quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Goleada com sobras da Argentina

Argentina vence a Bolívia com facilidade no primeiro jogo pós-Messi.

Com gol e assistência, Nico Paz se credencia como principal nome da nova geração.

A torcida argentina ainda vai se despedir de Lionel Messi no próximo dia 6 de outubro, mas o amistoso desta quarta-feira (30), contra a Bolívia, já serviu como o início de uma nova era. 

E, a julgar pela primeira impressão, a transição pode não ser tão traumática. 

Ainda que o adversário não tenha apresentado qualquer resistência, a nova equipe de Lionel Scaloni mostrou a conhecida organização ofensiva e goleou a Bolívia sem dificuldade, por 4 a 0, em Córdoba. 

E se não terá mais Messi, é hora de a nova geração apresentar suas credenciais. 

Nesta quarta-feira (30), quem mostrou serviço foi o meia Nico Paz, autor de um bonito gol e uma assistência para o zagueiro Cuti Romero, o novo capitão. 

Lautaro Martínez abriu o placar, e o palmeirense Flaco López fechou a goleada, marcando pela primeira vez com a camisa da seleção.

A Argentina voltará a campo neste sábado (3), no Monumental de Núñez, para mais um amistoso, contra Burkina Faso. 

Depois, virá o momento mais emocionante desta Data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) para os argentinos: a despedida de Lionel Messi, dia 6 de outubro, contra Benin, de novo no Monumental.

A Bolívia se limitou a tentar segurar a avalanche ofensiva da Argentina, a seleção visitante deu apenas dois chutes a gol em todo o jogo, ambos sem perigo. 

De resto, ataque contra defesa. 

Aos 18 minutos do primeiro tempo, Lautaro recebeu ótimo passe de Mac Allister, iludiu dois marcadores e chutou rasteiro para abrir o placar. 

Aos 28 minutos do primeiro tempo, Palacios lançou Nico Paz, que deu uma cavadinha na saída do goleiro para ampliar. 

No terceiro gol, Nico cobrou falta na medida para Cuti Romero completar de cabeça, aos 8 minutos do segundo tempo. 

Flaco López, que entrou no segundo tempo, aproveitou bem o pouco tempo em campo, chegou a marcar um gol anulado por impedimento, e logo depois marcou para valer, aproveitando a sobra da bola em boa jogada de Leonel Flores, aos 41 minutos do segundo tempo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Goleada do Timão

Corinthians goleia Atlético-GO por 8 a 0 e avança em segundo lugar às quartas de final do Campeonato Brasileiro Sub-17.

Gols da partida foram marcados por Leo Rodrigues (2 vezes), Gabriel Cordeiro (2 vezes), Miguel Moscardo (2 vezes), Igor Macedo e Tupã. 

Time goianiense termina campanha em último.

O Corinthians goleou o Atlético-GO por 8 a 0 pela décima nona e última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Sub-17. 

O jogo foi nesta quarta-feira (30) no Parque São Jorge em São Paulo. Com a derrota do Fluminense para o Bahia, o Corinthians avança na segunda posição para as quartas de final. 

Gols da partida foram marcados por Leo Rodrigues (2 vezes), Gabriel Cordeiro (2 vezes), Miguel Moscardo (2 vezes), Igor Macedo e Tupã; time goianiense termina campanha em último.

O Corinthians dominou as ações durante a partida toda. Precisando do resultado positivo para buscar a segunda posição, criou e saiu goleando na primeira etapa. 

O Atlético-GO não finalizou ao gol de Milani e buscou se defender e usou muito a estratégia de linha de impedimento alta. 

Porém, o time paulsita já construiu uma goleada. 

Miguel Moscardo abriu o placar desviando chute de Igor Macedo aos 12 minutos do primeiro tempo. 

Leo Rodrigues marcou 2 belos gols aos 37 minutos do primeiro tempo e aos 40 minutos do primeiro tempo entrando na área. 

Aos 45 minutos do primeiro tempo, Miguel recebeu na área e marcou o quarto gols.

Na etapa final, a equipe do técnico Guilherme Nascimento manteve o ritmo para chegar a quinta vitória seguida na temporada. 

Aos 12 minutos do segundo tempo, Igor Macedo marcou o quinto gol. 

Gabriel Cordeiro fez o sexto aos 18 minutos do segundo tempo e o sétimo aos 32 minutos do segundo tempo. 

Para fechar a goleada, Tupã fez um golaço por cobertura aos 42 minutos do segundo tempo. 

Minutos antes, ele tinha perdido um gol inacreditável na pequena área.

Com a goleada para cima do time goianiense, o Corinthians termina com o melhor ataque na primeira fase com 58 gols marcados. 

O time ultrapassou o Palmeiras, que fechou a primeira fase na liderança da competição e com 56 gols.

O Atlético-GO se despede da competição com a vigésima posição e apenas uma vitória em 19 jogos. 

O time tem a marca negativa de ter a pior defesa com 73 gols sofridos.

O Corinthians enfrentará o Flamengo nas quartas de final. 

Jogo de volta tem o mando do time paulista. 

Confira os confrontos:

Atlético-MG X Palmeiras-SP

Cruzeiro-MG X Fluminense-RJ

Flamengo-RJ X Corinthians-SP

Fortaleza-CE X Red Bull Bragantino-SP

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Fortaleza avança para a próxima fase

Fortaleza vence Internacional e avança às quartas de final do Campeonato Brasileiro Sub-17.

Tricolor terminou a fase classificatória na sexta posição, e agora enfrenta o Red Bull Bragantino nas quartas de final.

O Fortaleza venceu o Internacional, por 2 a 1, nesta quarta-feira (30), no Centro de Treinamento de Maracanaú, e avançou à segunda fase do Campeonato Brasileiro Sub-17. 

Everson e Yarlley marcaram os gols do Tricolor, enquanto Roger diminuiu para o Colorado.

Com a vitória, o Fortaleza terminou a fase classificatória na sexta posição, com 33 pontos somados. 

O Tricolor enfrenta agora o Red Bull Bragantino, em jogos de ida e volta, pelas quartas de final da competição.

Ao longo do Campeonato Brasileiro, o time comandado por Thiago Dantas conquistou 10 vitórias, 3 empates e 6 derrotas até aqui.

Esta é a segunda vez que o Fortaleza consegue avançar de fase na competição do Sub-17. 

O feito repete o trunfo de 2022, quando a equipe tinha no elenco Amorim, atualmente no Genoa (Itália), Paulo Roberto, que está no Coritiba, e Guilherme Moura, emprestado ao Joinville.

Por outro lado, o Internacional se despede da competição apenas na décima terceira colocação, com 23 pontos, 9 pontos a menos que o Atlético-MG, equipe que fecha a lista dos que avançam ao mata-mata.

O Tricolor é o único nordestino na segunda etapa da competição. 

O primeiro duelo decisivo entre Fortaleza e Red Bull Bragantino está marcado para a terça-feira (6), no Centro de Treinamento de Maracanaú. 

Já o confronto da volta acontece no dia 13 de outubro, em São Paulo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Goleada e classificação do Galo

Atlético goleia Juventude na Arena MRV e vai às quartas de final do Campeonato Brasileiro Sub-17.

Galinho teve atuação de gala em casa e, como dependia apenas de suas forças, avançou sem dificuldades.

Pela décima nona e última rodada da fase classificatória do Campeonato Brasileiro Sub-17, nesta quarta-feira (30), o Atlético goleou o Juventude, por 4 a 1, na Arena MRV, em Belo Horizonte.

Os gols do Galinho foram marcados por Vagner Lopes, Riquelme, Ricardo Filipe e Charlin, Guilherme Gaia descontou para a equipe jaconera. 

Destaque para a boa atuação do atacante atleticano Gabriel Veneno, que contribuiu com duas assistências.

Com o resultado, o Atlético avançou às quartas de final da competição. 

A equipe alvinegra dependia apenas de suas forças e, portanto, se classificou sem dificuldades. 

O Papo, que já entrou em campo eliminado, se despede do torneio.

O Galinho, que avançou na oitava vaga para as quartas de final, enfrentará o Palmeiras, líder nesta etapa classificatória. 

