quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

Gilmar decide reconduzir Ednaldo à presidência da CBF

Vinte e sete dias depois de ter sido afastado da presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) por uma decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), Ednaldo Rodrigues está de volta ao cargo. 

A decisão foi tomada agora há pouco por Gilmar Mendes, relator no STF (Supremo Tribunal Federal) de uma ação Direta de Inconstitucionalidade ajuizada pelo PCdoB na semana passada.

Os advogados do partido argumentavam que a intervenção na CBF, decidida em 7 de dezembro pelo TJ-RJ, poderia impedir o Brasil de disputar a Olimpíada de Paris deste ano. 

Motivo: termina amanhã o prazo para a inscrição para o torneio pré-olímpico a ser realizado este mês e que é classificatório para os Jogos, e a FIFA (Federação Internacional de Futebol) não aceita que ela seja feita por interventores. 

Gilmar considerou, portanto, que havia o risco de a seleção olímpica ficar de fora dos Jogos.  

Eis um trecho da sentença: "Esgota-se amanhã (5.1.2024) o prazo para inscrição da Seleção Brasileira de futebol, atual bicampeã olímpica, no torneio classificatório para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, ato que pode vir a ser inviabilizado se praticado por dirigente não acreditado pelas instituições internacionais competentes (Conmebol - Confederação Sul-Americana de Futebol e FIFA)".

Mais adiante, Gilmar relata que a FIFA não reconheceria quaisquer decisões tomadas pelo interventor nomeado pelo TJ-RJ, José Perdiz: "Nessa situação, há risco de prejuízo iminente, uma vez que a inscrição de jogadores da Seleção Brasileira no torneio qualificatório para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, que deve ser ultimada até amanhã (5.1.2024), restaria inviabilizada".

A decisão de Gilmar é liminar. Está valendo, mas terá que ser confirmada mais à frente pelo plenário do Supremo, o que ninguém tem dúvida de que acontecerá.

Reportagem: Oglobo.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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