A França chega à final aos trancos e barrancos e lembra Alemanha que venceu Maradona na Copa do Mundo de 1990.
Deschamps teve estrela ao convocar e escalar Muani, autor de seu primeiro gol pela seleção ao decidir semifinal.
A França foi o melhor time da primeira fase da Copa do Mundo.
Até o jogo contra a Polônia, pelas oitavas de final, era possível dizer isso.
Depois, teve maus bocados contra a Inglaterra e foi salva por um passe preciso de Griezmann, finalização perfeita de Giroud.
Contra o Marrocos, a pressão sofrida não é de um grande candidato ao título.
Mas a história já mostrou casos parecidos.
A Alemanha de 1990 foi muito parecida.
Começou a Copa estraçalhando a Iugoslávia por 4 a 1, goleou Emirados Árabes por 5 a 1, empatou com a Colômbia e desabou nos mata-matas, especialmente no 1 a 0 contra a Tchecoslováquia, gol de pênalti de Matthaus, e na semifinal contra a Inglaterra, vencida nos pênaltis.
A diferença é que Maradona era um genial homem cansado.
Messi é um espetacular gênio em seus melhores dias de Copa do Mundo.
Os franceses tiveram a inteligência de Griezmann para fazer 1 a 0.
Lançou-se às costas de Mazraoui e construiu a jogada que clareou a vitória aos 5 minutos do primeiro tempo.
Depois, o Marrocos cresceu.
Os franceses faziam uma partida administrativa, trocava passes, tirava a velocidade do jogo.
O segundo tempo foi muito melhor para o Marrocos.
Mandou no jogo, apesar de finalizar pouco.
O Marrocos merecia o empate, quando Deschamps escalou Muani no lugar de Dembele.
O jogador convocado em cima da hora, o vigésimo sexto escolhido pelo treinador apenas depois de todos os cortes.
Aproveitou o chute mascado de Mbappé e marcou.
A França está na final da Copa do Mundo.
Lembra a Alemanha de 1990.
Não está bem.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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