Copa do Mundo Feminina de 2027: sorteio da primeira fase será dia 11 de dezembro no MAM Rio.
Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol), garante que torneio se tornará o melhor Mundial da história e reforça que acessibilidade será prioridade.
A FIFA realizará o sorteio da primeira fase da Copa do Mundo Feminina 2027 no dia 11 de dezembro.
A data foi divulgada nesta segunda-feira (24) no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, o mesmo local que vai sediar o evento daqui a 4 meses.
O museu recebeu a visita da taça original do Mundial, acompanhada de Jill Ellis, diretora de futebol da FIFA.
"Eu acho que o Brasil, por causa da história do futebol nesse país, tem uma torcida educada e ativa. É um destino lindíssimo, então eu acho que muitos fãs vão vir do mundo todo. Eu não tenho dúvidas de que vamos bater recordes de públicos nessa Copa. Esse será o melhor Mundial de todos, por causa dessa combinação: o país-sede, as pessoas que vão estar aqui e os fãs que vão vir e visitar o Brasil", garantiu Jill.
Segundo a diretora de futebol da Fifa, o Museu de Arte Moderna foi escolhido como uma homenagem ao "futebol-arte" do Brasil.
"Aqui é um lugar icônico. O futebol é uma forma de arte, então acho que parece uma intersecção perfeita entre o esporte e a arte moderna", afirmou Jill Ellis.
O sorteio que ocorrerá em dezembro vai determinar os grupos da Copa, com chaveamento e confrontos da fase inicial.
O Brasil será cabeça de chave do Grupo A e estará no jogo de abertura do torneio, no dia 24 de junho.
Na quinta-feira passada, 20 de agosto, a FIFA divulgou o calendário de jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027.
O Maracanã vai receber 9 partidas, entre o primeiro jogo e grande decisão do torneio (25 de julho).
Será a terceira vez que o estádio é palco de uma final de Mundial.
"(O Maracanã) Tem uma atmosfera incrível. Só a experiência de estar em um lugar icônico como este, já é incrível. Acho que é o match perfeito que seja o pano de fundo para nossa Copa do Mundo", disse Jill.
Aline Pellegrino, diretora de legado da Copa do Mundo Feminina de 2027, e a lateral Antonia também estavam presentes no MAM nesta segunda.
Jill Ellis destacou a grande preocupação da FIFA e dos organizadores em relação à acessibilidade do evento, para garantir que todos possam estar nos estádios.
"Certamente temos muitos parâmetros para a Copa. Nós queremos acessibilidade para esse local, queremos que as pessoas locais sejam capazes de vir. Desde os locais até os torcedores internacionais. Então, precisamos garantir que tenhamos ingressos disponíveis para todos, teremos estádios bem grandes. Precisamos tornar o evento interessante, garantir que ele se comunique com a comunidade local. Para que as pessoas saibam que vai ter uma Copa do Mundo acontecendo no seu quintal e que elas podem ir para ver algo espetacular".
"Mesmo que essa Copa seja sediada no Brasil, é a primeira Copa do Mundo na América do Sul. Então, eu acho que vamos ver um efeito dominó de desenvolvimento, não somente no Brasil, mas em todo o continente. Brasil tem ótimas jogadoras, a Colômbia investiu bastante e tem uma ótima liga. Com minha experiência, sei que você precisa de uma liga forte para essas jogadores virem e jogarem. Acredito que isso também é algo que eu espero que seja consequência da Copa. Não são somente as seleções que vão se beneficiar. As pessoas vão ver os jogos, estar nas partidas. É esse efeito que queremos. Desenvolver as ligas locais, as jovens atletas, as seleções. E então começaremos a ver os impactos nos jogos locais", disse Jill Ellis.
Jill também elogiou o trabalho de Arthur Elias no comando da Seleção e garantiu que o Brasil tem boas chances de levar a taça da Copa do Mundo.
A diretora da FIFA declarou que a equipe brasileira vive uma crescente desde a conquista da prata em Paris, em 2024, e terá um grande diferencial com o apoio da torcida.
"Eu sempre digo que quando você experimenta o sucesso, as jogadoras acreditam que elas conseguem e isso se torna tudo mais fácil. Depois que elas ganharam uma medalha na Olimpíada, agora as opções são vencer ou vencer. Eu acho que é um bom plano misturar a experiência com jogadoras jovens porque é difícil ganhar uma Copa do Mundo. Elas vão ter a torcida local apoiando, o que cria esse sentimento de "12º jogador". E o Arthur (Elias) faz um grande trabalho. Ele teve muito sucesso no Corinthians e agora quer traduzir esse sucesso para a Seleção. Eu acho que vai ser uma ótima oportunidade para elas tentarem vencer. Obviamente, vão ter muitas boas equipes competindo e antigos campeões: a Espanha, a Alemanha, o Japão. Mas eu acho que o Brasil tem uma grande mistura de talentos e um treinador que pode levá-las ao sucesso", disse Jill.
Como será a Copa do Mundo de 2027?
A Copa do Mundo Feminina de 2027 contará com 32 seleções, a exemplo da última edição, em 2023.
Das 14 vagas ainda em disputa, 7 seleções virão das Eliminatórias da Europa e 4 vagas são da Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).
Uma repescagem intercontinental, com dez seleções, vai decidir as 3 últimas vagas.
A repescagem terá uma fase preliminar, entre 24 de novembro e 5 de dezembro, com seis seleções: Taiwan, Uzbequistão, África do Sul, Gana, Equador e Papua Nova Guiné.
Cada equipe fará 3 partidas, e as 2 melhores vão se classificar para a fase final, entre 23 de fevereiro e 6 de março.
Venezuela, duas representantes da Concacaf e uma da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) entrarão diretamente nesta última fase, que decidirá as três classificadas para a Copa do Mundo em confrontos diretos.
Veja todas as seleções já classificadas para a Copa do Mundo de 2027:
Brasil (país-sede)
Austrália
China
Coreia do Norte
Coreia do Sul
Filipinas
Japão
Nova Zelândia
Alemanha
Argentina
Colômbia
Dinamarca
Espanha
França
Argélia
Marrocos
Camarões
Malawi
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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