Barata frita e churrasco de sapo: meia desbrava Ásia por 10 anos e revela casos com gastronomia.
Barboza Júnior, do Atlético-PI, conta com passagens por clubes asiáticos, mas a vasta experiência do atleta vai além das 4 linhas e entra na culinária, onde desvendou novos sabores.
Sérgio Barboza Júnior é um dos mais novos reforços do Atlético-PI para a temporada 2025.
O meia carioca de 31 anos estava há 10 anos fora do futebol brasileiro, onde atuou em diversos clubes no continente asiático, com passagens pela Índia, Laos e Camboja, e agora fará a sua primeira passagem pelo futebol piauiense.
No entanto, a vasta experiência de Barboza vai além das 4 linhas.
Em sua passagem pela Ásia, o meia teve a oportunidade de desvendar culinária e cultura bem diferentes das encontradas no Brasil.
Cardápio diferenciado em Camboja: Barboza iniciou a sua jornada no continente asiático em Laos, onde atuou pelo Master 7, mas sua aventura fora das quatro linhas iniciou em Camboja, quando se transferiu para o Svay Rieng.
Segundo Barboza, a experiência iniciou no momento de sua chegada, quando precisou passar por uma prenda inusitada: comer barata e aranha frita.
Apesar da estranheza para muitos, Barboza classificou a situação como engraçada e afirmou que não teve problemas em comer a iguaria.
Além disso, o meia declarou que foi muito bem recebido pelos países que morou, e que sempre preferiu experimentar a culinária local.
“Culinária na Ásia, você se surpreende bastante em algumas situações. Mas sempre comi de tudo e nunca tive problema. Uma situação engraçada quando cheguei em Camboja, era que os estrangeiros teriam que pagar uma prenda de chegada, tinha que comer barata frita e aranha, comi de boa e fui batizado pelo grupo”, contou Barboza.
"Na Ásia, o povo te trata muito bem, é um povo muito acolhedor, sempre morando muito bem. Você pode até escolher o que você pode comer, se você quiser comer uma comida sua, eles vão dar um jeito para trazer, mas eu sempre prefiro, quando eu estou em um país assim, comer junto com o clube, acho que no final isso faz uma diferença", explicou.
De insetos e aracnídeos para anfíbios: A experiência gastronômica inusitada de Barboza não parou nos insetos e aracnídeos, ela tomou novas proporções e chegou até os anfíbios, quando em um piquenique com companheiros de equipe, após um jogo, o meia brasileiro degustou um churrasquinho diferenciado.
Se no Brasil se está acostumado com carne bovina, frango entre outras opções, Barboza foi surpreendido com um churrasquinho de sapo.
"A gente estava em um outro estado. Como nosso voo era mais tarde, fomos fazer um piquenique em um templo Buda, aí eles trouxeram um churrasquinho de sapo", contou o meia carioca.
Diversidade cultural, pimenta e molhos pela Índia: Após passar pelo inusitado cardápio em Camboja, Barboza experimentou a culinária de molhos da Índia, onde passou cinco temporadas.
De acordo com o meia, o forte da gastronomia indiana é o molho e a forte presença de pimenta, e acabou sendo um baque no início, mas nada de muitos problemas para o carioca.
"É um baque, a comida é bem apimentada, se você pedir sem pimenta, eles vão botar pouca pimenta. Eles nunca vão colocar sem pimenta. Então você tem que pedir sem pimenta sabendo que vai vir com pouca, mas isso para mim também não tem problema", pontuou o meia.
Em relação a cultura, Barboza destacou a forte presença de animais nas ruas da cidade de Punjab, onde morou quando atuava pelo Minerva Punjab.
De acordo com o meia, era comum ver na rua e desde cachorros, até camelos, macacos e vacas, que é um animal sagrado na cultura indiana.
"É uma experiência assim engraçada, em Punjab, você vai na rua e cruza com vaca, camelo, macaco, de cachorro, tudo no meio da rua. E a vaca, você não pode comer, porque é sagrado aqui. Inclusive, estava até numa praia esses dias aqui, e estava cheio de vaca, mas é uma questão de cultura", explicou Barboza.
Carreira no futebol internacional: Barboza Júnior saiu do futebol brasileiro em 2015, após passagens por Macaé, Olaria, São Paulo, Porto-SC, o meia carioca deu início a sua carreira internacional, onde começou pelo América Central.
Barboza ainda vestiu a camisa dos Comunicaciones (Guatemala) e Juticalpa Fútbol Club (Honduras).
Em 2018, o meia carioca iniciou seu caminho no futebol asiático, colecionando passagens por Master 7 (Laos), Svay Rieng (Camboja).
Na Índia, onde passou cinco temproadas, Barboza totaliza passagens por Minerva Punjab (Índia), Rajasthan United (Índia), Delhi Football Club (Índia) e Malappuram Football Club (Índia).
Vinda para o futebol piauiense: Sérgio Barboza Júnior foi anunciado pelo Atlético-PI na última quarta-feira, dia 27 de novembro.
O Cavernão será o primeiro clube brasileiro que o meia joga após passar 10 anos fora do futebol brasileiro.
Em relação a escolha do clube piauiense, o meia carioca afirmou que foi atraído pelo projeto apresentado pelo Atlético-PI.
"Quando o clube começou a me mostrar um projeto muito ambicioso, mostrou o centro de treinamento do clube, uma excelente estrutura. E não é um projeto só para estadual, é um projeto para o clube estar em cenário nacional. Então, isso me atraiu muito”, explicou Barboza.
Veja perfil de Barboza Júnior:
Nome: Sérgio Barboza da Silva Júnior
Idade: 31 anos
Posição: meia
Lista de clubes que Barboza passou: Macaé-RJ (Brasil), Olaria-RJ (Brasil), São Paulo-SP (Brasil), Porto-SC (Brasil), Comuncicaciones (Guatemala), Juticalpa (Honduras), Master 7 (Laos), Svay Rieng (Camboja), Minerva Punjab (Índia), Zejtin Corinthians (Malta), Suchitepéquez (Guatemala), Rajasthan United (Índia), Nona (Estados Unidos) e Delhi Football Club (Índia).
Em 2025, o Atlético-PI vai disputar somente o Campeonato Piauiense.
A equipe está no Grupo A da competição junto com Altos, River-PI e Fluminense-PI.
O CAP (Clube Atlético Piauiense) vai estrear no torneio contra o Galo no dia 11 de janeiro, às 16 horas (horário de Brasília), no estádio Albertão, em Teresina.
Atlético-PI X River-PI
Data: 11 de janeiro de 2025.
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Local: estádio Albertão, em Teresina.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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