Apostas online alcançam 28,3 milhões de brasileiros e revelam diferentes perfis de consumidores.
Estudo da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) aponta que atividade chegou a cerca de 26% da população economicamente ativa em 2025 e identifica quatro formas de relacionamento dos usuários com as plataformas.
Cerca de 28,3 milhões de brasileiros realizaram apostas online em 2025, contingente equivalente a aproximadamente 26% da população economicamente ativa do país.
Pesquisa da ANBIMA identificou quatro perfis de consumidores e mostra que fatores financeiros, emocionais e sociais podem alterar a maneira como se relaciona com apostas.
A integração das bets às redes sociais, transmissões esportivas e outras plataformas digitais amplia o debate sobre transparência, jogo responsável e mecanismos de proteção.
As apostas online fizeram parte da rotina de aproximadamente 28,3 milhões de brasileiros em 2025, número equivalente a cerca de 26% da população economicamente ativa do país, considerando dados do IBGE.
A estimativa integra a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA).
Além de dimensionar a presença das apostas no país, o estudo procura entender quem está por trás desse mercado.
Os resultados indicam comportamentos distintos entre os consumidores, com motivações que passam por entretenimento, estratégia, expectativa de retorno financeiro e busca por uma renda complementar.
A etapa qualitativa da pesquisa, realizada em parceria com a Kyvo, dividiu os consumidores em quatro perfis: “adepto da fortuna”, “matador de leões”, “expert da realidade” e “caçador de emoções”.
A classificação não estabelece grupos permanentes.
Segundo a ANBIMA, um mesmo usuário pode apresentar características de mais de um perfil ou mudar sua relação com as apostas conforme suas condições financeiras, emocionais e sociais.
Condição financeira interfere na relação com as apostas: O levantamento aponta ainda uma relação entre a situação financeira do consumidor e a maneira como as apostas são encaradas.
Entre pessoas em condições de maior estabilidade, a atividade tende a aparecer com mais frequência associada ao lazer e ao entretenimento.
Quando há maior pressão sobre o orçamento, entretanto, a percepção pode mudar.
Nesses casos, as apostas também podem ser utilizadas na expectativa de complementar a renda ou recuperar valores perdidos, aumentando a exposição financeira do consumidor.
Outro aspecto identificado pela pesquisa é a integração das apostas ao consumo cotidiano de conteúdo.
As plataformas passaram a dividir espaço com redes sociais, transmissões esportivas, influenciadores e grupos de mensagens, ampliando os pontos de contato com os consumidores.
Essa presença é particularmente relevante para o mercado esportivo, que se tornou um dos principais ambientes de exposição das empresas de apostas.
As marcas aparecem em patrocínios, publicidade e transmissões, enquanto as próprias plataformas acompanham partidas e competições em tempo real.
Recursos digitais como notificações, recomendações personalizadas e programas de recompensa também aumentam a frequência de interação entre usuários e operadores.
Com isso, a discussão sobre a experiência oferecida pelas plataformas passa a envolver não somente aquisição e retenção de clientes, mas também os limites de comunicação e os mecanismos destinados à proteção dos apostadores.
Reportagem: Mktesportivo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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