segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Apoio a Pedrinho

Lamacchia faz lobby, e Pedrinho admite concorrer à reeleição no Vasco.

Atual presidente cita possibilidade de disputar o próximo triênio nas eleições marcadas para o dia 14 de novembro: "Fazer um trabalho em conjunto".

Pedrinho deve buscar a reeleição no Vasco. 

O atual presidente admitiu a intenção de concorrer ao cargo no próximo triênio após conversas com Marcos Lamacchia e Mário Junqueira, sócios da Almirante Participações, empresa vencedora do leilão da SAF (Sociedade Anônima do Futebol) vascaína na última sexta-feira (25).

As eleições para novo presidente do Vasco no triênio 2027-2029 estão marcadas para o dia 14 de novembro. 

A proximidade com o novo investidor é um dos principais motivos Pedrinho para buscar o segundo mandato.

Na entrevista após o leilão da SAF, vencido pela empresa de Marcos Lamacchia, o atual presidente indicou que houve um pedido do investidor para seguir o trabalho em conjunto nos próximos anos.

"Isso (concorrer à reeleição) foi uma conversa já com o investidor, um pedido do investidor para que eu desse continuidade nesse projeto para, obviamente, fazer um trabalho em conjunto".

"A tendência é essa, que a gente dê continuidade a esse processo", afirmou Pedrinho

Não há um presidente reeleito no clube desde 2011, quando Roberto Dinamite foi empossado para o segundo mandato à frente do cargo. 

Dirigiu o Vasco nos triênios de 2008 a 2011 e 2011 a 2014.

Sócio da Almirante Participações, o empresário Mário Junqueira foi o representante da empresa na audiência na Quarta Vara Empresarial, no Fórum do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. 

Também fez questão de manifestar o desejo de permanência de Pedrinho na presidência.

"O presidente Pedrinho é um cara corajoso. Colocou o Vasco em um patamar interessante. Eu queria muito vê-lo reeleito no Vasco da Gama".

"Eu já pedi (para Pedrinho se candidatar)", disse Mário Junqueira.

No fim do ano passado, o ex-jogador chegou a acenar com desistência de uma possível reeleição aos seu pares, com a alegação de questões de saúde mental e, principalmente, afastamento da família como fatores negativos durante o mandato.

As eleições para novo presidente do Vasco no triênio 2027 a 2029 foram marcadas após o encerramento do prazo de impugnações e análise dos recursos apresentados à Assembleia Geral do clube, em setembro

Chapas interessadas na eleição precisam registrar a candidatura até 15 de outubro. 

Pedrinho ainda não formalizou o registro, no entanto. 

Ao todo, 7.084 associados estão aptos a votar, dos quais 6.168 também preenchem os requisitos estatutários de elegibilidade para o pleito.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Mais uma vez negado

Consórcio Fla-Flu recusa pedido do Vasco para jogar contra o Boca Juniors no Maracanã.

Administração do estádio negou pedido vascaíno para semifinal da Copa Sul-Americana.

O Consórcio Maracanã negou nesta segunda-feira (28) o pedido formal do Vasco para mandar o jogo contra o Boca Juniors no estádio, pela semifinal da Copa Sul-Americana, no dia 20 de outubro.

A gestão do estádio, que é liderada por Flamengo e Fluminense, negou o pedido do Vasco pela terceira vez neste ano. 

Os outros dois jogos foram contra o Vitória e contra o Palmeiras, ambos pela Copa do Brasil. 

A grande quantidade de partidas e o desgaste do gramado são os motivos apontados pelo consórcio. 

A informação foi publicada primeiramente pelo "Fanático Vascaíno" e confirmada pelo Globo Esporte.

O Vasco não descarta entrar na Justiça para enfrentar o Boca no Maracanã, mas há grande incômodo da direção em relação ao tema. 

O presidente Pedrinho entende que o clube está sendo impedido de fazer algo a que tem direito e já disse a pessoas próximas que não haveria motivo para lutar na Justiça por um tema sobre o qual já existe um acordo firmado.

Por isso, há uma corrente no Vasco que defende concentrar os esforços na luta para que o jogo seja em São Januário, atualmente vetado pela Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) por capacidade. 

Nas semifinais da Copa Sul-Americana, a entidade exige estádios que comportem pelo menos 30 mil pessoas.

"Vou tentar aumentar o espaço de visitante em São Januário. Tenho uma boa relação com o Riquelme. Vamos tentar dar todo o suporte para o torcedor do Boca em São Januário. Peço que o presidente da Conmebol tenha um pouco de flexibilidade e autorize que eu jogue em São Januário", disse Pedrinho em entrevista na última sexta-feira (25).

A Conmebol quer uma resposta sobre o palco da partida até o início de outubro, por regulamento, a arena que receberá o duelo precisa estar definida 10 dias antes.

