sábado, 14 de fevereiro de 2026

Pela terceira vez

Brasil se torna o terceiro país do Hemisfério Sul a conquistar medalha olímpica de inverno.

Com ouro de Lucas Pinheiro Braathen, delegação brasileira junta-se a Austrália e Nova Zelândia.

O ouro de Lucas Pinheiro Braathen no slalom gigante do esqui alpino em Milão-Cortina 2026 colocou o Brasil na lista de países medalhistas em Jogos Olímpicos de Inverno. 

Com a conquista, o país tornou-se o primeiro da América Latina e apenas o terceiro do Hemisfério Sul a subir ao pódio olímpico em modalidades disputadas na neve ou no gelo.

Até então, apenas Austrália e Nova Zelândia haviam alcançado esse feito entre as nações localizadas abaixo da linha do Equador. 

A Nova Zelândia foi a pioneira, ao conquistar sua primeira medalha nos Jogos de Albertville-1992. 

Desde então, o país soma 8 medalhas olímpicas de inverno, com 2 medalhas de ouros, 3 medalhas de pratas e 3 medalhas de bronzes. 

Na atual edição, já ganhou 2 medalhas.

Já a Austrália, apesar de não ter sido a primeira, consolidou-se como a maior potência da parte sul do planeta nos esportes de inverno. 

A estreia no pódio veio em Lillehammer (Noruega) em 1994, e atualmente o país acumula 23 medalhas (9 medalhas de ouro, 8 medalhas de prata e 6 medalhas de bronze). 

Em Milão-Cortina 2026, os australianos já conquistaram 4 pódios.

Além de entrar para esse seleto grupo, o Brasil também alcançou outro marco: tornou-se o primeiro país latino-americano, e o primeiro de clima tropical, a conquistar uma medalha de inverno. 

Até então, o melhor resultado da América Latina era um quarto lugar com o bobsled argentino em Saint Moritz (Suíça) em 1928.

A medalha de Lucas Pinheiro fez do Brasil a quadragésima oitava nação a subir ao pódio em edições de inverno, atingindo o feito antes de países como Islândia, Grécia, Geórgia, Irlanda, Sérvia, Turquia e Lituânia, que jamais subiram ao pódio na competição.

Com 24 participações olímpicas de verão e dez aparições no inverno, o Brasil agora soma 171 medalhas olímpicas em sua história: 41 medalhas de ouros, 49 medalhas de pratas e 81 medalhas de bronzes.

Vale destacar que atletas da América do Sul haviam conquistado medalhas apenas em edições dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude. 

O colombiano Diego Amaya ficou com a prata na prova da largada em massa da patinação de velocidade em Lausanne (Suíça) em 2020, enquanto o brasileiro Zion Bethonico foi medalha de bronze no snowboard cross em Gangwon (Coreia do Sul) em 2024.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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