Diferentemente do ano passado, nesta temporada, a vaga na semifinal será decidida em 2 jogos, e o Verdão tem a vantagem de fazer o segundo na condição de mandante.

Reportagem: Itatiaia.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Virada do Cruzeiro no Sub-17

Cruzeiro vence de virada e elimina o Athletico do Campeonato Brasileiro Sub-17.

Raposa entrou na última rodada da fase classificatória já classificada e despachou o Furacão.

O Cruzeiro venceu o Athletico de virada por 2 a 1 na tarde desta quarta-feira (30), no Centro de Treinamento do Caju, em Curitiba, pela décima nona e última rodada da fase classificatória do Campeonato Brasileiro Sub-17.

O Furacão saiu na frente com Henrique Moritz, de pênalti, aos 26 minutos do primeiro tempo. 

A Raposa empatou ainda na etapa inicial, com Luiz Índio, contando com falha do goleiro athleticano.

A virada cruzeirense veio no segundo tempo. 

Aos 25 minutos do segundo tempo, Isaque Barros arriscou da entrada da área e acertou no canto rasteiro.

O Cruzeiro avançou às quartas de final do Campeonato Brasileiro Sub-17 no quinto lugar da primeira fase e enfrenta o Fluminense no mata-mata, a vaga será definida no Rio de Janeiro.

Já o Athletico ficou na décima primeira posição e está eliminado da atual edição do torneio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Vitória e vantagem para a volta

River-PI vence o Picos e conquista vantagem do empate para jogo de volta da semifinal do Campeonato Piauiense da Série B.

Em primeira partida do “mata-mata do acesso”, Galo bate a SEP (Sociedade Esportiva de Picos) com gols de Felipe Pará e Waldir. 

SEP (Sociedade Esportiva de Picos) diminui com Otacílio Marcos no fim do jogo.

O River-PI venceu o Picos por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (30), no estádio Lindolfo Monteiro, em Teresina, pelo jogo de ida da semifinal do Campeonato Piauiense da Série B de 2026. 

Felipe Pará, de pênalti, colocaram o Galo na frente, mas no fim do jogo, Otacílio Marcos marcou e diminuiu o placar.

Com o resultado, o River-PI conquistou a vantagem do empate para a partida de volta. 

Uma eventual vitória do Picos por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

O River-PI entrou com uma postura mais incisiva e empurrando o Picos para o seu campo defensivo. 

Aos 8 minutos do primeiro tempo, em um jogada pela esquerda, Waldir recebeu passe dentro da área, foi derrubado e o pênalti foi marcado.

Felipe Pará converteu e abriu o placar da partida. Após o gol, o Galo continuou pressionando, teve outras oportunidades de aumentar, e aos 45 minutos do primeiro tempo, Waldir, de cabeça, ampliou a vantagem tricolor. 

O Picos começou a criar jogadas na segunda metade do primeiro tempo. 

A chance mais perigosa foi em uma cobrança de falta de Esquerdinha, em que Joanderson fez a defesa.

Em desvantagem no placar, o Picos tentou pressionar o River-PI nos minutos iniciais do segundo tempo. 

A SEP (Sociedade Esportiva de ìcos) teve mais posse de bola, criou chances, mas o clube mandante soube controlar o volume de jogo criado pelo adversário.

O River-PI, apesar de ter adotado uma postura mais ofensiva, teve diversas oportunidades de ampliar sua vantagem, principalmente nos contra-ataques. 

E no fim do jogo, Otacílio Marcos aproveitou um cruzamento da esquerda, desviou e diminuiu o placar.

A partida de volta entre Picos e River-PI vai ocorrer no dia 7 de outubro. 

O jogo vai ocorrer no estádio Helvídio Nunes, na Capital do Mel. 

O horário da decisão ainda será definido pela Federação de Futebol do Piauí (FFP).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Fim de jejum!

Botafogo-SP bate lanterna Ponte e volta a vencer após 7 rodadas no Campeonato Brasileiro da Série B.

Time abre cinco pontos do Z-4 e deixa equipe de Campinas com chance de queda na próxima rodada.

O Botafogo-SP venceu a Ponte Preta por 2 a 0 na noite desta terça-feira (29), no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, em Ribeirão Preto-SP, pela trigésima rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. 

Com isso, o time encerrou um jejum de 7 jogos sem vencer na competição. 

A última vitória havia sido em 14 de agosto, contra o São Bernardo. 

Os gols da partida foram marcados por Rafael Gava e Patrick Brey, no primeiro tempo. 

Com o resultado, o Botafogo-SP foi a 35 pontos, 5 pontos a mais que o Avaí, que abre a zona de rebaixamento. 

Apesar da vitória, o time segue em décima sexto lugar. 

Já a Ponte conheceu a vigésima terceira derrota na competição, segue na lanterna com 13 pontos e pode ser rebaixada matematicamente na próxima rodada caso seja derrotada.

O Botafogo-SP volta a jogar no sábado (3), em casa, contra o líder Vila Nova. 

A partida da trigésima primeira rodada está marcada para começar às 18h30 (horário de Brasília). 

Já a Ponte Preta encara o Cuiabá no mesmo dia, mas às 17 horas (horário de Brasília), fora de casa.

O primeiro tempo teve domínio total do Botafogo-SP, que abriu o placar aos 5 minutos do primeiro tempo, com Rafael Gava, de pênalti, após falta em Zé Hugo dentro da área. 

O time teve liberdade para jogar pelas pontas e no meio e ficou mais com a bola durante toda etapa inicial. 

A Ponte Preta assustou apenas uma vez, com Rodrigo Souza, que tentou uma puxeta na pequena área e acertou o travessão. 

De tanto dominar, o segundo gol dos donos da casa saiu aos 39 minutos do primeiro tempo. 

Zé Hugo fez boa jogada pela direita e invadiu a área. 

Chutou na trave e, na sobra, Patrick Brey soltou a bomba para ampliar o marcador. 

O segundo tempo também teve o Botafogo-SP com mais posse e mais domínio. 

O time chegou ao terceiro gol com Vilar, de cabeça, aos 13 minutos do segundo tempo, mas o zagueiro estava impedido. 

Aos 20 minutos do segundo tempo, Arthru Caíke finalizou rasteiro e o goleiro Vinícius Ferrari salvou a Ponte. 

Apareceu novamente 3 minutos depois, aos 23 minutos do segundo tempo, ao defender, no reflexo, um bom cabeceio de Morelli. 

O Botafogo seguiu com a bola e pouco foi atacado. 

O time voltou a assustar aos 43 minutos do segundo tempo, quando Hygor cabeceou firme no canto e Vinícius espalmou a bola na trave. 

Foi o último lance de perigo do jogo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Quando o dinheiro passa por fora da quadra

Kawhi Leonard e Clippers expõe os limites do poder financeiro na NBA (National Basketball Association é a principal liga de basquetebol profissional da América do Norte) e levanta uma discussão necessária: até onde um clube pode gastar e quanto uma competição precisa saber sobre esse dinheiro?

Felipe Joseph é Coordenador de Relações Esportivas da Penalty e possui mais de 19 anos de experiência em marketing, publicidade e promoção.

O caso envolvendo Kawhi Leonard e o Los Angeles Clippers mostra o grau de sofisticação alcançado pelas estruturas de governança e controle financeiro das ligas esportivas norte-americanas. 

Estamos falando de um atleta All-Star, referência em fundamentos de defesa, campeão da NBA por dois times diferentes e  MVP (Premia o atleta com o desempenho mais excelente de toda a temporada regular) das finais em ambos títulos.

Em 2 de setembro, a NBA anunciou uma das punições mais severas de sua história. 

Depois de uma investigação independente conduzida durante um ano pelo escritório Wachtell, Lipton, Rosen & Katz, a liga concluiu que os Clippers haviam violado as regras de circumvention do salary cap, criando oportunidades de renda fora da quadra para Leonard por meio de empresas que mantinham relações comerciais com a franquia.

O resultado foi pesado: multa de US$ 30 milhões para os Clippers, perda de cinco escolhas de primeira rodada do Draft, referentes aos anos de 2029 a 2033, suspensão do proprietário Steve Ballmer por um ano, suspensão, sem remuneração, da presidente de operações de negócios Gillian Zucker por um ano e do presidente de operações de basquete Lawrence Frank por 6 meses, cinco anos de monitoramento de compliance e multa de US$ 700 mil para o próprio Leonard.

