quarta-feira, 22 de abril de 2026

Aplausos e olé

Remo aproveita lambanças, bate o Bahia e larga na frente na Copa do Brasil.

Tchamba, Pikachu e Alef Manga marcam, e Leão ouve "olé" na Fonte Nova.

Com direito a olé na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Remo bateu o Bahia por 3 a 1, na noite desta quarta-feira (22), no primeiro confronto da quinta fase da Copa do Brasil. 

Os paraenses abriram o placar com Tchamba e viram Willian José empatar ainda no primeiro tempo. 

Na etapa final, Pikachu e Alef Manga aproveitaram lambanças de Léo Vieira e Ramos Mingo e construíram grande vantagem para o jogo da volta, em Belém.

O Bahia começou o jogo em ritmo acelerado e criou chances perigosas antes mesmo dos 5 minutos do primeiro tempo. 

David Duarte fez Marcelo Rangel trabalhar com grande defesa em cabeceio, e Nico Acevedo acertou a trave depois de bonita jogada de Everton Ribeiro. 

O passar dos minutos trouxe o equilíbrio, e o Remo deixou o jogo mais morno. 

Aos 15 minutos do primeiro tempo, os visitantes inauguraram o placar com cabeceio de Tchamba em jogada que começou com cobrança de escanteio. 

O gol foi validado depois de revisão na tela do VAR.

Mas o Bahia não deixou a tensão se criar ao empatar logo em seguida. 

Em mais um escanteio, Everton Ribeiro cobrou na cabeça de Willian José, que subiu para testar. 

O restante do primeiro tempo foi de controle tricolor, mas com temperatura morna. 

Reativo, o Remo não chegou a criar grandes chances de gols. 

Já os donos da casa voltaram a assustar depois dos 40 minutos do primeiro tempo, com Jean Lucas e Everton Ribeiro. 

Os 2 receberam passes dentro da área e chutaram de primeira, mas a tentativa do camisa 6 parou em Marcelo Rangel, e a do número 10, na linha de fundo.

Os primeiros minutos mostraram um Bahia mais exposto e um Remo com mais contra-ataques, mas sem nenhum grande perigo. 

Aos 20 minutos do segundo tempo, veio a primeira grande chance com Everaldo, que cabeceou para fora depois de belo cruzamento de Juba. 

Logo depois, veio de Léo Vieira a lambança que complicou os donos da casa. 

O goleiro errou passe na saída de bola, entregou nos pés de Yago Pikachu e cometeu pênalti no atacante na sequência. 

O próprio Pikachu converteu a cobrança com chute de segurança no meio do gol.

A partir daí, o Remo aproveitou a tensão que tomou conta da Fonte Nova para se defender com ainda mais tranquilidade, e o Tricolor não criou mais nada. 

A noite ainda teve cantos de olé da torcida do Bahia para troca de passes do Remo. 

Para fechar a noite, ainda havia tempo para Ramos Mingo ser desarmado, concerder contra-ataque remista, e Alef Manga ampliar já nos acréscimos.

Com vantagem do remista, Bahia e Remo voltam a se enfrentar no dia 13 de maio, com mando paraense. 

O Bahia precisa vencer por três gols de diferença para avançar de forma direta às oitavas de final, e o Remo se classifica até mesmo com derrota por até um gol. 

Em caso de vitória tricolor por dois tentos, a decisão será na disputa de pênaltis.

Rogério Ceni e Léo Condé escreveram mais uma página da rivalidade que nasceu nos tempos de Ba-Vi, em 2024. 

Agora são 11 confrontos, com 4 vitórias para cada lado e 3 empates. 

Em duelos eliminatórios, Condé se deu melhor com o Vitória na final do Campeonato Baiano de 2024, e Ceni avançou contra o Ceará na semifinal da Copa do Nordeste de 2025.

Quando o jogo já se aproximava do fim e o placar mostrava 2 a 1 para o Remo, a torcida do Bahia passou a protestar de forma direta. 

Os tricolores entoaram canto de olé em troca de passes dos visitantes e até aplaudiram o terceiro gol da noite. 

No apito final, gritaram “time pipoqueiro”, em revolta que nasceu na precoce eliminação na segunda fase prévia da Taça Libertadores da América, em fevereiro.

O Bahia volta ao campo da Fonte Nova para duelo com o Santos. 

O Remo, por sua vez, enfrenta o Cruzeiro, no Mangueirão. 

Os 2 jogos estão marcados para as 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (25) e valem pela décima terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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