A semifinal começará a ser disputada na Bombonera, no dia 13 de outubro, e a vaga será decidida no Rio de Janeiro. 

Atlético-MG e Montevideo City Torque, do Uruguai, fazem a outra semifinal.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Conselho convocado

Vasco convoca Conselho Deliberativo para votar proposta da Almirante e reforma estatutária da SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Sessão marcada para 6 de outubro debaterá a operação societária que prevê a detenção de 90% da Nova SAF pelo investidor e as mudanças necessárias no Estatuto Social do clube.

O Conselho Deliberativo do Vasco foi formalmente convocado para se reunir em sessão extraordinária no próximo dia 6 de outubro de 2026. 

Em pauta estarão a proposta de reforma do Estatuto Social e a deliberação sobre os termos da operação com a Almirante Participações e Empreendimentos Sociedade Anônima, empresa de Marcos Lamacchia, vencedora do leilão judicial para a aquisição da SAF.

A sessão será às 19 horas (horário de Brasília - em primeira convocação) e às 19h30 (horário de Brasília - em segunda convocação). 

A convocação, assinada pelo presidente do órgão, João Riche, atende a um requerimento enviado pela Diretoria Administrativa liderada pelo presidente Pedrinho.

A operação prevê que a Almirante Participações e Empreendimentos Sociedade Anônima passe a deter uma participação societária correspondente a 90% do capital social total e votante da nova Sociedade Anônima do Futebol ("Nova SAF").

Para que a transação avance, no entanto, é necessária a adequação das normativas internas do clube. Como o artigo 135, inciso I, do atual Estatuto Social estabelece uma participação mínima de 20% do CRVG (Club de Regatas Vasco da Gama) na SAF, a Diretoria Administrativa submeteu uma proposta de alteração para compatibilizar o texto estatutário com a nova estrutura da operação (reduzindo o piso para 10%) e com a legislação vigente.

O documento assegura a preservação da titularidade pelo clube de ações ordinárias Classe A correspondentes a, no mínimo, 10% do capital social votante ou total, garantindo direitos especiais previstos em lei.

A sessão extraordinária ocorrerá na modalidade híbrida, com a parte presencial sendo realizada na Sede Náutica da Lagoa. 

A votação eletrônica e a sala virtual serão estruturadas sob a supervisão da Vice-Presidência de Tecnologia e Inovação para garantir segurança e exclusividade aos membros.

O Conselho de Beneméritos também recebeu a documentação e deverá emitir um parecer opinativo sobre os termos e condições da operação em até sete dias corridos. 

O parecer deverá ser disponibilizado aos conselheiros antes da votação.

O Conselho Fiscal também recebeu os documentos para eventual manifestação, embora a diretoria ressalte que essa análise não cria um requisito estatutário adicional para a operação. 

A proposta será analisada pelo Conselho Deliberativo e, caso aprovada, encaminhada para a Assembleia Geral.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Em busca de um acordo

Corinthians negocia quitação da Arena em troca de naming rights. 

Conselho da Caixa debate proposta.

Clube oferece nome do estádio e produtos comerciais para dar como pagos os R$ 630 milhões de dívida com o banco.

A diretoria do Corinthians fez uma proposta à Caixa Econômica Federal para quitar a dívida pela construção da Neo Química Arena. 

A operação envolve os naming rights do estádio e deve ser discutida em reunião do Conselho Diretor do banco estatal.

Com a dívida com a Caixa na casa dos R$ 630 milhões, o que representa 22,5% da dívida total do clube, de R$ 2,8 bilhões, a diretoria corintiana intensificou as negociações em Brasília.

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, o diretor jurídico Pedro Soares e o diretor cultural Rafael Castilho estiveram em reunião na sede do banco na semana passada. Saíram de lá otimistas com a possibilidade de acordo.

O Corinthians propõe que a Caixa assuma o nome do estádio, hoje pertencente à Hypera Pharma. 

A diretoria considera que os naming rights atualmente valem cerca de R$ 70 milhões por temporada, bem acima dos R$ 15 milhões anuais, corrigidos pela inflação, que a Hypera paga desde a assinatura do contrato, em 2020.

O projeto ainda envolve outros ativos, como lançamento de títulos de capitalização, transferência de toda a operação financeira do clube (contas e pagamento de salários) para a Caixa e até cartões para o programa Fiel Torcedor.

Com o valor dos naming rights pactuado entre Corinthians e Caixa, seria possível dar a dívida como quitada, já que o banco teria o direito de explorar comercialmente o nome do estádio por determinado período.

Na reunião da semana passada em Brasília, os dirigentes do Corinthians também pediram que a Caixa devolva R$ 27 milhões que estão na conta reserva prevista no contrato de renegociação da dívida, assinado em 2022. 

