Cor da camisa e até data de nascimento do árbitro animam torcida argentina para a final.
Mística sobre o árbitro envolve o Brasil.
Entenda.
O que a data de nascimento de um árbitro brasileiro pode significar para os argentinos nesta final de Copa do Mundo contra a França?
Para os supersticiosos, diz muito.
Logo que foi confirmado o nome do polonês Szymon Marciniak como árbitro da decisão deste domingo (18), às 12 horas (horário de Brasília), os argentinos voltaram os olhos para os mínimos detalhes sobre ele.
A primeira observação, óbvia, era que ele tinha sido o árbitro das oitavas de final, quando a Argentina venceu a Austrália.
O que não era óbvio aos detetives virtuais era a data de nascimento do polonês: 7 de janeiro de 1981.
E quem também nasceu em um dia 7 de janeiro, mas de 1939?
O árbitro Romualdo Arppi Filho, brasileiro que apitou a final da Copa do Mundo de 1986, entre Argentina e Alemanha Ocidental.
Ou seja, o último título mundial argentino, o bicampeonato alviceleste, o dia em que Maradona ergueu a Copa teve um capricorniano de 7 de janeiro no comando da partida decisiva, como vai ocorrer agora.
Por outro lado...
Mas nem só de bons presságios se faz a final de domingo para os argentinos.
O bandeirinha Tomasz Listkiewicz (assistente número 2, neste domingo) é filho de Michal Listkiewicz, que também foi bandeira em uma decisão de Copa do Mundo, a de 1990, que a Argentina perdeu para a mesma Alemanha.
Hoje, Michal é presidente da Federação Polonesa de Futebol.
O assistente número 1 será outro polonês, Pawel Sokolnicki.
A Argentina venceu a Polônia na primeira fase da Copa do Catar, e a França eliminou os poloneses nas oitavas de final.
Coincidência?
Destino?
Como torcedores de futebol não costumam ser muito céticos, os argentinos foram atrás de outra decisão da FIFA (Federação Internacional de Futebol - como a escolha do árbitro) que pode influenciar os astros ou os deuses a favor da Argentina: o uniforme da decisão.
Domingo, a seleção da Argentina, mandante no jogo, vai jogar com a camisa tradicional de listras azuis e brancas.
O calção argentino será branco, assim como as meias.
A França irá inteira de azul.
E quando os argentinos usaram a mesma camisa alviceleste principal em uma decisão? Sim, nas duas finais de Copa do Mundo em que saíram campeões.
Em 1978 e 1986, lá estavam as listras brancas e azuis.
Para completar a mística, nos Mundiais de 1990 e 2014, ambos contra a Alemanha, a Argentina perdeu a decisão usando a camisa reserva, toda azul, mais escura.
Em 1930, apesar de o Uruguai ser o dono da casa, a Argentina usou a versão da época da camisa branca e azul, porque os uruguaios jogaram com a camisa celeste tradicional.
Uma exceção que confirma a regra, ou melhor, a mística?
Domingo (18) chega a resposta.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:
Postar um comentário