Dennis Robertson, tio e então gestor de negócios de Leonard, foi banido de atuar com equipes e profissionais ligados à NBA por 5 anos.

E o caso ganhou uma nova dimensão. 

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre as relações entre os Clippers e Leonard. 

A apuração está em estágio inicial e é conduzida pelo escritório do procurador dos Estados Unidos no Brooklyn. 

Segundo a Reuters, já houve pelo menos uma intimação e existe a possibilidade de apresentação das evidências a um grande júri. Isso, evidentemente, não significa que tenha havido acusação ou condenação criminal.

A pergunta que interessa ao esporte é outra: por que uma liga tão rica, com alguns dos clubes mais valiosos do planeta e atletas que movimentam milhões de dólares, precisa controlar quanto cada equipe pode gastar?

A resposta está diretamente ligada ao princípio de preservar uma competição saudável e atrativa.

O salary cap da NBA não foi criado para impedir que jogadores sejam bem remunerados ou que proprietários invistam em suas equipes. 

Importante informar que os salários dos jogadores da NBA são relevantes globalmente, mesmo em comparação com os melhores jogadores de futebol. 

O sistema estabelece uma arquitetura financeira que limita a capacidade de uma franquia transformar poder econômico em vantagem esportiva permanente.

Na temporada 2026/2027, o salary cap da NBA foi estabelecido em US$ 164,961 milhões por equipe. 

O valor que determina o chamado tax level é de US$ 200,428 milhões. 

A partir desse nível entram em funcionamento mecanismos de tributação, enquanto os chamados aprons estabelecem restrições adicionais para as equipes que ultrapassam determinados patamares de folha salarial. 

E a estrutura atual ainda estabelece o first apron, em US$ 209,015 milhões, e o second apron, em US$ 221,686 milhões.

A NBA construiu, ao longo dos anos, uma sofisticada engenharia financeira. 

Existem exceções, diferentes níveis de tributação, restrições para equipes acima dos aprons e mecanismos que tornam progressivamente mais difícil para uma franquia utilizar sua capacidade financeira para acumular vantagens.

O objetivo é claro: reduzir a discrepância esportiva entre quem pode gastar mais e quem pode gastar menos.

Em uma empresa tradicional, se um concorrente possui mais dinheiro, ele pode investir mais, contratar os melhores profissionais, ampliar sua operação e tentar dominar seu mercado. 

É parte da lógica competitiva do capitalismo.

No entanto, se uma equipe puder usar todo seu poderio financeiro para transformar essa vantagem econômica em concentração permanente de talentos, ela aumentará sua probabilidade de vencer, mas também poderá diminuir o interesse pelo campeonato. 

E ao longo do tempo isso tende a diminuir o valor global da competição na qual o time participa.

O valor do esporte está na incerteza. 

O jogo acontece ao vivo, e aí mora sua força para prender a atenção da audiência. 

O torcedor não compra apenas o espetáculo. 

Ele compra a possibilidade de que seu time possa vencer. 

E os resultados recentes ajudam a dimensionar essa discussão. Nas últimas oito temporadas, oito franquias diferentes conquistaram o título da NBA:

2026: New York Knicks. 

2025: Oklahoma City Thunder. 

2024: Boston Celtics. 

2023: Denver Nuggets. 

2022: Golden State Warriors. 

2021: Milwaukee Bucks. 

2020: Los Angeles Lakers. 

2019: Toronto Raptors.

Na prática, é o seguinte: em 8 temporadas, 8 times diferentes levantaram o caneco. 

É por isso que equilíbrio competitivo não significa necessariamente que todas as equipes tenham o mesmo dinheiro. 

Significa criar condições para que o dinheiro não seja capaz de determinar sozinho o resultado da competição.

É nesse ponto que o caso Kawhi Leonard se torna tão relevante.

Atletas são marcas. 

Possuem contratos publicitários, negócios próprios, investimentos e inúmeras possibilidades de monetização de sua imagem. 

Leonard, como qualquer grande estrela global, tem todo o direito de explorar seu valor comercial dentro das regras estabelecidas.

A liga concluiu que os Clippers iniciaram e facilitaram oportunidades de renda para Leonard com quatro empresas que mantinham relações comerciais com a equipe (Aspiration Partners, Boingo Wireless, Daktronics e Lockton Insurance) além de oferecer negócios da própria franquia como incentivo para que essas empresas celebrassem acordos com o jogador. 

A investigação também apontou o pagamento de despesas pessoais de Leonard e de seus representantes e a ausência de comunicação à liga sobre determinadas solicitações de renda feitas em nome do atleta.

Ou seja, o ponto central não está simplesmente no valor recebido por Kawhi Leonard. 

Está na possibilidade de que uma parte da remuneração tenha sido construída fora da estrutura que deveria determinar a remuneração dos atletas.

Se uma franquia encontra uma forma de remunerar seu principal jogador por caminhos que não estão disponíveis para seus concorrentes, o problema deixa de ser financeiro e passa a ser competitivo. 

A regra continua existindo no papel. 

Mas deixa de produzir o efeito para o qual foi criada. 

A maior ameaça a um salary cap talvez não seja o clube que gasta demais. 

É o clube que encontra uma maneira de fazer o dinheiro parecer que não foi gasto.

Foi justamente por isso que a NBA tratou o episódio como algo maior do que uma simples irregularidade contratual. 

Adam Silver afirmou que o sistema coletivamente negociado para determinar a remuneração dos jogadores é um componente fundamental da competição organizada pela liga, em benefício das equipes, dos atletas e, principalmente, dos fãs.

As regras financeiras de uma liga esportiva existem para proteger os clubes, mas, principalmente, para proteger o produto e manter o engajamento do torcedor.

Clubes maiores, mercados maiores, patrocinadores maiores, proprietários mais ricos e torcidas maiores inevitavelmente produzem vantagens.

A NBA decidiu que existe um limite e, ao longo dos anos, foi sofisticando seus mecanismos para restringir ainda mais a capacidade das franquias financeiramente mais poderosas de utilizar o dinheiro para construir elencos cada vez mais caros.

Quando uma liga cria mecanismos para aumentar o equilíbrio, ela não está necessariamente tentando nivelar todos os participantes. 

Muito menos nivelando “por baixo”. 

Está trabalhando para aumentar a quantidade de equipes capazes de acreditar que podem competir.

Uma competição mais equilibrada movimenta audiência, venda de ingressos, produtos licenciados, mídia, relacionamento com o torcedor e patrocínio. 

Para os patrocinadores, a percepção de que diferentes equipes podem disputar títulos também amplia o número de propriedades capazes de gerar relevância esportiva e comercial.

Em outras palavras, equilíbrio competitivo também é um ativo comercial.

Não existe mercado esportivo saudável quando a percepção de que “alguns podem tudo e outros não podem nada” passa a dominar a competição. 

No Brasil, ainda não acredito que o mercado esteja maduro para algum tipo de salary cap.

A NBA é a principal competição de basquete do mundo, tem os melhores atletas, movimenta bilhões de dólares, possui receitas de mídia globais, contratos comerciais de escala internacional, franquias com enorme capacidade de geração de receita e um modelo coletivo de negociação entre liga e sindicato dos jogadores construído ao longo de décadas.

O basquete nacional está em outro estágio de desenvolvimento, mas demonstra interesse em estabelecer responsabilidade financeira em toda sua cadeia.

Para participar do NBB, as equipes precisam cumprir uma série de requisitos administrativos e financeiros. 

O regulamento estabelece, entre outras exigências, a necessidade de comprovação de viabilidade financeira, adimplência com as obrigações financeiras junto à LNB (Liga Nacional de Basquete) e condições de infraestrutura. 

Esses requisitos são comuns aos participantes da competição.

A LNB também utiliza a chamada Certidão de Situação Regular de Valores Contratuais, conhecida no ambiente do basquete como “Livro de Dívidas”, mecanismo destinado a verificar a situação dos compromissos dos clubes com atletas e profissionais. 

A documentação da própria LNB prevê ainda participação das associações de atletas e técnicos na verificação dessas informações.

