sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Investimento no Grêmio

Como o Grêmio pagou dívidas e viabilizou investimentos no início de 2026.

Clube pagou R$ 100 milhões em dívidas e contou com apoio de investidor para buscar dupla de argentinos.

A nova gestão do Grêmio fez um verdadeiro ataque às finanças do clube. 

Nos primeiros 60 dias da nova administração, foram R$ 100 milhões pagos em dívidas. 

A direção contou com aportes que deram novo fôlego ao caixa do clube para arcar com os compromissos.

O clube teve as verbas de TV pelo Campeonato Brasileiro de 2025 (em torno de R$ 25 milhões, de performance mais audiência) e a venda de Alysson ao Aston Villa, da Inglaterra: R$ 54 milhões divididos em uma parcela paga agora e outras 2 até 2027.

Houve também o incremento de novos patrocínios, a Havan foi anunciada na última semana para a camisa, sem cifras divulgadas, e a chamada "troca de dinheiro caro por barato", isto é, empréstimos com melhores condições, com menos juros e maior prazo.

Em janeiro, o Grêmio fechou contrato com a Ingresse, empresa parceira na gestão da venda de ingressos da Arena. 

Esse contrato rende R$ 45 milhões em luvas para o clube. 

Em dezembro, houve a campanha de antecipação de mensalidades de sócios, com descontos, que gerou cerca de R$ 10 milhões.

No pacote de pendências quitadas, estão débitos relacionados diretamente ao futebol e que causavam impacto direto no dia a dia. 

São exemplos o pagamento da folha salarial de dezembro e o 13º dos jogadores e de dívidas referentes a luvas de contratações. Somente para Braithwaite foram pagos R$ 7 milhões.

Além disso, foram solucionados débitos com clubes, como R$ 7 milhões ao Granada, da Espanha, por Arezo, que gerava o transfer ban da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), e R$ 943,8 mil ao River Plate (Uruguai) pelo primeiro empréstimo do mesmo jogador ao Peñarol. 

Também houve pagamentos a fornecedores, entre outras contas deixadas pela gestão anterior.

Com o CEO Alex Leitão à frente do processo, as decisões na área financeira são tomadas para reduzir o déficit alto e mudar o perfil da dívida, de curto para médio e longo prazo. 

A organização dos débitos e a geração de receitas servem para fortalecer a capacidade de endividamento.

Investimentos no futebol: As recentes contratações dos volantes argentinos Juan Nardoni e Leonel Pérez foram viabilizadas por um investidor parceiro do clube.

O auxílio se deu no mecanismo de "empréstimo-ponte". 

Em resumo, é uma modalidade de financiamento de curto prazo utilizada para "fazer a ponte" entre uma necessidade imediata de dinheiro e o recebimento de um financiamento de longo prazo. 

O investidor será pago a partir de 2027.

Conforme apurou o ge, Nardoni chegou em investimento de US$ 8 milhões (R$ 41,7 milhões) por 80% dos direitos econômicos do jogador de 23 anos. 

Há ainda US$ 2 milhões (R$ 10,4 milhões) a serem pagos em bônus para alcance de metas.

Em Pérez, o valor investido pelo Grêmio foi menor. 

Os gaúchos adquiriram 50% dos direitos econômicos por US$ 2,83 milhões (R$ 14,7 milhões) junto ao Huracán. 

O contrato ainda prevê a aquisição dos 50% restantes por US$ 3 milhões (R$ 15,56 milhões) caso atinja metas.

Além deles, o Grêmio comprometeu recursos nas compras de Tetê e Enamorado. 

O brasileiro tem valor estimado em 6,2 milhões de euros (R$ 39,6 milhões) a ser pago ao longo de 4 anos. 

Já o colombiano teve a transferência na casa dos 3 milhões de dólares (R$ 16,2 milhões), conforme a imprensa local, mas não confirmado pelo clube.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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