Náutico sai atrás, vira, toma susto no fim, mas vence Goiás nos Aflitos.
Esmeraldino abre com Alef Manga, Náutico faz 3 a 1, Dadá Belmonte diminui no fim, mas visitantes não conseguem empatar.
O Náutico, nesta terça-feira, voltou a jogar com torcida nos Aflitos, o que não acontecia desde março do ano passado.
E voltou também a exibir o bom futebol que o levou à liderança da Série B no primeiro turno: saiu atrás do Goiás, que abriu o placar com Alef Manga, mas virou com autoridade para 3 a 1, gols marcados por Matheus Jesus, Caio Dantas e Camutanga. Sofreu no final, quando Dadá Belmonte diminuiu, mas conseguiu segurar a vitória.
Na tabela, porém, o Esmeraldino vive melhor situação do que o Timbu, que tenta uma improvável arrancada para buscar o acesso.
Com a vitória, o Náutico chega a 41 pontos, se mantém na nona posição, mas encurta, ao menos temporariamente, a distância para o G-4.
Agora, são sete pontos para o grupo de cima, aberto exatamente pelo Goiás, com 48 pontos.
As duas equipes podem mudar de situação com o complemento da tabela: o Goiás pode sair do G-4 e o Timbu pode vê-lo de uma distância maior.
Os dois times terão um longo tempo para treinar.
O Goiás só joga no sábado (16 de outubro), contra o CSA, em casa.
O Náutico joga no dia anterior.
Na sexta-feira (15 deoutubro), o Timbu visita a Ponte Preta em Campinas.
O Náutico começou pressionando, meteu bola no travessão e exigiu grande defesa de Tadeu antes dos 3 minutos do primeiro tempo, mas quem saiu na frente foi o Goiás, com Alef Manga, após falha de Rafael Ribeiro.
Mesmo atrás no placar, o Timbu não se assustou.
Seguiu superior, manteve o forte volume de jogo e conseguiu, naturalmente, virar a partida ainda na primeira etapa, com gols de Matheus Jesus e Caio Dantas.
Não que o Esmeraldino tenha sido inofensivo: Anderson fez duas grandes defesas, garantindo a vantagem do Timbu ao intervalo.
Na volta para o segundo tempo, os dois times mantiveram a intensidade do primeiro tempo.
Cada time teve uma boa chance na metade inicial.
No Goiás, Weliton desperdiçou (com Camutanga salvando em cima da linha).
Poucos minutos depois, o próprio zagueiro foi à frente e fez o terceiro alvirrubro.
No finalzinho, Dadá Belmonte diminuiu para o Goiás, que lutou até o fim, mas não conseguiu o empate.
Camutanga resolveu nas duas pontas do campo.
Atrás, salvou um gol feito do Goiás ao tirar chute de Welliton quase em cima da linha.
Depois, foi lá na frente e marcou o terceiro do Timbu.
O placar alto não faz justiça aos goleiros de Náutico e Goiás.
Apesar de terem sofridos, juntos, cinco gols, Anderson, do Timbu, e Tadeu, do Esmeraldino, fizeram boas atuações, cada um com sua cota de defesas importantes.
A conexão entre o lateral-esquerdo Júnior Tavares e o atacante Caio Dantas mostraram novamente boa sintonia.
No jogo contra o Operário, Tavares serviu Dantas para o segundo gol alvirrubro.
Diante do Goiás, eles repetiram a dose: do lateral-esquerdo para o centroavante para o gol (o segundo do Timbu).
Mesmo com VAR, o jogo teve polêmicas.
O comentarista de arbitragem da Globo Sandro Meira Ricci viu um pênalti a favor do Náutico ignorado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro.
E o atacante Alef Manga ficou na bronca com a arbitragem por ter, em sua visão, invertido um lateral no lance que originou o segundo gol do Timbu.
A torcida do Náutico voltou aos Aflitos após mais de um ano e meio (o último duelo com público no estádio havia sido em março de 2020).
Mesmo em número reduzido, devido ao protocolo estabelecido pelo governo de Pernambuco, o alvirrubro fez sua parte.
Os 2.500 torcedores permitidos jogaram junto e foram peça importante na vitória do Timbu.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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