Antes de discutir quanto um clube brasileiro pode gastar, precisamos discutir se ele consegue pagar aquilo que está contratando. 

No Brasil, historicamente, houve casos de equipes que contrataram jogadores sem conseguir cumprir integralmente os compromissos assumidos e, posteriormente, voltaram ao mercado para formar novos elencos. 

Essa dinâmica também produz uma distorção competitiva: uma equipe pode continuar contratando novos atletas enquanto acumula passivos com profissionais de temporadas anteriores. 

No Brasil, o caminho para ampliar o equilíbrio financeiro passa primeiro por enfrentar o problema existente e, a partir daí, avançar para novas frentes. 

Ou seja, se uma equipe mantém pendências não regularizadas com atletas e comissão técnica, pode ficar impedida de participar das competições seguintes organizadas pela LNB.

Um projeto esportivo não pode ser considerado bem administrado apenas porque contratou grandes jogadores. 

É preciso saber de onde vem o dinheiro, qual é a previsibilidade dessa receita, quanto tempo ela estará disponível e qual será o impacto da operação caso o patrocinador deixe de investir.

Existe ainda uma segunda discussão que o caso americano coloca na mesa: transparência.

Basta uma simples pesquisa para acessar os principais valores dos contratos dos jogadores da NBA. 

Plataformas especializadas, jornalistas, agentes, torcedores e analistas acompanham duração, valores, opções, bônus e o impacto de cada acordo sobre o salary cap.

No basquete brasileiro, a realidade é muito diferente. 

E não estou defendendo necessariamente que cada contrato individual precise ser publicado. 

Ainda estamos longe dessa realidade na modalidade.

Mas talvez seja hora de discutirmos a transparência financeira agregada das equipes: Qual é o tamanho de sua receita? 

Quanto um clube investe em sua folha salarial? 

Qual percentual da receita é destinado ao elenco e qual percentual é destinado para equipe administrativa? 

Quantos meses de folha estão contratualmente garantidos? 

Qual é a proporção entre receitas recorrentes e receitas extraordinárias? 

Qual o resultado financeiro da operação?

Essas informações poderiam ser muito mais importantes para o mercado do que simplesmente saber quanto ganha determinado jogador.

Quando uma empresa associa sua marca a uma equipe, não está comprando apenas exposição de logotipo, audiência ou conteúdo digital. 

Está comprando associação de reputação. 

Por isso, governança deveria fazer parte da avaliação de um ativo esportivo. 

Levar essas informações, dentro de uma narrativa de governança e sustentabilidade, para uma mesa de negociação com parceiros pode ampliar a longevidade da parceria.

Uma competição que consegue demonstrar que seus participantes possuem responsabilidade financeira transmite mais segurança para patrocinadores, investidores, atletas, fornecedores e torcedores.

No caso do basquete nacional, seria necessário entender profundamente as diferenças de receita entre as equipes, os modelos de patrocínio, a participação de receitas públicas e privadas, a bilheteria, os investimentos em formação e a estrutura financeira de cada projeto.

Depois, maior padronização das informações financeiras. 

Na sequência, mecanismos de responsabilidade fiscal e limites de comprometimento. 

E somente então discutir se um teto salarial, um piso salarial ou outro mecanismo de controle financeiro faria sentido para a realidade brasileira.

Uma liga profissional reúne equipes que jogam umas contra as outras. 

No Brasil, as Ligas existentes são formadas por muitos times que não são exclusivos da Liga. 

Me refiro às equipes vinculadas a clubes multiesportivos, muitos deles historicamente associados ao futebol. 

Flamengo, Corinthians, Vasco, Botafogo, Cruzeiro e outros estão dentro de estruturas centenárias que não podem separar futebol das outras modalidades. 

Essa é uma diferença estrutural importante em relação à NBA. 

No Brasil, equipes de basquete, futsal e outras modalidades frequentemente estão inseridas em organizações esportivas multidesportivas. 

Uma decisão tomada na liga precisa, portanto, ser levada de volta para uma estrutura maior, que possui outras prioridades, outros orçamentos e outros interesses.

Se uma equipe deixa de pagar seus atletas, o problema é dela, mas também é da competição. 

Se uma equipe desaparece durante a temporada, o problema é dela, mas também é da competição. 

Se uma equipe possui recursos muito superiores e consegue transformar isso em vantagem permanente, o problema deixa de ser exclusivamente dela e passa a ser da competição.

No esporte, equilíbrio competitivo não significa que todos tenham o mesmo dinheiro. 

Significa que todos precisam acreditar que o dinheiro, sozinho, não será capaz de decidir quem vence.

E essa talvez seja uma das maiores diferenças entre vender um campeonato e construir uma competição.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Indústria da mídia

Kings League Brazil mira expansão nacional e maior maturidade do negócio.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, Anadege Freitas, nova diretora-geral da competição no país, detalha prioridades para fortalecer a operação, ampliar a audiência e aprofundar a relação com presidentes

A Kings League Brazil inicia uma nova etapa de desenvolvimento com o objetivo de transformar o crescimento de sua audiência em uma operação comercial mais estruturada. 

Recém-chegada ao comando da competição no país, Anadege Freitas pretende concentrar sua atuação na expansão regional, na sustentabilidade do negócio e no fortalecimento das relações com os times e seus presidentes.

Em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo, a executiva apresentou as prioridades de sua gestão e explicou como pretende utilizar a experiência acumulada em empresas de tecnologia e entretenimento para desenvolver a Kings League no mercado brasileiro. 

Entre os principais pontos está a necessidade de preservar a capacidade de inovação da competição enquanto a estrutura empresarial avança para um novo estágio.

Anunciada em setembro como diretora-geral da Kings League Brazil, Anadege possui mais de 20 anos de experiência profissional, com passagens por Amazon/Twitch, Activision Blizzard, Nintendo e Paramount Pictures. 

Sua trajetória inclui atuação em negócios relacionados ao consumo de conteúdo, entretenimento digital e relacionamento com comunidades, áreas diretamente ligadas ao formato desenvolvido pela Kings League.

A executiva chega à organização em um momento no qual a competição procura ampliar suas oportunidades comerciais e consolidar uma operação capaz de sustentar o crescimento de audiência e engajamento registrado desde sua chegada ao Brasil.

Expansão regional e sustentabilidade do negócio: A ampliação da presença da Kings League fora dos principais centros de consumo esportivo aparece entre as prioridades identificadas por Anadege. 

Segundo a diretora-geral, a competição já observa uma expansão de audiência para outras regiões brasileiras, especialmente no Nordeste, movimento que abre novas possibilidades de desenvolvimento comercial.

A executiva considera que o próximo estágio dependerá da capacidade de transformar essa presença em uma estrutura de negócios consistente, mantendo o engajamento do público e criando condições para o crescimento da operação.

"O Brasil é um dos maiores mercados do mundo para a Kings League. A gente tem expandido muito a nossa audiência fora do eixo São Paulo-Rio. Vamos um crescimento no Nordeste, então essa fórmula de sucesso tem se provado cada vez mais. O nosso grande desafio, principalmente no meu papel aqui, é como continuar essa expansão dentro do Brasil em audiência e engajamento, mas muito mais também na questão de sustentabilidade e da solidez do negócio aqui no Brasil. Tem muitas oportunidades e esse é o próximo passo: a maturidade do negócio”, disse Anadege.

A declaração coloca a consolidação empresarial no centro das prioridades da nova gestão. 

A expansão geográfica representa uma oportunidade para desenvolver o relacionamento com diferentes públicos e mercados, enquanto a sustentabilidade mencionada pela executiva envolve a construção de uma operação capaz de manter sua trajetória de crescimento.

Experiência em tecnologia e entretenimento: A trajetória profissional da nova diretora-geral está ligada a empresas que desenvolveram negócios a partir da relação direta entre conteúdo e audiência. 

Na Twitch, por exemplo, a participação do público nas transmissões integra a experiência oferecida pela plataforma, característica que também aparece na dinâmica da Kings League.

Anadege identifica nessa experiência uma conexão com o funcionamento da competição, especialmente pela presença dos presidentes das equipes, que participam da produção de conteúdo e mantêm relacionamento com suas próprias comunidades.

