Zebra monumental!
Independiente Santa Fe vence River Plate nos pênaltis e pega o Vasco nas quartas de final.
Após empate no tempo normal e 22 cobranças, colombianos avançam com goleiro Asprilla convertendo a batida decisiva.
O Vasco não voltará ao Monumental de Núñez, onde tem lindas lembranças da semifinal da Taça Libertadores da América de 1998 com o gol de Juninho que virou música e de uma goleada por 4 a 1 sobre o River Plate em 2000.
A zebra passeou em Buenos Aires, e o Independiente Santa Fe eliminou o River Plate nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal, na Colômbia, os times ficaram no 0 a 0.
Foram necessárias 22 cobranças, e o goleiro Asprilla converteu a batida derradeira com muito talento.
Santi Beltrán, colega de Asprilla, pintava como herói.
Tinha defendido 3 cobranças, mas na hora que teve de bater escorregou e isolou.
Um castigo que o jovem de 21 anos não merecia.
Quem mereceu foi Eduardo Coudet, que recuou o River Plate quando sua equipe vencia por 1 a 0 e amassava o Independiente Santa Fe.
O zagueiro Martínez Quarta foi um dos grandes vilões do River Plate.
Além de cometer o pênalti durante os 90 minutos, desperdiçou sua cobrança com uma batida muito ruim.
Isolou a bola. Borré, Facundo González e o goleiro Beltrán também perderam pelo time da casa.
Com nome do craque Faustino Asprilla, ex-atacante que é lenda da seleção colombiana, o goleiro Weimar Asprilla mostrou muita insegurança durante a partida, errou o canto por inúmeras vezes durante a disputa de pênaltis e só defendeu, com os pés, uma das 4 cobranças desperdiças pelo River Plate, muito ajudado pela cobrança fraquinha de Facundo González no meio.
Como era mais eficaz com os pés do que as mãos, o goleiro Weimar Asprilla tratou de honrar o sobrenome de astro e bateu sua penalidade com muito, muito talento.
Santi Beltrán caiu para a direita, e Asprilla botou no ângulo esquerdo!
O famoso e contestado golaço de pênalti!
O River Plate teve uma posse de bola estéril durante o primeiro tempo.
Ficou com ela por 77% do tempo, mas pouco machucou.
Até fez pressão no início, mas pouco levou perigo à meta colombiano.
Finalizou 17 vezes, mas a única jogada que mereceu destaque foi a em que Almada deixou Obrian no chão e tocou para Acuña cruzar.
Driussi e Ángel Correa por pouco não abriram o placar, já nos acréscimos.
O Independiente Santa Fe, por sua vez, chegou pouquíssimo e só acertou o gol em cabeçada fraquinha de Zapata.
Na etapa final, o River Plate foi muito mais agressivo, abriu o placar rapidamente com Driussi em boa jogada que teve participação de Ángel Correa e Montiel, autor da assistência.
Depois de um domínio bastante expressivo, Coudet chamou o River Plate para trás, e o Independiente Santa Fe foi levando perigo em chutes fortuitos.
Num deles, Martínez Quarta deu azar, abriu o braço direito e desviou chute de Luis Palacios.
Pênalti marcado, e Fagúndez converteu com um chute muito forte.
Castigo para um time muito pouco efetivo e também para a falta de coragem do treinador argentino.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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