Com tensão política em Lima, Distrito Federal tenta levar final da Taça Libertadores da América para o Mané Garrincha.
Em carta à CBF (Confederação Brasileira de Futebol), governador Ibaneis Rocha disponibiliza estádio de Brasília para sediar decisão do dia 29 de novembro.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), enviou nesta quarta-feira (22) uma carta a Samir Xaud, presidente da CBF, oferecendo a cidade de Brasília para sediar a final da Taça Libertadores da América, em 29 de novembro, no lugar de Lima, no Peru, que vive momento de tensão política e entrou em estado de emergência.
Ibaneis colocou o estádio Mané Garrincha, que tem capacidade para 72.851 torcedores, à disposição da Conmebol.
No documento, o governador lembra que a entidade sul-americana confirmou a decisão na capital peruana.
Mas afirma que o cenário de "tensão política e de segurança do país" ganhou contornos ainda mais sensíveis com a informação de que, na noite de terça-feira (21), foi decretado estádio de emergência na cidade por 30 dias, na tentatuva de contar a escalada de violência.
Além disso, Ibaneis diz que o Mané Garrincha "conta com o firme compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) em garantir condições propícias à realização do espetáculo, como a manutenção da qualidade do gramado e o apoio das forças de segurança pública".
O governador reforçou também que o Distrito Federal "dispõe de ampla e qualificada rede hoteleira, de infraestrutura urbana e de serviços para recepcionar um evento de tal porte".
O Peru vive clima de instabilidade política depois que o congresso aprovou a destituição da presidente Dina Boluarte, no último dia 10 de outubro, sob a acusação de "incapacidade moral".
O presidente interino, José Jerí, decretou estado de emergência de 30 dias em Lima e na província vizinha de Callao, permitindo que as Forças Armadas atuem nas ruas ao lado da Polícia Nacional, inclusive para conter manifestações.
A medida, emitida sob a justificativa de conter o avanço da criminalidade, é o último desdobramento da profunda crise política e social do país andino, que viu oito presidentes em um espaço de 10 anos.
Reportagem: Oglobo.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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