Ponte Preta vence o XV de Piracicaba de novo e conquista o acesso para o Paulistão.
Gols de Jeh e Eliel (um em cada tempo) sacramentam a volta da Macaca à elite estadual, para a festa de 16 mil torcedores no Majestoso.
Foram 378 dias entre a dor e a tristeza do rebaixamento e a explosão de alegria pelo retorno da Ponte Preta à elite do futebol paulista.
Diante de um Majestoso abarrotado com 16 mil torcedores, recorde nesta Série A2, a Macaca confirmou neste sábado (1º) o posto que ela mesmo assumiu para si desde a primeira rodada da competição: de favorita ao acesso.
A vitória por 2 a 0 sobre o XV de Piracicaba, com gols de Jeh e Eliel, um em cada tempo, foi a cereja do bolo construída ao longo de 19 jogos e que estava solidificada após o atropelo por 3 a 0 em Piracicaba, na semana passada (o placar agregado foi de 5 a 0).
O campo ratificou a voz das arquibancadas: "a macacada voltou".
Agora a Ponte Preta vai decidir, em jogos de ida e volta, o título da A2 contra o Novorizontino, que também subiu.
A Macaca vai fazer o segundo duelo em casa por ter melhor campanha na somatória das fases.
A Federação Paulista de Futebol ainda vai definir datas e horários das decisões, mas a tabela básica indica a próxima quarta-feira (5 de abril) e o sábado (dia 8) para os jogos.
A campanha também é uma coroação do trabalho de Hélio dos Anjos, que chegou na reta final do Paulistão de 2022 e diante de um cenário de terra arrasada, não conseguiu salvar o time da queda.
Mas o experiente treinador de 65 anos reconstruiu a Ponte durante a Série B e seguiu no Majestoso para conquistar o terceiro acesso à elite de São Paulo em sua história, o último havia sido há 29 anos, justamente com o XV de Piracicaba, e um ano antes ele teve sucesso no comando do Santo André.
O XV de Piracicaba, por sua vez, bate na trave mais uma vez.
Foi a sexta edição seguida que chegou ao mata-mata da Série A2.
Em quatro delas, foi semifinalista (2018, 2019, 2020 e agora), mas não conseguiu o sonhado retorno à elite, foi rebaixado em 2016.
O Nhô Quim tem pela frente a Série D do Brasileiro na sequência da temporada.
A estreia será contra Maringá, no Barão da Serra Negra, em jogo previsto para 6 de maio.
A Ponte Preta entrou disposta a não dar chance para qualquer surpresa e chegou duas vezes com perigo antes dos dez minutos.
A principal delas foi com Matheus Jesus, em desvio após cobrança de falta de Elvis que Alan espalmou no reflexo.
O XV de Piracicaba tentou ganhar uma sobrevida e assustou em chutes de Samuel Andrade e Lucas Xavier, mas Caíque França fez duas grandes defesas.
O cenário ficou ainda mais favorável à Macaca aos 42 minutos do primeiro tempo, quando Elvis deu um lindo passe por cima da defesa do XV de Piracicaba, Jeh dominou e mandou para as redes, abrindo o placar.
O gol foi analisado pelo VAR antes de ser validado.
O cenário deixou a Ponte com espaço para atacar, e Alan impediu que a vantagem aumentasse em finalizações de Pablo Dyego e Jeh.
Do outro lado, Caíque França também apareceu com destaque duas vezes para evitar o gol do XV de Piracicaba, incluindo uma sequência milagrosa em desvio de cabeça e depois no rebote.
Enquanto o ritmo em campo diminuiu, a torcida da Ponte Preta já ensaiava a festa, com luzes de celular, bexigas, gritos de "olé" e cantos de "a macacada voltou".
Era questão apenas de tempo para o acesso.
A contagem regressiva ainda teve tempo para vibrar com o gol de Eliel, aos 41 minutos do segundo tempo, e acabou de vez ao apito final de Claus, para o Majestoso explodir em alegria.
Com ingressos esgotados, a torcida da Ponte Preta deu mais um show nas arquibancadas.
Dona da melhor média desde a primeira fase, agora também possui o recorde de público da atual edição, com 16.129 pessoas (14.475 pagante e 1.675 não pagante), para uma renda de R$ 234.720,00.
A festa vai invadir a madrugada de domingo (2) para o lado alvinegro de Campinas.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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