogo na disputa com Lionel Messi, que soma 8 gols.

A liderança, porém, ainda é provisória. 

Messi terá a oportunidade de responder neste domingo, quando a Argentina enfrenta a Espanha na final, e pode alcançar ou ultrapassar Mbappé na última partida da competição.

O número de assistências é o primeiro critério de desempate da Chuteira de Ouro. 

Antes da decisão do terceiro lugar, Messi levava vantagem sobre Mbappé nesse quesito, com 4 passes para gol contra três do francês. 

No entanto, o craque da França deu assistência para Barcola fazer o segundo dos Bleus, igualando a marca.

Mbappé já conquistou a artilharia da Copa de 2022, com 8 gols. 

Caso termine novamente na liderança, será o primeiro jogador a ganhar 2 Chuteiras de Ouro de forma consecutiva.

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro