Análise: em roteiro inédito, Marrocos mostra que não fez história por acaso.
Única seleção africana a disputar uma semifinal de Copa do Mundo saiu atrás no placar pela primeira vez e mostrou qualidade quando precisou ameaçar a atual campeã mundial.
Não será por acaso que a geração de Bono, Hakimi, Saiss, Amrabat, Ounahi (agora reconhecido por Luis Enrique), Ziyech, En-Nesyri e companhia ficará marcada na história das Copas do Mundo.
Além de se tornar a primeira seleção africana a disputar uma semifinal de Copa do Mundo, Marrocos empolgou torcedores mundo afora e deu uma canseira daquelas na França, que buscará o tricampeonato mundial com a vitória por 2 X 0.
Famoso até aqui pela consistência defensiva, o bom time de Walid Regragui teve que encarar um roteiro diferente nesta quarta-feira (14).
Um vacilo de El Yamiq diante de Griezmann acabou em cena rara: a bola na rede de Bono, logo aos 4 minutos do primeiro tempo.
Foi a primeira vez que o goleiro marroquino foi vazado por um adversário (antes, só havia sofrido gol contra, diante do Canadá).
Atrás no placar pela primeira vez nesta Copa do Mundo, Marrocos teve que sair ao ataque e, por 75 minutos, deu uma tensão enorme à semifinal da Copa do Mundo.
Foram, ao menos, cinco chances que assustaram a meta de Lloris.
Só aos 32 minutos do segundo tempo, em grande jogada de Mbappé, Kolo Muani venceu Bono novamente para deixar a classificação da França encaminhada.
Aos 16 minutos do primeiro tempo - chute dentro da área para fora de Hakim Ziyech do Marrocos contra a França.
Aos 43 minutos do primeiro tempo - chute de dentro da área na trave de Jawad El Yamiq do Marrocos contra a França.
Aos 7 minutos do segundo tempo - Attiat-Allah faz cruzamento perigoso, mas zaga francesa afasta.
Aos 30 minutos do segundo tempo - Hamdallah demora muito a chutar e Marrocos perde grande chance.
Aos 48 minutos do segundo tempo - finalização certa de Azzedine Ounahi do Marrocos contra a França.
Nesse intervalo de tempo, El Yamiq, o mesmo que vacilou no primeiro gol, chegou a carimbar a trave de Lloris em bela bicicleta.
E o que se viu no início do segundo tempo foi uma certa pressão marroquina, com uma blitz na área francesa.
Nos minutos finais, mais pressão.
Só que os africanos não tiveram eficácia nas finalizações, e os franceses tiveram (foram dois chutes a gol... e dois gols).
"Eles fizeram história. Pela primeira vez na história colocaram a África entre os quatro maiores da Copa", decretou Caio Ribeiro durante a transmissão da TV Globo.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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