terça-feira, 21 de maio de 2024

Discussão da SAF vascaína

777 entra com agravo contra liminar, e dono da Crefisa recua de compra da SAF (Sociedadae Anônima do Futebol) do Vasco.

Empresa americana tenta derrubar decisão que tirou dela o controle do futebol vascaíno e recebe informação de que José Roberto Lamacchia não seguirá na negociação.

A 777 Partners entrou com agravo de instrumento na Justiça contra a decisão liminar que tirou o controle do futebol do Vasco da empresa americana e devolveu ao associativo. 

Depois da SAF, também ré do processo, entrar com o agravo na segunda-feira (20), a 777 tomou a mesma iniciativa para tentar retomar as rédeas do futebol vascaíno.

O relator do caso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro será Cesar Cury, que pode decidir monocraticamente, ou levar à plenário, com votos de outros dois desembargadores. 

Antes da decisão judicial, a 777 publicou nota nesta terça-feira (21) na qual lamentou o atraso no pagamento dos direitos de imagem dos jogadores do Vasco.

Além disso, o dono da Crefisa, José Roberto Lamacchia, recuou da ideia de comprar a SAF do Vasco, como publicou o blog do PVC (Paulo Vinícius Coelho), no Uol. 

Nos últimos meses, ele chegou a conversar sobre preço com a 777, mas por enquanto decidiu não seguir na negociação.

Quando recebeu os primeiros contatos de interessados, ainda no fim de 2023, a 777 nem quis ouvir propostas pela SAF vascaína. 

Mas a história mudou nos últimos meses.

Em crise financeira, a empresa americana acenou que aceita vender a SAF vascaína. 

A 777 pede R$ 600 milhões para fechar o negócio. 

Além disso, qualquer possível comprador terá a obrigação de pagar os dois últimos aportes previstos no contrato com a empresa americana, em setembro de 2024 e de 2025, somando R$ 390 milhões mais correção monetária.

A 777 também acionou a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Segundo apurou o ge, a embaixada pediu informações e vai investigar a situação. 

Pessoas ligadas à 777 explicam que a ideia é buscar irregularidades na liminar concedida pelo juiz Paulo Assed Estefan. 

Caso isso seja provado, a embaixada pode considerar que houve um ataque ao capital americano no Brasil.

O movimento é uma estratégia da 777 para se resguardar juridica e financeiramente. 

A empresa já solicitou habilitação no processo, preparando o caminho para entrar com o recurso.

SAF também entrou com agravo: A Vasco SAF entrou com agravo de instrumento, nesta segunda-feira (20), contra a decisão liminar que tirou o controle do futebol da 777 Partners e o deu ao associativo. 

A medida da empresa pede a limitação de poder do CRVG (Club de Regatas Vasco da Gama), caso a liminar não seja derrubada, e requisita a formação de um Conselho Administrativo equilibrado entre os sócios.

Fontes ligadas à SAF do Vasco entendem que o agravo de instrumento contra a decisão liminar favorável ao clube associativo é para "proteger a governança da SAF e seus funcionários".

Além disso, a SAF pede que a 777 Partners perca o direito político em relação ao capital que ainda não foi aportado, em referência aos próximos dois aportes que não foram realizados, e que o clube associativo se limite aos 30% que detinha antes da liminar.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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