sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Ouro para o Cazaquistão

Patinador americano sensação dos Jogos cai 2 vezes e termina em oitavo lugar. 

Cazaque leva o ouro.

Além das quedas, Ilia Malinin encostou as mãos no gelo. 

Mikhail Shaidorov terminou o programa curto em quinto, mas conquistou o ouro com mais de 11 pontos de distância no geral.

Em sua primeira participação olímpica, Ilia Malinin despertou o interesse do público, da imprensa e até mesmo de outros esportistas desde sua primeira rotina nos Jogos Olímpicos de Milão-Cortina. 

Nesta sexta-feira (13), o americano de 21 anos era considerado um dos favoritos ao ouro no individual masculino, até por ter se classificado em primeiro, mas uma apresentação repleta de falhas o empurrou para a oitava colocação. 

Mikhail Shaidorov, de 21 anos, foi o campeão e conquistou a primeira medalha do Cazaquistão na patinação artística.

Desde que apareceu na Arena de Patinação para realizar o aquecimento, o patinador americano provocou frisson na arquibancada, sempre com irreverência e sem transmitir nervosismo ou apreensão, cenário que mudou após o término de sua apresentação.

Ilia acertou o primeiro salto, mas depois imprimiu uma sequência de falhas. 

Em 2 momentos chegou a abortar a exibição de 2 elementos já iniciados, evidenciando o nervosismo. 

Além disso, caiu duas vezes e encostou as mãos no gelo, falhas consideradas graves. 

Saiu do gelo visivelmente abalado e desapontado com o que apresentou.

"Honestamente, ainda não tive tempo para entender completamente o que realmente aconteceu . Ainda estou tentando entender", disse o patinador americano à imprensa.

A somatória das duas notas definiu o campeão. 

Na terça-feira (10), 29 patinadores se apresentaram no programa curto e os 24 melhores se classificaram para a decisão.

No programa curto, Malinin foi o que recebeu a melhor avaliação dos jurados: 108.16, uma diferença de 5 pontos para o segundo colocado. 

Já no livre, ele somou 156.33, sendo o décimo quinto colocado.

Deus do Quad: Em suas apresentações nestas olimpíadas, o patinador apresentou o mortal para trás, elemento arriscado que ficou proibido por 50 anos nas competições e só retornou em 2024. 

Outro que realizou este movimento nesta final foi o francês Adam Siao Him Fa, que terminou em sétimo.

O filho de imigrantes do Uzbequistão tem o apelido em inglês de "Quad God", o "Deus dos Quádruplos", em referência ao salto com 4 rotações, elemento cuja dificuldade é elevada, ao exigir velocidade e força, além de uma entrada de frente.

Atual bicampeão mundial, Malinin é a único no mundo a completar 7 saltos quádruplos em uma única prova e a fazer o Quad Axel, com 4 rotações e meia. 

Havia a expectativa de que ele apresentasse o Quad Axel em um dos eventos da patinação artística dos jogos.

No último domingo (8), o atleta faturou o ouro por equipes para os Estados Unidos, recebendo aplausos do tenista número 3 do mundo, Novak Djokovic. 

Mesmo com uma falha, ao ter encostado as duas mãos no gelo, a rotina de Ilia somou 200.03, sendo o melhor colocado no individual masculino.

Pódio 🥇🥈🥉: Classificado em quinto para a final, Mikhail Shaidorov entregou o que pôde na decisão. 

Não por acaso, depois de concluir sua rotina, desabou no gelo. 

E o esforço teve resultado: entre os elementos obrigatórios, cravou todos, e atingiu a nota 198.64, sua melhor marca em programa livres nesta temporada. 

Com 92.94 obtido no programa livre, ele chegou a 291.58, o maior somatório da carreira.

A primeira medalha olímpica do Cazaquistão nesta modalidade é também a segunda do país na história dos jogos olímpicos de inverno. 

Ao Globo Esporte, o cazaque falou sobre a relevância da conquista e afirmou que este é o dia mais importante de sua vida.

"Estou me sinto incrível. Hoje eu fiz tudo. Meu desempenho foi muito bom e eu mereci isso. Isto (conquista da medalha para o país) é muito importante para mim. Eu quero mostrar para o meu país e para as crianças que não devemos ter medo e nem nos impor limites", afirmou o campeão olímpico.

Dois japoneses completaram o pódio. 

Yuma Kagiyama ficou com a prata, ao somar 280.06 pontos, e Shun Sato levou o bronze, com 274.9.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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