domingo, 3 de julho de 2022

Imbróglio à vista

Vasco estima entre 12 partidas e 15 partidas por ano no Maracanã e oferece São Januário ao Fluminense.

Em nota, clube afirma que busca entendimento entre clubes interessados na licitação, defende grama natural e afirma que é possível compor calendário.

Em meios às turbulências e litígios pela utilização do Maracanã, hoje sob a gestão de Flamengo e Fluminense, o Vasco emitiu uma nota oficial neste domingo (3) onde afirma que pretende utilizar o estádio somente para seus principais jogos, estimando de 12 partidas a 15 partidas por ano, e oferece São Januário aos tricolores para compor o calendário.

Na conta dos atuais gestores do estádio, seria viável liberar o Maracanã para o Vasco somente em 10% dos jogos do clube como mandante. 

Isso significa permitir o uso da arena em cerca de cinco jogos.

Na nota, o clube afirma ainda que busca um entendimento entre os clubes interessados em participar da licitação pela concessão do estádio. 

O Vasco ressalta que se trata de um "equipamento público" e argumenta que "não faz sentido realizar jogos com 10 mil ou 15 mil espectadores no Maracanã e deixar de fora partidas com potencial de 70 mil torcedores", citando diretamente a deste domingo (3), contra o Sport.

Confira a íntegra da nota do Vasco:

1 - Sobre nova licitação/ entendimento com outros clubes:

O Maracanã é um equipamento público e a melhor solução seria um entendimento entre os clubes que manifestaram interesse, para que todos possam utilizar o estádio de acordo com suas características e necessidades, em bases pré-acordadas. 

O Vasco pretende utilizar o Maracanã apenas para seus principais jogos, com alta demanda de público. Estimamos algo como 12 partidas a 15 partidas por ano. Para os demais jogos temos nossa casa, São Januário. 

Partindo dos 70 jogos/ano preconizados pelo governo do estado, e utilizando critérios objetivos como média público, o Flamengo poderia fazer os seus 35 jogos anuais no Maracanã e o Fluminense algo como 20 ou 23 jogos. 

Oferecemos São Januário ao Fluminense como alternativa para compor o calendário, e na nossa cidade ainda temos o Nilton Santos. 

O que não faz nenhum sentido é realizar jogos com 10 mil ou 15 mil espectadores no Maracanã e deixar de fora partidas com potencial de 70 mil torcedores, como essa que o Vasco joga nesse domingo (3) contra o Sport.

2 - Sobre grama sintética:

Temos a tradição de jogar com grama natural e entendemos que seria preferível, e possível, manter o Maracanã assim. 

O que não se pode admitir é que sejam impostas restrições ao justo direito dos clubes do Rio de jogar no Maracanã. 

A grama sintética é uma realidade no Brasil e no mundo, a tecnologia vem avançando rapidamente. 

Entendemos que em uma situação limite, essa sim pode ser uma solução.

3 - Sobre possível retorno da gestão do Maracanã ao Governo do Estado?

O Vasco acredita que os clubes são perfeitamente capazes de gerir o Maracanã, desde que haja uma licitação com oportunidades iguais de participação, racionalidade, regras claras, e, idealmente, com os clubes em entendimento. 

O Maracanã foi construído com impostos pagos por cariocas e fluminenses e deve cumprir sua função social de estar aberto para receber os torcedores de todos os clubes do Rio, em igualdade de condições. 

O Maracanã é um importante gerador de empregos e de renda para empreendedores locais e para o estado, por isso seu uso deve ser otimizado. 

No último jogo do Vasco contra o Cruzeiro no Maracanã recebemos torcedores de 22 unidades da federação. 

O que ninguém pode admitir é a tentativa de se apropriarem de um bem público cerceando o direito de outros, como, aliás, ratificou o Tribunal de Justiça do Rio em decisões recentes.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

 

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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