sábado, 18 de dezembro de 2021

Novos rumos?!?!

O que pode representar a compra do Cruzeiro por Ronaldo Fenômeno.

É o primeiro sinal de que há empresários julgando que pode ser bom deixar o dinheiro aqui.

Em setembro de 2018, Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Fenômeno, comprou o Valladolid.

Na mesma época, o banqueiro Ricardo Guimarães estudou profundamente a chance de comprar o Vitória de Guimarães, em Portugal.

Empresários brasileiros julgavam mais vantajoso comprar clubes do exterior do que se associar a times do Brasil.

A compra do Cruzeiro, por R$ 400 milhões, é o primeiro sinal de que a lei da Sociedade Anônima de Futebol (SAF) pode trazer bons frutos.

Não haverá milagres. 

Mas se um empresário brasileiro compra um clube brasileiro é por julgar que o mercado do Brasil pode começar a ser vantajoso.

Ninguém vai comprar um clube para perder dinheiro.

Não pense, no entanto, que a compra represente a transformação para o sucesso. 

Primeiro, o Cruzeiro terá um processo de investimento destes R$ 400 milhões no clube social. 

Depois, a legislação dará dez anos de prazo para o pagamento da dívida de R$ 1 bilhão.

Ronaldo comprou o Valladolid e o time passou por duas temporadas estáveis, caiu para a segunda divisão e trabalha para voltar. 

Nada diferente do que fez em toda a sua história.

O Fenômeno não prometeu nada diferente.

No Cruzeiro, o primeiro discurso foi de devolver ao seu lugar. 

Historicamente, o de ganhar títulos e vender jogadores. 

Para ser mais do que isto, ou seja vencer títulos, comprar craques e dar lucro será preciso que o futebol brasileiro inteiro cresça.

Isto só vai acontecer se, além dos cruzeirenses, outros clubes se transformarem em empresas e/ou em exemplos de boa administração. 

Se o Campeonato Brasileiro frutificar como se uma pequena plantinha fosse regada a ponto de se tornar uma imensa árvore da felicidade.

A boa notícia é que empresários brasileiros, como Ronaldo, queiram investir dinheiro aqui. 

Não na Espanha ou em Portugal.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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