US Open anuncia premiação recorde de R$ 560 milhões.
Veja valores.
Atual edição do Grand Slam dos Estados Unidos, que será disputado entre os dias 23 de agosto e 13 de setembro em Nova York, terá a maior premiação da história do tênis.
O US Open anunciou a maior premiação da história do tênis, na última quinta-feira (20).
A atual edição do Grand Slam dos Estados Unidos, que será disputado entre os dias 23 de agosto e 13 de setembro em Nova York, terá um montante total de US$ 108 milhões (cerca de R$ 560 milhões).
O valor supera os US$ 90 milhões (quase R$ 492 milhões) distribuídos no ano passado e pode evitar protestos dos jogadores em relação à remuneração.
Os campeões de simples masculino e feminino receberão US$ 5,5 milhões cada (cerca de R$ 28 milhões), o que representa um aumento de 10% em relação ao ano passado e é o maior pagamento da história de um Grand Slam para um campeão da categoria na chave principal.
A premiação inédita também vale para quem for eliminado logo na primeira rodada.
Os 64 atletas de cada chave que perderem na estreia receberão US$ 140 mil (cerca de R$ 726 mil), a maior quantia já destinada nessa fase do torneio.
Já no qualifying, a derrota na primeira rodada renderá US$ 32 mil (cerca de R$ 166 mil).
Quem vencer as 3 partidas na fase classificatória e superar o quali garante US$ 66 mil (cerca de R$ 342 mil).
Em maio deste ano, às vésperas de Roland Garros, um grupo com os melhores tenistas da atualidade emitiu uma declaração conjunta reclamando da premiação do torneio.
A nota foi assinada por nomes como os líderes dos rankings Jannik Sinner e Aryna Sabalenka, além de Novak Djokovic e Coco Gauff.
Os protestos vem se repetindo nos outros Grand Slams do circuito.
Além de questionarem a divisão financeira dos torneios, alegando que não recebem uma parte suficiente das crescentes receitas, os tenistas exigem melhores condições de trabalho, benefícios previdenciários e maior participação na definição do calendário.
Os atletas também pedem garantias de que todos os torneios de Grand Slam pagarão 16% da receita em prêmios com efeito imediato, aumentando para 22% até 2030.
"Essas medidas representam um progresso importante nas conversas em andamento entre os jogadores e o US Open nos últimos 18 meses. Este é um aumento substancial na premiação. Embora ainda não esteja vinculado a uma fórmula de divisão de receitas acordada, os jogadores permanecem comprometidos com esse princípio e continuarão trabalhando com cada um dos torneios do Grand Slam para atingir esse objetivo", declararam os principais tenistas do circuito em um comunicado à imprensa internacional após o anúncio do US Open.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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