sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Valor recebido

Lucas Pinheiro ganha R$ 350 mil por ouro nos Jogos.

Saiba quanto outros países pagam de premiação.

Brasil paga mais por medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do que potências como Estados Unidos, Canadá e Holanda.

O esquiador Lucas Pinheiro Braathen cravou definitivamente o seu nome na história do esporte nacional ao conquistar, há uma semana, a primeira medalha de ouro do Brasil em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno. 

Pelo feito histórico no slalom gigante em Milão-Cortina 2026, Lucas também ganhou nesta sexta-feira (20) um cheque simbólico de R$ 350 mil, concedido pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB). 

O valor é o mesmo pago aos campeões olímpicos dos Jogos de Verão em Paris 2024.

No cenário global, o Brasil se posiciona hoje em um grupo seleto de nações que recompensam generosamente seus campeões olímpicos. 

O prêmio de Lucas, que equivale a cerca de 67 mil dólares, na cotação atual, supera o bônus oferecido por potências tradicionais. 

Como comparação, o Comitê Olímpico dos Estados Unidos paga 37,5 mil dólares (cerca de R$ 187,5) por uma medalha de ouro, o que faz com que o título do brasileiro valha quase o dobro da recompensa dada a estrelas americanas.

No topo da lista de maiores pagadores estão Singapura e Hong Kong, que oferecem valores que podem chegar a R$ 4 milhões por um único ouro. 

Outros países com altas premiações incluem a Polônia, que desembolsa cerca de R$ 1,7 milhão, e o Cazaquistão, que premia seus campeões com aproximadamente R$ 1,2 milhão. 

Já a Itália, anfitriã desta edição, paga 180 mil euros (cerca de R$ 965 mil) pelo topo do pódio, uma das maiores cifras da Europa.

O Canadá, por exemplo, paga aos seus medalhistas de ouro a quantia de 20 mil dólares canadenses, o que equivale a aproximadamente R$ 73 mil. 

Já a Holanda, potência mundial na patinação de velocidade, adota uma escala de premiação mais próxima à dos Estados Unidos, pagando 30 mil euros por uma medalha de ouro individual, cerca de R$ 160 mil.

Por outro lado, algumas das maiores potências do quadro de medalhas mantêm uma tradição de austeridade em relação a bônus diretos. 

A Noruega, que costuma liderar as competições de inverno, o Reino Unido e a Suécia não pagam premiações em dinheiro por medalha conquistada. 

Oficialmente, a China não divulga valores.

No Brasil, a escala de premiação individual do COB para 2026 é bem definida: além dos R$ 350 mil pelo ouro, a prata rende R$ 210 mil e o bronze R$ 140 mil. 

Além do valor depositado na conta, a medalha física em si também carrega seu valor de mercado: devido à valorização do ouro e da prata no mercado internacional, o metal bruto de uma medalha dourada em Milão-Cortina está avaliado em aproximadamente US$ 2.380 (cerca de R$ 12 mil).

Até esta sexta-feira, 18 países conquistaram ao menos uma medalha de ouro nos Jogos de Milão-Cortina. 

A Noruega domina com 15 ouros, seguida pela Itália (9 ouros) e pelos Estados Unidos (7 ouros). 

O Brasil é um desses 18 países, ocupando atualmente a décima nona posição do quadro de medalhas.

Como comparação, nas Olimpíadas de Paris 2024, 63 países (além da equipe de Atletas Individuais Neutros) conquistaram ao menos uma medalha de ouro. 

Naqueles Jogos de Verão, o Brasil terminou na vigésima posição, com 3 ouros (Bia Souza, Rebeca Andrade e Duda/Ana Patrícia).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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