Como está adimplente com as parcelas, o clube quer reaver o dinheiro para ajudar na operação do dia a dia.

Na diretoria, há a expectativa de que a Caixa autorize o Corinthians a suspender o pagamento das próximas prestações da dívida enquanto durar a negociação.

O assunto voltou à tona neste ano, em razão da grave crise financeira do clube, cuja principal motivadora, no entendimento da diretoria, é justamente a dívida da Arena. 

Stabile costuma repetir que o seu principal objetivo na presidência é quitar o estádio.

Até por isso, há quem veja a negociação com ceticismo, como uma promessa eleitoreira, já que o Corinthians terá eleições para a presidência e o Conselho Deliberativo em 28 de novembro. 

O presidente tentará se candidatar à reeleição.

Porém, com uma articulação política em Brasília, os dirigentes corintianos consideram que a negociação está andando bem, com a possibilidade de desfecho em breve. 

Ainda mais com a perspectiva de que o assunto seja debatido no Conselho Diretor da Caixa em reunião nesta terça-feira (29).

Procurada pelo Globo Esporte, a Caixa se manifestou por meio de nota:

"A Caixa não se manifesta sobre operações bancárias específicas e eventuais negociações, em obediência ao sigilo bancário previsto na Lei Complementar 105/2001. Caso a negociação avance, o Corinthians planeja oferecer à Hypera Pharma os naming rights de outras instalações do clube, como o Centro de Treinamento Joaquim Grava. Dívida da Arena: Desde a inauguração do estádio, em 2014, o Corinthians desembolsou cerca de R$ 600 milhões ao longo dos anos para pagar o financiamento para construção. O contrato que renegociou as pendências, acertado na gestão do ex-presidente Duilio Monteiro Alves, estipula dezembro de 2041 como prazo de pagamento da dívida, com amortizações crescentes a partir de 2025 e juros pagos desde 2023, à taxa de 2% ao ano acrescida da variação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Na prática, o Corinthians só pagou juros em 2023 e 2024 e começou a diminuir o saldo da dívida a partir de 2025. Nos bastidores, Stabile cita a dívida pela Arena como principal motivador da grave crise financeira do clube, que tem endividamento total na casa dos R$ 2,8 bilhões.No ano passado, o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, sugeriu publicamente que o Corinthians deixasse de pagar a dívida com a Caixa para privilegiar outras pendências. A declaração fez o banco estatal admitir uma renegociação".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Ação policial fora das 4 linhas

Polícia identifica torcedores que geraram tumulto após queda do Corinthians na Taça Libertadores da América.

Relato é de que membros de organizada procuravam atletas nos carros que deixavam a arena. 

Podem ser afastados dos estádios por até 3 anos.

A Polícia Civil de São Paulo identificou 6 torcedores ligados a uma torcida organizada por causarem tumulto após a eliminação do Corinthians na Taça Libertadores da América, há 2 semanas.

Os relatos são de que esses torcedores teriam parado carros próximos à Neo Química Arena para identificar jogadores da equipe que estavam deixando o local depois da derrota por 1 a 0 para o Estudiantes.

Essas pessoas, ligadas à torcida Camisa 12, começarão a ser ouvidas na Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade) nesta segunda-feira (28). 

Os investigadores ainda buscam a identificação de outros torcedores envolvidos no episódio.

A investigação apura o crime de promoção de tumulto, previsto na Lei Geral do Esporte. 

A pena é proibição de entrada nos estádios por até 3 anos.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Fim das bets

Sindicato dos clubes de futebol e das federações pede ao STF (Supremo Tribunal Federal) suspensão da MP (Medida Provisória) ou período de transição de 6 meses.

Ofensiva contra medida provisória do governo une bets, clubes, federações e a própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut, que representa os clubes e as federações) entrou com um pedido ao Ministro Luiz Fux para participar do processo relatado por ele que questiona a Medida Provisória que proíbe as bets no país, anunciada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25). Entre os pleitos da associação, estão a suspensão dos efeitos da MP até que o Congresso delibere sobre o tema ou até o julgamento das ações no STF.

Caso este pedido não seja aceito, o Sinafut pleiteia um período de transição de seis meses para a proibição das bets começar a valer. 

A entidade argumenta que o prazo de 5 de outubro de 2026, quando os sites de apostas serão bloqueados, "recai sobre a reta final das competições nacionais e as decisões estaduais, quando a exposição de marca e a monetização contratual são máximas. 

Os orçamentos de 2027 e os campeonatos estaduais, que se iniciam em janeiro, estão sendo definidos agora. Uma transição que alcance o encerramento da temporada de 2026 é o mínimo compatível com o planejamento esportivo". 

A informação foi publicada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

O processo ao qual o Sinafut pede para entrar é a ação movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). 

