segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Brasil no Mundial de Vôlei

Comentaristas veem Brasil sem pressão por título no Mundial: "Meta viável é pensar em pódio".

Fabi Alvim, Nalbert Bitencourt e Marco Freitas acreditam que a seleção, em fase de renovação, tenha condições de garantir medalha, mas apontam outros times na primeira prateleira.

A seleção brasileira masculina de vôlei terá o seu mais duro desafio pela frente em 2025: o Campeonato Mundial, a partir deste domingo (14), em Manila, nas Filipinas. 

Se por um lado o Brasil não está na primeira prateleira, posição ocupada por favoritas como França, Itália e Polônia, por outro, o time liderado pelo técnico Bernardinho faturou a medalha de bronze na Liga das Nações e mostrou que tem condições de brigar pelo pódio no torneio mais importante do calendário do vôlei no ano.

O sportv 2 transmite a partida de estreia, contra a China, neste domingo (14), a partir das 10 horas (horário de Brasília). 

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Bicampeã olímpica e comentarista do sportv, a ex-líbero Fabi Alvim afirma que as seleções do primeiro escalão precisam lidar com a pressão, e não o Brasil, ainda em formação.

"O Brasil conseguiu construir, em um curto espaço de tempo, um time. A pressão tem que estar com as outras equipes que merecem essa pressão. O Brasil tem uma camisa importante, mas a seleção está um pouco abaixo das demais favoritas. O que a atuação do Brasil na VNL reforçou para mim é que o Brasil tem um time para brigar de igual para igual. É um time em transição. O capitão é o Lucarelli, mas tem o Flávio, o Cachopa, o próprio Alan, que é mais calado, mas tem liderança na atitude do time.

Campeão olímpico sob o comando de Bernardinho, em Atenas 2004, Nalbert aposta em uma boa performance da seleção. 

Não duvida de título devido à tradição do país, no entanto, acredita que o cenário mais realista seja mirar em um lugar no pódio.

"A expectativa é que o Brasil faça um bom Mundial. Para este início de ciclo, não deve ser uma expectativa nem da torcida, nem de ninguém, o título mundial. O principal é fazer uma boa competição, evoluir, pensando lá na frente. O time está sendo construído agora. Há times mais fortes que o Brasil neste momento, com mais condições de brigar pelo título. Brasil é Brasil, nunca podemos duvidar, mas, pensar em ser campeão mundial, como foi em outros tempos, é precoce. Uma meta viável, consciente, sensata, é pensar em pódio. Final ou título é lucro. A fórmula do Mundial exige assertividade, não pode vacilar de jeito nenhum. Não é um grupo fácil".

Marco Freitas, comentarista de vôlei do sportv, acredita que o Grupo H, composto por China, República Tcheca e Sérvia é um bom teste para o Brasil. 

Não há nenhum dos favoritos ao título, porém, os 3 adversários têm condições de atuar de igual para igual com a seleção canarinho.

"Eu acho um grupo perigoso para cacete. Esse time da China é bem imprevisível. A República Tcheca tem muita tradição no vôlei, sempre apresenta um time, pelo menos, mediano. Não pode dar mole. A Sérvia é a Sérvia. Esse grupo vai embolar. E é melhor se classificar em primeiro para pegar um cruzamento mais tranquilo na próxima fase. Eu vejo Polônia e França como favoritas ao título, e a Itália, que estará sem o Lavia, um pouco abaixo. Depois vem Brasil, Argentina e Estados Unidos. A seleção japonesa corre por fora. Se fosse para apostar em uma zebra, seria Cuba, pela natureza dos jogadores. Cuba e Bulgária podem surpreender".

Fabi Alvim, embora aposte na classificação da seleção brasileira, acredita que o Brasil não pode cair na armadilha de pensar que o grupo é fácil.

"Quando você olha para as seleções do grupo, você pensa: "A Sérvia quase foi rebaixada. A República Tcheca e a China não estão na primeira prateleira do vôlei". Mas, eu vejo como um grupo difícil. O Brasil tem condições de passar tranquilamente. Teve um 3 a 2 difícil contra a República Tcheca em 2023 em casa, perdemos recentemente para a China. Temos que tentar fazer uma primeira fase boa para o time ganhar confiança. O Brasil vai brigar e sabe o que fazer para avançar. Não quero cair nessa armadilha de que o grupo é fácil e que vamos passar o carro. Imagino o Brasil mobilizado e sabendo das responsabilidades que tem para se classificar e avançar de fase. O Brasil é favorito no grupo, não podemos negar, porque temos camisa e história pesadas, mesmo estando em transição".

Agenda do Brasil na primeira fase (horários de Brasília):

Domingo, 14 de setembro: Brasil 3 X 1 China – 10 horas (horário de Brasília)

Segunda-feira, 15 de setembro: Brasil X República Tcheca – 23 horas (horário de Brasília)

Quarta-feira, 17 de setembro: Brasil X Sérvia – 23 horas (horário de Brasília)

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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