terça-feira, 20 de julho de 2021

Everson brilha

Atlético-MG empata de novo sem gols com o Boca Juniors, mas vence nos pênaltis e vai às quartas da Taça Libertadores da América.

Herói atleticano, goleiro Everson defende duas cobranças nas penalidades, vê uma ir para fora e ainda faz o gol decisivo para garantir o Galo nas quartas de final.

O herói tem nome: Everson. 

No momento de maior tensão, ele levou o Atlético-MG às quartas de final da Taça Libertadores da América. 

Defendeu duas cobranças e ainda converteu sua batida na disputa por pênaltis contra o Boca Juniors, no Mineirão. 

Por 3 a 1, deu Galo na marca da cal, depois de um 0 a 0 (mesmo placar da partida de ida) com muitas dificuldades das duas equipes para criar no tempo regulamentar. 

Mas, quando falta inspiração, é preciso recorrer à transpiração. 

E foi mais uma vez na base da emoção que o Atlético brilhou na Taça Libertadores da América.

Após classificação do Galo às quartas de final Taça Libertadores da América, o clima de revolta tomou conta da delegação argentina, que parte para cima de seguranças e membros da comissão do Atlético, além de staff do estádio Mineirão. 

Os jogadores do Boca Juniors tentaram invadir o vestiário atleticano, onde os árbitros buscaram proteção, de acordo com o presidente Sérgio Coelho.

Marcando alto, acionando as peças ofensivas, o Atlético fez um grande começo de jogo. 

Teve tudo para abrir o placar com Zaracho, aos 3 minutos do primeiro tempo. 

O volante não aproveitou cara a cara com o goleiro Rossi. 

E foi só… 

Apesar de dominar até metade da etapa, o Galo teve muitas dificuldades para construir lances ofensivos. 

Melhor para o Boca Juniors, que mesmo não criando tanto, ganhou mais terreno e ameaçou em alguns momentos.

A tensão foi aumentando. 

E o Atlético seguiu esbarrando na marcação do Boca Juniors. 

A disputa entre os jogadores ficou mais dura. 

Em uma bola parada, os argentinos mandaram para as redes, após uma falha terrível de Everson e o arremate de Weigandt. 

O lance foi revisado pelo VAR, em meio a uma confusão, e anulado, com impedimento de González assinalado na jogada. 

A cada minuto, mais nervosismo. 

O Galo teve boa chance com Savarino, mas ele finalizou para fora. 

Pavon deu o troco, com chute perigoso. 

O 0 a 0 permaneceu e vieram os pênaltis, e a vaga atleticana.

Começou com Hulk mandando na trave. 

Rojo marcou. 

Drama no Mineirão. 

Nacho fez o dele. 

Apareceu Everson para defender a primeira, no chute de Villa. 

Alonso converteu. 

Everson, de novo, pegou, agora na batida de Rolón. 

A tensão voltou com Hyoran, que escorregou e mandou por cima. 

Mas Izquierdoz também isolou. 

E coube a Everson, que durante toda a disputa colocava um terço na linha do gol, cobrar, marcar e levar o Atlético às quartas de final.

No lance revisado pelo VAR, muita discussão, empurra-empurra, ofensas. 

Uma aglomeração de jogadores, integrantes das comissões técnicas, seguranças. 

Tudo começou quando o ex-goleiro Victor (hoje gerente do Atlético) tentou impedir que os atletas do Boca Juniors pressionassem a revisão no monitor do VAR. 

O ídolo atleticano acabou expulso, juntamente com um membro da comissão técnica da equipe argentina.

O adversário do Atlético nas quartas de final sairá do duelo entre River Plate e Argentinos Juniors, que se enfrentam nesta quarta-feira (21), no Diego Armando Maradona. 

O jogo de ida, no estádio Monumental de Nuñez, ficou 1 a 1.

O Galo, além da vaga nas quartas de final (para enfrentar River Plate ou Argentinos Juniors), levou uma bolada de R$ 7,6 milhões em premiação. 

Os dois times já haviam faturado R$ 20 milhões em prêmios na fase anterior.

Se não pode lotar as arquibancadas do Mineirão, a torcida do Atlético deu seu jeitinho de ficar mais próxima do time. 

Um mosaico gigantesco enfeitou o Gigante da Pampulha, preenchendo a arquibancada central e as laterais do estádio. 

Entre os desenhos, estava a imagem do ex-goleiro Victor, em referência à defesa contra o Tijuana na Taça Libertadores da América de 2013.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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