domingo, 12 de abril de 2020

Conquistas gigantes

Relembre os dez maiores jogos da história da seleção masculina de vôlei.
Segunda medalha de ouro. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Relembre os jogos mais marcantes da seleção, que está há 35 anos entre as melhores do planeta.

Três medalhas de ouro em Olimpíadas, três títulos mundiais e outros três da Copa do Mundo, além de nove conquistas da Liga Mundial e cinco da Copa dos Campeões. 

O histórico da seleção brasileira masculina de vôlei é invejável, e o GloboEsporte.com elencou os dez maiores jogos de todos os tempos do Brasil.

Algumas vezes, as partidas da primeira fase ou das semifinais foram mais memoráveis do que as finais. 

A ordem está cronológica, e com algumas derrotas no caminho. 

No sábado (11), também fizemos uma lista marcante dos jogos históricos da equipe feminina.

Quase cem mil pessoas: O maior público da história de uma partida de vôlei é do duelo entre Brasil e União Soviética, disputado no Maracanã em julho de 1983. 

A vitória foi do time da casa por 3 a 1, com parciais de 14/16, 16/14, 15/7 e 15/10. 

Foram 95.887 presentes. 

Na época, os soviéticos eram atuais campeões olímpicos, enquanto o Brasil era vice-campeão mundial.

Por conta da forte chuva, o jogo, que ocorreria no dia 17 de julho, foi transferido para 26. 

Novamente, choveu bastante, mas desta vez não teria como adiar o duelo, pois os soviéticos precisavam voltar para a Europa.

Prata em 1984: A Olimpíada de 1984 ficou marcada pela geração de prata do vôlei masculino, com a conquista do vice-campeonato em Los Angeles. 

Na final, derrota para os Estados Unidos por 3 a 0 (15/6, 15/6 e 15/7), com os americanos dando o troco após perderem para os brasileiros na primeira fase. 

Apesar do revés, o jogo ficou marcado na história do vôlei nacional.

Vitória na semi contra os Estados Unidos - 1992: O título olímpico de 1992, o primeiro da história do país, veio com uma vitória na final contra Holanda por 3 a 0, mas talvez o jogo mais memorável daquela edição foi a semifinal contra os Estados Unidos, rival e algoz histórico. 

O Brasil começou perdendo, caiu por 15 a 12 no primeiro set, mas conseguiu as três parciais seguintes: 15/8, 15/9 e 15/12.

Título em casa: A seleção brasileira, jogando no Ibirapuera lotado, em São Paulo, venceu a Liga Mundial com uma vitória espetacular por 3 a 0 contra a Rússia. 

O time, que havia sido campeão olímpico no ano anterior, não deu chances para os rivais, para o delírio da torcida. Para muitos, foi a melhor exibição daquela geração.

Primeiro título mundial: Em 2002, no início da era Bernardinho, a seleção brasileira foi campeã mundial pela primeira vez ao vencer, na Argentina, a Rússia, por 3 a 2, em um dos melhores jogos da história da competição. 

As parciais foram 23/25, 27/25, 25/20, 23/25 e 15/13. 

O ouro veio com um ace de Giovanne. Nalbert, com 23 pontos, e Giba, com 18, foram os destaques.

A batalha de Barcelona: Brasil e Iugoslávia fizeram uma final histórica na Liga Mundial de 2003, com os brasileiros vencendo com impressionantes 31 a 29 no tie-break, após muitos match points perdidos dos dois lados. 

Nalbert, com 14 pontos, e Giovanne e Anderson com 12 foram os destaques.

O Brasil era favorito, atual campeão mundial, enquanto os iugoslavos tinha Miljković, o melhor jogador daquela competição. 

Os dois times tinham passado tranquilamente pela semifinal, o Brasil com 3 a 0 sobre os tchecos, enquanto os sérvios 3 a 0 nos italianos.

Atenas 2004 -primeira fase: A seleção foi campeã olímpica em 2004 com uma linda vitória por 3 a 1 sobre a Itália, mas o jogo mais marcante (mas longe de ser o mais importante) daquele evento veio na primeira fase contra os próprios italianos. 

Brasil 3 a 2 Itália, parciais de 25/21, 15/25, 25/16, 21/25 e 33/31.

O jogo era decisivo para as pretensões do Brasil passar de fase bem colocado e fugir dos adversários mais difíceis nas quartas de final. 

O grande nome na ocasião foi Giba, com 26 pontos.

A Batalha de Belgrado: A final da Liga Mundial de 2009 foi uma verdadeira batalha. Brasil e Sérvia se enfrentaram na Sérvia, com mais de vinte mil pessoas no ginásio. 

Jogadores relataram que ouviam xingamentos e recebiam objetivos jogados pela torcida.

Contra tudo isso, a seleção venceu os donos da casa na final por 3 a 2, com direito a 29 pontos de Leandro Vissoto.

Que pecado!

A final olímpica de Londres 2012 estava na mão da seleção brasileira. 

O time tinha vencido os dois primeiros sets, 25/19 e 25/20, e liderava o terceiro set até com uma certa tranquilidade. 

Aí, em uma jogada de mestre, Muserskiy foi trocado de posição e foi o grande nome da virada russa. 

No terceiro set, 29/27 para os russos, que salvaram dois match points. 

Aí, a virada estava desenhada: 25/22 e 15/9 foram as outras parciais.

Mata-mata antecipado: A seleção brasileira ficou muito perto de ser eliminada ainda na primeira fase da Olimpíada do Rio. 

Após duas derrotas nas quatro primeiras rodadas, o Brasil precisava vencer a França, que tinha o melhor jogador do mundo na época N'Gapeth, para seguir às quartas de final. 

Se perdesse, seria eliminado. 

Após altos e baixos, a seleção fechou o jogo em 3 a 1 e embalou para o tricampeonato.

Menções honrosas:

Aqui outros jogos que poderiam entrar na lista:

Brasil 3 X 2 URSS (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) (Final do Mundialito de 1982, no Brasil)

Brasil 2 X 3 Argentina (Disputa do bronze das Olimpíadas de 1988)

Brasil 3 X 2 Argentina (Final da Copa América de 1998, em Mar del Plata, contra torcida e arbitragem)

Brasil 3 X 2 Rússia (Semifinal da Liga Mundial de 2001, pelo simbolismo de voltar a uma final importante depois de oito anos com direito a 20/18 no tie-break)

Brasil 2 X 3 Venezuela (derrota inesperada nas semifinais dos Jogos Pan-Americanos de 2003)

Brasil 3 X 2 Itália (quartas de final do Mundial de 2002, devolvendo a derrota na semi do Mundial de 1998

Brasil 3 X 0 Polônia (Final do Mundial de 2006, talvez a maior exibição da história da seleção)

Brasil 3 X 0 Rússia (Semifinal da Rio 2016, atuação quase perfeita)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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