Senegal segue roteiro de seleções eliminadas, e zebras vão passando longe das oitavas de final.
Assim como Estados Unidos, Austrália e Polônia, equipe africana cria chances e até ameaça rival, mas contra-ataque inglês aos 38 minutos do primeiro tempo muda a história do jogo.
Quatro jogos, e um roteiro mais ou menos parecido.
Uma seleção sem tradição em mata-mata de Copa do Mundo enfrenta uma rival mais forte, cria chances, chega a dar um susto, mas... a zebra passa longe.
Se na fase de grupos da Copa do Mundo do Catar, as surpresas frustraram muitos bolões, os resultados das oitavas estão mais previsíveis.
Foi assim em Inglaterra 3 x 0 Senegal.
A exemplo de Estados Unidos (contra a Holanda), Austrália (contra a Argentina) e Polônia (contra a França) anteriormente, os africanos até criaram suas chances e, em algum momento do jogo, chegaram a alimentar alguma tensão no placar.
Só que um contra-ataque inglês fulminante, concluído com finalização precisa de Henderson aos 38 minutos do primeiro tempo, mudou os rumos do jogo.
Daí em diante, a Inglaterra teve controle total do jogo e basicamente administrou a vantagem até sair com a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo.
Até lá, o Senegal chegou a dominar em alguns minutos e, ao menos em duas chances poderia ter aberto o placar.
Primeiro, em saída errada da defesa inglesa.
Ismaila Sarr perdeu a oportunidade aos 22 minutos do primeiro tempo, em lance que teve pedido de mão de Stones.
Aos 31 minutos do primeiro tempo, Boulaye Dia obrigou Pickford a trabalhar bem.
O gol senegalês não saiu, e o roteiro foi de domínio inglês nos 60 minutos restantes, premiado ainda com os gols de Kane, logo antes da saída para o intervalo, e Saka, na etapa final.
Senegal perde a chance de repetir o campanha inédita de 2002, quando se tornou a única seleção africana a derrotar uma europeia em um mata-mata de Copa do Mundo (derrotou a Suécia nas oitavas) e foi até às quartas de final.
Já a Inglaterra poderá voltar à semifinal depois de 2018.
Para isso, terá que derrotar a atual campeã França no sábado (10), às 16 horas (horário de Brasília).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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