Zagueiro brasileiro marca nos acréscimos e encerra jejum de 11 anos de clássico em Israel.
Chico é prata da casa do Sport e está emprestado ao Hapoel, vencedor do dérbi contra o Maccabi.
Com o gol da vitória, vira "rei" em Tel Aviv e tem perfil invadido por mensagem de torcedores.
O zagueiro Chico, prata da casa do Sport emprestado ao Hapoel Tel Aviv, viveu uma noite mágica na última segunda-feira (26).
Nos acréscimos, marcou o gol da vitória por 2 a 1 no clássico com o Maccabi Tel Aviv, pondo fim a um jejum histórico: há mais de uma década que o time não vencia um dérbi da liga.
A última vitória do Hapoel em um dérbi de Tel Aviv havia sido em 26 de abril de 2014.
Há precisos 11 anos e 9 meses (4.293 dias).
"Que loucura... Caraca, a gente escutava as histórias, né? O pessoal parava na rua e falava para ganhar o clássico. desde que eu cheguei. Eles tinham um peso, assim. Tinha criança que não tinha visto o time ganhar ainda. Então foi algo que vai ficar marcado na história. Graças a Deus, a bola sobrou no meu pé", disse Chico, em entrevista do Globo Esporte.
"É como se fosse um Sport e Santa, um clássico com um há 12 anos sem ganhar. A gente estava perdendo até os 90. E, se não me engano, aos 92 a gente fez um gol, empatou. E aos 93, por aí, faltando 20 segundos para acabar o jogo, Deus me deu essa honra de fazer o gol e dar essa vitória para essa torcida", declarou o zagueiro.
Chico defende as cores do Hapoel desde agosto de 2025, quando foi cedido por empréstimo até junho deste ano ao clube de Israel.
Em Tel Aviv, o defensor rubro-negro disputou 20 partidas e marcou dois gols.
O último, decisivo, e motivo de invasão de torcedores no perfil do atleta nas redes.
"Contrato vitalício", "estás aqui até a aposentadora" e "você é meu pai" foram algumas das mensagens.
O clube israelense pagou ao Sport na época 100 mil dólares (R$ 540 mil, na cotação do período) pela cessão do defensor.
A opção de compra em definitivo, ao término do vínculo, está prevista.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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