Com 1 jogador a menos, Vasco derrota o Vitória e abre vantagem na Copa do Brasil.
Barros é expulso no primeiro tempo, mas vascaínos se impõem e saem na frente nas quartas de final.
Baianos mantêm péssimo retrospecto fora de casa.
Ter um jogador a menos em campo é sempre ruim.
No primeiro tempo, então, a chance de derrota é enorme.
Não para o Vasco, pelo menos nesta quarta-feira (26) em São Januário.
Dentro de campo, os comandados de Pedro Emanuel conseguiram superar o cartão vermelho de Barros aos 17 minutos do primeiro tempo para derrotar o Vitória por 1 a 0, com gol de Andrés Gómez.
A vantagem é vascaína no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, que reforça a dificuldade do clube baiano fora de casa.
Com a vitória, o Vasco pode até empatar no jogo de volta, na próxima quarta-feira (2), no Barradão, que ficará com a classificação.
O Vitória precisa ganhar por 2 gols de diferença para avançar.
Um triunfo baiano por um gol de diferença leva a disputa para os pênaltis.
Antes disso, o Vasco volta a campo pelo Campeonato Brasileiro, quando enfrenta o Cruzeiro, sábado (29), em São Januário.
O Vitória encara o Atlético-MG, na Arena MRV, na mesma data.
O volante Barros, do Vasco, foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo.
A decisão foi tomada pelo árbitro Matheus Delgado Candançan após a revisão no VAR.
O lance ocorreu aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o volante foi pressionado por Renato Kayzer.
Errou a saída de bola e tocou com a mão na bola para impedir o ataque.
3 minutos, após consultar o VAR, Barros recebeu cartão vermelho.
Os jogadores do Vasco reclamaram muito dizendo que a bola havia batido no braço de Kayzer antes do toque de Barros.
Por incrível que pareça, o cartão vermelho fez bem ao Vasco.
As substituições de Jair Ventura no intervalo também.
Ao colocar Erick e Renê em campo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa.
O Vasco, que mexeu no time para jogar no contra-ataque, aproveitou. Andrés Gómez marcou um golaço, mas a equipe poderia ter feito até mais gols se tivesse melhor pontaria.
Vasco e Vitória viveram uma montanha-russa em São Januário.
O time da casa começou bem melhor, criou chances e poderia ter aberto o placar com Colidio.
Depois, de um erro de Barros, que tocou a bola com a mão sendo o último homem e foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo, o Vitória cresceu.
Mas o domínio do Leão não gerou tantos lances de perigo.
Mesmo com a equipe visitante com um a mais, a partida seguiu equilibrada.
Nos acréscimos da primeira etapa, os vascaínos quase abriram o placar com Ramon Rique.
Jogo tenso e equilibrado em São Januário.
As alterações de Jair Ventura não deram certo.
Ao colocar Erick e Renê em campo na volta do intervalo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa.
O Vasco aproveitou.
Em um contra-ataque, abriu o placar com Andrés Gómez e poderia ter ampliado com Colidio, que acertou a trave, ou Puma, que cabeceou mal quando estava livre na pequena área.
O Vitória só assustou no fim do jogo, com dois chutes perigosos de Erick e um de Luan Cândido.
Muito pouco para impedir uma vitória suada do Vasco.
A diretoria do Vasco usou o intervalo do jogo para cobrar o árbitro Matheus Delgado Candançan por ter expulsado o volante Barros.
O diretor de futebol Admar Lopes e o diretor técnico Felipe foram até o gramado para reclamar do toque de mão de Renato Kayser, antes da ação do volante vascaíno, que gerou a expulsão.
Foram contidos por policiais que faziam a escolta na saída da equipe de arbitragem.
A reportagem do Globo Esporte estava próxima ao ocorrido e presenciou os xingamentos de Felipe, além do gerente Clauber Rocha.
Bruno Lazaroni, auxiliar técnico permanente do Vasco, e o preparador físico Daniel Félix também também estavam na confusão.
Ainda houve tumulto no vestiário. Polícia Militar e BEPE (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios) chegaram a apontar armas para os funcionários do Vasco.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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