Seleção tenta se livrar de fantasma contra europeus em quartas de final desde o penta.
Desde 2002, nas três vezes em que caiu nesta fase da Copa do Mundo, o Brasil perdeu para uma equipe da Europa e nesta sexta-feira (9) enfrentará a Croácia, em busca da vaga na semi.
Ao encarar a Croácia nesta sexta-feira (9), às 12 horas (horário de Brasília), no estádio Cidade da Educação, a seleção brasileira buscará não apenas uma vaga na semifinal da Copa do Mundo, mas também acabar com um fantasma que a ronda desde o pentacampeonato, em 2002.
De lá para cá, o Brasil caiu em três oportunidades nas quartas de final, fase que está disputando agora.
Todas para equipes europeias, como a Croácia.
A primeira queda foi para a França, em 2006.
Antes tratada como favorita pelo quarteto mágico com Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Ronaldo e Adriano, a Seleção ficou devendo na Copa do Mundo na Alemanha e chegou às quartas sem brilho.
A derrota por 1 a 0 gerou a eliminação e o início de uma reformulação de nomes para o ciclo seguinte.
Na edição seguinte, novamente um europeu nas quartas de final.
A adversária era a Holanda, em um jogo que se desenhava para uma vitória dominante do Brasil, após Robinho abrir o placar.
Mas Sneijder fez dois gols, virou para 2 a 1 a favor dos holandeses, encerrando a busca pelo hexa na África do Sul.
Felipe Melo ainda foi expulso por pisar em Robben quando a Seleção buscava o empate.
Desde o penta, a única vez que a seleção brasileira passou das quartas de final foi em 2014, quando levou 7 a 1 da Alemanha na semi.
Mas a adversária na fase anterior foi uma equipe sul-americana: a Colômbia, que perdeu para a equipe anfitriã por 2 a 1, no estádio Castelão.
Quatro anos depois, na Rússia e já sob o comando de Tite, a busca pelo hexa tinha a badalada seleção belga como rival nas quartas de final.
Resultado: derrota por 2 a 1. Assim como em 2006 e 2010, um europeu parava o time brasileiro no segundo jogo de mata-mata da Copa do Mundo.
Antes de enfrentar a Croácia, este tabu foi tema da entrevista coletiva de Vini Júnior.
O atacante valorizou o próximo adversário e tratou com cautela o confronto.
"A gente debate que nessa Copa não tem favorito. A Croácia na última Copa chegou na final. Não tem mais jogo fácil. Jogar contra a Croácia, que tem o Modric, Bola de Ouro há pouco tempo, é cada vez mais complicado. Nós temos a consciência tranquila que temos que entrar lá e mudar o que se passou nos últimos anos, ganhando as quartas de final, chegar na semi e ir um passo de cada vez", avisou.
Caso avance das quartas de final, a seleção brasileira enfrentará na semi o vencedor do jogo entre Holanda e Argentina, que também jogam sexta-feira (9), às 16 horas (horário de Brasília), no estádio Lusail.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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