Como a Holanda une as pontas da história de Messi em Mundiais.
Rival europeu esteve no caminho do craque na primeira Copa do Mundo e naquela em que ele foi mais longe: agora está presente na última.
Adversários na final da Copa do Mundo de 1978, aquela que Mario Kempes brilhou e marcou dois gols, Argentina e Holanda têm mais um encontro marcado na história dos Mundiais nesta sexta-feira (9), às 16 horas (horário de Brasília), pelas quartas de final.
Dos cinco duelos anteriores entre as seleções em Copas do Mundo, Lionel Messi esteve em dois.
A terceira vez contra os holandeses, nesta sexta-feira (9), pelas quartas de final, será a última do camisa 10.
Ele já anunciou que se despede das Copas do Mundo nesta edição.
Dos Mundiais de Messi, só em 2010, na África do Sul, e em 2018, na Rússia, não houve Argentina e Holanda.
O primeiro jogo foi há 16 anos, em 2006, na Alemanha.
Era a primeira Copa do Mundo de Messi.
Em 2006, Holanda e Argentina empatam por 0 a 0 pela Copa do Mundo
Os dois times dividiram as atenções no Grupo C. Sob o comando de José Pekerman, a Argentina de Messi, Mascherano e Carlinhos Tévez empatou sem gols contra a Holanda de Wesley Sneijder, Robin Van Persie e Arjen Robben.
As duas seleções, com sete pontos, foram às oitavas de final.
A três dias de completar 19 anos, Lionel Messi não era titular da Argentina.
Só jogou desde o começo porque a seleção já estava classificada.
Foi a campo com a camisa 19, a que usou naquela Copa do Mundo, mas teve atuação tímida.
Um de seus melhores lances foi uma tabela com Román Riquelme, o antigo dono da camisa 10, em lance que o meia recebeu e chutou fora da meta do goleiro Van der Sar.
O reencontro com a Holanda em Copas aconteceria oito anos depois, no Brasil.
Na Copa do Mundo em que Messi viu a taça escapar por entre os dedos com a derrota para a Alemanha na final, a Holanda passou pelo caminho argentino na fase semifinal, na Neo Química Arena, em São Paulo.
Messi, já como camisa 10 e capitão, teve no Brasil o seu melhor desempenho em Copas do Mundo.
Chegou àquele jogo com quatro gols marcados no torneio.
Sua grande chance foi em uma cobrança de falta, ainda no primeiro tempo, mas bem defendida pelo goleiro Cillessen.
Naquele duelo, o 0 a 0 também persistiu até o final, e a decisão da vaga foi para os pênaltis.
Sergio Romero pegou as cobranças de Sneijder e de Vlaar e garantiu a Argentina na final. Messi, que abriu a sequência para a Argentina, converteu a sua cobrança.
O dia de festa, porém, teve um contexto triste para o camisa 10, que dedicou a vitória a Jorge "Topo" Lopes, jornalista argentino que tinha falecido dias antes em um acidente de carro em São Paulo.
O táxi em que ele estava foi atingido por um carro roubado que fugia da Polícia.
O jornalista, que trabalhava para a rádio argentina La Red e para os jornais Olé e Sport, morreu no local.
Ele e Messi se conheciam desde 2005, antes de o jogador estourar como o grande craque que foi no Barcelona.
Agora, passados mais oito anos, Argentina e Holanda se reencontram em um jogo que pode marcar a despedida de Messi em caso de desclassificação.
Novo 0 a 0 leva a decisão para as penalidades.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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