terça-feira, 5 de outubro de 2021

Timbu entra na briga

Náutico sai atrás, vira, toma susto no fim, mas vence Goiás nos Aflitos.

Esmeraldino abre com Alef Manga, Náutico faz 3 a 1, Dadá Belmonte diminui no fim, mas visitantes não conseguem empatar.

O Náutico, nesta terça-feira, voltou a jogar com torcida nos Aflitos, o que não acontecia desde março do ano passado. 

E voltou também a exibir o bom futebol que o levou à liderança da Série B no primeiro turno: saiu atrás do Goiás, que abriu o placar com Alef Manga, mas virou com autoridade para 3 a 1, gols marcados por Matheus Jesus, Caio Dantas e Camutanga. Sofreu no final, quando Dadá Belmonte diminuiu, mas conseguiu segurar a vitória. 

Na tabela, porém, o Esmeraldino vive melhor situação do que o Timbu, que tenta uma improvável arrancada para buscar o acesso.

Com a vitória, o Náutico chega a 41 pontos, se mantém na nona posição, mas encurta, ao menos temporariamente, a distância para o G-4. 

Agora, são sete pontos para o grupo de cima, aberto exatamente pelo Goiás, com 48 pontos. 

As duas equipes podem mudar de situação com o complemento da tabela: o Goiás pode sair do G-4 e o Timbu pode vê-lo de uma distância maior.

Os dois times terão um longo tempo para treinar. 

O Goiás só joga no sábado (16 de outubro), contra o CSA, em casa. 

O Náutico joga no dia anterior. 

Na sexta-feira (15 deoutubro), o Timbu visita a Ponte Preta em Campinas.

O Náutico começou pressionando, meteu bola no travessão e exigiu grande defesa de Tadeu antes dos 3 minutos do primeiro tempo, mas quem saiu na frente foi o Goiás, com Alef Manga, após falha de Rafael Ribeiro. 

Mesmo atrás no placar, o Timbu não se assustou. 

Seguiu superior, manteve o forte volume de jogo e conseguiu, naturalmente, virar a partida ainda na primeira etapa, com gols de Matheus Jesus e Caio Dantas. 

Não que o Esmeraldino tenha sido inofensivo: Anderson fez duas grandes defesas, garantindo a vantagem do Timbu ao intervalo.

Na volta para o segundo tempo, os dois times mantiveram a intensidade do primeiro tempo. 

Cada time teve uma boa chance na metade inicial. 

No Goiás, Weliton desperdiçou (com Camutanga salvando em cima da linha). 

Poucos minutos depois, o próprio zagueiro foi à frente e fez o terceiro alvirrubro. 

No finalzinho, Dadá Belmonte diminuiu para o Goiás, que lutou até o fim, mas não conseguiu o empate.

Camutanga resolveu nas duas pontas do campo. 

Atrás, salvou um gol feito do Goiás ao tirar chute de Welliton quase em cima da linha. 

Depois, foi lá na frente e marcou o terceiro do Timbu.

O placar alto não faz justiça aos goleiros de Náutico e Goiás. 

Apesar de terem sofridos, juntos, cinco gols, Anderson, do Timbu, e Tadeu, do Esmeraldino, fizeram boas atuações, cada um com sua cota de defesas importantes.

A conexão entre o lateral-esquerdo Júnior Tavares e o atacante Caio Dantas mostraram novamente boa sintonia. 

No jogo contra o Operário, Tavares serviu Dantas para o segundo gol alvirrubro. 

Diante do Goiás, eles repetiram a dose: do lateral-esquerdo para o centroavante para o gol (o segundo do Timbu).

Mesmo com VAR, o jogo teve polêmicas. 

O comentarista de arbitragem da Globo Sandro Meira Ricci viu um pênalti a favor do Náutico ignorado pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro. 

E o atacante Alef Manga ficou na bronca com a arbitragem por ter, em sua visão, invertido um lateral no lance que originou o segundo gol do Timbu.

A torcida do Náutico voltou aos Aflitos após mais de um ano e meio (o último duelo com público no estádio havia sido em março de 2020). 

Mesmo em número reduzido, devido ao protocolo estabelecido pelo governo de Pernambuco, o alvirrubro fez sua parte. 

Os 2.500 torcedores permitidos jogaram junto e foram peça importante na vitória do Timbu.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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