segunda-feira, 28 de julho de 2025

Decisão fora de campo

Briga pelo acesso à elite do Campeonato Mineiro será definida na Justiça. 

Entenda.

Pedido de impugnação de partida por parte do Patrocinense gera indefinição do Módulo 2. 

2 jogos podem ser anulados.

A última vaga no Campeonato Mineiro de 2026 será decidida com influência da Justiça. 

Patrocinense, North e Democrata de Sete Lagoas aguardam o julgamento de um pedido de impugnação de partida para saber como fica a briga pelo acesso. 

O veredito pode confirmar o acesso do North, conquistada em campo, ou anular dois jogos do Módulo 2 e manter os 3 times na briga. 

Entenda a situação abaixo.

O Patrocinense entrou com um pedido de impugnação em relação à derrota por 2 a 1 para o North na quinta rodada da fase triangular. 

Na partida, um apito externo confundiu os jogadores e gerou o primeiro gol sofrido pelo time grená, que acabou eliminado da competição. 

O CAP (Clube Atlético Patrocinense) alega erro de direito pelo fato de arbitragem não ter invalidado o lance e recorreu ao Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais para pedir a anulação do jogo.

O caso será julgado na terça-feira, 29 de julho. 

Antes da definição da Justiça, a Federação Mineira de Futebol determinou que os jogos do Patrocinense contra North e Democrata de Sete Lagoas, realizado uma semana depois, não terão os resultados homologados até o veredito do TJD-MG (Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais).

Se o tribunal der razão ao CAP e optar pelo cancelamento do placar, as duas partidas serão anuladas e jogadas novamente, o que manteria as chances dos três times de subir ao Módulo 1. 

Caso contrário, o North sobe.

Com os resultados do campo, o grupo D do Módulo 2 do Campeonato Mineiro teria o North na liderança com 8 pontos, seguido pelo Democrata de Sete Lagoas com 6 pontos, e o Patrocinense, com 1 ponto. 

Se ambos os jogos forem anulados, North e Democrata ficariam com 5 pontos, e o CAP voltaria a estar zerado, mas com chances de acesso se vencesse os 2 confrontos a serem disputados novamente.

No jogo contra o Democrata no último domingo (27), mesmo precisando que a partida fosse anulada, o CAP saiu atrás no placar, mas buscou o empate e segurou o 1 a 1. 

Antes do julgamento, o presidente do Patrocinense, Fúlvio Eduardo Barbosa, disse que o clube agora espera que o tribunal "aja com justiça".

"A gente pede muita atenção por parte dos julgadores, porque as coisas que aconteceram em Montes Claros foram claras. O apito é nítido, qualquer filmagem que se coloque, você ouve o apito. Nós estávamos presentes, eu e mais dois integrantes da diretoria. A nossa briga vai ser dentro de campo e torcer para que as pessoas que forem julgar tenham consciência a ajam com justiça junto ao Patrocinense", afirmou à TV Integração.

A FMF também suspendeu a realização das finais do Módulo 2 do Mineiro até o fim do processo judicial. 

Com isso, a URT, única garantida na decisão e na elite, espera uma definição do caso para saber as datas dos jogos que valerão o título.

Lance polêmico não foi registrado na súmula: O lance polêmico entre North e Patrocinense aconteceu aos seis minutos do segundo tempo, quando a partida estava empatada em 0 a 0. 

Após lançamento que veio do campo de defesa do North, a bola vai para o campo de defesa do Patrocinense. 

No momento em que os jogadores do CAP correm em direção á bola, um apito é ouvido e eles imediatamente param de correr, por terrem interpretado o som como um apito do árbitro Paulo César Zanovelli.

Ao contrário, o atacante Renato, do North, percebe que a arbitragem não parou o lance. 

Dá sequência à jogada, dribla o goleiro Adilson e chuta para marcar o primeiro gol da partida.

Imediatamente, os jogadores do Patrocinense cercam a arbitragem para reclamar sobre o lance. 

Depois de cerca de dois minutos de paralisação, Paulo César Zanovelli cinfirmou o gol, e o CAP deu a saída de bola. 

O Árbitro de Vídeo não é utilizado no Módulo 2 do Mineiro.

O Globo Esporte verificou o site da Federação Mineira de Futebol para saber se o incidente foi relatado em súmula pelo árbitro Paulo César Zanovelli. 

No documento, não há qualquer referência à jogada.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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