Os órgãos, que representam as bets, pedem a Fux que suspenda imediatamente a MP 1.394/2026.

Vices da CBF na diretoria da Sinafut: Com isso, a ofensiva contra a medida provisória passa a ter, oficialmente, bets, clubes, federações e a própria CBF lado a lado. 

A diretoria do Sinafut conta com dois vice-presidentes da entidade nacional (Ednailson Leite Rozenha, deputado e presidente da Federação Amazonense e Ricardo Glock, presidente da Federação Paraense), além de Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana e filho de Gustavo Feijó, diretor de seleções da confederação.

A receita oriunda das bets se tornou parte fundamental do futebol brasileiro. 

Dos 20 times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, 14 têm contratos de patrocínio master com casas de apostas. 

O mercado movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo patamar da última temporada. 

Os clubes alegam que contam com ela para honrar seus compromissos.

Os organizadores dos campeonatos, como a própria CBF, também estão preocupados com os impactos financeiros, já que as empresas de apostas estão entre as principais patrocinadoras das competições. 

O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, maiores competições nacionais, têm seus naming rights comprados pela Betano.

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Crítica do Flamengo

'Como vou pagar o Paquetá em janeiro?', questiona Bap, presidente do Flamengo, sobre fim das bets.

Bap critica Medida Provisório do governo federal que proibiu a atuação de casas de apostas no país.

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, voltou a criticar a proibição das casas de apostas no Brasil. 

Em vídeocast da FlamengoTV, Bap falou sobre a Medida Provisória do governo federal e projetou dificuldades financeiras já para os próximos meses no clube, inclusive para pagar a contratação de Lucas Paquetá, o reforço mais caro da história do clube (R$ 315 milhões).

"Banimento unilateral, da forma que foi, no momento que foi, é difícil de entender, a uma semana de uma eleição. Isso causa espécie. Cause uma apreensão enorme nos contratos que assumimos para o futuro. Vou dar uma exemplo. Como vou pagar o Paquetá em janeiro? Eu assumi um compromisso importante. O Flamengo não faz nada incorreto. O Flamengo não precisa de ajuda do governo para pagar dívidas do passado. Agora essa medida compromete as receitas do futuro. Afeta a folha do futebol, as contratações que fizemos, os pagamentos que temos que fazer com o tempo, afeta os esportes olímpicos, onde a maioria de dinheiro vem de renúncia fiscal", disse Bap à FlamengoTV.

Bap ainda disse que, no atual cenário, o Flamengo não deve contratar jogadores e reforçou que o clube não tem como arcar com compromissos que já foram assumidos.

"Vamos deixar de contratar jogadores e contratar advogados. É o que vamos ter que fazer. Quem achar que vai haver contratações de jogador... Não temos condições hoje de honrar os compromissos que nós assumimos. baseados em contratos legais que foram celebrados em função do marco regulatório, no ano de 2027".

Sobre a busca por uma novo patrocinador para ocupar o espaço das bets, que patrocinam 14 dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, Bap afirmou que os valores dos futuros parceiros serão menores do que os atuais.

"Vamos buscar alternativas e novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais. Todas as propriedades da patrocício master estarão ofertadas no mercado. Quem quiser entrar agora, vai entrar na baixa. Um patrocínio do clube que valia 100, talvez consiga agora por 30 ou 40", afirmou o mandatário.

O presidente do Flamengo ainda afirmou que o futebol brasileiro sofrerá um enfraquecimento e que a Argentina pode ganhar com isso.

"Na Argentina estão celebrando isso. Vai haver um enfraquecimento ainda maior do futebol brasileiro. E você não vai reduzir o enfraquecimento do brasileiro médio com essa decisão. A gente tem certeza absoluta disso", disse.

"Eu não vou me meter em política, porque não sou profissional de política. Mas de gestão de negócio eu entendo alguma coisa. Menos R$ 20 milhões no Flamengo em esporte olímpico, menos R$ 63 milhões em placas, menos R$ 27 milhões no Carioca. Aliás, quem gosta de campeonato regional, esses todos acabaram. Todas as premiações vem disso. Todas as propriedades indiretas vendidas também vão desaparecer. O governo arrecadou mais R$ 9 bilhões. O governo cobrou pelas concessões. E agora diz que é ilegal e que não vai devolver o dinheiro. Quando a gente pensa que já viu tudo o que tinha que ver no Brasil, a gente é surpreendido. Para você que é o torcedor médio, vai afetar muito. Os elenco do futebol no Brasil não terão os grandes jogadores que estão vendo hoje. O Brasil vai cair de nível no futebol. Pode se preparar. Não existe hipótese. Não vamos resolver o problema das apostas e do endividamento das famílias", completou o dirigente.

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro