segunda-feira, 1 de julho de 2019

Embalado!!!

Com campanha quase perfeita, Brasil vai às finais fortalecido após rodízio e ganha opções na Liga.

Renan usa cinco semanas da fase de classificação para dar espaço para todos os jogadores convocados e chega à disputa pelo título com base forte e grupo homogêneo.

A queda para a Sérvia, na terceira semana de disputa, serviu quase como um alerta. 
Que venha a fase final para o Brasil. (Foto: Globoesporte.globo.com)
A derrota em Portugal foi a única da seleção em toda a fase de classificação da Liga das Nações. 

Com o triunfo sobre a Itália, no Distrito Federal, o Brasil confirmou sua força e avançou às finais com uma campanha quase perfeita, em primeiro lugar. 

Em Chicago, na primeira etapa da briga pelo título, a equipe encara Irã e Polônia no grupo B.

Os números, claro, ditam a boa fase. 

Em 15 jogos de cada equipe, ninguém venceu mais sets que o Brasil: 44 no total. 

A seleção também teve a melhor média de sets (2.933) e a melhor média de pontos (1.155). 

A vaga nas finais, conquistada antes mesmo de entrar em quadra para a última semana da fase de classificação, coroou um trabalho quase perfeito da equipe em meio ao desgaste das viagens e do pouco tempo de treino.

Mas, mais do que os números, chama a atenção a força do grupo. 

Durante as cinco semanas da fase de classificação, Renan Dal Zotto rodou todo o time. 

Todos os convocados tiveram chances em quadra. 

O técnico montou uma base forte, principalmente na parte ofensiva, mas soube abrir caminho para jogadores do banco sempre que necessário.

"É bom olhar para fora, ter qualidade do lado de fora, e, mais do que isso, ter o olho brilhando, querendo entrar. Acho que isso é o grande diferencial, todos querendo dar sua contribuição, como deram, o tempo todo. Isso é muito bom, porque a Liga das Nações é uma competição muito particular. Você joga a cada semana em um continente diferente, três jogos seguidos. Precisamos ter um plantel legal. Chegamos em boas condições para a reta final", disse o técnico.

O time titular parece claro, com Bruninho, Wallace, Lucão, Maurício Souza, Leal e Lucarelli, com os líberos Thales e Maique se revezando. 

Na fase de classificação, porém, nomes como Cachopa, Alan, Douglas Souza, Maurício Borges, Flávio e Isac aproveitaram as brechas e se firmaram como boas opções do técnico durante os jogos.

Há, claro, pontos a se trabalhar. 

Fortes no ataque, Leal e Lucarelli ainda pecam no passe em alguns momentos. 

Por isso, Renan sempre manteve Douglas Souza e Maurício Borges à espera de um chamado para fortalecer o volume de jogo brasileiro. 

O saque também se mostrou instável em alguns momentos, principalmente na reta final, com muitos erros.

Cachopa, que começou a campanha como titular à espera do retorno de Bruninho, também se firmou com boas atuações. 

O jovem levantador se firmou como uma boa aposta do técnico. 

O quarteto de centrais também é outro ponto forte da seleção. Todos tiveram seus momentos de brilho na competição e são uma das armas do Brasil na fase final.

Depois de Brasília, a seleção segue para uma semana de treinos em Saquarema. 

O time, então, embarca para Chicago para a disputa das finais.

"Tivemos boas coisas nessa primeira fase. Primeiro, a chegada de dois talentos, dois levantadores, Cachopa e Thiaguinho (que se juntou ao time que vai ao Pan) nas primeiras etapas, antes da chegada do Bruno. A chegada do Leal, que se apresentou lá na Polônia, o que não é fácil. Essa semana vai ser fundamental para acertarmos uma série de coisas", disse Renan.

O regulamento da Liga das Nações é diferente dos demais torneios. 

No chaveamento da fase final, os Estados Unidos, sede e que terminaram entre os seis primeiros, são classificados como se fossem o líder, empurrando todos os outros times uma posição abaixo. 

Assim, na primeira fase das finais, o Brasil vai encarar dois rivais complicados. Irã, que liderou boa parte da fase de classificação e terminou em segundo lugar, e a Polônia, atual campeã mundial.

"Nossa chave vai ser duríssima, com Irã e Polônia. O Irã vivendo o melhor momento da vida deles como seleção, com um vôlei completamente diferente de todas as outras, com muita velocidade. Tivemos muita dureza para vencê-los. Vai ser sofrimento. Cada jogo vai ser de sofrimento. Temos de estar nas melhores condições".

Líder, Brasil vira sobre a Itália e vai embalado para finais da Liga das Nações; confira os grupos.

Seleção começa mal, perde Maurício Souza por lesão, mas consegue virada na marra e se despede de "turnê" em casa invicto. Na primeira fase das finais, encara Irã e Polônia em Chicago

Por um momento, tudo pareceu desandar. 

