terça-feira, 14 de abril de 2020

Sem plano B

Organização das Olimpíadas trabalha sem alternativas de novo adiamento: "Não temos plano B".

Porta-voz do comitê organizador, Masa Takaya afirma que todos os esforços estão concentrados na realização dos Jogos Olímpicos em julho de 2021.
Jogos Olímpicos de Tóquio será disputado em 2021. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Desde o adiamento das Olimpíadas para 2021 por conta da pandemia pelo novo coronavírus, há exatas três semanas, o Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio trabalha constantemente para a realização das competições olímpicas e paralímpicas nas datas definidas: 23 de julho a 8 de agosto, e 24 de agosto a 5 de setembro. 

A expectativa, no entanto, é que não haja qualquer nova interferência ou possibilidade de novas mudança, admitiu o porta-voz Masa Takaya nesta terça-feira.

"Nós estamos trabalhando em direção a esse novo objetivo. Nós não temos um plano B. Tudo que posso dizer hoje é que a nova data dos Jogos, tanto para as Olimpíadas quanto para as Paralimpíadas, acabou de ser definida. Sobre isso, a Tóquio 2020 e todas as partes interessadas estão agora fazendo o maior esforço para a entrega dos Jogos no próximo ano", afirmou Takaya em conversa com jornalista por teleconferência.

É verdade que ainda é cedo para pensar em uma nova possibilidade de adiamento, uma vez que restam 15 meses até o início dos Jogos de Tóquio em 2021.

Porém, a situação de pandemia pelo novo coronavírus ainda segue sem qualquer horizonte de encerramento e, por isso, aventou-se a chance da situação não estar controlada em todo o mundo até lá.

No último domingo, o jornal alemão Die Welt questionou o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, sobre a possibilidade de um novo adiamento. 

Apesar de não ter respondido a questão diretamente, o mandatário admitiu que tanto a organização japonesa quanto Shinzo Abe, primeiro ministro do país, indicaram que "não poderiam gerir um novo adiamento para além do próximo verão".

Outra preocupação dos organizadores é quanto ao impacto financeiro causado pelo adiamento das Olimpíadas pra 2021. Porém, até o momento, nenhum membro do Comitê Organizador ou mesmo do COI estipulou o prejuízo causado pela decisão.

"Isso é impossível de dizer por enquanto. Não é muito fácil estimar o valor exato dos custos adicionais das Olimpíadas causados pelo adiamento", disse Takaya.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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