“Entretenimento e tecnologia tem tudo a ver com a Kings League, além da construção de comunidades, que é algo que vivi muito na época de outras empresas como Twitch, Amazon e Activision Blizzard também. A comunidade fazendo parte do conteúdo, não somente assistindo, e construindo junto com o presidente as suas transmissões, é uma coisa essencial. Para mim, a construção de comunidade unindo entretenimento com tecnologia é uma das fontes de sucesso que posso contribuir”, detalhou.

A executiva relaciona sua experiência anterior à possibilidade de ampliar a participação dos torcedores no ambiente da Kings League. 

Nesse formato, a audiência acompanha as partidas e também participa das interações desenvolvidas pelos presidentes, equipes e criadores envolvidos na competição.

Outro aspecto destacado por Anadege é a velocidade com que a Kings League desenvolve e adapta seus formatos. 

A diretora-geral afirma ter encontrado uma organização com capacidade de realizar mudanças rápidas, característica que associa ao perfil de uma audiência jovem e habituada a consumir diferentes experiências de entretenimento.

Para a executiva, essa dinâmica está presente desde a criação da competição, que surgiu com a proposta de incorporar elementos de inovação à estrutura tradicional do futebol.

“Uma das coisas que mais me impressionou é ser uma empresa extremamente ágil. Acho que a Kings League, exatamente pela natureza que ela tem de ter nascido da inovação e pensando em como inovar o futebol, já tem essa essência de testar caminhos diferentes e trazer as comunidades para dentro desse mundo, o que exige mudanças rápidas e adaptação. Pra mim é uma surpresa muito bacana, porque basicamente essa audiência jovem espera isso: ela não quer as mesmas coisas sempre, ela muda rapidamente, e a Kings League é exatamente isso.”

A capacidade de adaptação mencionada por Anadege também influencia a maneira como a liga organiza suas experiências e desenvolve novos formatos de conteúdo. 

Ao assumir a direção da operação brasileira, a executiva passa a trabalhar com a necessidade de conciliar essa velocidade de execução com os processos de estruturação comercial e administrativa previstos para a próxima fase do negócio.

Presidentes e equipes na construção da próxima fase: A relação com os presidentes das equipes também terá espaço na atuação da nova diretora-geral. 

Na Kings League, esses participantes exercem funções que ultrapassam a representação esportiva dos times, com presença nas transmissões, na produção de conteúdo e no relacionamento com as comunidades.

Anadege pretende aprofundar a colaboração entre a organização da competição e os representantes das equipes, envolvendo-os nas decisões relacionadas ao desenvolvimento do produto esportivo e à experiência oferecida aos torcedores.

“Eles [os presidentes] são parte fundamental do nosso ecossistema. Estamos construindo cada vez mais, principalmente com essa nova fase de maturidade da Kings League no negócio, uma relação mais próxima com os times e presidentes. Hoje essa relação vai muito além somente de ouvi-los: é de construção em conjunto, a quatro mãos. Os presidentes não têm somente voz em termos de falar as posições, mas em construir junto com a gente esse novo momento da Kings League, trazendo inovações no desenvolvimento dos times e dos atletas, e na competição esportiva e experiência dos fãs. É nisso que a gente vai trabalhar nos próximos meses: uma construção em conjunto”, finalizou.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nova mídia esportiva

BandNews FM reformula programação esportiva com nova frente no YouTube.

Nova grade terá futebol, modalidades olímpicas, ligas americanas e Fórmula 1.

A partir desta quinta-feira (1º), a BandNews FM ampliará sua cobertura esportiva. 

A mudança passa por uma nova programação e maior espaço para o conteúdo esportivo no rádio, além de uma estrutura multiplataforma para a cobertura das principais competições.

O futebol seguirá como um dos principais eixos da programação, mas a grade também terá espaço para modalidades olímpicas e diferentes ligas dos Estados Unidos, como NBA (National Basketball Association), NFL (National Football League), MLB (Major League Baseball) e NHL (National Hockey League). 

A Fórmula 1 também fará parte da cobertura, com transmissão de todas as corridas da temporada.

Dentro dessa nova programação, o BandNews na Área passará a ser apresentado diariamente, de domingo a domingo, às 20h30 (horário de Brasília). 

Mauricio Ferreira e Bruno Camarão estarão no comando, com participações de Mauro Beting, Cicinho, Marcos Assunção, Bernardo Ramos e Leonardo Fontes nos comentários e análises.

A programação terá uma dinâmica específica nos dias de jogos. 

Fábio França e André Coutinho serão responsáveis pelas transmissões, com o apoio da equipe de repórteres. 

Antes do início das partidas, o BandNews na Área, Aquecimento levará ao público informações sobre os duelos e notícias diretamente dos locais de cobertura.

Já a narração será de responsabilidade de Marcelo do Ó, Silva Junior e Anderson Gonçalves. 

Após o encerramento das partidas, o Depois do Jogo contará com entrevistas com os técnicos e análises dos principais assuntos da rodada.

A grade esportiva de domingo terá início às 14 horas (horário de Brasília) e permanecerá no ar até as 23 horas (horário de Brasília), com espaço para transmissões e opiniões.

No YouTube, a BandNews FM terá um novo canal dedicado ao conteúdo esportivo. 

O BandNews Esportes amplia a distribuição da programação, que também está disponível no dial, na Fast TV e no aplicativo Bandplay, permitindo acompanhar as transmissões e os demais conteúdos esportivos em diferentes plataformas.

Reportagem: Mktesportivo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Como os clubes irão se organizar sem as bets

Governo afirma que mais de 5 mil sites ilegais de apostas foram bloqueados.

Informação foi confirmada nesta terça-feira (29), em entrevista coletiva que detalhou primeiras ações públicas depois da publicação da Medida Provisória que baniu as bets do Brasil.

O Governo Federal anunciou, durante entrevista coletiva realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), nesta terça-feira (29), que mais de cinco mil sites ilegais de apostas já foram bloqueados. 

A declaração foi dada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, que destacou algumas das ações públicas adotadas desde a publicação da Medida Provisória (MP) que baniu as casas de apostas do Brasil.

De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (29), foram derrubados 5.209 sites de apostas ilegais. 

A atuação dos ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Fazenda também tirou do ar perfis do Facebook e do Instagram.

Ainda na apresentação desta terça-feira (29), que contou com a participação de representantes de outros ministérios, como o da Fazenda, o governo informou que mais de um milhão de membros e usuários de canais, grupos e perfis de bets ilegais foram alcançados. 

Segundo dados do governo, entre sábado (26) e esta terça-feira (29), o número de transferências via Pix diminuiu 10%.

Chico Lucas, secretário nacional de segurança pública, disse ainda não ser possível relacionar a diminuição do volume de transferências ao fim das bets no Brasil, mas ressaltou que trata-se de um forte indício, já que o único fato relevante relacionado ao sistema bancário no último fim de semana foi justamente a proibição das bets.

Com relação aos clubes, João Brant, secretário de políticas digitais da Secretaria de Comunicação do governo federal, informou que a posição do governo é de manter o diálogo, para superar eventuais prejuízos que o banimento das casas de apostas do Brasil tenham causado. 

Ainda de acordo com Brant, o entendimento do governo é de que é possível contornar os investimentos de outras formas.

Uma reunião entre representantes do Governo Federal e clubes do futebol brasileiro chegou a ser marcada justamente para esta terça-feira (29), no Palácio do Planalto. 

O encontro, entretanto, acabou não ocorrendo e só deve acontecer depois do primeiro turno das Eleições.

Entenda o caso: Na última sexta-feira (25), o Governo Federal anunciou a suspensão, por meio de uma Medida Provisória, da atividade de casas de apostas no Brasil.

As casas de apostas funcionavam de maneira regulamentada no Brasil desde 2023, quando a Lei 14.790/2023, que ficou conhecida como Lei das Bets, foi sancionada por Lula.

O texto da Medida Provisória sobre as casas de apostas também prevê um cronograma de como vai funcionar o saque de valores que ainda estejam depositados nas plataformas. 

Ainda de acordo com a publicação, valores que não sejam sacados dentro do prazo inicial, poderão ser acessados posteriormente.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Balançou as redes

Lucas Rodrigues valoriza vitória e destaca controle do Brasil contra a Dinamarca.

