segunda-feira, 12 de dezembro de 2022

Primeiro gol, primeiro jogo

Como um Argentina x Croácia cruzou os destinos de Messi e Modric.

Dos 38 jogadores presentes em um amistoso há 16 anos, sobraram os dois craques; croata tem melhor retrospecto, e argentino soma muito mais gols.

Foi exatamente em um jogo entre Argentina e Croácia, no distante 1º de março de 2006, que Lionel Messi e Luka Modric começaram a escrever suas histórias por suas seleções, histórias que se cruzam nesta terça-feira (13) no Catar, quando os dois países fazem a primeira semifinal da Copa do Mundo de 2022 no estádio Lusail.

Dos 38 jogadores relacionados naquela partida, 36 já se aposentaram. Sobraram Messi e Modric.

Naquele amistoso disputado na Basileia, Suíça, um meia de 19 anos que jogava no Dínamo de Zagreb fez sua estreia pela seleção. 

6.130 dias depois, multicampeão pelo Real Madrid e com uma final de Copa do Mundo no currículo, Luka Modric volta a enfrentar a Argentina de Messi. 

Agora na condição de maior jogador da história da Croácia. 

De lá para cá, o meia fez outros 159 partidas e anotou 23 gols por sua seleção.

O duelo de 2006 marcou também o primeiro gol de Messi pela seleção argentina. 

Logo aos 6 minutos do primeiro tempo, o então camisa 19 da Argentina interceptou um passe mal dado de Stjepan Tomas, correu em diagonal na direção da meia-lua e acertou o canto direito do goleiro Stipe Pletikosa com um chute sem força, mas muito jeito, um típico gol-Messi, como centenas de outros que ele faria ao longo da carreira.

Dos 19 jogadores relacionados pelo treinador argentino José Pekerman para aquela partida, só Messi ainda está na ativa. 

Três deles fazem parte da atual comissão técnica da seleção: Lionel Scaloni, que ficou no banco e não entrou contra a Croácia, é hoje o chefe dos auxiliares Walter Samuel (titular naquele amistoso) e Pablo Aimar (que entrou no lugar de Tevez).

Nesta segunda-feira, véspera da semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Croácia, Lionel Scaloni foi perguntado sobre o estilo de liderança de Messi, que no Catar tem se mostrado "mais maradoniano", segundo a jornalista que elaborou a pergunta. 

O técnico respondeu:

"Ele sempre foi assim. É nosso capitão, nosso líder, o que nos impulsiona. É a nossa diferença. Saber que podemos contar com ele nos motiva, nos ajuda. Estamos todos remando para o mesmo lado. É um prazer poder tê-lo ao nosso lado".

A Croácia venceu aquele jogo por 3 a 2. 

Ivan Klasnic abriu o placar logo aos 3 minutos do primeiro tempo, Tévez empatou (com assistência de Messi) aos 5 minutos do primeiro tempo, e o próprio Messi virou aos 6 minutos do primeiro tempo. 

Mas duas falhas do goleiro Roberto Abbondanzieri decretaram a vitória da Croácia por 3 a 2.

Um detalhe daquela partida: nenhum argentino usou a camisa 10. 

Riquelme era o 8. 

Tévez era o 11. 

Messi só passaria a usar a 10 de Maradona três anos depois de ter feito seu primeiro gol, em 28 de março de 2009, na campanha da Argentina nas Eliminatórias para o Mundial de 2010.

Dezesseis anos depois daquele primeiro duelo, e após vários encontros entre clubes (consequência dos anos de glória de Messi no Barcelona), os dois craques voltam a se enfrentar. 

E valendo vaga na final da Copa do Mundo, um título inédito para ambos.

Mas o jogo por Copa não será novidade. Em 2018, eles se enfrentaram pela Copa do Mundo da Rússia. 

E Modric levou a melhor. 

A Croácia venceu por 3 a 0 (Modric fez um gol) e colocou a Argentina no caminho da França (e da eliminação) nas oitavas de final.

Messi e Modric já se enfrentaram 26 vezes. 

O retrospecto do croata é melhor: 12 vitórias, contra nove do craque argentino, além de cinco empates. 

Messi, porém, marcou muito mais gols nos duelos contra Modric: nove a dois.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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