Governo de Minas Gerais sanciona lei que autoriza retirada de cadeiras no Mineirão.
Mudanças abrangem todos os estádios públicos de Minas Gerais.
Minas Arena ainda estuda viabilidade do projeto.
Romeu Zema, Governador de Minas Gerais, sancionou nesta terça-feira (16) a lei que autoriza a retirada de cadeiras de um setor em todos os estádios públicos do estado.
Sem vetos, o governo permite que locais como o Mineirão tenham um setor popular, ou seja, com ingressos mais baratos.
As retiradas dependem das administradoras de cada estádio.
O projeto surgiu após movimentações de parte da torcida do Cruzeiro, time que atualmente utiliza o estádio para mandar os jogos, pedindo um setor popular no Mineirão.
Com isso, a Minas Arena, administradora do estádio, e o clube começaram a fazer um estudo para entender se será viável a retirada de cadeiras do setor amarelo.
De acordo com o que apurou o Globoesporte, o estudo ainda está sendo feito pelo Corpo de Bombeiros.
O objetivo é entender como a retirada seria feita de acordo com as normas de segurança.
A Minas Arena tem a conceção do estádio e tem um contrato de utilização com o Cruzeiro.
Em junho, Pedro Junio, vice-presidente do Cruzeiro, comentou sobre a situação.
"Na conversa com a Minas Arena, a gente espera ter um retorno mais breve possível. Acho que esse ano ainda não dá pra pensar nisso. Eu acho que esse ano é mais complicado, assim, pelas tratativas que a gente vê com a Minas Arena, pela discussão que ainda está tendo. Acho um pouco difícil, mas a gente espera que para o ano que vem teremos isso solucionado".
O Globo Esporte apurou ainda que, em caso de retirada das cadeiras antes da Copa do Mundo Feminina de 2027, os assentos terão que ser recolocados, já que o Mineirão é uma das sedes da competição e a FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) não autoriza setor sem cadeiras em seus torneios.
Para retirar e recolocar, o estádio gastaria cerca de R$ 900 mil.
O técnico da Minas Arena afirmou para os deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que não seria possível a retiradas das cadeiras do anel superior.
O estádio teria condições de retirar 7 mil assentos do anel inferior laranja.
A mudança não resultaria em uma capacidade maior de público, como era desejado pela torcida.
Nos estádios privados, como Arena MRV, do Atlético-MG, e o Independência, do América-MG, a retirada independe da lei.
O Galo conta com um setor sem cadeiras no estádio.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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