Volante marcou um dos gols na goleada por 4 a 1 sobre a Dinamarca.

Lucas Rodrigues, do Goiás, teve motivos de sobra para comemorar depois da estreia da Seleção Brasileira Sub-20 na sequência de amistosos na Espanha. Autor do segundo gol brasileiro na vitória por 4 a 1 sobre a Dinamarca, nesta segunda-feira (28), na Pinatar Arena, o volante falou sobre a felicidade de balançar as redes.

“Estou muito feliz pelo gol, pela vitória também. É uma sensação inexplicável representar o nosso país, ainda mais podendo contribuir. Então, muito feliz. Somente agradecer a Deus, ao professor pela oportunidade”, afirmou.

O gol de Lucas saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, quando o Brasil retomou a vantagem depois de sofrer o empate. 

O volante recebeu a bola na intermediária e acertou um chute forte, sem dar chances ao goleiro dinamarquês.

Para Lucas, o bom início da partida foi importante para que a Seleção ganhasse confiança e conseguisse manter o controle das ações.

“A gente começou muito bem o jogo, conseguimos fazer o nosso primeiro gol. A gente conseguiu controlar o jogo praticamente todo, então deu certa confiança para a equipe”, avaliou.

O triunfo foi o primeiro de 3 compromissos da Seleção Sub-20 nesta Data FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol). 

Depois da Dinamarca, o Brasil enfrenta Estados Unidos e México, em partidas que Lucas considera importantes para dar sequência ao trabalho.

“E a gente vai evoluindo, seguindo evoluindo, que essa vitória é muito importante. Agora vamos seguir trabalhando, ajustar o que o professor tem para ajustar e seguir nessa evolução”, concluiu.

O próximo compromisso da Seleção Brasileira Sub-20 será contra os Estados Unidos, na quinta-feira (1º de outubro), às 18 horas, no horário local e 13 horas (horário de Brasília), novamente na Pinatar Arena, em San Pedro del Pinatar, na Espanha. 

O confronto será o segundo dos três amistosos programados para esta Data FIFA. 

O último será diante do México, dia 5 de outubro, às 11 horas (horário local) e 6 horas (horário de Brasília).

Reportagem: CBF.com.br

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Trabalho no futebol gaúcho

Irmã de Alex Telles, do Botafogo, encara desafio como CEO de clube: "Não basta ter o sobrenome".

Hellen Telles é a principal executiva da Apafut (Associação de Pais e Amigos do Futebol), equipe de Caxias do Sul que está viva na briga por vaga na primeira divisão do Gauchão.

Hellen Telles ingressou no futebol por causa da família: ela é irmã do lateral-esquerdo Alex Telles, atualmente no Botafogo. 

Durante quase uma década, gerenciou a carreira do irmão famoso e agenciou outros jogadores como empresária licenciada pela FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol). 

Há cerca de 3 anos, decidiu trilhar outro caminho na carreira: retornou a Caxias do Sul e assumiu recentemente um novo desafio como CEO de um clube que disputa a segunda divisão do Rio Grande do Sul.

Desde julho, Hellen é a principal executiva da Apafut (Associação de Pais e Amigos do Futebol), clube caxiense com 15 anos de história. 

É responsável pela parte estratégica e de gerenciamento dos departamentos de futebol, marketing, comercial, médico e da categoria de base. 

Na prática, ela liderou a montagem do time para a estreia na Divisão de Acesso do Gauchão e, quando necessário, também atua na operação do dia a dia.

"Em um projeto que, além de novo, se estrutura à medida que vão acontecendo as coisas, a equipe é mais enxuta. Costumamos dizer que as pessoas que estão aqui dentro cruzam, cabeceiam e defendem", brincou em entrevista ao Globo Esporte.

A Apafut nasceu em 2011, resultado da descentralização dos esportes na Universidade de Caxias do Sul (UCS). 

Conta com quase 400 atletas nas categorias de base. 

Inicialmente voltado à formação de jogadores, o projeto se profissionalizou em 2024. 

Em apenas 2 anos, conquistou o acesso à segunda divisão gaúcha. 

Foi quando o telefone de Hellen tocou.

"O pessoal do projeto me chama e diz: "Precisamos de alguém para capitanear, porque daqui para frente é algo mais do que simplesmente ser um clube que gere categoria de base e tem um departamento de futebol pontual. Precisamos de algo maior". Isso foi me brilhando os olhos. É quando fazem o convite, justamente para usar toda a minha bagagem com gestão de carreira de atletas, com intermediação, e do próprio projeto, para abraçar isso", conta a executiva.

A profissional nutre uma relação de década com o clube da cidade. 

Formada em Educação Física pela UCS (Universidade de Caxias do Sul), fez estágio na Apafut e, ao assumir a carreira do irmão, manteve vínculo como investidora, viabilizando estruturas e a disputa de competições da base.

Na função executiva, já cumpriu duas das três metas traçadas para o projeto: a conquista do selo de clube formador pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a permanência da Apafut na segunda divisão, no domingo (27), o time de Caxias se classificou às quartas de final da competição. 

Ao que tudo indica, Hellen permanecerá à frente do projeto em 2027, quando pretende implementar a última das metas, a de exportar atletas.

"Preciso que a captação seja boa para a formação ser bem feita. Assim, consigo alimentar uma equipe profissional. Alimentando uma equipe profissional e tendo minutagem (Gauchão), tenho produto para exportar. Claro que o resultado de campo acaba refletindo o que acontece no clube, mas hoje o meu troféu é o número de atletas colocados no mercado através do projeto", explicou.

Atualmente, a Apafut se sustenta por meio de patrocínios, receitas da federação e da prefeitura, além do apoio da comunidade. 

A meta, no futuro, é ter atletas como ativos. 

Conforme Hellen, a intenção é montar uma estrutura que permita ao clube, a médio e longo prazo, trazer maior estruturação financeira, quem sabe até virar uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Da necessidade, a oportunidade

O futebol sempre fez parte da vida dos Telles, muito pelo incentivo do pai. 

Hellen até se arriscou nos gramados, mas brinca que o talento nasceu com Alex. 

Após se formar como educadora física, ela tinha como objetivo trabalhar como treinadora. 

Contudo, viu a carreira tomar outro rumo a partir de uma necessidade do irmão.

"Entrei muito por uma necessidade (do Alex) e fui me especializando. À medida que a carreira do Alex foi se desenvolvendo, também fui descobrindo que era uma carreira para mim. Nunca tinha vislumbrado o lado da gestão como uma possibilidade", admitiu.

Hellen geriu a carreira do irmão de 2015 a 2023 e, nesse meio tempo, assumiu também a intermediação em parceria com o agente israelense Pini Zahavi. 

Participou das transferências de Alex para Manchester United, Sevilla e Al-Nassr, além da convocação para a Copa do Mundo do Catar. 

As experiências trouxeram contatos, repertório técnico e abriram portas aproveitadas até hoje. 

Mas ela sentiu que precisava mudar.

"Nesses últimos anos ficou muito claro que, a partir do momento que o Alex encerra a carreira, a Hellen, irmã, encerra também. Precisava existir um processo de desvincular essa relação, para o crescimento de ambos. Meu maior aprendizado é que não basta ter o sobrenome ou uma história para contar, se você não tem embasamento acadêmico, algo para te chancelar", ponderou.

Carreira solo: Hellen voltou à sala de aula, realizou curso de gestão de clubes no Real Madrid, foi certificada em Gestão de Futebol pela UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) e está entre as cerca de 5% de agentes mulheres licenciadas pela FIFA. 

Hoje, se dedica quase que exclusivamente à Apafut, pois manteve em paralelo um projeto de mentoria com sete famílias de atletas.

"Só ter o sobrenome e estar atrelada ao meu irmão não era suficiente para me sustentar nas mesas e garantir projetos. Precisei construir o nome Hellen Telles, ir para a sala de aula, rodar o mundo, construir meu próprio nome. Construir a Hellen Telles em paralelo à irmã do Alex foi meu grande desafio", destacou.

Apesar da distância entre Caxias e Rio de Janeiro, a parceria dos irmãos segue de forma online, no que Hellen chama de "comitê familiar para assuntos esportivos". 

