sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Desclassificação nas olimpíadas

Ucraniano desclassificado dos Jogos por usar capacete polêmico diz que perdeu chance olímpica.

Após deixar Cortina d'Ampezzo, Vladyslav Heraskevych aguarda definição de apelação à Corte Arbitral do Esporte.

Desclassificado dos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina 2026, na última quinta-feira (12), por utilizar um capacete com fotos de mais de 20 atletas mortos durante a guerra na Ucrânia, o atleta do skeleton Vladyslav Heraskevych afirmou não ter mais chances de voltar à competição, já que ficou fora das duas primeiras corridas da modalidade.

Apesar de acreditar ter finalizado sua participação olímpica nesta edição, o ucraniano foi ouvido pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) por cerca de 2h30 nesta sexta-feira (13), e ainda conta com um retorno positivo de sua apelação.

"Eu disse que estava certo desde o primeiro momento. Eu não tenho nenhum arrependimento disso", declarou Heraskevych.

O atleta foi desclassificado cerca de 45 minutos após o início das provas, na manhã de quinta-feira (12), e não pôde disputar as duas primeiras corridas. 

A terceira e a quarta corridas serão disputadas na tarde desta sexta-feira (13). 

Heraskevych, no entanto, já não tem chances de subir ao pódio, ainda que vença a duas últimas provas. 

O ucraniano já deixou a Vila Olímpica de Cortina d'Ampezzo e disse que não tem planos de voltar às montanhas durante estes jogos.

A desclassificação de Vladyslav foi justificada pelo Comitê Olímpico Internacional como um descumprimento das "Diretrizes do COI (Comitê Olímpico Internacional) sobre Expressão dos Atletas". 

A organização permitiu que Heraskevych utilizasse o capacete durante os treinamentos, mas manteve a decisão de proibir que o ucraniano estivesse com o equipamento durante as competições.

O COI argumenta que uma das razões para esse regulamento é a proteção dos atletas contra pressões de seus próprios países ou de outros países que utilizem os eventos olímpicos para fazer declarações.

Heraskevych considerou sua desclassificação injusta e ainda acrescentou que esse tipo de postura por parte do Comitê serviria de incentivo à propaganda russa, já que ele mesmo já avistou alguns atletas russos usando a bandeira do país, vetada em razão dos confrontos.

O atleta também questionou outras homenagens durante os Jogos de Milão-Cortina 2026, que não sofreram retaliações, como a do patinador artístico norte-americano Maxim Naumov, que exibiu uma foto de seus pais, falecidos em um acidente de avião no ano passado.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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