Ministério propõe auxílio mensal a jogadoras da Seleção Brasileira de futebol feminino de 1988.
Projeto prevê complementação de renda e prêmio de R$ 200 mil às ex-atletas que conquistaram o bronze no primeiro torneio feminino global organizado pela FIFA (Federação Internaiconal das Associações de Futebol).
O Ministério do Esporte encaminhou ao governo federal uma proposta para instituir um benefício mensal destinado às jogadoras que integraram a Seleção Brasileira feminina de futebol em 1988.
A iniciativa busca reconhecer a trajetória das pioneiras da modalidade que conquistaram a medalha de bronze na primeira competição feminina de alcance global promovido pela FIFA, conhecido como Torneio Experimental da China.
O campeonato também marcou a estreia do Brasil em disputas internacionais do futebol feminino.
O texto foi assinado pelo Ministro do Esporte, André Fufuca, e está em análise pelas áreas técnicas da administração do presidente Lula.
Caso receba parecer favorável, a proposta seguirá para o Congresso Nacional, instância responsável por discutir e deliberar sobre o projeto.
A ideia apresentada prevê uma complementação de renda voltada às ex-atletas que hoje não possuem recursos suficientes ou contam com rendimentos limitados.
O objetivo é elevar seus ganhos até o teto da Previdência Social, atualmente fixado em R$ 8.475,55.
O valor do auxílio mensal não será uniforme e deverá variar conforme a situação financeira individual de cada ex-atleta da Seleção de 1988.
De acordo com estimativas do Ministério do Esporte, até 18 jogadoras podem se enquadrar nos critérios definidos para receber o benefício, que será ajustado caso a caso.
Além do pagamento recorrente, a proposta inclui a concessão de um prêmio em parcela única no valor de R$ 200 mil para cada atleta contemplada.
Segundo o texto, essa quantia não estará sujeita à cobrança de Imposto de Renda, funcionando como uma compensação adicional pelo papel histórico desempenhado pelas jogadoras.
Ao comentar a iniciativa, André Fufuca afirmou que, se aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, a medida representará uma forma de corrigir uma dívida histórica com essas atletas.
“Tais jogadoras não apenas foram motivo de orgulho, mas também elevaram o prestígio do Brasil no cenário internacional, consolidando o país como uma das maiores potências do futebol feminino”, disse Fufuca em documento apresentado pelo Metrópoles.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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