O pai se mantém como principal referência, o "guru" nas decisões dos filhos, além de ser um torcedor frequente nos jogos da Apafut.

"Meu pai não foi jogador profissional, mas acompanhou a construção dos filhos, sabe exatamente a forma que pensamos. Então existe um comitê familiar que a gente debate assuntos esportivos, o Alex acompanha muito o que acontece na Apafut e nós o Botafogo. Quem fica mais à parte é minha mãe, que diz só gostar do futebol quando os filhos estão envolvidos. Do contrário, não é muito fã". 

Mulheres no futebol: Para Hellen, é uma satisfação e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade inspirar outras mulheres a fazer da gestão no futebol um plano de carreira. 

Quando acadêmica, ela não teve em quem se espelhar. Hoje, enxerga em Leila Pereira, presidente do Palmeiras, e Rafaela Pimenta, também agente Fifa, exemplos a seguir.

Na Apafut, é uma das três mulheres do clube, ao lado da psicóloga e da nutricionista. 

Entende que a maior visibilidade das atletas em campo e a consequente profissionalização do futebol, com a entrada das SAFs, deve abrir um espaço cada vez maior às mulheres.

"Com clubes mais profissionalizados, se abre espaço para competência e aí independe de gênero. Se for competente, vai ocupar esse espaço. À medida que mostramos para elas que existe uma cadeira a ser ocupada e que ela não é inacessível, teremos mais mulheres", concluiu.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Violação no City

Premier League anuncia Manchester City culpado por violações financeiras, e clube diz que vai recorrer.

Liga inglesa oficializa veredito sobre 115 infrações, e Manchester City se diz "desapontado e surpreso" e tem até 2 de outubro para recorrer; possíveis sanções serão discutidas em sigilo.

O Manchester City foi considerado culpado de todas as 115 acusações relacionadas à violações dos regulamentos financeiros da Premier League. 

A liga inglesa emitiu comunicado oficial no início da tarde desta terça-feira (29), pontuando que o clube inglês tem até o dia 2 de outubro para recorrer contra a decisão.

A Premier League afirmou que a comissão independente constatou que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/2018, o Manchester City organizou contratos 'falsos' com diversos parceiros comerciais. 

Registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol. 

Violou significativamente os limites de gastos tanto da Premier League quanto da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) e, durante a investigação da Premier League, cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé com a Liga.

Presidente do Manchester City nega irregularidades e fala em sabotagem: "Agora que as acusações foram comprovadas, a questão da sanção será tratada separadamente em uma audiência adicional com a Comissão independente. 

De acordo com as regras da Premier League, essa audiência permanecerá privada e confidencial até que a publicação do resultado seja permitida (...) 

A intenção do Conselho da Premier League é que todo o processo (incluindo quaisquer recursos e publicação das decisões relevantes) seja concluído o mais rápido possível", disse a liga inglesa em comunicado.

Manchester City irá recorrer: Pouco depois do anúncio da Premier League, o Manchester City também divulgou uma nota oficial sobre o caso, se dizendo "tão desapontado quanto surpreso". 

O clube se declarou inocente das acusações feitas pela Liga, afirmou portar de "um corpo abrangente de provas irrefutáveis" e garantiu que "será implacável e, quando necessário, proativo" em todos os fóruns regulatórios e legais apropriados.

O processo da Premier League continua em andamento, com elementos significativos inacabados. 

"O Manchester City Football Club agora buscará as vias de recurso disponíveis, com base no fato de que a opinião contém erros materiais claros, de direito, princípio e fato, e é insegura. O Clube respeitou diligentemente o devido processo por oito anos, com base na condição de que o Conselho e a Direção da Premier League se comportariam como reguladores independentes, imparciais e justos, livres de influência partidária. O Clube obviamente está limitado no que pode dizer até que todos os procedimentos futuros estejam concluídos", declarou o Manchester City em nota ofiical.

Entenda o caso: O Manchester City foi acusado, em fevereiro de 2023, de violar as regras financeiras da Premier League, mais de 100 vezes durante 9 anos. 

A investigação que levou à acusação durou 4 anos. 

O caso foi então encaminhado para uma comissão independente da liga.

As supostas violações financeiras teriam ocorrido entre 2009 e 2018. 

O clube foi acusado de ter violado as regras da liga que exigem "a melhor fé" na hora de declarar informações "que forneçam uma visão verdadeira e justa da posição financeira do clube". 

Veja abaixo mais detalhes da nota oficial da Premier League.

"A Comissão independente concluiu que o Manchester City organizou acordos comerciais 'simulados' com vários de seus patrocinadores durante o período, que faziam parte de um esquema de financiamento disfarçado, pelo qual essas empresas eram obrigadas a pagar apenas uma parte das taxas de patrocínio relevantes. O restante foi financiado pela Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd (ADUG), que era proprietária do clube. Como parte do esquema, foram firmados outros arranjos 'simulados', financiados pela ADUG, para permitir que o clube registrasse despesas operacionais menores do que realmente incorreu, além de um acordo circular 'simulado' com a Fordham, uma entidade que comprou os direitos de imagem dos jogadores do clube, financiado pela ADUG. O objetivo desses esquemas foi considerado inflar artificialmente as receitas do clube e reduzir seus custos em mais de £900 milhões durante o período afetado, para parecer estar em conformidade com as regras financeiras. A consequência disso, conforme constatou a Comissão, foi que o clube registrou contas incorretas e ocultou o verdadeiro estado financeiro de seus auditores e reguladores do futebol. A Comissão concluiu que 'por sua conduta, o clube claramente pretendia contornar as Regras da Premier League".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Inglaterra se recupera

Com um a mais, Inglaterra vence República Tcheca em Praga.

Mesmo em vantagem após expulsão de Sulc no início do jogo, seleção inglesa mostra pouco repertório ofensivo.

Com grande atuação de Anthony Gordon, autor do primeiro gol da partida e de outros lances perigosos, a Inglaterra venceu a República Tcheca por 2 a 0 nesta terça-feira (29), em Praga, pela segunda rodada da Liga das Nações da UEFA (União das Associações Europeias de Fuetbol), Harry Kane, em noite discreta, fez o segundo gol. 

Apesar do resultado, a seleção dirigida por Thomas Tuchel teve uma atuação coletiva pouco inspirada, mostrando um repertório ofensivo limitado, mesmo atuando com um jogador a mais desde a expulsão de Sulc, aos 24 minutos do primeiro tempo.

O resultado colocou a Inglaterra na segunda colocação do Grupo 3 da Liga das Nações, com os mesmos 3 pontos da Croácia, que perdeu para a Espanha no outro jogo da chave. 

Os espanhóis lideram, com 6 pontos, e a República Tcheca, com 2 derrotas em casa, é a última colocada. 

A terceira rodada, sábado, tem Espanha contra República Tcheca e Croácia enfrenta Inglaterra. 

A Inglaterra dominou o primeiro tempo na Fortuna Arena, em Praga, principalmente depois de ficar com um jogador a mais em campo, graças à expulsão de Sulc aos 24 minutos do primeiro tempo, o camisa 15 tcheco tinha recebido o amarelo por uma falta dura, mas o árbitro foi chamado para rever o lance no VAR e decidiu mudar o cartão para vermelho. 

A pressão inglesa, porém, foi ineficaz, com pouquíssimas chances claras de gol. 

Harry Kane, por exemplo, só teve uma finalização, em chute perigoso da meia-lua, que obrigou o goleiro Kovár a fazer uma grande defesa, já aos 45 minutos do primeiro tempo.

A Inglaterra abriu o placar logo no primeiro minuto do segundo tempo: após um erro na saída de jogo, Alexander-Arnold recuperou a bola na direita e cruzou na medida para Gordon marcar de cabeça. 

A Inglaterra repetiu o padrão do primeiro tempo, com um domínio de jogo improdutivo, mas ainda conseguiu marcar mais uma vez, graças ao oportunismo de Harry Kane, que aproveitou uma sobra de bola na área para bater cruzado, de esquerda.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Show de Yamal

Yamal brilha, e Espanha vence a Croácia na Liga das Nações.

Campeã mundial amplia recorde de invencibilidade entre seleções para 40 jogos e fica na liderança do Grupo A3.

