Final da Copa do Mundo de 2030 tem disputa entre Santiago Bernabéu e superestádio de Marrocos.
Arena no país africano está em construção, casa do Real Madrid é tida como favorita, e Camp Nou, do Barcelona, também é opção.
A Copa do Mundo de 2030, a exemplo da atual, será realizada em mais de um país, e as 3 principais sedes serão Espanha, Portugal e Marrocos.
Se a tradição e estrutura apontavam os espanhóis Camp Nou, do Barcelona, e Santiago Bernabéu, do Real Madrid, como favoritos a palco da final, o país africano quer pleitear o grande jogo do torneio com um estádio que ainda nem foi construído.
Os trunfos de cada um na disputa: O Estádio Hassan II, cuja capacidade máxima será de 115 mil pessoas, é o trunfo do Marrocos para sediar a final da Copa do Mundo.
O Real Madrid tem em Florentino Pérez, reeleito presidente em pleito realizado no início de junho, como principal aliado.
Florentino tem ótima relação com a FIFA (Federação Internacional das Associações de Futebol) e foi figura importante para vencer a oposição de grandes equipes europeias em relação à Copa do Mundo de Clubes de 2025, tida pela entidade como uma de suas prioridades à época.
Uma possibilidade que vem sendo costurada nos bastidores é de a final ser disputada no Bernabéu, e uma das semifinais acontecer no Hassan II.
A mesma aponta que o entendimento daria ao Marrocos como compensação a oportunidade de sediar a Copa Mundial de Clubes de 2029.
Na Espanha, porém, fala-se que há um forte lobby para Marrocos sediar a final e também um certo espanto da FIFA com o fato de a candidatura espanhola em relação à decisão ser muito tímida até o momento.
Investimentos do Reino de Marrocos: O país africano cresceu muito estruturalmente após a histórica campanha que levou Marrocos à semifinal da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
O reino marroquino gastou mais de US$ 1 bilhão em estádios (mais de R$ 5 bilhões).
Adquiriu também expertise em torneios internacionais.
Em janeiro de 2023, foi sede do Mundial de Clubes, vencido pelo Real Madrid e que teve o Flamengo, eliminado na semifinal, como um dos participantes.
Entre o fim de 2025 e inicio de 2026, Marrocos sediou a Copa Africana de Nações, foi finalista da competição e perdeu para Senegal.
Decisão judicial posterior deu o título aos marroquinos pelo fato de atletas senegaleses terem abandonado parcialmente o campo nos acréscimos do segundo tempo, voltaram posteriormente e venceram o jogo na prorrogação.
O Reino de Marrocos anunciou em outubro de 2023 que gastaria R$ 2,4 bilhões no Hassan II, que será construído em Benslimane até o fim de 2027.
Comunicou também que faria reformas para se adequar ao "Padrão FIFA" em estádios em Tânger, Casablanca, Rabat, Agadir, Marrekech e Fez.
Tais remodelações custarão cerca de R$ 2,9 bilhões.
Reformas do estádios espanhóis e cravada de jornal madrilenho: Em julho de 2024, o jornal Marca, de Madri, cravou que o Santiago Bernabéu, casa do Real Madrid, sediará a final.
Noticiou ainda que tal decisão tinha anuência de Portugal e Marrocos.
O Real Madrid reformou o Santiago Bernabéu em 2023 e gastou R$ 4,8 bilhões.
A capacidade foi ampliada para 84 mil pessoas.
O Barcelona também está reformando o Camp Nou, outro estádio tido como candidato à final de 2030, mas quando as obras forem concluídas a arena comportará 105 mil pessoas.
Reportagem: Globoesporte.globo.com
Adaptação: Eduardo Oliveira
Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

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