Ricardo Mendonça é tricampeão e puxa dobradinha do Brasil no Mundial Paralímpico de atletismo.
Campeão paralímpico quebra recorde do Campeonato Mundial em dia de 6 pódios para o Brasil, que lidera o quadro de medalhas em Nova Déli.
Ricardo Mendonça se manteve no topo do pódio do Mundial Paralímpico de atletismo.
Neste domingo (28), o atual campeão paralímpico dos 100 metros T37 (classe para pessoas com paralisia cerebral) conquistou o tri mundial em Nova Déli.
O brasileiro de 35 anos puxou uma dobradinha com Christian Gabriel, que ficou com a prata.
O Brasil ainda conquistou mais 2 pratas e 2 bronzes neste domingo (28), na Índia.
Rayane Soares ficou com a prata nos 100 metros T13 (para pessoas com baixa visão, que competem sem guia).
João Matos Cunha também foi vice-campeão nos 400 metros T72 (para pessoas que competem com a petra).
Kesley Teodoro arrancou o bronze nos 100 metros T12 (para pessoas com baixa visão, que podem competir com guia).
Edileusa dos Santos faturou a última medalha do Brasil no dia, um bronze nos 400 metros T72 depois de a espanhola Judith Vila ter sido desclassificada.
O Brasil chegou a 10 medalhas no Mundial de Nova Déli e lidera o quadro de medalhas, com 3 ouros, 5 pratas e 2 bronzes.
Medalhas do Brasil no domingo (28) do Mundial Paralímpico de atletismo:
🥇 Ricardo Mendonça - 100 metros T37
🥈 Christian Gabriel - 100 metros T37
🥈 Rayane Soares - 100 metros T13
🥈João Matos Cunha - 400 metros T72
🥉Edileusa dos Santos - 400 metros T72
🥉 Kesley Teodoro - 100 metros T12
Dobradinha brasileira: Favorito nos 100 metros T37, Ricardo Mendonça já havia quebrado o recorde do Campeonato Mundial na classificatória de Nova Déli, quando liderou com 11s25.
Na final deste domingo, ele viu o compatriota Christian Gabriel disparar nos primeiros metros, mas arrancou nos metros finais para conquistar o tricampeonato e novamente quebrar o recorde da competição: 11s16.
Ricardo sofreu um acidente em 2014 que deixou sequelas no braço e perna direitos.
Começou no esporte paralímpico apenas em 2019.
Christian fez a melhor marca da carreira para levar a prata, com 11s23.
Christian tem paralisia cerebral que se manifestou ao longo da sua infância, sem diagnóstico exato.
O indonésio Saptoyogo Purnomo completou o pódio, com 11s29.
Recordista mundial fica com a prata: Outra esperança de ouro do Brasil no dia acabou com a prata.
Rayane Soares, que quebrou o recorde mundial dos 100 metros T13 em julho com 11s66, era uma das favoritas em Nova Déli.
A brasileira de 28 anos completou a prova em 12s07 e foi superada apenas pela irlandesa Orla Comerford, que quebrou o recorde da competição, com 11s88.
A americana Kym Crosby completou o pódio, com 12s41.
Rayane ainda compete no Mundial nos 200 metros e nos 400 metros T13, prova em que é a atual campeã paralímpica.
Nasceu com deficiência visual por conta de microftalmia bilateral congênita, má-formação nos globos oculares.
Entrou no esporte paralímpico em 2015.
Prata e bronze na petra: Com apenas 17 anos, João Matos conquistou a prata em seu primeiro Mundial.
Com 1min07s23, o brasileiro só ficou atrás do italiano Carlo Calgani, o recordista mundial dos 400 metros T72 completou a prova em 59s91.
João sofreu um acidente de carro aos 4 anos, deixando sequelas de um traumatismo cranioencefálico e uma diplegia.
Em meados de 2023 começou na petra, uma espécie de bicicleta sem pedais.
Na versão feminina da prova, Edileusa dos Santos foi bronze mesmo tendo cruzado a linha de chegada na quarta posição em seu primeiro Mundial.
A espanhola Judith Vila, que havia terminado na terceira colocação, foi desclassificada por ter invadido a raia de uma adversária.
A brasileira de 59 anos foi diagnosticada com doença de Parkinson (condição neurológica que afeta os movimentos) há 10 anos.
Conheceu o esporte por meio de sua técnica, que a convidou para fazer parte do projeto Petrinha, que usa a petra como forma de reabilitação.
Kesley é bronze
A primeira medalha do dia, porém, foi conquistada por Kesley Teodoro nos 100 metros T12.
O brasileiro de 32 anos, que havia ficado na quarta posição nas Paralimpíadas do Rio 2016, enfim chegou ao pódio depois de uma arrancada nos metros finais.
Completou a prova em 11s04, atrás do japonês Ryutaro Kuno (11s01) e do norueguês Salum Kashafali, que quebrou o recorde mundial, com 10s42.
Kesley tem doença de Stargardt, doença genética que afeta a retina.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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