A Espanha venceu a Croácia com tranquilidade, nesta terça-feira (29), em jogo da segunda rodada do Grupo A3 da Liga das Nações. 

Lamine Yamal marcou duas vezes e deu assistência para Pubill fazer de cabeça. Beljo descontou para a Croácia, e Nico Williams fechou o placar nos acréscimos.. 

Com o resultado, a Espanha amplia recorde de invencibilidade entre seleções para 40 jogos e fica no topo da chave, com 6 pontos.

A Espanha não perde um jogo há mais de 2 anos. 

A última vez foi em março de 2024, quando tomou 1 a 0 da Colômbia em amistoso disputado em Londres. 

A sequência de 40 jogos sem perder começou quatro dias depois, em um empate em 3 a 3 contra a seleção brasileira de Dorival Júnior.

A invencibilidade espanhola tem 31 vitórias e nove empates, com 102 gols marcados e 31 sofridos. 

A maior goleada foi um 6 a 0 sobre a Turquia nas Eliminatórias, e o jogo mais movimentado foi o 5 a 4 sobre a França na Liga das Nações.

A Espanha lidera o Grupo A3 da Liga das Nações, com 6 pontos conquistados em 2 partidas. 

É seguida pela Inglaterra, com 3 pontos, da mesma forma que a Croácia, terceira colocada. 

A República Tcheca segue sem pontuar e é a próxima adversária da Espanha, no próximo sábado (3), às 15h45 (horário de Brasília).

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Fórmula 1 no radar de Rafael Câmara

Rafael Câmara diz estar pronto para a Fórmula 1 e recebe apoio de chefe na Fórmula 2.

Em entrevista ao "The Race", brasileiro disse não ver tanta diferença entre as categorias em termos de pilotagem. 

Gestor da Invicta Racing, James Robinson exaltou velocidade natural de Rafa.

O brasileiro Rafael Câmara, atual líder da Fórmula 2 com a Invicta Racing, está cada vez mais perto de chegar à Fórmula 1. 

Principal candidato à vaga de Esteban Ocon na Haas, o pernambucano de 21 anos disse em entrevista ao "The Race" que está pronto para o salto rumo à elite do automobilismo mundial.

"Sim, eu não vejo por que não. No fim das contas, você ainda está pilotando carros rápidos em um circuito. Eu já tenho feito isso há algum tempo".

Durante a temporada, Rafa realizou testes com carros prévios (TPCs) da Ferrari e participou de outro com a Haas, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, Portugal.

O Globo Esporte apurou que o tempo do brasileiro no teste com a Haas foi o melhor do dia, superando até mesmo o de Oliver Bearman, titular da equipe americana. 

Também participaram da atividade o italiano Leonardo Fornaroli, reserva da McLaren, e o japonês Ryo Hirakawa, piloto da Toyota no Mundial de Endurance (WEC).

Rafael disse que não vê muita diferença entre a Fórmula 1 e Fórmula 2 em termos de pilotagem, e quer ter a oportunidade de pilotar para valer com os melhores.

"É um lugar muito diferente, tem muito mais coisas acontecendo, mas eu acho que isso é mais do lado de fora do carro. No carro, você faz o seu trabalho e tenta sempre maximizar o que pode. É o que eu mais gosto, sempre vai ser um prazer dirigir. Se eu chegar (à F1) também é um sonho, porque você trabalha a vida toda para isso", disse, acrescentando:

"Obviamente, sempre é legal participar dos TPCs, mas você não quer só sentir o gosto e não estar lá o tempo inteiro. Vai ser algo legal e acho que estou pronto", finalizou.

Chefão na Fórmula 2 exalta Rafa: Durante a trajetória rumo à Fórmula 1, Rafael Câmara passou a ter o apoio da Academia de Jovens da Ferrari, e os resultados na base o credenciaram a uma vaga na Invicta Racing, equipe tida como a mais forte da Fórmula 2 no atual regulamento. 

O time teve o piloto campeão nas últimas duas temporadas, com Gabriel Bortoleto (2024) e Leonardo Fornaroli (2025).

Chefe da Invicta, James Robinson se mostrou impressionado com o brasileiro e disse que nunca viu um piloto com tanta velocidade pura:

"A velocidade é simplesmente incrível. Eu nunca conheci um piloto tão naturalmente talentoso como ele. Ele tem um feeling com os pneus que eu nunca vi antes, é muito natural. Assim que ele entrou no carro, deu para ver que esse garoto tinha algo, tinha uma velocidade natural e sensação (do carro) que não tínhamos visto antes", disse.

O gestor deixou claro, no entanto, que Rafael ainda tem pontos a melhorar. 

Durante a temporada deste ano, Câmara perdeu duas oportunidades de vencer por erros individuais, em Montreal, quando rodou ao tentar atacar Dino Beganovic, e em Mônaco, quando não aqueceu os pneus corretamente depois da relargada e travou tudo enquanto estava sob pressão de Nikola Tsolov, vice-líder do campeonato.

Na opinião de James Robinson, Câmara é um piloto bastante capaz de conquistar vitórias se evitar esses erros.

"Geralmente, ele tem uma cabeça muito calma no carro e não comete erros com frequência, mas cometeu dois nesse ano. Acho que a desvantagem, se você comparar com o Leonardo (Fornaroli) no ano passado, a grande diferença entre esses dois anos é que o Leo não cometeu grandes erros. Essa foi a receita para que ele vencesse o campeonato com uma rodada de antecedência", iniciou.

"O Rafael tem uma velocidade que é inegável. Ele trabalhou duro nesse ano. Só precisava cortar esses erros bobos que o custaram em Montreal e Mônaco, por exemplo, e largar bem. Se ele consegue fazer essas coisas, então se torna muito bom em vencer corridas", analisou.

Mesmo com os percalços ao longo da temporada, Robinson ressaltou que confia no talento de Rafa e vê o brasileiro pronto para estar na Fórmula 1 em breve:

"100%. Eu vou ficar muito, muito surpreso se ele não correr na Fórmula 1", finalizou.

Rafael Câmara assumiu a liderança da Fórmula 2 na etapa do Azerbaijão, composta por 3 corridas. 

O brasileiro tem 207 pontos, contra 200 de Tsolov e 189 de Alexander Dunne. 

Ainda há 2 etapas por fazer na categoria, no Catar e em Abu Dhabi, mas não se sabe se as provas vão ser realizadas devido à guerra no Oriente Médio.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Ajuda aos clubes mineiros

Governo de Minas anuncia 'suporte' de R$ 32 milhões a clubes que perderão patrocínios de bets.

Atlético-MG e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto América-MG ficará com R$ 2 milhões.

Os 3 principais clubes de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, receberão um "suporte" de R$ 32 milhões do governo do estado devido ao iminente fim do patrocínio das casas de apostas. 

O anúncio foi feito pelo governador e candidato a reeleição Mateus Simões (PSD). 

Atlético-MG e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, enquanto o América-MG receberá R$ 2 milhões. 

O pagamento será imediato.

"O futebol de Minas é muito maior do que as bets. O que o estado pode fazer nesse momento não é socorro, mas um apoio a nossas grandes torcidas que estariam sendo imediatamente prejudicadas. Serão 5 times que passarão por esse suporte. Vamos abrir as negociações com Athletic e Uberlândia. Para nós é uma questão de responsabilidade", iniciou Simões.

Pelo suporte, a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) irão ter suas marcas estampadas nas camisas dos clubes auxiliados. 

O local será definido posteriormente.

A decisão do governo mineiro foi anunciada após reunião na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), em Belo Horizonte. 

Participaram do encontro, além do governador Mateus Simões, Renato Salvador (acionista do Atlético-MG), Pedro Lourenço (dono do Cruzeiro) e Marcus Salum (coordenador do grupo de gestão do América). 

A informação foi dada inicialmente pelo O Tempo.

"Convocamos as outras empresas mineiras a também a esse esforço de apoio ao nosso futebol. O valor que colocamos à disposição é um terço do que as bets colocavam nesses times, então não queremos substituir, mas dar esse primeiro grande exemplo às empresas. Está na hora de reassumirmos o nosso futebol e fazer com que ele seja patrocinado por aquilo que o mineiro é e bem representa", disse o governador.

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro