quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Vasco em vantagem

Com 1 jogador a menos, Vasco derrota o Vitória e abre vantagem na Copa do Brasil.

Barros é expulso no primeiro tempo, mas vascaínos se impõem e saem na frente nas quartas de final. 

Baianos mantêm péssimo retrospecto fora de casa.

Ter um jogador a menos em campo é sempre ruim. 

No primeiro tempo, então, a chance de derrota é enorme. 

Não para o Vasco, pelo menos nesta quarta-feira (26) em São Januário. 

Dentro de campo, os comandados de Pedro Emanuel conseguiram superar o cartão vermelho de Barros aos 17 minutos do primeiro tempo para derrotar o Vitória por 1 a 0, com gol de Andrés Gómez. 

A vantagem é vascaína no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, que reforça a dificuldade do clube baiano fora de casa.

Com a vitória, o Vasco pode até empatar no jogo de volta, na próxima quarta-feira (2), no Barradão, que ficará com a classificação. 

O Vitória precisa ganhar por 2 gols de diferença para avançar. 

Um triunfo baiano por um gol de diferença leva a disputa para os pênaltis.

Antes disso, o Vasco volta a campo pelo Campeonato Brasileiro, quando enfrenta o Cruzeiro, sábado (29), em São Januário. 

O Vitória encara o Atlético-MG, na Arena MRV, na mesma data.

O volante Barros, do Vasco, foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo. 

A decisão foi tomada pelo árbitro Matheus Delgado Candançan após a revisão no VAR. 

O lance ocorreu aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o volante foi pressionado por Renato Kayzer. 

Errou a saída de bola e tocou com a mão na bola para impedir o ataque. 

3 minutos, após consultar o VAR, Barros recebeu cartão vermelho. 

Os jogadores do Vasco reclamaram muito dizendo que a bola havia batido no braço de Kayzer antes do toque de Barros.

Por incrível que pareça, o cartão vermelho fez bem ao Vasco. 

As substituições de Jair Ventura no intervalo também. 

Ao colocar Erick e Renê em campo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa. 

O Vasco, que mexeu no time para jogar no contra-ataque, aproveitou. Andrés Gómez marcou um golaço, mas a equipe poderia ter feito até mais gols se tivesse melhor pontaria.

Vasco e Vitória viveram uma montanha-russa em São Januário. 

O time da casa começou bem melhor, criou chances e poderia ter aberto o placar com Colidio. 

Depois, de um erro de Barros, que tocou a bola com a mão sendo o último homem e foi expulso aos 17 minutos do primeiro tempo, o Vitória cresceu. 

Mas o domínio do Leão não gerou tantos lances de perigo. 

Mesmo com a equipe visitante com um a mais, a partida seguiu equilibrada. 

Nos acréscimos da primeira etapa, os vascaínos quase abriram o placar com Ramon Rique. 

Jogo tenso e equilibrado em São Januário.

As alterações de Jair Ventura não deram certo. 

Ao colocar Erick e Renê em campo na volta do intervalo, o técnico abriu o meio-campo e expôs a defesa. 

O Vasco aproveitou. 

Em um contra-ataque, abriu o placar com Andrés Gómez e poderia ter ampliado com Colidio, que acertou a trave, ou Puma, que cabeceou mal quando estava livre na pequena área. 

O Vitória só assustou no fim do jogo, com dois chutes perigosos de Erick e um de Luan Cândido. 

Muito pouco para impedir uma vitória suada do Vasco.

A diretoria do Vasco usou o intervalo do jogo para cobrar o árbitro Matheus Delgado Candançan por ter expulsado o volante Barros. 

O diretor de futebol Admar Lopes e o diretor técnico Felipe foram até o gramado para reclamar do toque de mão de Renato Kayser, antes da ação do volante vascaíno, que gerou a expulsão. 

Foram contidos por policiais que faziam a escolta na saída da equipe de arbitragem.

A reportagem do Globo Esporte estava próxima ao ocorrido e presenciou os xingamentos de Felipe, além do gerente Clauber Rocha. 

Bruno Lazaroni, auxiliar técnico permanente do Vasco, e o preparador físico Daniel Félix também também estavam na confusão. 

Ainda houve tumulto no vestiário. Polícia Militar e BEPE (Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios) chegaram a apontar armas para os funcionários do Vasco.

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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