Quartas de Final da Copa do Mundo não terão nenhum dos cinco melhores do mundo pela primeira vez na história.
Lewandoski foi o último do quinteto da Bola de Ouro 2022 a se despedir do Mundial do Catar.
A eliminação da Polônia de Lewandowski consolidou uma marca inédita na história das Copas do Mundo.
O camisa 9 era o último dos cinco melhores do mundo ainda em ação no Catar.
Com isso, as quartas de final do Mundial não terão nenhum dos cinco líderes da Bola de Ouro 2022.
É a primeira vez que isso acontece desde 1986, quando a FIFA adotou o formato atual da Copa do Mundo.
Os dois melhores de 2022, Benzema e Mané, se machucaram e não terão condições de jogo para disputar a competição.
O atacante francês não chegou a ser cortado, mas o técnico Didier Deschamps descartou qualquer possibilidade de retorno.
Já o senegalês foi oficialmente cortado.
O terceiro mais bem qualificado da Bola de Ouro, Kevin de Bruyne deu adeus à Copa do Mundo já na primeira fase, com a eliminação precoce da Bélgica.
O meia passou em branco no Mundial.
Lewandowski, por sua vez, foi o que chegou mais longe.
Marcou dois gols e levou a Polônia até as oitavas de final, sendo eliminado neste domingo pela França.
O quinto melhor do mundo, Mohamed Salah, sequer foi ao Catar, já que o Egito foi eliminado por Senegal, de Mané, nas eliminatórias africanas.
Dos dez melhores classificados na Bola de Ouro 2022, apenas três seguem na Copa do Mundo: Mbappé (Sexto Lugar), Vinícius Júnior (Oitavo Lugar) e Modric (Nono Lugar).
O belga Courtois (Sétimo Lugar) já fez as malas de volta, enquanto Haaland (Décimo Lugar) não conseguiu classificar a Noruega para o Mundial.
Até então, as quartas de final de Copas do Mundo com menos representantes do principal quinteto eleito pela FIFA foram justamente as duas últimas.
Em 2014, só Messi e Neymar chegaram.
Na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, Neymar e Modric eram os único presentes nas quartas entre os cinco melhores do mundo, com as eliminações da Argentina (Messi) e de Portugal (Cristiano Ronaldo), além da não classificação da Itália (Buffon).
A Bola de Ouro, dada pela revista France Football, foi criada em 1954, mas até 1994 era dada somente a jogadores europeus.
Em 2015, quando fez 60 anos, a revista fez uma revisão de todos os seus prêmios anteriores.
Desde 1991, quando a FIFA também criou o seu prêmio, houve oito edições com vencedores diferentes.
Entre 2010 e 2015, os dois prêmios foram unificados com o FIFA Bola de Ouro. Mas em 2016, se separaram novamente, quando houve a criação do The Best.
Presenças dos 5 melhores do mundo nas quartas das Copas*:
1986: Platini (Primeiro Lugar) e Rummenigge (Quinto Lugar).
1990: Baresi (Segundo Lugar), Matthäus (Quarto Lugar) e Shilton (Quinto Lugar).
1994: Baggio (Primeiro Lugar) e Begkamp (Segundo Lugar).
1998: Ronaldo (Primeiro Lugar), Zidane (Terceiro Lugar), Bergkamp (Quarto Lugar) e Roberto Carlos (Quinto Lugar).
2002: Owen (Primeiro Lugar), Raúl (Segundo Lugar), Kahn (Terceiro Lugar) e Beckham (Quarto Lugar).
2006: Ronaldinho (Primeiro Lugar), Lampard (Segundo Lugar), Gerrard (Terceiro Lugar) e Henry (Quarto Lugar).
2010: Messi (Primeiro Lugar), Xavi (Terceiro Lugar) e Iniesta (Quarto Lugar).
2014: Messi (Segundo Lugar) e Neymar (Quinto Lugar).
2018: Neymar (Terceiro Lugar) e Modric (Quinto Lugar).
2022: nenhum.
*Com as Copas no meio do ano, entre 1986 e 2018, a classificação da Bola de Ouro pré Copa se refere aos anos anteriores.
O prêmio é dado pela revista France Football.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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