Futuro estádio do Atlético-MG mantém cronograma e atinge 41% de conclusão das obras.
Por outro lado, orçamento da Arena MRV fica mais pesado com valores das contrapartidas exigidas pelo poder público.
Previsão é de conclusão das obras para outubro de 2022.
Enquanto lidera o Campeonato Brasileiro sendo o melhor mandante do torneio, utilizando o Mineirão, o Atlético-MG se aproxima de ter casa própria daqui um ano.
É o cronograma original da Arena MRV, que segue cumprido.
As obras atingiram 41% de conclusão, mantendo o planejamento que previa 41,9% de etapas realizadas ao fim do terceiro trimestre de 2021.
O CEO da Arena MRV, Bruno Muzzi, informou a porcentagem em entrevista à Rádio Itatiaia.
"O projeto vem, até então, um sucesso, em termos de performance e cronograma. Por enquanto está no prazo. Entraremos em fase de complexidade, em atividades em paralelo e, se alguma descasar, pode haver atraso", disse.
No cronograma disponível no site de transparências do Atlético, o quadro de evolução das obras indica que o empreendimento chegará a 60% de realização ao fim deste ano.
É possível imaginar que a Arena MRV seja realmente utilizada só em 2023, porém.
Tal sensação se dá pelo fato de a arena multiuso ter obtido aprovação de órgãos do poder público municipal após aceitar cumprimento de algumas exigências, chamadas de "contrapartidas" e "medidas compensatórias".
São várias etapas e até mesmo obras paralelas que irão impactar a região do bairro Califórnia, principalmente as intervenções viárias.
As contrapartidas da Prefeitura estão na casa dos R$ 150 milhões.
No projeto lá em 2018, quando o conselho do Atlético aprovou a venda de 50,1% do shopping Diamond Mall para viabilizar o orçamento da arena, o estádio estava ao custo de R$ 410 milhões.
Houve correções, mudanças e o valor total da obra passou a ser R$ 560 milhões.
Além da venda de mais da metade do centro comercial, outra fonte de recurso do clube são camarotes, cadeiras cativas, naming rights e luvas de exploração comercial.
"Nas capitais brasileiras, estima-se contrapartidas em 5% nas grandes construções. Estaríamos falando de contrapartidas na casa de R$ 20 milhões. A gente sabia do impacto, estimamos na casa dos R$ 50 milhões. Com o decorrer do processo, houve um peso desproporcional para a gente. É pesado".
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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