segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Fim das bets

Sindicato dos clubes de futebol e das federações pede ao STF (Supremo Tribunal Federal) suspensão da MP (Medida Provisória) ou período de transição de 6 meses.

Ofensiva contra medida provisória do governo une bets, clubes, federações e a própria CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional (Sinafut, que representa os clubes e as federações) entrou com um pedido ao Ministro Luiz Fux para participar do processo relatado por ele que questiona a Medida Provisória que proíbe as bets no país, anunciada pelo presidente Lula na última sexta-feira (25). Entre os pleitos da associação, estão a suspensão dos efeitos da MP até que o Congresso delibere sobre o tema ou até o julgamento das ações no STF.

Caso este pedido não seja aceito, o Sinafut pleiteia um período de transição de seis meses para a proibição das bets começar a valer. 

A entidade argumenta que o prazo de 5 de outubro de 2026, quando os sites de apostas serão bloqueados, "recai sobre a reta final das competições nacionais e as decisões estaduais, quando a exposição de marca e a monetização contratual são máximas. 

Os orçamentos de 2027 e os campeonatos estaduais, que se iniciam em janeiro, estão sendo definidos agora. Uma transição que alcance o encerramento da temporada de 2026 é o mínimo compatível com o planejamento esportivo". 

A informação foi publicada inicialmente pelo portal Metrópoles e confirmada pelo GLOBO.

O processo ao qual o Sinafut pede para entrar é a ação movida pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). 

Os órgãos, que representam as bets, pedem a Fux que suspenda imediatamente a MP 1.394/2026.

Vices da CBF na diretoria da Sinafut: Com isso, a ofensiva contra a medida provisória passa a ter, oficialmente, bets, clubes, federações e a própria CBF lado a lado. 

A diretoria do Sinafut conta com dois vice-presidentes da entidade nacional (Ednailson Leite Rozenha, deputado e presidente da Federação Amazonense e Ricardo Glock, presidente da Federação Paraense), além de Felipe Feijó, presidente da Federação Alagoana e filho de Gustavo Feijó, diretor de seleções da confederação.

A receita oriunda das bets se tornou parte fundamental do futebol brasileiro. 

Dos 20 times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, 14 têm contratos de patrocínio master com casas de apostas. 

O mercado movimentará cerca de R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro em 2026, mesmo patamar da última temporada. 

Os clubes alegam que contam com ela para honrar seus compromissos.

Os organizadores dos campeonatos, como a própria CBF, também estão preocupados com os impactos financeiros, já que as empresas de apostas estão entre as principais patrocinadoras das competições. 

O Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, maiores competições nacionais, têm seus naming rights comprados pela Betano.

Reportagem: Oglobo.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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