sábado, 18 de julho de 2026

Aplaudido o técnico francês

Deschamps é aplaudido por jornalistas em última entrevista como técnico da França.

Representante da imprensa esportiva francesa fez homenagem a treinador, que está deixando a seleção após 14 anos no cargo.

Jornalistas aplaudiram Didier Deschamps na última entrevista coletiva dele como treinador da seleção da França, neste sábado (18). 

O técnico falou à imprensa, no estádio de Miami, nos Estados Unidos, depois da derrota por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo.

No espaço reservado à última pergunta, um jornalista representante da imprensa esportiva francesa fez uma homenagem a Deschamps, que está deixando o comando da seleção após 14 anos.

"Gostaríamos de agradecer profundamente pela forma como o senhor se relacionou com a mídia tradicional em um mundo em constante transformação", iniciou o jornalista.

"O senhor abriu regularmente as portas para a imprensa, tratou todos de forma igual e sempre escolheu colocar a seleção francesa em primeiro lugar. Obrigado pela sua postura, pela sua atitude e pela maneira como construiu essa relação profissional conosco ao longo desses 14 anos".

Depois do discurso, jornalistas presentes na sala de imprensa aplaudiram o treinador por alguns segundos, antes de Deschamps tomar a palavra.

Apesar de não ter sido feita nenhuma pergunta, o técnico fez questão de deixar uma mensagem final e pregou respeito na relação com a imprensa.

"Por favor, não se esqueçam do respeito. Nem sempre vamos concordar. Podemos divergir. A crítica faz parte da vida, mas, desde que seja feita com respeito, tudo bem. Respeito é algo que se tem ou não se tem. Por isso, desejo a vocês o melhor. E, como o melhor pertence ao futuro, o melhor ainda está por vir. Muito obrigado".

Foi uma entrevista coletiva marcada pela emoção de Deschamps e pela análise da trajetória de 14 anos à frente da seleção.

Deschamps assumiu o comando da seleção em 2012 e estreou em Copas do Mundo na edição disputada no Brasil, em 2014, na qual a França caiu nas quartas de final para a Alemanha.

Depois vieram o título na Rússia, em 2018, com vitória sobre a Croácia, e o vice no Catar, em 2022, com derrota para a Argentina.

Em 2026, na América do Norte, Deschamps levou a seleção ao quarto lugar.

Foram 186 partidas como técnico da França, com 120 vitórias, 35 empates e 31 derrotas.

"É o fim de uma jornada. Uma jornada que representou o período mais bonito da minha vida. Quando comecei, em 2012, alguns de vocês já estavam aqui. E eu sempre coloquei a seleção francesa em primeiro lugar. Foi isso que eu disse desde o início: você pode trabalhar nos melhores clubes do mundo, mas não existe nada acima desta seleção".

"Tenho um orgulho enorme, junto com a minha comissão técnica, por termos permanecido tanto tempo no comando. Talvez até tempo demais, como alguns diriam".

"Vivemos momentos extraordinários. Conseguimos fazer esta seleção francesa crescer. Talvez isso não tenha acontecido imediatamente, mas alguns jogadores disputaram uma Copa do Mundo pela primeira vez. Espero que a seleção francesa alcance um novo patamar, continue entre as melhores do mundo e viva novos momentos de sucesso".

É claro que a derrota no jogo de 10 gols para a Inglaterra também motivou questionamentos da imprensa. 

A França levou 4 gols no primeiro tempo e, depois de quatro substituições no intervalo, melhorou muito na segunda etapa e chegou a encostar no placar, mas não conseguiu sair com a vitória.

"Fizemos um primeiro tempo terrível. Criamos uma ou outra oportunidade. Fiquei bravo no intervalo. Obviamente, acabamos derrotados, mas a imagem que mostramos no segundo tempo refletiu muito mais o desempenho da seleção francesa: jogando, criando oportunidades, marcando gols, com Kylian sendo o artilheiro da equipe".

Ele disse não ter gostado do comportamento de certos jogadores no primeiro tempo, em que optou por uma escalação inicial com algumas modificações.

"Alguns jogadores tiveram muito pouco tempo de jogo, ou sequer haviam atuado, então era realmente difícil que estivessem no melhor nível de uma hora para outra. Mas, diante de uma partida tão complicada, eu jamais imaginava que aconteceria dessa forma".

"Precisamos encontrar explicações, mas conseguir explicar tudo de A a Z... Neste caso, simplesmente não há uma resposta para tudo. Eu poderia ter trocado oito jogadores no intervalo. Fiz muitas substituições e, depois disso, fiquei com pouquíssimas opções. Foi positivo ver que a equipe conseguiu reagir e esteve muito perto de um desfecho melhor".

Reportagem: Globoesporte.globo.com

Adaptação: Eduardo Oliveira

 

Revisão de Texto: Ana Cristina Ribeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário