Rafinha se despede da Globo e acerta para ser gerente esportivo do São Paulo.
Ex-jogador deixa o posto de comentarista para retornar ao futebol em nova função.
Rafinha vai assumir a gerência esportiva do São Paulo.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira durante o Seleção sportv, programa em que o ex-jogador participou em sua despedida como comentarista da Globo.
O ex-lateral ficará no lugar de Muricy Ramalho, que tinha como cargo a coordenação de futebol.
O ex-treinador passou por uma cirurgia no joelho, terá de realizar por novo procedimento e não quis se licenciar do cargo, optando pelo desligamento.
"Já tive essas conversas há algum tempo. O São Paulo, de todos os grandes clubes, é o único que não está olhando apenas para o futebol, ao redor de tudo que está acontecendo extracampo. Mais uma vez, quando anunciei minha aposentadoria, estou vindo para me despedir de novo, que é um desafio para mim".
"Agradecer a todos da Globo, foram oito meses espetaculares, mas a minha casa é o futebol, onde vivi a maior parte da minha vida. Quando tudo está tranquilo, a gente procura a confusão. É uma confusão boa, quando o São Paulo me chama é uma convocação. É uma hora para quem gosta de confusão, de desafio e ajudar o São Paulo".
"O Muricy é insubstituível, ele merece todo o respeito do mundo. Não vou substituir, vou fazer essa transição como um diretor técnico, esse elo entre a diretoria e o elenco no dia a dia. Não vou participar dessa política, blindar aquele Centro de Treinamento e essa é a minha função a partir de amanhã".
Rafinha está aposentado dos gramados desde julho do ano passado e fez história pelo São Paulo, com as conquistas da Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa de 2024.
Defendeu o Tricolor de 2022 a 2024 e fez 117 partidas pelo clube.
O novo gerente do São Paulo disse quais serão as suas prioridades no novo cargo.
Segundo ele, o clube chegou a um acerto com o elenco para a quitação dos atrasos salariais.
"A gente sabe que é um ano muito difícil por tudo que vem acontecendo, por tudo que aconteceu com os responsáveis que estavam no comando do clube. Mas essa parte não atrapalha, claro que atrapalha, mas de um lado tem que ter uma barreira até chegar no futebol".
"Esse discurso que a gente viu, que eu acompanhei no final de semana do Crespo, das falas, claro até por estar de cabeça quente, a gente perde um clássico, às vezes as falas não são aquilo que ele queria colocar naquele momento, claro que afeta e preocupa o torcedor, preocupa muito. Agora, esse discurso de toda hora, a política, o policial, se a gente for ficar pensando nesse ponto da política do clube, que está vivendo no clube, os jogadores não precisam nem entrar em campo".
"Acho que a minha função vai ser, vai ser não, tem que ser, de deixar os jogadores concentrados só no futebol. Essa parte, a diretoria, a conversa que eu tive com o presidente, e com o departamento de futebol, com o Rui Costa que está no comando. A primeira parte é colocar as coisas em dia como já está sendo feito, já fizeram acordo com os jogadores, então vão pagar o que tem de atrasado. O acordo tá encaminhado, vai ser passado para os jogadores essa semana ainda".
"Tudo nesse momento não ajuda, é a tabela do Campeonato Paulista, é a tabela do Campeonato Brasileiro, então é um momento que, como a gente pode dizer, tem que concentrar o futebol. Então o futebol não pode ser atacado, e deixou de ser prioridade no São Paulo, desde o ano passado. Interesse político, interesse de outra forma, e o futebol deixou de ser prioridade".
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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