O primeiro set perdido, a lesão de Maurício Souza, os (muitos) erros em sequência. 

Mas, às vezes, é preciso virar o jogo na marra. 

Neste domingo (30), no encerramento da fase classificatória da Liga das Nações, o Brasil soube mudar o rumo de uma noite que não começou muito bem. 

De virada e diante de 9.500 torcedores, a seleção brasileira bateu a Itália em Brasília em 3 sets a 1, parciais 26/28, 25/22, 25/18 e 25/18. 

Fechou com chave de ouro as duas semanas em que jogou à frente de sua torcida, com seis vitórias em seis jogos.

O Brasil já entrou em quadra com o primeiro lugar garantido na tabela. 

Agora, viaja para Chicago para disputar as finais, entre os dias 10 e 14 de julho. 

Após a vitória da França sobre o Canadá, as outras posições dos finalistas também foram confirmadas. Os grupos das finais, então, ficaram assim:

Mais uma vez, Renan Dal Zotto usou seu banco para mudar o rumo da partida. 

Cachopa e Douglas Souza entraram muito bem no jogo e levaram o Brasil à vitória. Lucarelli fechou a partida com 19 pontos, um a mais que Alan. Douglas fez 12 pontos, e Flávio terminou a partida com 11 pontos.

No segundo set, depois de tentar um bloqueio, Maurício Souza caiu de mau jeito e torceu o tornozelo esquerdo. 

O central deixou a quadra carregado e não voltou mais. 

Durante toda a parcial, permaneceu deitado no banco de reservas. 

No intervalo para o terceiro set, deixou o ginásio carregado por companheiros. 

O jogador passará por exames nesta segunda-feira (1). 

Mas, após a partida, a comissão técnica do Brasil afirmou que o lance foi mais um susto, e que a lesão não deve ser séria.

Uma pancada de Leal resvalou no bloqueio antes de ir ao chão e abrir a contagem do jogo. 

A Itália, porém, queria se despedir da Liga das Nações com uma vitória. 

O time europeu não demorou a abrir 4/1 de vantagem. 

Nada que abalasse muito os anfitriões. 

Aos poucos, o Brasil tirou a diferença e passou à frente com um ataque de Alan (10/9). 

Mas a Itália estava bem no jogo e voltou a liderar o placar. 

A seleção da casa se manteve colada, mas, na reta final, o time europeu aproveitou alguns vacilos dos rivais para abrir vantagem. 

O Brasil ainda evitou quatro set points - um deles em lance incrível de Alan, mas não conseguiu retomar a frente: 28/26.

O jogo se manteve intenso na volta à quadra. 

Ainda no início, o susto. 

Maurício Souza caiu de mau jeito após bloqueio e torceu o tornozelo esquerdo. 

O campeão olímpico, então, deu lugar a Isac. 

O Brasil chegou a abrir 5/3, mas viu a Itália tomar a frente mais uma vez. 

Àquela altura, as coisas não estavam dando muito certo para a seleção. 

Mas, quando a inspiração não vem, é preciso fazer acontecer na marra. 

Com Cachopa muito bem em quadra, o Brasil cresceu de produção e tomou a dianteira na reta final. 

Na pressão da torcida, o empate: 25/22.

O Brasil manteve o mesmo ímpeto na volta à quadra. 

Já não errava tanto e se mostrava mais seguro depois das entradas de Cachopa e Douglas Souza. 

Era o mesmo time da vitória contra o Canadá, e o jogo, então, passou a fluir. Em um ataque de Alan, abriu 11/6 e forçou o pedido de tempo do técnico rival. 

O time europeu, no entanto, já não conseguia encaixar seu jogo. 

A vantagem só cresceu. 

No segundo tempo técnico, a seleção vencia por 16/9. 

A Itália até tentou lutar, mas o roteiro já não era o mesmo do início: 25/18 para os donos da casa.

A Itália, aos poucos, pareceu perder forças. 

O Brasil, por outro lado, conseguiu manter o mesmo nível no set final. 

Na frente desde o início, a seleção apenas controlou a vantagem durante o quarto set. 

O time europeu ainda conseguiu fazer a diferença cair para apenas um ponto quando o placar marcava 13/12. 

Mas a reação ficou na ameaça. 

O Brasil logo retomou a dianteira e garantiu a vitória em 25/18.

Brasil: Bruninho, Alan, Maurício Souza, Flavio, Lucarelli e Leal. 

Líberos Maique e Thales. Entraram: Cachopa, Rafael Araújo, Maurício Borges, Isac e Douglas Souza.

Itália: Sbertoli, Mazzone, Ricci, Lavia, Cavuto e Pinali. Líbero: Pesari e Balaso. Entraram: Spirito, Polo.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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