Patinador americano sensação dos Jogos cai 2 vezes e termina em oitavo lugar.
Cazaque leva o ouro.
Além das quedas, Ilia Malinin encostou as mãos no gelo.
Mikhail Shaidorov terminou o programa curto em quinto, mas conquistou o ouro com mais de 11 pontos de distância no geral.
Em sua primeira participação olímpica, Ilia Malinin despertou o interesse do público, da imprensa e até mesmo de outros esportistas desde sua primeira rotina nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina.
Nesta sexta-feira (13), o americano de 21 anos era considerado um dos favoritos ao ouro no individual masculino, até por ter se classificado em primeiro, mas uma apresentação repleta de falhas o empurrou para a oitava colocação.
Mikhail Shaidorov, de 21 anos, foi o campeão e conquistou a primeira medalha do Cazaquistão na patinação artística.
Desde que apareceu na Arena de Patinação para realizar o aquecimento, o patinador americano provocou frisson na arquibancada, sempre com irreverência e sem transmitir nervosismo ou apreensão, cenário que mudou após o término de sua apresentação.
Ilia acertou o primeiro salto, mas depois imprimiu uma sequência de falhas.
Em 2 momentos chegou a abortar a exibição de 2 elementos já iniciados, evidenciando o nervosismo.
Além disso, caiu duas vezes e encostou as mãos no gelo, falhas consideradas graves.
Saiu do gelo visivelmente abalado e desapontado com o que apresentou.
"Honestamente, ainda não tive tempo para entender completamente o que realmente aconteceu . Ainda estou tentando entender", disse o patinador americano à imprensa.
A somatória das duas notas definiu o campeão.
Na terça-feira (10), 29 patinadores se apresentaram no programa curto e os 24 melhores se classificaram para a decisão.
No programa curto, Malinin foi o que recebeu a melhor avaliação dos jurados: 108.16, uma diferença de 5 pontos para o segundo colocado.
Já no livre, ele somou 156.33, sendo o décimo quinto colocado.
Deus do Quad: Em suas apresentações nestas olimpíadas, o patinador apresentou o mortal para trás, elemento arriscado que ficou proibido por 50 anos nas competições e só retornou em 2024.
Outro que realizou este movimento nesta final foi o francês Adam Siao Him Fa, que terminou em sétimo.
O filho de imigrantes do Uzbequistão tem o apelido em inglês de "Quad God", o "Deus dos Quádruplos", em referência ao salto com 4 rotações, elemento cuja dificuldade é elevada, ao exigir velocidade e força, além de uma entrada de frente.
Atual bicampeão mundial, Malinin é a único no mundo a completar 7 saltos quádruplos em uma única prova e a fazer o Quad Axel, com 4 rotações e meia.
Havia a expectativa de que ele apresentasse o Quad Axel em um dos eventos da patinação artística dos jogos.
No último domingo (8), o atleta faturou o ouro por equipes para os Estados Unidos, recebendo aplausos do tenista número 3 do mundo, Novak Djokovic.
Mesmo com uma falha, ao ter encostado as duas mãos no gelo, a rotina de Ilia somou 200.03, sendo o melhor colocado no individual masculino.
Pódio 🥇🥈🥉: Classificado em quinto para a final, Mikhail Shaidorov entregou o que pôde na decisão.
Não por acaso, depois de concluir sua rotina, desabou no gelo.
E o esforço teve resultado: entre os elementos obrigatórios, cravou todos, e atingiu a nota 198.64, sua melhor marca em programa livres nesta temporada.
Com 92.94 obtido no programa livre, ele chegou a 291.58, o maior somatório da carreira.
A primeira medalha olímpica do Cazaquistão nesta modalidade é também a segunda do país na história dos jogos olímpicos de inverno.
Ao Globo Esporte, o cazaque falou sobre a relevância da conquista e afirmou que este é o dia mais importante de sua vida.
"Estou me sinto incrível. Hoje eu fiz tudo. Meu desempenho foi muito bom e eu mereci isso. Isto (conquista da medalha para o país) é muito importante para mim. Eu quero mostrar para o meu país e para as crianças que não devemos ter medo e nem nos impor limites", afirmou o campeão olímpico.
Dois japoneses completaram o pódio.
Yuma Kagiyama ficou com a prata, ao somar 280.06 pontos, e Shun Sato levou o bronze, com 274.9.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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