quarta-feira, 10 de julho de 2019

Azedou

Em noite ruim, Brasil perde para reservas da Polônia e se complica nas finais da Liga das Nações.

Seleção polonesa surpreende, vai à quadra com jovens apostas e bate time de Renan Dal Zotto. 

Agora, equipe brasileira precisa vencer o Irã na próxima sexta-feira (12) para avançar às semifinais.

A escalação polonesa, a princípio, indicou um caminho mais tranquilo. 
Jogadores da Polônia comemoram a vitória contra o Brasil. (Foto: Globoesporte.globo.com)
Com o foco no Pré-Olímpico, em agosto, o time europeu escolheu levar seus jovens reservas para as finais da Liga das Nações, em Chicago. 

Isso, porém, em nada facilitou a vida do Brasil. 

Pelo contrário. 

Na noite desta quarta-feira (10), a seleção sofreu com a falta de inspiração e com a força dos rivais. 

Até lutou, mas não conseguiu fazer frente às surpresas da Polônia: 3 sets a 2, parciais 25/23, 23/25, 25/21, 21/25 e 15/9.

A seleção folga nesta quinta-feira (11). 

Das arquibancadas, vai assistir ao duelo entre Polônia e Irã. 

Depende dele para saber exatamente o que vai precisar fazer na sexta-feira (12). 

Agora, porém, já sabe que uma vitória contra os iranianos já garante um lugar na semifinal. 

A equipe de Renan Dal Zotto encara o Irã às 19 horas (horário de Brasília), no horário de Brasília. 

O SporTV2 transmite a partida, e o GloboEsporte.com acompanha tudo em tempo real.

Não era a Polônia tricampeã do mundo em quada. 

Apenas Bartosz Kwolek fez parte do grupo campeão no ano passado. 

O técnico Heynen Vital, então, escalou um time de jovens talentos locais. 

E surpreendeu. 

Diante de um rival pouco conhecido, a seleção não conseguiu manter o mesmo padrão da fase classificatória. 

Foi a segunda derrota do Brasil em toda a Liga das Nações.

O começo já indicou uma noite pouco inspirada. 

A Polônia abriu 5/1 logo de cara, e Renan Dal Zotto pediu tempo. 

Foi o suficiente para que a seleção acordasse.

Logo, diminuiu a diferença para apenas um ponto (7/6). 

O empate veio com um bloqueio de Bruninho, marcando 11/11 no placar. 

A virada veio mais uma vez através do paredão brasileiro. 

Flávio apareceu bem e colocou o time à frente 15/14. 

O Brasil chegou a abrir 3 pontos, mas a Polônia empatou. 

A equipe europeia cresceu depois da inversão do 5-1. 

O oposto Mujaz fez a seleção polonesa embalar de vez e fechar o primeiro set em 25/23.

Na volta à quadra, o Brasil quis reagir. 

Abriu vantagem logo de cara, fazendo 6/2 no placar. 

Pouco depois, com uma defesa espetacular com o pé, Bruninho deu sequência a um rali de 32 segundos, com a seleção levando a melhor. 

A Polônia, porém, seguiu firme e conseguiu se recuperar. 

Chegou ao empate, e Renan tentou arrumar a casa com Cachopa e Alan. 

Em um primeiro momento, não funcionou, e os rivais passaram à frente. 

Mas o jogo seguiu equilibrado. 

E, dessa vez, o Brasil levou a melhor. 

No saque errado do time polonês, a seleção deixou tudo igual: 25/23.

Dois saques errados, um de cada lado, abriram o terceiro set. 

Mas o jogo seguiu duro. 

Nenhum dos dois times conseguiu se desgrudar no placar no início da parcial. 

Mas o Brasil, aos poucos, tomou a frente. 

Pelas mãos de Wallace e Lucarelli, disparou e fez 16/11. 

A Polônia, mais uma vez, foi buscar. 

Em um ataque de Lucarelli para fora, os rivais viraram para 20/19. 

Renan, então, parou o jogo. 

Só que tudo desandou de vez.

O Brasil passou a errar muito, permitiu a virada e caiu por 25/21.

Ao Brasil, só restava a obrigação de se impor. 

O time de Renan Dal Zotto conseguiu abrir boa vantagem na volta à quadra, fazendo 9/4 no placar. 

Com Cachopa e Isac, o time cresceu. 

Mas os reservas da Polônia queriam resolver logo o jogo. 

Na marra, seguiram colados no placar. 

O Brasil abriu três pontos, os rivais buscaram. 

No duelo de xadrez entre os técnicos Renan e Heynen Vital, o Brasil soube controlar melhor os nervos na reta final: 25/21, depois de uma pancada de Leal.

No set decisivo, o Brasil se manteve instável. 

Até saiu na frente, mas deu brechas para que a Polônia abrisse 5/2. 

Foi a vez de a seleção buscar. 

Com uma pancada de Wallace, empatou em 6/6. 

Só que a reação parou por ali. 

A Polônia manteve o ímpeto e fechou em 15/9.

Escalações:

Brasil: Bruninho, Wallace, Flávio, Lucão, Lucarelli e Leal. 

Líberos: Thales e Maique. 

Entraram: Cachopa, Alan, Maurício Borges, Douglas Souza e Isac.

Polônia: Komenda, Lukasz Kaczmarek, Klos, Bartosz , Kwolek e Huber. Entraram: Janusz, Lukasik e Muzaj.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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