Técnico da França rasga elogios e diz que Messi e Argentina estão diferentes de quatro anos atrás.
Finalistas da Copa do Catar se enfrentaram no Mundial de 2018 em jogo com 7 gols.
Quatro anos depois de um jogo memorável, de sete gols, Argentina e França voltam a se encontrar em uma partida decisiva de Copa do Mundo.
Se na Rússia o duelo foi nas oitavas de final e acabou com vitória dos europeus por 4 a 3, o confronto de agora, no Catar, será na grande final e consagrará um novo tricampeão mundial.
Logo após garantir a classificação, com vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, o técnico da França, Didier Deschamps, rasgou elogios ao adversário na decisão e apontou diferenças na Argentina e em seu principal jogador, Lionel Messi, em relação ao duelo de quatro anos atrás.
"Messi tem estado em forma cintilante durante o torneio. Quatro anos atrás foi diferente, é claro, ele jogou como um atacante central contra a gente, o que nos causou surpresa. Agora ele está jogando atrás do centroavante, está pegando muito na bola, correndo com ela e parece em grande forma, é claro que é um dos melhores jogadores do mundo", disse o treinador francês, que ainda prosseguiu:
"Então é claro que vamos tentar conter a ameaça do Messi, parar ele no jogo, sei que a Argentina também vai tentar conter a influência de alguns jogadores da minha equipe. Então, sim, a Argentina é diferente da de quatro anos atrás".
As finalistas da Copa do Mundo tem os artilheiros do torneio.
Messi e Mbappe tem cinco gols cada, além de três assistências.
No embate de quatro anos atrás o jovem craque francês teve maior brilho, com dois gols.
Já o camisa 10 argentino passou em branco.
"Qualquer time com Messi é totalmente é diferente, a gente ficou impressionado com os jogos dessa Copa, sabemos como a Argentina joga, eles estão no topo da forma. Além do Messi, tem um entorno forte, sabemos que será um jogo difícil. Amanhã (quinta-feira, 15 de dezembro) vamos conversar, ver onde podemos machucá-los e como defender. Estaremos bem preparados".
A final da Copa do Mundo acontece no domingo (18) às 12 horas (horário de Brasília), no estádio Lusail.
"É sempre uma batalha. Nós vimos uma Argentina forte contra a Croácia, mas no jogo anterior já tinha sido forte. Marrocos nos colocou muita pressão no segundo tempo, poderíamos ter jogado melhor, mas na final contra a Argentina ambos os times vão jogar melhor do que fizeram até agora no torneio. Há jogadores que podem fazer diferença dos dois lados, o time que cometer menos erros vai vencer", com Deschamps que pode se tornar o primeiro a conquistar uma Copa como jogador (1998) e duas como treinador (2018 e 2022).
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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