Brasil pode ter formação mais ofensiva desde a Copa do Mundo de 1982, se Paquetá for volante e Vinícius Júnior titular.
Mas ainda é provável que a escalação da estreia tenha Fred como volante titular.
A perspectiva apresentada em reportagem do Globo Esporte de ter Vinícius Junior numa ponta, Raphinha em outra e Paquetá como segundo homem de meio-de-campo pode fazer a seleção brasileira estrear na Copa do Mundo, contra a Sérvia, com sua formação mais ofensiva desde 1982.
Não que o time de Felipão, campeão no Japão, há vinte anos, não fosse agressivo.
A ideia sempre foi soltar os laterais Cafu e Roberto Carlos e juntá-los a Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo.
Super ataque.
Mas, antes do Mundial e nos primeiros jogos a impressão que circulava mais em análises da imprensa era de uma equipe com três zagueiros.
Mesmo que essa formação fosse híbrida, porque Edmílson fazia o pêndulo, ora como volante, ora como líbero.
Se Tite escalar Paquetá como segundo homem de meio-de-campo será por acreditar que a formação dará equilíbrio.
Ainda parece mais provável que Fred inicie o jogo contra os sérvios.
Se não começar, será possível pensar na formação mais ofensiva desde 1982, quando Telê Santana escalou Falcão, Sócrates e Zico, com Dirceu na ponta direita e Éder na esquerda, para enfrentar a União Soviética no primeiro jogo da Copa da Espanha,- Toninho Cerezo estava suspenso.
Na segunda rodada, Cerezo voltou no lugar de Dirceu.
Aquela Copa do encantamento e da magia foi também de críticas de João Saldanha.
Depois da eliminação para a Itália, Saldanha escreveu no Jornal do Brasil que a única vantagem de cair tão cedo era acabar com o "charlatanismo."
Apontava desprezo de Telê pela geometria do campo, desprezando espaços vitais, do lado direito.
Tite vai escalar Paquetá como segundo homem se julgar que haverá equilíbrio, sua palavra chave.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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